24.4.03

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e sabe o quê? meu primeiro feriado depois do réveillon. eita. fui descansar em porto alegre. parece belo horizonte e tal, só que nacionalista. "gauchão da sorte loterias", "gaúcho bar e restaurante", "mercado gaudério"... ok, não era exatamente isso, mas era quase isso. o melhor foi ouvir um rap local em que os "mano" diziam algo como "vamos comprar duas caixas de champanhe pra celebrar a amizade". além de enaltecer um produto local (d.o.c. pra quê?), a canção ainda dá um exemplo de como o povo pra baixo do trópico de capricórnio consegue ser cordato. enquanto os racionais dizem que o fleury e a sua gangue vão nadar numa piscina de sangue, os mano gaudério vão celebrar a amizade. gostei.

tratado como um semimito no resto do país, o chimarrão se provou uma realidade. as pessoas saem para "matear" na rua, com sua cuia e a garrafa térmica do lado. volumes grandes assim eu só vi nos estados unidos, onde no calor as pessoas saem de casa carregando garrafas d'água de litro que mal-e-mal sairiam da geladeira de um filho de tupã. desculpem, gaúchos, mas eu realmente fiquei impressionada. nunca vi ninguém saindo com uma garrafa de café na rua, nem mesmo com o cantil cheio de suco de graviola. tem o oramdir, né, que sai com o flask que eu dei pra ele cheio de bebidas inomináveis ou vinho natal ou até guaraná. mas é o oramdir, né! e é o flask lindo que a minha pessoa comprou pra pessoa dele.

o namor me levou a lugares legais, incluindo cinco horas de passeio em gramado, onde comi algo a que chamavam pizza que consistia em uma camada de pão de forma (a versão local da pullmann, provavelmente) e outra de queijo, champignon etc. era bom, mas não era pizza. outro hábito dos locais que me chamou a atenção foi o de comer pizza com carne. tipo iscas de carne sobre queijo. não me lembro disso aqui na habibslândia. conheci meu pequeno enteado, uma figurinha. e também fiquei feliz por tomar uma cerveja com o dr. pellizzari. depois, ainda comi um dogão de rua mui probo.

incrível como é o dogão, né; um sabor universal. o dogão é um acontecimento social mesmo. é onde ricos e pobres se encontram, gente, é onde tutsis e hutus confraternizam, é onde tu e você convergem.

o dogão une as pessoas.

nibelunga do cabelo duro

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