3:39 abro os olhos
Banheiro
xixi
cama
viro para um lado
viro para o outro
...
continuo virando...
levanto de novo
tiro o pijama
coloco outro pijama
volto para a cama
viro para um lado
viro para o outro
...
continuo virando...
levanto
vou lavar roupa
Sim, acreditem! Às 4:00 da matina lá estava eu separando roupa para colocar na máquina! Aí começo:
"Será que o vizinho de baixo vai acordar?"
"Será que o vizinho de baixo vai reclamar?"
"O que eu estou fazendo não é contra as normas do condomínio..."
"Claro que não! Eles não imaginaram que nenhum demente iria decidir lavar-roupa a essa hora"
"Ah... mas eu coloquei no molho... até começar a bater a roupa mesmo já vão ser 5:00 da manhã... um horário razoável né.."
"Depois disso vai passar a constar no condomínio que é proibido lavar-roupa no meio da noite!"
Vou para o sofá
Ligo a TV
Rebobino a fita
Assisto 8 Simle Rules
"Pô... tá fazendo barulho..."
Volto para a cama
viro para um lado
viro para o outro
...
continuo virando...
volto para o sofá e acordo às 7:20
atrasada...
(...)
Eu fico muito, mas muito feliz mesmo que eu jamais tenha utilizado drogas na minha vida. Fico feliz por que, só assim, eu tenho certeza de que essas loucuras que passam pela minha cabeça são naturais e não derivadas do uso abusivo de entorpecentes.
Ontem dormi, por opção, no chão da sala. Sou incapaz de explicar a razão pela qual decidi dormir ali... só sei que eu não queria ir para a minha cama... extendi um edredon em cima do tapete da sala, me cobri com o edredon da cama, peguei meu santo travesseiro e capotei. Dormi muito bem aliás... o que só torna tudo ainda mais estranho... eu ando estranha... não levantei para lavar nada no meio da noite mas, sem conseguir definir por que, tenho certeza de que se tivesse ido para a minha cama não teria conseguido dormir.. Mais doido foi o sonho que eu tive... eu acho que sei o que ele significa mas, a certeza só virá na quarta na minha terapia.
chooops doo oooooooops!
31.1.03
Esquimó: Se eu não souber sobre Deus e pecado, eu vou para o inferno?
Padre: Não, não se você não souber.
Esquimó: Então por que você me contou?
irmãos, Entrai, pois aqui também há deuses... na Agnósticos Home Page
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Ratapulgo
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31.1.03
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Enquanto esperava para ser atendida na AACD, na segunda-feira, observei as pessoas que estavam por lá, a maioria crianças com seus pais. Vi crianças sorridentes em cadeiras de rodas, crianças em andadores, reaprendendo a andar, vi um toquinho de gente, devia ter uns dois anos, andando ligeirinho aos pulos, com suas muletas, com um jeitinho de sapeca. Pouco antes de virmos embora, resolvi ir até o final do corredor, onde pensei haver uma lanchonete. Ao atravessar a porta, foi como se voltasse no tempo. Estava novamente no saguão, por onde tantas vezes passei e onde fiz minha primeira comunhão. E, em frente a ele, o refeitório, onde nós, crianças semi internas e internas, almoçavámos todas juntas, todos os dias e onde aconteciam as festas de dia da criança e Natal. Pude me ver ali, criança, entre tantas outras crianças, numa mesa comprida, esperando pelo almoço. Lembrei-me das sextas-feiras, quando serviam pirão de peixe. A sexta era o dia de minha revolta. Eu detestava pirão, preferia passar fome a comê-lo. Mas minha revolta era porque nas mesas ao lado, mesas dos adultos, a sexta era o dia da pizza. Os adultos podiam comer pirão se quisessem, mas tinham a pizza como opção, mas a nós crianças, só restava o pirão.
No final do corredor da área escolar existia uma rampa, que dava acesso àquele saguão e refeitório. Quando fui procurá-la vi que a haviam bloqueado na metade, com uma parede. Senti um aperto quando vi aquela parede no meio da rampa que tantas vezes subi. Eu era meio preguiçosa e não gostava de subir rampas, a cadeira ficava pesada e tinha que fazer muita força. Sempre que podia pegava "carona" com algum andante que estivesse subindo. Não gostava de subí-las, mas adorava descê-las. Descia as rampas praticamente sem segurar nas rodas, apenas o suficiente para ir em linha reta. A cadeira descia muito rápido e por várias vezes eu batia na parede em frente ao pé da rampa, porque não conseguia frear a tempo. Eu me divertia fazendo isso.
Tinha um amigo, o Jadir, ele não tinha os braços. Estávamos sempre juntos no período da tarde e nos ajudávamos. Ele me ajudava a subir as rampas e eu o ajudava no que ele precisasse, costumava ajudá-lo na hora do lanche, colocando a comida em sua boca. Quando eu queria ir "lá em baixo", chamava o Jadir. Nem sempre ele queria ir comigo, mas eu acabava convencendo-o. Passeávamos pelo bazar e eu namorava um gatinho verde de plástico com rodinhas. Um dia, Jadir comprou o gatinho e me deu de presente. Fiquei tão feliz! Adorei o gesto dele de me presentear com algo que eu namorava, mas não havia pedido. Éramos companheiros em tudo. Gostávamos de brincar de bola, ele chutava e eu pegava. Juntávamos braços, mãos (meus), pernas e pés (dele) e nos completávamos.
Fui semi interna na AACD por dois anos, chegava às sete da manhã e saía às cinco da tarde. Minha vida acontecia lá. Foi onde aprendi que minha independência dependeria de mim, que deveria fazer todas as coisas que eu achasse que podia e a não ter medo do mundo fora de lá, pois, desde o primeiro dia, sabia que seria um período passageiro, mas essencial ao resto de minha vida.
navegando com a Maré
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Ratapulgo
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31.1.03
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Meu isqueiro com garantia de uma vida inteira se recusa a acender. O homem sentado à minha frente oferece fósforos. Em silêncio, aceito, acendo e devolvo. Ele diz qualquer coisa sobre os efeitos nocivos do cigarro e empurra um cinzeiro em forma de casa para o meu lado da mesa. Ei, não se preocupe doutor, nós temos garantia de uma vida inteira.
extrato do FDR
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Ratapulgo
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31.1.03
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CONDIÇÕES HUMILHANTES PARA AS FLORES
(retirado do “P’ingshih”, livro sobre a forma de se arranjar flores, escrito no século XVI por Yüan Chunglang)
O senhor que recebe visitas constantemente.
Um servente estúpido que coloca ramos em demasia e transtorna a decoração.
Monges ordinários que falam zen.
Meninos cantores.
Cantigas de Yijang (Kiangsi)
Mulheres feias que colhem flores e adornam os cabelos com elas.
Discutir promoções e baixas oficiais.
Falsas expressões de amor.
Poemas escritos por cortesia.
A família que faz contas.
Escrever poemas consultando dicionários de rimas.
Livros em mau estado largados à toa.
Agentes de Fukien.
Pinturas apócrifas de Kiangsu.
Excrementos de rato.
Quando o vinho termina antes de começarem os jogos-de-vinho.
Um escrito sobre a mesa, com frases como “o purpúreo ar matinal” (comum nas loas imperiais).
Nota do autor (eu, Alexandre) - Não faço a menor idéia do motivo pelo qual os agentes de Fukien são desprezíveis, mas eu os desprezo profundamente. Ah, outra coisa. Lin Yutang não é mais levado a sério por mais ninguém hoje em dia; o que é mais um motivo para amá-lo.
Alexandre Soares Silva
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Ratapulgo
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31.1.03
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O mendigo do guardanapo
Ele sempre aparecia lá no café, pegava a "televisão" de guardanapos, punha na cabeça e dava uma sambadinha. Catava um monte de guardanapos e ia embora dando risada. Depois da terceira vez que ele fez isso, resolvi perguntar:
- Por que você faz isso?
- ahahahaha.
Mas não havia diálogo possível. O cara é doido.
Eu achava que, sendo mendigo, deveria precisar de papel para, bom, vocês sabem. Mas não, na verdade ele utiliza os guardanapos para fins mais nobres. Entrou uma vez lá, pegou um guardanapo e começou a enrolar um baseado, na minha frente, na frente de todo mundo.
- Dá pra ir enrolar isso lá fora?
Ele foi e depois disso, tudo começou a fazer sentido. Isso explica porque ele dança com a televisão na cabeça, porque ele usa casaco num calor de 40 C e anda sem camisa no inverno. Também explica porque nunca se entende o que ele diz.
Uma vez eu estava meio entediada e pensei em propor uma troca pra ele. Sei lá, uns 50 guardanapos por um baseadinho. Então, quando ele apareceu para pegar os guardanapos, eu disse:
- Você tem um baseado aí?
Ele me olhou como se eu fosse uma criminosa, uma marginal, mesmo, e foi embora. Caraca, que fim de linha o meu hahahahhaha.
Hoje em dia, já me acostumei com ele. O Careca 2 fica lá na frente e não deixa ele entrar mais, mas quando ninguém está olhando ele vem, eu já pego um guardanapo e dou pra ele. Nem há mais necessidade de showzinho e tentativas de diálogos.
adendo do Blog-lossário da Ilha de Ursos
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Ratapulgo
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Bom, esse foi um golden triste, triste... Uma coisa deplorável que eu fiz com o meu corpo, amigos, me entregando à lascívia de uma baranga-bêbada-frequentadora-da-porra-do-Mariuzinn...
Mas, tomem no cú certo? Quem nunca, depois de muito comer água, não chamou meu urubu de meu louro?
Então, estava eu lá na porra do Mariuzinn em uma época que muito frequentei o recinto. Era sempre aquela mesma merda: a velha decrépita da entrada me pedia o nome, eu pegava a cartela e entrava, indo direto pro balcão onde o seu Mário, com sua indefectível peruca, me servia um goró dos bons; eu pegava uns salgadinhos di-gratis e dava uma bizoiada na fauna, composta por vadias e viados em sua maioria.
Pegar mulher na porra do Mariuzinn é fácil, o foda é que eu nunca dei uma certa lá. Sempre vem mulher torta pro meu lado...
E do meu lado estava ela: a gorda do Mariuzinn. Devia ter seus 35 anos. Eu, com meus 25, considerei-a, com isso, coroa. Era loura de verdade, com sardinhas no dorso e tudo. E gorda... Mas não aquele tipo de gorda que é bonitinha e, com todas aquelas carnes, gostosinha. Nem peito grande a bisca tinha!
Pois bem, ela parou na minha frente e ficou me olhando. Eu, doidão por ter tomado umas coisas lá fora no boteco, caí matando. 20 minutos depois estava saindo da porra do Mariuzinn com a dita cuja.
Nessa época eu estava “separado” e, com isso, sozinho em meu lar em Botafogo. Mas não quis levá-la pra lá. Isso seria sujo demais pois eu sabia que não ia ficar nessa condição de solteiro muito tempo. E como eu não dei essa idéia pra ela, a dita me deu a dela:
- Vamos em um hotelzinho aqui em Copa que eu conheço.
E lá fomos nós... Pegamos um taxi (que ela pagou) e eu já fui armando o golpe quando ela me perguntou se eu tava com dinheiro pras despesas de hotelaria:
- Tô sem grana nenhuma. Mas a gente passa no caixa do Itaú que eu tiro.
Chegamos no caixa, naquele banco que fica perto da Praça do Lido, e eu fiz o meu teatro, saindo irritado do banco:
- Puta merda! Não depositaram o dinheiro! Que filhos-da-mãe!
- Puxa! É mesmo?
- Pois é. Tô sem dinheiro nenhum... Não vou gastar o último que tenho no hotel, infelizmente... Vamos deixar pra outra vez.
Vejam, companheiros, a minha perspicácia. Entreguei na mão dela... Se não rolasse, eu não ia ficar triste (eu tinha noção que ela era baranga, não tava chamando cachorro de cacho); se ela topasse e fosse uma merda, pelo menos não ia gastar grana e ficar de todo arrependido.
Ela então me disse:
- Tudo bem, não tem problema... Eu pago!
E lá fomos nós pra porra do hotel que ela tinha falado, que era, nada mais nada menos (vejam vocês!), o famoso Hotel Diplomata localizado nas imediações da PêJota!!! Que bisca eu fui apanhar! Praticamente uma ex-puta decadente (se é que não era)...
Subimos e, juro amigos, no elevador, com aquela luz fosforecente avivando toda a belezura da criatura, me bateu uma vontade de refugar... Mas ela estava com tanta vontade que eu, bondoso, não quis lhe magoar. Entramos no quarto, ficamos pelados, eu botei a toca (que ela me cedeu, pra variar) e eu comi ela à 70% da potência.
Acabado o serviço, ela queria mais, para meu desespero... Aí não deu outra, eu arremeti:
- Vamos dormir só um pouquinho então...
- Então é melhor a gente ir pra casa. Já tá clareando...
É incrível, amigos, como algumas mulheres são altamente manipuláveis a ponto de dizerem exatamente aquilo que a gente quer ouvir. Esse era o caso dela que, a essa altura, já tinha três qualidades: era mão aberta (pagou tudo), manipulável como eu já disse, e tinha uma buceta lourinha e quase sem pêlos, coisa muito rara de se ver e que, como acontecido com o Roberto, me emocionou.
Saimos então do recinto, amigos. Realmente já clareava o dia. Ela, toda apaixonada, me deu o seu telefone e pediu o meu. Eu lhe dei o do celular, tendo o cuidado de alterar os dois últimos dígitos. Ela falou que morava em Botafogo. Eu, pra evitar a sua companhia em um possível taxi comunitário, falei que morava no Leblon e que iria de ônibus mesmo. Ela entrou no taxi e foi embora. Eu peguei o telefone dela e joguei no lixo. E fim de papo. Chega da porra do Mariuzinn.
muita PUTARIA & ZOAÇÃO... Goldenboyz are in the house!
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Ratapulgo
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31.1.03
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Blogues vizinhos, vocês são muito gente boa, eu adoro vocês e tal, mas sinceramente, vocês não entendem PORRA nenhuma de listinhas do tipo "eu já". Puxando aqui no pouco de memória que a bebida me deixou, resolvi fazer a minha própria listinha:
EU JÁ...
1] dei uns catos numa guria dentro do cemitério municipal.
2] protagonizei uma cena de pornô-soft em uma mesa de sinuca com um menor de idade.
3] fumei maconha no banheiro do trabalho na hora do almoço.
4] trepei com um cara de 31 anos que ainda morava com a avó.
5] fui pega no flagra, de sutiã cor de rosa, dando um trato num guri de 17 anos, na sala da casa dele, pelo irmão mais velho dele
6] e ouvi a frase: meu irmão mais novo, tá comendo uma guria mais velha, no chão da nossa sala! Ah não, vou ter que te cumprimentar maninho!
7] manipulei, comprei, fiz chantagem, promessas absurdas que nunca cumpri, e usei dos golpes mais sujos pra cima das minhas amigas só para levar carinhas bem bonitinhos para o apartamento delas, e comê-los em seguida
8] fui presa por estar bêbada demais, e fichada por vadiagem.
9] corrompi menores, aliás eu tenho muito apreço em fazer isso, iniciá-los na vida sexual, no mundo da cachaça, das drogas, do rock, enfim, nos bons costumes da vida.
10] tirei o cabaço de um guri, numa casa de madeira que gemia mais que uma velha reumática.
Pronto queridos, essas são as mais lights. Tem muita podridão, e a maioria eu faria tudo de novo, só não relato aqui, porque tem crianças lendo, horário impróprio, essas coisas...
(...)
Consegui dormir mais cedo, às 3 e pouco da madrugada, e também levantei mais cedo, às 8 horas. A manhã inteira vi desenhos animados, mas isso é sagrado. Aí meus pais acordam meio putos, porque eu dou umas risadas cretinas bem escandalosas, e até os caras do posto de gasolina escutam.
ventilado no Cata Vento & Montanha Russa
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Ratapulgo
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31.1.03
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30.1.03
Fui uma péssima irmã. Dessas que ignora a existência dos mais novos, do "bom dia" ao "passa o sal". Era tão egocêntrica e metida a besta que quase não os vi crescer. Depois que saí da casa dos meus pais, passado o susto das primeiras contas que tiveram que ser pagas, me dei conta do quão relapsa e fria eu havia sido com meus irmãos.
Deu uma crise de arrependimento e tentei correr atrás do prejuízo. Convidei minha irmã para um café - ela achou que eu tinha surtado mas aceitou. Tentei aceitar as diferenças com meu irmão do meio e torná-lo menos distante do meu dia a dia e passei a dar mais atenção para o caçula que não desgrudava do meu pé.
De lá pra cá as coisas melhoraram muito. Na medida do possível, tentamos sobreviver aos vínculos familiares e perdoar os deslizes do passado. Mas, com meu irmão mais novo, a coisa às vezes sai do controle. Vira e mexe, brigamos de bater o telefone na cara um do outro, mando ele à merda todas as vezes que estou com o ovo atravessado e perco a paciência sempre que suas atitudes me parecem absurdas.
Sugeri, há alguns meses, que ele abrisse um blog. Eu, com meus planos megalomaníacos, achei que em breve ele poderia, com o blog, tornar um pouco mais concretos seus sonhos de trabalhar com música. Ele gostou da idéia, fez o blog, achou tempo no seu dia corrido para escrever, responder e-mails, conhecer as pessoas, visitar outros blogs e tudo mais. Foram dois ou três meses, se muito. No início ele queria tirar férias para se dedicar ao blog mas a agenda de trabalho não permitiu. Ele, que já andava estressado, piorou, mas continuou driblando a falta de tempo e cuidando de todos os compromissos que assumiu.
O mês de dezembro foi um desastre, bateram no seu carro quatro vezes. Na última, o motorista se aproveitou das circunstâncias e entrou com um processo para ser ressarcido pelos danos que, segundo ele, meu irmão causou. Estresse e injustiça aliados à sua falta de atenção, mas não vou bancar a irmã chata. Não hoje.
O fato é que, na última sexta feira, meu irmão conseguiu tirar alguns dias de férias. Chegou aqui em casa no fim do dia com uma expressão cansada, a voz meio rouca. Estava com uma boa grana na conta, suficiente para quitar os prejuízos do mês anterior e dar entrada num carro meia-boca que facilitasse o seu dia. Foi até o computador: correspondência atrasada e caixa postal cheia, velhos e novos comentários, velhas e novas amizades virtuais; há quase uma semana não atualizava seu blog.
Eu achei que ele tinha desistido, cheguei até a criticá-lo:
- Não vai mais postar nada não, é?
- Não.
- Humm...
- Eu não tenho mais vida. Nem durmo direito. Passo mais tempo pensando neste blog do que em qualquer outra coisa. Eu gostei de abrir o blog. Conheci muita gente legal por conta dele. Não vou parar de postar, mas não vou ficar escravo disso. Aliás, vou tirar a parte de comentários e toda aquela parafernália que me faz procurar um computador o tempo todo só para dar manutenção ao blog. Eu tô esgotado. Não vou fechar o blog, mas vou fazê-lo pra mim e não para outras pessoas.
Acho que foi a primeira vez que ouvi meu irmão com seriedade. Ele tinha razão, a mais pura razão. Ele voltou para o micro, ficou lá um tempo, escreveu por quase uma hora e em seguida apareceu na sala com cara de criança quando faz traquinagem.
- Que foi garoto? Que cara é essa?
- Vou pra Salvador.
- O quê?
- Vou pra Salvador. Embarco amanhã cedo de Cumbica, volto de ônibus, fico um pouco em algumas cidades do sul da Bahia, depois Rio de Janeiro e volto para São Paulo.
- E grana? E o carro? E o processo?
- Não me importo de ficar mais um tempo sem carro, não é o fim do mundo. O cara que me bateu está errado. Se ele quis entrar com um processo, isto é problema dele, não meu. Mesmo que eu tenha que pagar pelo que eu não fiz, esse é um problema menor e que eu só vou me preocupar quando tiver que pensar nisso. Eu sempre quis conhecer o nordeste, sempre quis fazer uma viagem dessas: sozinho, sem saber direito para onde ir, como vai ser, quem eu vou conhecer... essas coisas que você vivia fazendo, muito mais nova do que eu.
Levei ele no aeroporto no dia seguinte, orgulhosa pra caralho. Falei com ele por telefone dois dias depois. Era outro cara. Um cara confiante, sorridente, cheio de coragem e com a voz embriagada de uma felicidade que me soou familiar e distante. Deu um aperto no peito, deu saudade de mim mesma e de tantas outras viagens e pessoas que estacionaram nas lembranças da minha vida. Passou... dei com a minha cara cheia de lágrimas no espelho do banheiro e vi que passou. Foi bom ter passado... Não me sinto mais como a irmã mais velha, não me sinto mais como a irmã ausente, não os sinto mais como desconhecidos. Agora sou só a amiga e, por coincidência, a irmã.
sorvido do AMARULA COM SUCRILHOS
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Ratapulgo
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30.1.03
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Pau no Cú do setor de Nefrologia do Hospital das Clínicas de Pernambuco.
é Pau no Cú
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Ratapulgo
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30.1.03
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Desempregado é preso após tentar estuprar menina de 3 anos
Folha de Boa Vista, Roraima
O desempregado Francivan Patrício, 25, foi preso na manhã de ontem após tentar estuprar a menina C.S. de 3 anos dentro de sua residência. Segundo contou a mãe da menor, Maria Aparecida Carlos, 23, Patrício é marido de sua cunhada e vivem todos juntos na mesma residência. Na noite do crime ele teria chegado por volta de 4 horas da manhã embriagado e foi deitar junto coma a criança. "Lá tem dois quartos e a menina dormia em uma cama de casal. Ele chegou de manhã e foi dormir no quarto em que a criança estava, mas eu nunca pensei que ele pudesse fazer alguma coisa com ela. Eu só percebi o que estava acontecendo quando ela começou a chorar", contou. Segundo Aparecida, a criança teria ficado muita assustada e quando a mãe entrou no quarto contou que o tio tentou molestá-la. Aparecida chamou a polícia que prendeu o suspeito ainda dormindo. Na delegacia, Francivan negou as acusações. "Eu não fiz isso, pois cheguei em casa agora de manhã e fui dormir. Eu também tenho filha", disse o acusado. A menina foi enviada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de conjunção carnal e ficou comprovado que a menor havia sofrido tentativa de abuso sexual.
é mesmo uma Vida de cão
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Ratapulgo
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30.1.03
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Todo mundo sabe que eu não gosto de polícia. Principalmente a militar, aquele dinossauro da ditadura que só serve pra cheirar cocaína, gastar dinheiro público e bater em moleque.
Essa minha posição é pública e eu conheço muito bem aquilo de que estou falando.
Mas nada se compara ao que eu senti ao saber que um amigo meu de 15 anos está preso na DIG. Primeiro foi a mãe dele que apareceu aqui chorando e pedindo ajuda, desesperada. Ela ficou sabendo e foi lá atrás dele. Eram 9 da noite e não tinha um delegado de plantão pra dizer o que aconteceu nem o que ia ser feito com o moleque dali pra frente. Só um porteiro que se limitou a dizer palo interfone "acho que foi assalto à mão armada" e que amanhã ele VAI pra Febem.
Pô, puta sacanagem fazer isso com uma mãe, meu... Fomos lá, gente mais articulada eles recebem, aí a conversa mudou um pouco. Hoje um juiz vai decidir ainda se ele vai ou não pra Febem. A acusação é de furto - bicicleta. Bem melhor, né? Pelo menos a mãe dele se acalmou um pouco.
Não duvido que ele tenha mesmo feito alguma coisa. Mas também não duvido em flagrante forjado. Os PM adoram fazer isso com o primeiro garoto pobre que responder atravessado ou que não aceite apanhar deles. Vamo ver no que vai dar, provavelmente em nada já que ele é primário.
Só sei de uma coisa: eu tenho muito mais medo da polícia do que da malandragem.
InsanidadePublica.Tk :: Não aquela, esta.
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Ratapulgo
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30.1.03
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Não... não merecia um belo epitáfio, tampouco uma lápide de mármore. Não merecia uma oração, uma encomenda d'alma. Não merecia homenagens póstumas, discursos aguados ou coroa de flores. Sequer um botão de rosa merecia! Foi por isso, só por isso, que eu disse: não. E velei de longe quando o enterraram sem nome, sem honras e sem remorsos.
Hoje eu enterrei dois amores. Que o do passado descanse em paz. O do presente... que o Diabo o carregue!
oh God, Please Kill Me!
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Ratapulgo
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30.1.03
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Hoje de manhã pensei estar acordando no Rio. Uau. Que viagem. A primeira imagem que os olhos captaram foi a janela toda molha pelo lado de fora com gotas e gotas e gotas e mais gotas caindo. O céu tava num cinza tão triste. Veio à cabeça o que todos os meus amigos que estão no Rio têm dito durante essa semana : "não pára de chover". Foram poucos segundos, voltei à realidade. Estou na capital federal.
viajou o Preto, Pobre e Suburbano
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Ratapulgo
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30.1.03
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terça-feira eu fui ao centro. depois da aula do montenegro peguei o campus universitário e desci no fim da linha. Vi muita coisa pelo caminho. Ando vendo tanta coisa que nem sei como lembrar tudo. Vendo muito para cada vez lembrar menos. Assim é. Assim seja.
Fui comprar um porta-retrato e um baralho. Andei bastante até as Casas Freitas. Lá tinha baralho mas tava faltando. Levei um porta-retrato pá pô a foto da Bia. Aliás que foto! "Que menina linda!" disseram no francês..
O porta-retrato foi o de 2,80. Perguntei onde vendia baralho. Comprei nas Casas Dantas. 2,20.
sentei no banco da praça do bb. tracei as cartas. mas nao joguei.
fui até as americanas olhar cd. vi um monte. na hora da saida percebi que vigiavam meus passos. no radio avisaram na porta da minha saída. mas a maquininha nao apitou e passei. rá
AAh e achei 5 reais no chao. no chao do l.i. quem achou foi o ranhyere mas eu que peguei. ficamos entao pensando naquele acontecimento em nossas vidas. deixariamos ali? colocariamos um aviso? nada. Fomos embora e pagamos 3 meias, a minha, a dele e a do chico. ehehehe final feliz. ainda sobrou troco.
Em casa perguntei ao romo, que faz direito, sobre achar dinheiro e nao devolver ser crime. ele disse que deve-se ir a delegacia fazer bo e a policia investiga se nao achar o dono eu ficaria com os 5 reais. mas ele disse q os cara faz é rir de quem devolve. e 5 reais so paga 2 cevejinha pra policia. rá
AAAH ALBERTO CAEIRO pra todos. sejamos felizes. mais. A única riqueza é ver. nunca esquecamos do q nos ensinou o mestre.
O meu relacionamento com as mulheres nao sei como dizer. umas eu esqueci. outra tento esquecer. mas a vejo todo dia. e cada dia desisto. e desejo-a.
todas bonitas.
essa fto é um auto-retrato. percebam bem que esta um pouco desatualizada posto que mudei o corte de cabelo e nessa foto eu to careca. e é um espelho mostrando. percebam a moldura do espelho. percebam que era dia. a luz no teto amarelo incendeia a casa. percebam a cozinha. geladeira branca, fogao branco e Sugar marfim. percebam em cima da estantte o SBP para eliminar mosquitos. e junto dele o Bom Ar para exatamente bom arficar o carro. percebam eu. branco de oculos. fraco e perigoso. a maquina ficou abaixo da linha da cintura na zona livre de golpes baixos. a viga soobre minha cabeca é aparente. a parede nao é de uma cor. ela tem tonalidades emprestadas pela agua da chuva que fez uma troço nas paredes ficarem tonalizadas. meio degradé. percebam. A unica riqueza é ver. :)))
vivido por pitombeiras lar mazela
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Ratapulgo
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30.1.03
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Fudeu fudeu fudeu!
Mas que complicação do caralho!
interjeição de Mais1Blog de pensamentos fast food! Pediu, pagou, levou!
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Ratapulgo
às
30.1.03
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Paris é uma festa mas a doorgirl me barrou
Como é do conhecimento de quase todos tranquei matrícula na faculdade de jornalismo para me dedicar a escrever críticas de letras de música, que passam a ser publicadas na The Transatlantic Review. Além disso, estou temporariamente alucinando e me sento todos os dias na Praça Paris bebendo vinho Dom Bosco direto do gargalo e acreditando estar em Montparnasse, onde espero por Miró para tramar uma maneira de quebrar as guitarras dos cubistas.
Em primeira mão, excertos da minha nova linha de trabalho: uma análise da tradução livre de “No Surprises” (“Nem Vem Que Não Tem”), do jovem poeta inglês Thom Yorke de Radiohiddeous:
A heart thats full up like a landfill,
Um coração lotado como um acampamento de sem-terras,
a job that slowly kills you,
Um estágio que não dá ticket-refeição, e por que diabos eu tenho que tomar decisões de marketing se sou redatora?
bruises that won't heal.
Herpes genital.
You look so tired, unhappy,
Você me olha como se eu fosse a Zezé Macedo,
bring down the government
Joga ovos no Serra
They don't, they don't speak for us
E depois diz que não participo das reuniões do Centro Acadêmico porque sou uma burguesinha diletante.
I'll take a quiet life,
Eu vou tomar um Lacto-Purga
A handshake some carbon monoxide,
Cheirar benzina com os calouros de Psicologia,
no alarms and no surprises X 3
Eles pelo menos tomam banho três vezes por semana
Silent, Silent
E nem reclamam, E nem reclamam
This is my final fit, my
E digo mais: esse aqui é Marcelo, meu
final bellyache with
personal trainner, e ele tá me comendo
no alarms and no surprises
sem surpresinhas do tipo que as mulheres não gostam de ter quando dão pra alguém, se é que você me entende
Such a pretty house
Que casinha maneira, hein? Vai herdar do teu pai?
Such a pretty garden
Posso assentar uns sem-terra no seu jardim?
no alarms and no surprises
Tem alarme contra ladrão?
Na semana que vem, “Beggar´s Banquet” – Rolling Stones (“A gente é pobre mas é limpinho”).
na sala de espera do Consultório
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Ratapulgo
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30.1.03
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Pouco tempo antes de retornar ao Brasil, em 1998, me apresentei como voluntário para dar uma força para uma banda de Vigário Geral que estava por fazer umas apresentações lá pela nossa região. Posteriormente vim a saber que essa tal banda era a Afroreggae, apenas uma das muitas atividades artísticas do Grupo Cultural Afroreggae. Tudo que eu precisava fazer era ajudá-los nas entrevistas, pois ninguém ali falava nada que não fosse o SEU português, acompanhá-los numas comprinhas e em alguns passeios. Mais nada. Mas é claro que, na prática, a coisa foi mais adiante.
A molecada era muito legal. E todo o meu preconceito e receio iniciais caíram por terra quando conheci aqueles caras. Desde então somos amigos e sempre que posso vou prestigiar um show ou algum outro evento por eles organizado. Mas sempre tem um ou dois com quem a gente se identifica mais. Eu me identifiquei muito com o Dinho, um dos percursionistas, o Hermano, outro percursionista e, um pouco mais tarde, com o Anderson, vocalista junto com o Luizinho.
Numa das raríssimas tardes de folga que eles tiveram, eu, Dinho, Hermano, Jorge e mais um, de quem o nome não me lembro, saímos pra dar uma volta pela cidade. Era início de verão na Europa e eu então sugeri que fôssemos ao Waldsee, um lago onde o pessoal curtia tomar banho pelado. Eles toparam na hora. O tal lago fica num parque e o acesso é inteiramente livre; o melhor é que não é obrigatório tirar a roupa, pois do lado daqueles quatro negões eu provavelmente iria me sentir um tanto quanto diminuído. Porém, assim que entramos fomos abordados por três meninas, todas na casa dos 15 anos, que, como todo bom europeu legítimo, ficaram fissuradas naqueles monstruosos exemplares da raça negra. E eles, mais do que rapidamente, se puseram a fazer as mais variadas estripulias. Jogavam capoeira no gramado, davam mortais pra frente e pra trás, enfim, encatavam as lolitas. Não preciso nem dizer que logo três estavam dando o maior amasso nas gringuinhas, né? Só eu e o Jorge ficamos na merda. Pior é que eu tinha que ficar traduzindo os diálogos, o que deu início a uma série de situações patéticas durante a passagem deles por Freiburg. E eles não falavam coisas delicadas, não. Eram só putaria e grosserias dos mais diversos tipos. E eu traduzindo. O Hermano chegava e mandava: "Fala pra essa galega que mulher boa a gente tem é no Brasil. Aqui nessa pôrra só tem vagabunda. E pó falar que pra mim elas são tudo puta também. Nem conhecem a gente, nem a falam a língua da gente e já vêm esfregando essa perereca branca no nosso pau. Tudo puta, Fabiano. É tudo puta!". E eu, na mesma hora, traduzia literalmente, só que me cagando de medo da polícia chegar, porque lá isso dá cadeia mesmo. Ainda mais com menininhas de 14 ou 15 anos. Mas, no fundo, tava achando tudo um barato e concordando plenamente com eles: era tudo vigarista.
A mulher alemã é safada pra cacete mesmo. Se você não der um esculacho, periga ficar como eu fiquei: um ano sem comer ninguém e com um braço mais forte que o outro. O segredo é partir pra ignorância. Apertar bem o braço da filha da puta, dizer que vai dar porrada e mandar ela ir se foder são igredientes básicos numa cantada lá por aqueles lados. Somente depois que aprendi isso com um conhecido meu da Bahia é que comecei a me dar bem. Só que não é muito meu estilo, não. Então, acabei me saindo melhor com outras raças. Mas aqueles moleques sim sabiam jogar o jogo delas.
O Hermano chegou a dar uma tapa numa e a garota, literalmente, rolou pelo gramado em declive onde estávamos. E os outros três se mijavam de rir. As outras garotas foram descer pra ajudar a amiga e uma delas acabou tropeçando e rolando também. Mais gargalhadas. Eu não acreditava naquilo. E elas ainda voltavam. E eles não perdoavam: "Tá vendo aí, Fabiano? Só vagaba.", diziam. O Hermano metia o dedo bem nos cornos da menina, segurava nela pelo pescoço e mandava: "Tu é vagaba, galega. Tu é muito puta.". E ela, quase que sem respirar, virava pra mim e perguntava: "O que ele tá falando, hem?". Eu traduzia e elas davam um sorrisinho amarelo. O Dinho perdeu totalmente a linha e meteu o pau pra fora. Eu não sei quem ficou mais apavorado. Não sei se elas ou se eu. Parecia uma sucuri. Maior do que a do negão que largou um barro no trem. E o troço ainda tava envergado pro alto, pronto pra guerra, o que tornava a cena ainda mais grotesca. E tudo aquilo se passando num local movimentado e público. "Por que o espanto, gente? Aqui não é normal neguinho ficar pelado?", dizia o Dinho. "Pôrra, Dinho, guarda essa merda, rapá!", gritei. Ele ainda deu umas três sacudidas antes de me atender. E olha que nem assim as piranhinhas se mandaram, confirmando tudo que eles pensavam delas e de todas as outras gringas que cruzavam com eles - cruzavam em todos os sentidos.
Vendo tudo aquilo acontecer tão perto de mim, sem que eu conseguisse obter o mínimo de vantagem, me fez recordar de uma música famosa nos anos 60, se não me falha a memória, e que era cantada por alguém de quem também não me lembro. Era I wanna be black . Bom, pelo menos na Alemanha.
no buraco do Tatu
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Ratapulgo
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30.1.03
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Ontem peguei carona com uma moça que eu nunca tinha visto antes. Nos apresentamos e tal e ela me levou até perto de casa. Quando eu fui descer do carro eu, lógico, agradeci. Mas como eu não consigo ficar sem falar bobagem, eu tinha que largar uma piada, mesmo sendo sem querer...
-- Obrigado pela carona.
-- Tudo bem, Gabriel. Não foi nada demais.
-- Ok, tchau!
-- Tchau, Gabriel. Foi um prazer te conhecer.
-- O prazer foi seu!
Puta merda! Eu não acredito que eu disse isso.
ato falho de ¿dequejeito? - um blog do Acre
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Ratapulgo
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30.1.03
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Ontem foi o dia nulo master.
Fiquei sentada em frente a esse computador o dia inteiro.
Ressucitei um óculos de 1800 que tá com o aro meio quebrado :/
Por falta do outro que eu acho que esqueci na casa do tio Moacir, se não estiver por lá, pobre de mim.
Futura usária permanente de óculos com aro quebradinho.
Mas tá foda, eu não estou conseguindo enxergar nem o monitor mais.
vislumbrado na julianakataoka
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Ratapulgo
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30.1.03
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– Doutor Figueiredo, Doutor Figueiredo.
– Pois não?
– Terminou a necrópsia do meu pai, Doutor?
– Terminei, sim.
– Oh... e qual a causa mortis?
– Nenhuma.
– Como?
– Nenhuma. Nenhuma causa.
– Está me dizendo que não existem razões pro meu pai ter morrido?
– Absolutamente. Existia uma razão para ele morrer.
– Qual?
– Ele estava vivo.
– Mas heim?
– Exatamente. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa de Massachussets revelou que 100% das mortes ocorrem em seres vivos.
– Espera aí, Doutor. Você deve estar brincando.
– Ainda não. Eu estava fazendo uma necrópsia. Estou indo pro meu escritório brincar agora. Instalei Sim City 4000 na minha máquina. Meu sonho sempre foi fazer administração, mas tive que seguir essa porcaria de medicina. Jogando Sim City me sinto realizado. Com licença.
– Não vai embora não. Me explica direito isso. Como assim meu pai morreu por nada?
– Puxa, de novo esse assunto? Que idéia fixa. Entenda, amigão: seu pai não tinha nada, entendeu? A saúde dele estava 100%.
– Não foi ataque cardíaco?
– Não.
– Insuficiência respiratória?
– Não.
– Derrame cerebral?
– Não.
– Falência múltipla dos órgãos?
– Não.
– Mas, doutor, precisa ter acontecido algo!
– Amigo, contente-se com isso: o corpo do seu pai está perfeito. Totalmente utilizável. Nada ali deixou de funcionar, a saúde dele é ótima. Em teoria, seu pai está vivo. Mas, na prática, está morto! Agora com licença que eu vou jogar.
autopsiado no Utopia Dilucular
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Ratapulgo
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30.1.03
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Meu corpo tem uma imensa capacidade de reagir a situações adversas quando encontro-me inconsciente.
Sua última habilidade é a de desligar o despertador do meu celular, de manhã cedo, sem que eu acorde.
Resolvi então colocar o celular na outra ponta da estante, antes de dormir. Problema resolvido.
A lógica é simples. O despertador toca. Antes da consciência ouvir, o corpo tenta desligá-lo. Levanta-se, a cama faz barulho, a consciência ouve isso e retoma o controle. Pronto. Acabo de acordar a cerca de um metro de distância da minha cama. Sem entender nada.
no gargalo da Cerveja
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Ratapulgo
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30.1.03
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3:42 AM
Eu te amo, garota.
Mas só escrevo aqui porque nunca você vai ler
Tou com saudades.
só Bangulhus
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Ratapulgo
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30.1.03
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Você vai até uma fábrica de automóveis para fazer um projeto. Você leva sua sócia e sua supermaleta. A fábrica fica fora da cidade e você não tem carro. Então, vocês vão de ônibus vermelho.
O sistema de segurança é muito rígido e exige um comprovante de vínculo com alguma empresa para você entrar. Você tem um cartão de visitas. Ok. Você já está cadastrado e eles têm até a sua foto digital.
Mas a sócia não tem cartão. Não pode entrar ninguém sem vínculo com uma empresa. Liga daqui, liga dali. A presença dela é indispensável? Não, ela não tinha nada para fazer em Belo Horizonte e só veio conhecer a portaria da sua fábrica. Liga daqui, liga dali. Atrás da linha azul, por favor. Foto da sócia tirada, cadastrada e encrachazada.
A recepcionista quer saber se a supermaleta é um laptop. Não. Tem disquete? Tem. A recepcionista pega o disquete e cola nele uma etiqueta onde está escrito disquete.
Após algum tempo de espera, alguém manda um carro buscar os dois e a supermaleta na portaria 5. O que vocês estão fazendo na portaria 5? A reunião é na portaria 2. A portaria 2 é diametralmente oposta à portaria 5. A reunião dura 10 minutos.
Na volta, ao passar na roleta para sair, o segurança pergunta seu nome e o que tem na supermaleta. Você responde que seu nome é Osama e a bomba que levava já está lá dentro. O segurança não liga e você, a sócia e a supermaleta vão embora de ônibus vermelho.
a que PONTO.COM chegamos
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Ratapulgo
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30.1.03
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mãe do menino - Você só tem ela? (de filha, apontando para a Marina)
eu - Só.
Marina - E eu também só tenho ela. (apontando pra mim)
eu - Ah, filha, isso foi lindo! (e fui abraçá-la, apesar de achar uma atitude pouco profissional abraçar a filha no meio do ambiente de trabalho).
tomando Chuva demais na ilha de Ursos
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Ratapulgo
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30.1.03
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Com certeza vai ter alguém que vai me deixar um “mas qual o problema de Cabo Frio?” nos comments. Então lá vai: eu odeio Cabo Frio. Simplesmente odeio Cabo Frio como odeio jiló cozido e funk. Não posso???
Já não sou mais fã de praia desde que cortei o cabelo e vendi minha prancha aos 14 anos; depois que eu entrei no Forte São Mateus 1467 vezes, enjoei de ir lá; em Cabo Frio ainda tem loja da Pier... a lista é enorme. Isso prá não falar no Carnaval... é um tumulto ímpar. Gente prá cacete no Canal, gente prá caramba no Malibu, gente prá caramba em qualquer canto. A cidade é do tamanho de uma tampa de Mineirinho e recebe 2.000.000 de pessoas no Carnaval!!! As pessoas compram pão se acotovelando lá!!! Como eu posso gostar de ir prá lá?
Todas as vezes que eu fui lá, não podia falta uma coisa: falta d’água. Era uma maravilha... e quando o vizinho de baixo resolvia que o quarteirão inteiro precisava ouvir Jethro Tull às 3h da manhã? E quando os mosquitos descobriam que as janelas estavam abertas?Isso sem falar quando a antena de TV também resolvia sair de férias...
Bem, acho que isso explica o meu amor por Cabo Frio. É uma pena que eu tenha que ir prá lá com uma trena e não com uma bomba H.
A sorte está lançada em Alea Jacta Est
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Ratapulgo
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30.1.03
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A ex Gre ligou aki hj. Pediu o que ela chamou de "uma noite, e nada mais". Acham que pode? Depois de tudo o que aconteceu? Naaaum. Eu ralei muito na maum dessa garota. E agora que eu encontrei alguem legal, ela aparece nessas de matar a saudade? Eu naum quero, Greice. Pode ficar por aih mesmo. E tive o prazer de dizer que estou saindo com uma pessoa tudo de bom, e que assim como eu naum pisava com ela, naum vou pisar com a mina.
Surtiu efeito. Ela quis desligar...
3dv's diary
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Ratapulgo
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30.1.03
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Betinha, como eu te disse, aí vai mais um caso esdrúxulo vivido pelo mancebo aqui. Absolutamente verídico. E ridículo.
O boquete.
Blz... Mais um dia de cão. Falta do que fazer, (ex)namorada morando próximo... Resolvi dizer um oi. Cheguei como quem não quer nada, olhei para um lado, olhei pro outro... Minha sogrinha queridíssima pegou a vassoura pra dar uma volta. Foi ao mercado, sei lá. Sozinhos em casa - pensei. 15 milésimos de segundos depois, estávamos atracados - obviamente eu com a namorada, não com a sogra. No meio da sala, como a falta de bom senso proclama.
Tranquilidade, relaxado, paz e amor e um boquete. Na sala, claro. Com a bermuda - jeans - levemente abaixada. Bom... Relax total... meia hora lá, amarradão, feliz. Eis que - rá - um barulho na fechadura. Mais que rapidamente, minha digníssima (ex) namorada resolve fechar o ziper. Ela só esqueceu de colocar meu pau pra dentro antes... Mal deu tempo pra berrar. Ela se jogou pro quarto e a mim... Só restou me levantar e me jogar no banheiro, de pau e ziper na mão (não necessariamente nesta ordem), com a bermuda no meio das pernas. Tudo isso mmmmuuuuuiiiiitttttooooo silencioso, claro.
Obviamente, não deu tempo de me jogar no banheiro antes da merda terminar... Só deu pra ouvir a voz da brux, digo, sogra: "Que bonito, hein?". Pensei, por dois segundos, em me dirigir à mocréia e agradecer pelo elogio, pq era claro que devia ser um elogio à minha bunda, que estava completamente de fora, já que eu não tinha entrado ainda no banheiro e minha bermuda estava no meio do caminho entre o chão e o meu bilau (presa pelo zíper, claro). Como minha sogra era muito ruim e se o elogio fosse aceito eu ia acabar tendo que comer a véia, achei melhor continuar a tentativa de jornada na direção do banheiro.
Tomei impulso e me joguei - desta vez literalmente - na direção do banheiro. Depois de conseguir arrancar o ziper sem ficar eunuco, percebi a gravidade da situação: eu estava com o Rainieri (o nome oficial dos bilaus, segundo o Veríssimo) ralado e minha sogra estava do lado de fora daquele banheiro esperando um explicação viável. Hum... Que dizer? "Tia, tô durão ainda. Termina pra mim?". Não. Essa, definitivamente, não era a melhor escolha. Hum... Pensei: "Já tô na inferno... O jeito é abraçar o capeta"...
Saí do banheiro como se absolutamente nada tivesse acontecido. Dei uma olhada em volta e lá estava minha adorada (salve, salve) sogra. Mascando marimbondos vivos. Saí batido de casa, junto com a (ex)namorada - claro que eu não ia deixá-la (mais) na merda, né? No corredor, esperando o elevador, saem do mesmo o meu cunhado e meu sogro. Resolvi descer pela escada.
Não sei pq, deste dia em diante, notava certa animosidade por parte da véia em relação a mim... Nunca me aproximava de ninguém da casa com facas à mão. Vai saber...
cartinha para O mundo é estranho
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Ratapulgo
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30.1.03
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A cicatriz começou a doer de uma forma estranha nos últimos tempos. Quase como na época do acidente que a gerou. Não choveu (a não ser segunda) e não está frio. Sei lá por quê justamente agora.
Talvez o sobrenatural exista, no fim.
certos Excertos de uma vida provisória
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Ratapulgo
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30.1.03
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Eu estou furiosa comigo mesma. Puta, putíssima. Eu gostaria de me matar mas eu não quero morrer, eu só quero matar essa retardada que habita meu corpo indevidamente.
Meus sentimentos são as coisas mais rebeldes que eu conheço. Não importa o que eu mande eles fazerem eles fazem exatamente o oposto e, é por isso que eu estou tão brava e revoltada comigo mesma. Eu sou uma besta, uma anta, uma retardada. Eu cansei de mim mesma. Eu não sou capaz de explicar quão revoltada eu estou comigo mesma por ainda pensar no retardado do FDP. A culpa não é do Filho da Puta é minha! E, o pior, é que, para ser sincera, eu nem sei exatamente o que ele significa, o que ele representa. Eu já me sinto uma maluca de carteirinha eu não preciso ficar pensando na mesma coisa e tendo conversas imaginárias na minha cabeça contra a minha vontade e, sem que eu compreenda a razão. Já vai fazer QUASE UM ANO!!!!!!!!!!!!!
Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrggggggggghhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
EU ME ODEIO, ODEIO, ODEIO, ODEIO, ODEIO!
Eu pago para pensar em outra coisa!
Eu me sinto com urticária, sabe quando você ainda não foi medicada e tudo te incomoda e tudo coça. Eu me odeio, eu odeio meu cérebro, eu odeio minha mente maluca, meus sentimentos retardados, eu odeio essa tendência à idéia fixa eu odeio o mundo por que ele aparentemente me odeia.
Eu quero deixar de existir já, agora!
Que ódio, que ódio, que ódio!
Eu quero pensar em qualquer outra coisa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
gritou oooooooops!
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Ratapulgo
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30.1.03
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29.1.03
Passei no vestibular. Passei. Eram 30 vagas e eu fui o trigésimo lugar. Pulei da cadeira quando vi o resultado. E não estou com a menor pena do maldito 31. Valeu a pena passar as últimas 2 semanas antes da prova estudando. Valeram as crises de depressão. Valeu ter engordado 5kg. Agora, posso emagrecê-los sem culpa e voltar para a casa dos 40. Valeu o esforço. O apoio. A coca-cola que minha psicóloga mandou tomar antes da prova. Se fudeu o gato preto que crusou meu caminho quando fui fazer a prova. Valeu ter decorado fórmulas imbecis. Valeu ter aprendido e decorado tudo que aconteceu no mundo desde 1930 até hoje, incluindo todas as datas de todos os fatos importantes, todas as guerras, o nome de todos os presidentes do Brasil, EUA e URSS, correlacionar tudo com geografia. Valeu minha nota. Se fudeu quem me deu 6,0 em redação no vestibular. Se fudeu a professora de redação do meu colégio que me dava as piores notas da turma. Se fuderam os professores chatos que acharam que eu não ia conseguir. Porque eu consegui sim. Passei em último lugar, mas passei. Entrei na porra do curso mais disputado da faculdade. Entrei na porra do curso que só tem nesta faculdade. Na maior relação candidato-vaga já vista na história da faculdade. Entrei na primeira turma de relações internacionais da PUC-RJ. E serei a primeira da turma a se formar. Meu ego? Lá no alto. Merecidamente. Porque eu sou f.o.d.a.
Free Bee
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Ratapulgo
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29.1.03
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A humanidade é uma gorda dançando num banquinho
Um homem deprimido via videocacetadas sem som, e ao invés de rir, ia ficando mais deprimido: Olha a humanidade, é assim mesmo, não conseguem dar dois passos sem cair, não conseguem saltar um riacho sem cair, não conseguem nem dançar sem cair, arrastando umas cinco pessoas junto, e a cortina também. Não conseguem chegar perto de uma piscina sem cair dentro, não conseguem chegar perto de uma avestruz sem ser bicados pelas costas. Seus filhos jogam bolas de beisebol direto nos seus testículos, seus cachorros os atacam pelos fundilhos, seus gatos fincam as unhas nas suas coxas. Não conseguem fazer um piquenique sem que uma lancha os atropele, não conseguem subir num cavalo sem ir parar debaixo do cavalo, não conseguem assoprar uma vela de aniversário sem pôr fogo no próprio cabelo. Olha essa gorda, olha essa gorda, dançando em cima de um banquinho. Já se sabe no que vai dar. Somos todos essa gorda, meu Deus, meu Deus.
Alexandre Soares Silva
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Ratapulgo
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29.1.03
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Post livre pra vocês escreverem o que quiserem.
Tou muito a fim hoje não.
tomando Surra de Pao Mole
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Ratapulgo
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29.1.03
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As madames me queimam, doutores observam estupefatos tirando raramente os olhos dos seus blocos de notas, mordomos e servas oferecem o caviar aos de ternos bem alinhados, os brindes são todos para mim que grito em vão na sala acusticamente vedada. "Eu não sou louca senhores, eu não sou louca!"
la nave va o.barco.sintético
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Ratapulgo
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29.1.03
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Eu tenho uma vizinha tão filha da puta, mas tão filha da puta, que mantém um cachorrinho preso numa corrente de um metro, num cubículo de 1 m2 bem embaixo da minha janela. Além disso, a mulher tem um filho de um ano e pouco que fica infernizando o coitado do cachorro o dia inteiro, bem embaixo da minha janela. Além disso, ela coloca umas músicas do Frank Aguiar e Mastruz com Leite todo sábado e domingo, desde às 9 da manhã, e CANTA(!) bem embaixo da minha janela. Não contente com isso, ela começa a gritar com o filho: "WEEEEEEENDEEEEEEEEEL!" (sim, o menino chama Wendel), pro menino parar de mexer com o cachorro, pro cachorro parar de latir, bem embaixo da minha janela. Aí, ela acorda a filha, gritando, pra fazer faxina na casa. Aí as duas começam a cantar bem mais alto, essas músicas lindras, BEM EMBAIXO DA PORRA DA MINHA JANELA.
Ninguém merece.
coisas de Mulherzinha
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Ratapulgo
às
29.1.03
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Mas eu queria chegar em um ponto: lembra aquele dia em que fiz uma lista com vinte qualidades minhas? Pois é, minha capacidade de adaptação e a vontade de sempre escapar da rotina são duas dessas. Quando eu quero esquecer um cara, por exemplo, eu esqueço rapidinho. É só eu botar na minha cabeça que não rola mais que eu desencano. Conheço um montão de gente (a maioria das pessoas, pra falar a verdade) que sofre pra caramba por amores não-correspondidos. Eu sofro, demais, mas é quando eu quero.
até parece mordendo tampas de canetas
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Ratapulgo
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29.1.03
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O meu pai é o cara mais cara-de-pau que eu conheço. Já passei maus bocados com ele.
Uma vez, paramos no sinal ao lado de uma Merça prateada conversível, tinindo de nova. Ele, a bordo de um fusca Itamar 94, vira pro playboy e diz:
- Nossos carros têm muito em comum: ambos são alemães e prateados.
Em outro sinal, na calçada ao lado, um casal estava (empolgadamente) aos amassos. Pouco antes da luz verde aparecer, ele dá um berro:
- Vai comer agora ou quer que embrulhe prá viagem?!?
Sem contar que toda vez que a gente sente cheiro de maconha (o vizinho aqui de baixo é chegado na erva), ele me solta um:
- Essa é da boa.
Que modelo paterno, hein?
me chita me Jane you Tarzan
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Ratapulgo
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29.1.03
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Eu acho engraçadinhos esses sujeitos que saem por aí apregoando que só os humanos matam outros animais por motivos que vão além da necessidade de alimentação.
Oras, mas isso é uma grande balela.
Leões machos, quando tomam o controle de um grupo (matando o macho alfa), matam todos os filhotes, para impedir que seu antecessor tenha seus genes multiplicados.
Golfinhos - sim, os belos e dóceis golfinhos - matam componentes de bandos adversários. Aliás, os golfinhos são animais extremamente violentos.
Lobos matam o macho alfa de seu grupo quando querem tomar o controle, tal e qual os leões.
Citando só três exemplos.
Então não me venham com essa bobagem de que só o ser humano mata seus semelhantes por motivos que vão além da fome. Animais, como os homens, matam por vários motivos. Nós só criamos razões a mais, o que não isenta os seres involuídos de sua carga de violência.
Seres involuídos.
Heh. Como se humanos fossem o ápice da evolução. Acho ridículo esse conceito.
Você tem que estudar vários anos pra aprender a sobreviver entre os de sua espécie. Precisa de cuidados até a puberdade, ou torna-se um alvo fácil para os homo sapiens mais desenvolvidos. E ainda acha que é muito evoluído.
Tenha noção do quanto és ridículo, rapaz! Veja as abelhas.
Elas nascem sabendo. Toda a informação de que necessitam vem escrita em seu código genético.
Com as formigas, idem.
E isso porque estou falando de insetos. Mas não existe ser mais evoluído do que um vírus.
Sim, amigão. Vírus. Aqueles malditos assexuados que - paradoxalmente - nos fodem.
Perceba sua inferioridade com relação a um vírus:
Você precisa de alimento e água com uma freqüência opressiva e uma urgência inadiável, de um meio ambiente com temperatura relativamente invariável, ou seja, que vá de certo a certo ponto, sem ultrapassar aqueles limites, sem contar as várias enzimas e bactérias e os outros microorganismos que vivem aí dentro do seu corpo e sem os quais o seu organismo - tão complexo - simplesmente não funciona.
Do que um vírus precisa?
De nada. Ele pode sobreviver anos - ANOS - congelado, esperando um hospedeiro.
Você pode imaginar um vírus esperando anos congelado até arranjar comida? Ah, não? Eu imaginei.
É um organismo solitário. Ele funciona por si só. Entra no seu corpo e se multiplica descontroladamente. Uma porcaria minúscula que te mata (mais ou menos o que nós, humanos, fazemos com o planeta, admito). E - agora vem a melhor parte - do seu organismo ele passa para todos os outros que entrarem em contato contigo. E à medida que defesas vão sendo armadas para impedir seu avanço, ele vai mudando para continuar avançando.
Foda, né?
Você é assim? Sua espécie é assim?
Não?
Então quem é evoluído? Você?
Oras, vá pra puta que te pariu! Admita sua inferioridade, humano ridículo.
a volta bufando do Utopia Dilucular
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Ratapulgo
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29.1.03
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eu estava me aguentando muito bem...
sem choro... sem lágrimas, sem tristeza. eu até estava rindo.
aí ele me ligou. ele ligou pra avisar q chegou. eu pedi. ele sempre faz isso, senão eu fico neurótica.
bem, o fato é q ele ligou... e eu escutei a voz dele, lá de longe. dava pra ouvir a distância. e aí eu lembrei q não vou ver mais ele. q amanhã de manhã ele não vai estar aqui, q ele não vai me ligar pra falar q tá vindo pra minha casa. lembrei q as coisas dele não vão ficar largadas pelo meu quarto, pq ele levou todas elas.
lembrei q ele vai ficar longe por não sei mais quanto tempo. e provavelmente vai ser um bom tempo.
lembrei de como foram boas essas 3 semanas. bom... muito bom.
lembrei dele, e do abraço dele, e de como é bom sentir ele me abraçando forte.
simplesmente me lembrei de tudo q devia deixar guardado como positivo, pq é positivo. mas lembrei de como eu não vou mais ter o positivo. e isso acabou de me fazer chorar... estou chorando desde o início desse post... e provavelmente não vou parar tão cedo.
escondido em em algum lugar da LUA
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Ratapulgo
às
29.1.03
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Um dos jogos que mais marcou a nossa infancia ou adolecencia com certeza é Super mario Bros, é muito dificil encontrar quem nunca tenha jogado ou visto. mas o que poucos sabem é que Mario é uma pessoa atormentada, um encanador pobre da itália que tem cara de português e por ter uma vida idiota e sem emoção toma chá de cogumelo pra ficar doidão, achar que cresceu e acaba por acreditar que pode entrar dentro dos canos e parar em mundos mágicos.
Esse pequeno demonio além de quebrar o ovo de um pequeno ser que poderia ainda estar em formação, vulgo Yoshi, montar nele e obriga-lo a caminhar durante telas e telas ainda por cima bate em sua cabeça para obriga-lo a comer! Sim, pois você acha que uma criatura comeria um bicho cheio de espinhos nas costas como as tartarugas do mal? Claro que não, mas Mario em sua maldade o espanca para poder se defender das pequenas criaturinhas. Vejam os olhos de Mario ficando vermelho, se endemoniando, uma criatura nefasta em sua totalidade, tudo isso para conseguir mais cogumelos para ficar doidão.
sofrendo de Diarréia Mental
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Ratapulgo
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29.1.03
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Instruções para dar corda ao Relógio
"Lá bem no fundo está a morte, mas não tenha medo. Segure o relógio com uma mão, com dois dedos na roda da corda, suavemente faça-a rodar. Um outro tempo começa, perdem as árvores as folhas, os barcos voam, como um leque enche-se o tempo de si mesmo, dele brotam o ar, a brisa da terra, a sombra de uma mulher, o perfume do pão.
Quer mais alguma coisa? Aperte-o ao pulso, deixe-o correr em liberdade, imite-o sôfrego. O medo enferruja as rodas, tudo o que se poderia alcançar e foi esquecido vai corroer as velas do relógio, gangrenando o frio sangue dos seus pequenos rubis. E lá bem no fundo está a morte, se não corrermos e chegarmos antes para compreender que já não interessa nada."
Julio Cortazar
uma excessão para o chita_e_jane
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Ratapulgo
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29.1.03
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Fatos
Vi uma coisa hilária hj na Márcia( sim , eu assisto Márcia). Era um transexual muito reba (qse uma mulher), que estava insistindo em dizer que ela faz sexo com E.T's. Não me aguentei e liguei p/ Zéh e p/ Jr para ligarem a tv e ver aquilo imediatamente. A moçoila chama - se Savana. Hoje lá no trabalho eu matei 2...sim 2 mosquitos da dengue. Não foi com veneno, foi com as minhas próprias mãos. Ganhei um mural do Zéh hj, era um que tava lá na escola( a mãe dele pegou o mural da escola e deu pra mim...xik). Faz mais de uma semana que o meu tio tá falando em me levar p/ pescar. Da última vez que nós fomos o fusquinha dele atolou e ficamos mais de uma hora no meio da cana( eu e meus otros tres primos ). Ficamos muito desesperados, tinham 6 pessoas dentro do fusca. A cena do dia foi que meu tio subiu em cima do carro p/ se localizar.
peidando e Cagando Ao Vento
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Ratapulgo
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29.1.03
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Por que eu escrevo um texto e de repente ele some da tela? É porque eu aperto o delete? É.
Porque eu sei que você vai ler esse tal texto e vai me criticar e vai ficar pensando que eu estou louca e vai dizer que estou com tpm e vai dizer que eu preciso me tratar.
É por isso que eu deleto certos posts daqui.
afofamos do afofa. porque eu afofo, tu afofas, ele afofa.
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Ratapulgo
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29.1.03
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Tô passada. Ontem, no aniversário da minha cunhada na minha segunda casa, a casa da sogra do meu irmão, (aliás, fato engraçado, minha cunhada e a irmã dela nasceram no mesmo dia/mês, com 5 anos de diferença. Depois tiveram filhos no mesmo dia/mês, não sei com quantos anos de diferença), eu fiquei sabendo dum caso que me deixou transtornada.
Comecei a reparar a pouco tempo na minha vizinha, principalmente depois de observar a maneira como ela sai com o carro, anda 100 metros de ré para não fazer um balão na rua, é um absurdo tão grande que se eu soubesse fazer animação no computador eu faria pra vcs verem. Além de ser muito burra e falar "pobrema", ele é detentora da famosa buceta de ouro, pois só isso pode explicar como ela, que tem cara de puta e é burra pra cacete consegue ganhar carro zero dos clientes que pagam pra comer ela (sim, ela é puta). Pois bem, essa jovem, que só percebi a existência depois de ver ela andando de carro, está grávida de um cara de quem eu sou extremamente afim, que passou o Natal comigo e é altamente tchanânâs. Como que essa puta foi ficar grávida do cara? Só prova que é burra pra cacete, pq o cara é um fudido. Fiquei sabendo ontem que o carro atual não foi o primeiro ganho de "amigo". Ela devia aproveitar pra arrancar pensão dum desses filho da puta então. Ah, estou brava.
E a minha cara de decepção ontem foi tão grande que até minha mãe percebeu quando falei: ela está grávida dele? como assim?....
Que bosta!
se Tá com medo porque veio?r
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Ratapulgo
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29.1.03
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Quando eu era (!) pequena, aprendi num desses "faça com a gente" a desenhar os pés de Chico Bento. E nunca mais consegui desenhar nenhum outro diferente. Então todas as minhas modelos-clodovil (eu ia ser estilista), altas, sílfides e cinturinha 45, sempre tinham aqueles pés gordinhos. Ou um vestidão de baile cobrindo tudo. Até hoje eu tenho esse problema com os pés. Engraçado, porque gosto dos meus.
outro Sorvete de Casquinho
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Ratapulgo
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29.1.03
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Eu estava em Minas (sempre tenho muitos sonhos significativos com aquele lugar), encostada numa pedra, só olhando a natureza e escutando o silêncio. Isso é muito gostoso de se sonhar, principalmente sendo assim tão real. Certa hora, eu percebo que minha atenção está concentrada, porque sou capaz de ver uma rã que antes eu não via. E fico aproveitando esta nova diversão: ver coisas que antes eu não via. Sem precisar de cogumelos para isto, hehehe. Então vejo mais uma rã. E são todas tão bonitinhas. Depois tem ainda um outro bicho de mato que eu não lembro qual era, mas era selvagem e meigo.
Até que vieram elas. As serpentes. Menores e maiores, talvez três, rastejando lentamente e eu ali admirando e também com medo de chegar muito perto. Havia uma especial, grande, com uma cor mais clara. Branco com marrom, com uma padronagem linda de pele. Eu já estava de pé e ela ficava encostada à pedra que eu deixei. E eu saí, sem dar as costas para ela.
sonhado por she.:.rides.:.the.:.night
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Ratapulgo
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28.1.03
Nunca dei muita bola para catadores de latinha, sempre deixei eles um pouco de lado, pretendendo evitar pensar que existem, como um câncer da sociedade. Entretando, devo confessar que eles são um tanto quanto intimidantes. Hoje, estava sentado numa barraquinha, quando vi um deles revirando o lixo. Porém, vi que ele somente o fazia mecanicamente e não estava prestando a menor atenção nisto, visto que me olhava de soslaio. Achei engraçado ver aquele homem me encarando. Até ajeitei meus óculos; poderiam estar tortos. Desviei meu pensamento dele e voltei a beber minha coca-cola. Dois canudos. Um azul. Outro vermelho. Gosto de diversificar, misturar as cores. Assim, ninguém me acusa de racismo ou preconceito colôr. Senti uma leve brisa em minhas costas e sutilmente voltei meu pescoço para a esquerda, mas já era tarde demais. O catador de latinha havia saltado sobre mim, pego a minha lata mezzo cheia, dado uma cambalhota por cima da mesa. Chegando do outro lado, pego seu saco repleto destes pequenos recipientes de alumínio e saiu em desparada. Fitei-o atento, boquiaberto, sem reação. Boquiaberto, diria, é apenas um modo de expressão, uma vez que a minha boca estava fechada e dela pendiam dois canudos. Um vermelho. Outro azul.
Free Bee
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Ratapulgo
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28.1.03
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Mel passa o Rodo tem um problema. Mel passa o Rodo só sai de casa se tomar banho. E lavar a cabeça.
Mas um dia ia faltar água no prédio dela e sua mamãe joselita não a avisou disso. Esperou estar quase na hora dela sair para dizer calmamente:
- Ah, sim, está faltando água.
- O QUEEEEEEEÊ??
Mel passou umas três horas gritando impropérios para a mãe, que, a esta altura, já tinha medo de que ela, no seu furor uterino, demolisse a casa. Mas Mel usou suas energias e força da sua fúria para encher, com muita dificuldade, gota por gota, um balde com um restinho de água que tinha sobrado. Ela deixou o balde no banheiro e foi até o quarto pegar a roupa para tomar o bendito banho.
Mas eis que... ao estar no quarto remexendo seu armário em busca do que vestir... Mel ouve um som peculiar de água caindo no banheiro: tcháaaaaa!
Ela sentiu um arrepio percorrer a base da sua espinha e gritou, apavorada:
- QUE BARULHO FOI ESSE?!
E, ao chegar no banheiro, a constatação: o irmão adolescente, que nem tem muito o hábito de puxar a descarga, mesmo quando faz o número dois, deve ter achado bacana aquela balde ali, tão à mão, e chóó, tacou toda a água conseguida com tanto esforço, a última água da casa... na privada.
- Nãaaaaaao! Que droga! Nem quando tem água você puxa a descarga, estou cansada de ver a sua merda, e logo hoje você resolve que tem que usar a minha água?!
O rapaz, acuado:
- Era sua? E-eu não sabia!
Mel anda como louca pela casa:
- E agora? E agora? Como vou fazer para tomar o meu banho? Não vou poder sair de casa, EU PRECISO TOMAR BANHO! Você vai ter que comprar tudo em água mineral, vai lá buscar!
Ela estava fora de si. Quando recuperou o controle, realizou que o irmão não ia buscar água coisa nenhuma e que ela ia ter que se virar de algum jeito.
Então ela pegou a roupa, escova, shampoo, fez uma malinha, rumou para o motel mais próximo e pagou 25 reais para tomar banho.
Agora vejam... se uma pessoa é vista saindo do motel e conta essa história, ninguém acredita, né? Seria melhor mentir.
A realidade é muito mais estranha.
Ninguém lê esta porcaria
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Ratapulgo
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28.1.03
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Começo a entender porque essas pessoas acreditam que um novo mundo é realmente possível, tirando alguns curiosos, que estão aqui só pra ver o que está acontecendo e azarar algumas gatinhas, toda grande maioria está discutindo ou fazendo alguma coisa de interessante. Discussões sobre política e arte misturam-se em um piscar de olhos, assuntos profundos, com bastante conhecimento sobre o que estão falando.
Já no acampamento, fui abordado por um cara e uma guria que vieram me oferecer beijo a 1 real, qualquer um dos dois... eu hein!! To dizendo!
Perto da fogueira sempre rola umas coisas estranhas, já não basta eu estar olhando um maluco soprar um concha e falar sobre a “cultura galáctica maia”, vem esses dois malucos me oferecer beijo a R$ 1,00
Surgiu um povo que pertence a uma comunidade alternativa, com instrumentos e música em estilo medieval, dançam de mãos dadas em círculo. No momento que convidaram as pessoas que estavam assistindo para participar de sua dança, após alguns desencontros enquanto o povo aprendia a dançar, este tornou-se um dos espetáculos mais bonitos que presenciei até este momento.
Várias pessoas dançando e sorrindo, logo que aprenderam os passos da dança começaram a divertir-se pra caramba, algo extremamente contagiante, parece uma grande brincadeira de roda! Que grande festa esse povo está fazendo. Foi tanta festa que um acabou de cair de bunda no chão! Show! (ao redor o papo cabeça continua...)
A gripe não me dá trégua, sou obrigado a ir embora. Claro, não antes de saber o que aquele homem completamente nu faz encostado num poste. Chegou a polícia e o povo em coro grita: “- abaixo a repressão, aqui ele pode andar como quiser!”. O cara virou-se e saiu caminhando naturalmente entre a multidão, ovacionado é claro.
Só que ninguém sabe ao que referia-se o protesto do cidadão... A polícia foi embora, o homem voltou e novamente encostou-se de costas para o povo que se aglomera em volta.
Nossa!!! Agora veio outro e está batendo nele com um cinto, mas açoitando mesmo!!! Ficou uns vergões nas costas!! Horrível!!! A galera entre cara de horror e gritos pede para parar com aquela cena. O mesmo que açoitou o homem, retirou uma placa de uma sacola e pregou no poste, acima da cabeça do homem: “Promoção! 1 cintada R$ 1,99”, uma coisa bizarra mesmo!! Todos ao redor se perguntando “o que foi isso!?”, as costas do homem sangram! Impressionante, chocante e ainda bem que ninguém resolveu pagar.
Agora que passou minha angústia por ver uma cena tão chocante, fui falar com o rapaz que se sujeitou a ser açoitado assim tão violentamente. Descobri que é um manifesto idealizado por Fernando Peixoto da Costa (o açoitador), contra o comércio e a banalização do comércio (e do povo em geral). O homem nu (açoitado), chama-se “Babidu” e ambos são de Goiânia. Simplesmente chocante, impressionante e terrível! Vale tudo pra protestar??
Por hoje basta. Nossa!
festa no l i n k p e r d i d o
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Ratapulgo
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28.1.03
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História real: o sexo dos insetos
Na mesa de amigos um casal discutia o que é natural e o que é cultural a respeito dos sexos. Assunto que só se leva mesmo à frente, por puro esporte, se regado a cerveja e similares, porque é um pouquinho mais polêmico do que o conflito no Oriente Médio ou quem deve ser eliminado do Big Brother.
- É claro que nós, homens, somos provedores por natureza: o macho animal é que vai caçar o alimento.
- Mas será, meu querido, que a própria lei da selva não é burra? Afinal, leoas e tigresas também são fortes s selvagens, desde que não estejam grávidas.
- De forma alguma! É a lei da natureza. Os homens caçam, as mulheres têm outro papel.
- Mas com ser humano é diferente, meu amor. Grande parte das famílias do Brasil e do mundo é sustentada por mulheres. Os homens que fizeram os filhos nelas podem até estar caçando, mas em outra freguesia...
- Minha querida, toda lei, toda regra, têm exceções...Se com o ser humano isso acontece, é uma deturpação da natureza. Daí essas mulheres sofrerem tanto...A cultura pode ter mudado tudo. Mas o papel natural de cada um é claro, claríssimo...
- E o que você me diz dos insetos? Aranhas como a viúva negra matam o macho depois da cópula....E aí, como é que fica?!!
Silêncio.
O assunto muda para a tragédia das enchentes no Brasil.
na teia de elasporelas
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Ratapulgo
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28.1.03
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E no final se semana passado nem teve cachaça absurda. Se considerarem que fiquei na primeira noite ajudando um amigo a botar gaia na namorada. Esta dormia tranquilamente no quarto enquanto estávamos na varanda. Mas sem lições de moral, por favor, pois o dgilson é fraco e não conseguiu nada; paquerar alguém perguntando "que horas são?" é uma coisa que eu não fazia há muuuuuito tempo; encontrar minha irmã-gordinha, feito uma porca bêba e então cair com ela no chão não é uma cena que queira repetir; tirar um cochilo de meia-hora durando a noite inteira não está nos meus planos para o final de semana...
aviso: PERIGOSO se misturado com ÁLCOOL
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Ratapulgo
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28.1.03
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A minha infância foi marcada pelas superstições de minha querida mãe judia e que transformavam minha vida num inferno. Era um tal de "desvira o chinelo senão a mãe morre", "Não anda de costas senão você morre", "esconde a tesoura quando estiver trovejando senão todo mundo morre" que eu simplesmente queria morrer logo de uma vez e acabar com essa estória toda. Caralho, eu não podia fazer nada que morria!!!
Mas depois fui descobrir que isso não era uma mania exclusiva das mães judias, mas sim de todas as mães do mundo. Mas havia algumas manias proprias da comunidade judaica que também me deixavam louco, como, por exemplo, o fato de minha tia sempre que me encontrava tacava logo um beijo na minha boca (traumatizante), minha avó que quase arrancava minhas bochechas de tanto apertar (e dizia: "Ai, meu netinho lindo.... ui ui ui...."), e coisas do tipo. Mas a mania mais estranha era, é claro, de minha mãe judia, que sempre que alguem falava alguma coisa que não era pra ter sido dita, ela cuspia duas vezes nas próprias mãos... era uma coisa do tipo: eu dizia "não vou passar no vestibular!" e ela cuspia das vezes nas mão e dizia "isola !!!! isola !!!"e bravejava alguma coisa em hebraico!!
EU SOU FEIA MAS TO NA MODA
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Ratapulgo
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28.1.03
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Não fui eu. Nem conhecia essa menina. Não faço essas coisas, imagina, uma menina tão novinha, tinha o que, nove anos? Oito? Imagina, sou casado, tenho um filho quase da idade dela, pelo amor de deus, seu delegado. Doutor delegado, desculpe. Eu também sou doutor, o senhor sabe. Clínico geral. Dezesseis anos já. Mas não fui eu. Eu nunca faria uma coisa dessas, coitadinha, estuprar a menina e depois afogá-la no rio? Que barbaridade, que crueldade, quem fez isso tem que pagar, tem que sofrer muito na cadeia. Virar mulher na cela. Ou coisa pior. É, a vida é assim. Coitada da menina, tão novinha, tão bonitinha, morrer assim tão machucadinha, apertadinha, sufocada. Estrangulada e afogada, tadinha. Tão lindinha. Como eu sei que ela foi estrangulada antes? O senhor mesmo disse, não disse? Não?
das páginas sebosas do Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa Monstro (para Dalton Trevisan)
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Ratapulgo
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28.1.03
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'tá muito barulho aqui.'
'eu sei, mas essa é a idéia de um show de metal.'
'mas eu não gosto de metal!'
'eu adoro!'
coisas que a gente faz por uma bimbadinha.
o que? como assim dois uísque?
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Ratapulgo
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28.1.03
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Hoje fui à dermatologista para a remoção de uma verruga que eu tenho no cotovelo esquerdo.
A verruga foi queimada com nitrogênio líquido num processo quase indolor que levou cerca de 2 minutos.
O interessante é que agora formou-se uma GRANDE BOLHA CHEIA DE LÍQUIDOS VIRAIS E SUBSTÂNCIAS NOJENTAS em volta da verruga. Digamos que a velha verruga Benedita quintuplicou de tamanho. Tornou-se praticamente um novo membro que nasce do meu cotovelo esquerdo. Está bem nojento.
A médica me disse que a GRANDE BOLHA CHEIA DE LÍQUIDOS VIRAIS E SUBSTÂNCIAS NOJENTAS estourará e a verruga cairá num processo natural - no banho, na rua, no carro ou quando eu menos esperar..
Quando isto acontecer, guardarei carinhosamente a verruga Benedita num frasquinho com formol e mostrarei ela para meus filhos, com orgulho, na posteridade.
pipocou no não vá se perder por aí
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Ratapulgo
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28.1.03
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Nunca tinha comido coroa. Aliás, gostaria de deixar claro que coroa é aquela cuja idade supera em ao menos 10 anos a do parceiro. Pois bem, esta me superava em 19. Enfim, era novidade.
Conheci a criança através de um amigo meu, Yan, que já a tinha comido. Ele me dera o nº de ICQ dela e disse: pode ir direto ao assunto. A mulher é maneirinha. O fato é que ela nunca estava on line. Até que...
Sábado, 19:47h. Iria viajar a trabalho no dia seguinte, para a Bahia. Acordaria cedo. Não estava muito a fim de sair. No máximo para "socar". E nesse contexto ligue meu AMD K-6 II. Conectar a IG. Ocupado. Puta que o pariu! Conectar a IG de novo. Ocupado. Porraaaaaaaaa! Na décima nona tentativa, já pensava na Playboy da Leka para poder dormir "leve". Eis que ...biiiiiinnnnnnkajskjkajkjskajslalloafkladk. Conectou! Porra! ICQ...loading contacts...online. Pronto. Password for fucking.
Olho a lista de pessoas on line e...ora veja você. Lá está ela!
O diálogo começa. Descubro que é escritora, mora em Botafogo. Pergunto o que ela gosta de fazer, e digo que gosto de fazer mais ou menos a mesma coisa, acrescentando "NAMORAR", como última coisa. Ela disse que tb adorava isso. Olhei a foto dela num site que me indicou. Ela gostou da minha. Mezzo caminho andado.
Falei que queria encontrá-la ainda hoje, já que estava sozinha e ela gostou da idéia. Tentou marcar num restaurante emvbaixo, mas recusei. "Não. Aí na sua casa." Ela: Uau! Já...assim? Eu falei: "É. Assim.". Ela: "Bem, minha mãe veio me visitar, mas isso não serrá problema". A safada expulsou a mãe de casa. Que filha da puta!
Em 08min eu já tocava a campainha. Minha primeira impressão: "O Yan me paga!". ela segurava um livro de poesias."Entre". Entrei, meio cabreiro. Ela então começou a ler um trecho de um livro dela. Acabou e ficou me olhando, aguardando o aplauso. Eu disse "bacana", ao mesmo tempo em que pensava "uma merda". Poesia esquizofrênica e pretensiosa. Poesia é muito fácil...você faz meia dúzia de versos, enche de metáforas e faz pose de gênio. Quero ver escrever um romance de 1000 páginas, em dois tomos. Filha da puta!
Ate que ela era bonita. Chegamos entào na janela para ver o Cristo. Logo já estava cinturando e beijando. 1minuto e 20 depois já estávamos em seu quarto. Deitamos na cama de casal, que mais tarde eu viria a saber que era da Tok & Stok. Mal tirei a cueca e ouvi um estrondo alto, acompanhado da minha própria queda. A cama cedera. Por isso que eu não compro merda nenhuma na Tok & Stok. Tudo dessa porra de loja quebra. Ela ainda argumentou: "mas a cama era novinha"...
Rei morto, rei posto.
Arrastamos o enorme colchão para sala, e começamos a atividade. E como gritava na peia aquela coroa?! Cheguei a ficar constrangido pelos vizinhos. A mulher era uma fodedora nata. Depois de mandar a primeira, ela ficou deitada sobre meu peito enquanto recitava mais alguns de seus poemas. Que tortura. Pior era fingir que gostava. Ela achava que eu estava embasbacado com sua suposta genialidade. E eu pensando "que merda, porque ela não fica calada?" Logo descobri que só havia um jeito de calar a boca da "punhetisa". E fí-la engasgar com minha jeba novamente.
Após mais alguns gritos e gemidos de praxe, vesti minha roupa. Ainda ajudei a puxar o colchão de volta, bom garoto que sou. Despedi-me, sem beijá-la.
Desci, peguei o taxi e voltei pra casa. Abri a geladeira e puxei uma coca-light. Deitei no sofá e abri um livro do Rubem Fonseca, cada vez mais convicto de uma coisa: poesia é o caralho!!!!!
pura PUTARIA & ZOAÇÃO... Goldenboyz are in the house!
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Ratapulgo
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28.1.03
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Foi assim:
Eu me levantei e disse:
_ Tudo bem. Pára, então. Chega. Não quero mais. Ouviu?
Cansei disso aqui. Eu vou pegar minha jaqueta jeans e sair daqui agora mascando um chiclete "Ploc" e cantarolando Sandra de Sá.
Mas antes, vou fazer uma bola bem grande e estourar.
Vou descer as calças e mostrar minha bunda.
Vou tirar a carne do dente de trás com o dedo.
Vou fazer um "Cererececê, bananinha prá você, cheira aqui que eu quero ver..." com coreografia e tudo.
Quando percebi que não estava sendo assim, a pauta da reunião já tinha passado do item 2 para o item 5.
Vamos pedir água e café (e lexotan)?
entediado no Os 3 Comuns
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Ratapulgo
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28.1.03
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Eu era doutoranda de ginecologia&obstetrícia e estava fazendo um parto. A grávida era uma moça branca, cabelos cacheados, bem brasileira. Seu marido era um português simpático, louro e de olhos azuis. Durante o período das contrações-sem-fim ele esteve ao lado dela, dando o maior apoio psicológico e tal. Chegou a hora "H" e ele quis assistir a tudo. Eis que o menino nasceu e passei-o rapidamente ao pediatra. Esse é um momento meio agoniante, sabe? A criança escorrega muito e temos que ser rápido para que ela seja aspirada e aquecida. Portanto, os obstetras mal vêem a carinha do bebê. Bom, o menino recebeu os cuidados médicos iniciais e ficou num berço aquecido que ficava atrás de mim. Eu comecei a notar um zum-zum-zum entre as auxiliares de enfermagem. Olhavam pra criança e saíam. Depois vinham outras pessoas olhar, cochichavam e iam embora. O pai com cara de quem não estava entendendo nada, coçava a cabeça, olhava pra mulher, pro bebê, pro teto... E eu morta de curiosidade pra saber o que se passava. Será que o menino tem algo de estranho? Alguma malformação? Algo que eu não vi? E quando não aguentei mais de curiosidade eu me levantei pra averiguar o que era. Suspresa! O bebê era um japinha liiiindo.
Até hoje eu me pergunto qual o fim dessa história. O que a mulher disse pro marido, meudeusdocéu?!!
de uma Bela, linda criatura, bonita. Nem menina, nem mulher...
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Ratapulgo
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28.1.03
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Acho que meu peixe vai morrer...
Pequena impressão de que sentirei falta de limpar o aquário.
Há três anos eu dou comida para o peixe quando acordo.
É a primeira coisa que eu faço. E nunca me esqueci. Nem um dia.
O que vou fazer antes de arrumar a cama e lavar o rosto?
É a minha rotina, acabando aos poucos.
Deveria ser bom...
acho.
Bavardage
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Ratapulgo
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28.1.03
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27.1.03
Sonho terrível essa noite. Sonhei que estava em uma suruba, junto com uma ex-namorada. Até aí tudo bem, nada demais... o problema é que o outro casal participante era ninguém menos que Elza Soares e Valderrama. Deve ter sido algo que eu comi ontem...
na boquinha da garrafa de Cerveja
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Ratapulgo
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27.1.03
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Finalmente comprei meu caderno. Nem é como eu queria, mas foi baratinho e vai servir pra anotar umas coisas aí. E depois eu faço uma capa legal, ponho uma foto que já tenho na cabeça e pronto, amor eterno. Até ele ficar velhinho, rabiscado e entrar pra prateleira das lembranças, junto com as doze agendas dos anos em que meu diário não era aberto ao público.
Essa minha neura com cadernos novos é antiga. Eu amava chegar na 1a. unidade, na escola, com material escolar brilhando de novo, caderninho limpo e com meu nome em cima. Nathalia Duprat. Porque eu sempre odei o Barros. Duprat ponto. Só? Só. E eu tinha um ritual: nos cadernos de classe, eu usava canetas verde, azul e preta, e lápis. Aliás, isso deve ter sido lá pela quarta série em diante, porque aos pirralhos só era permitido usar lápis mesmo. Mas bem, nas tarefas em sala, eu escrevia o cabeçalho e as perguntas em caneta azul, o número da questão de preto e a resposta de lápis. Verde pra corrigir. Nas tarefas de casa, o ritual era o mesmo, apenas trocava a caneta verde pela vermelha. Detalhe: eu sempre escrevia, embaixo do cabeçalho, "Tarefa de casa", sublinhada duas vezes em vermelho, e com uma casinha com chaminé desenhada bem do lado.
Mas pensando agora, uma coisa que nunca entendi bem é porque criança sempre aprende a desenhar casa com chaminé, fumacinha saindo e uma macieira do lado. Quantas crianças aqui no Brasil (mais precisamente no calorão do Nordeste) tem chaminé em casa? E macieira? Surreal isso.
chupado do Sorvete de Casquinho
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Ratapulgo
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27.1.03
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A INSÔNIA E O FUGITIVO
Insônia. Agora dei pra isso. Logo eu, que sempre fui bom de cama pra caralho. Pior é que além de ficar rolando na cama sem, contudo, conseguir pregar o olho, ainda fico tendo flash-backs da minha vida. Mas foi assim que me ocorreu a história que vou contar pra vocês hoje e que tava escondida em algum lugar bem remoto da minha memória.
Em 1987 - puta merda, é tempo pra diabo! - eu estava na sétima série. Era um prodígio. Não fiz a primeira série, fui catapultado direto pra segunda e ainda encerrei o ano como o melhor da turma. E a coisa se manteve nos anos seguintes. Mas aquilo era um saco. Tinha que ser sempre o bonzão da parada. Era o queridinho dos professores, o orgulho da família e um exemplo pros filhos burros dos amigos dos meus pais. Alguns mandavam os lesados lá pra casa pra estudar comigo. Só que tinha um problema: eu nunca estudava. Não tinha nem matéria. E era o cão na escola. Praticamente um terrorista. Botava bomba em banheiro, pó de mico no ventilador da sala e volta e meia mostrava o pau pras garotas da turma. Enfim, eu não era exemplo de pôrra nenhuma. Ao menos não um bom exemplo. Era, sim, sonso e falso que nem nota de R$ 3,00. Mas, mesmo assim, tinha que prestar contas em casa.
No segundo bimestre de 87, eu tava muito de saco cheio daquilo. Não suportava mais fingir ser uma coisa que, definitivamente, eu não era. Me rebelei contra o sistema. Ia pra escola passear e tocar zarolha. Era uma espécie de Notorius B.I.G. dos trópicos. Um líder nato. Assim, enfim, consegui minhas primeiras duas notas vermelhas: matemática(meu eterno ponto fraco) e educação artística. Dessa aí eu até me orgulho, pra dizer a verdade. Me desculpem os desenhistas, arquitetos e afins, mas isso, pelo menos pra mim, é coisa de viado. Mas é claro que há excessões - ou não, Fernando? O que só vem a confirmar a regra. Enfim, tirei nota vermelha. E, admito, a sensação foi horrível. Precisavam ver os olhares que me lançavam. "O rei está nu", pareciam eles bradar. Me senti um merda.
Bate o sinal. "Puta que pariu!", pensei. "E agora? Como é que vou explicar em casa essas duas notas?". "Pô, meu pai e minha mãe vão entender, né? Afinal de contas, foi a primeira vez. E no bimestre que vem eu recupero isso mole.", saí a meditar. Minha irmã do meio, a Tati, mal conseguia esconder sua alegria. Era a vingança. Chegamos em casa e ela mandou logo: "Mãe, saíram as notas. Não tirei nenhuma vermelha, mãe. Mas o Fabiano...". "Filha da puta!", ameacei gritar. Mas minha posição era delicada. "Te como na porrada depois, sua vaca.", falei entre os dentes. Minha mãe veio espumando pra cima de mim. Não deu nem tempo de tirar as provas da mochila. Parecia um polvo numa festa tecno. Nunca vi tanta mão numa só pessoa, gente. O que era aquilo? Apanhei pra caralho. E chorei ainda mais. "Já pro seu quarto estudar!", berrou. "E nada de almoço.", decretou. Pôrra, apanhar tudo bem, mas ficar sem rango também? Aí fodeu. Era castigo demais. "Mas meu pai daqui a pouco taí. Quero ver ela meter essa marra com ele por perto.", pensei com meus botões. Meu pai sempre puxou meu saco. E ainda tinha o agravante de eu ser o varão. Não tinha jeito. Aquele castigo não iria durar mais do que meia hora. Era só o tempo de o coroa chegar pra almoçar.
Me enfiei no quarto e fiquei embromando. Minutos depois, ouço o tirlintar das chaves do velho. Me debrucei avidamente sobre os cadernos e livros. "Oi, filhão, tudo bem?", disse ele ao chegar. "Tudo, pai.", respondi com uma voz chorosa. "Que que houve, filho? Tava chorando?", indagou-me. "Nada, não. Bobeira da mãe.", falei. E se encaminhou à cozinha. Esfreguei as mãos. "Tá ferrada agora. Vai tomar mó esporrão. Vai sair até de lado.", previ. Quando ouvi o tirlintar das chaves vindo em direção ao quarto, voltei-me rapidamente para os cadernos. Só senti a porrada na nuca e nem notei que tinha dado com a testa na escrivaninha, já que numa fração de segundos a minha cabeça se encontrava no mesmo lugar de antes. Ainda vieram mais duas. Tum! Tum! Depois, a tradicional torcida na orelha e toda a sorte de palavrões e ofensas morais. Pior, o castigo do almoço foi confirmado.
Era demais pra mim. Eu não merecia ser tratado daquela forma. Não depois de ter sido o papa por tanto tempo. Apenas um pequeno deslize e... pimba! Eu não era nada além de escória. Sacanagem. Mas aquilo não ia ficar assim, não. Eles iam ver só. O deles tava guardado.
Como sempre fazia após o almoço, minha mãe seguiu para o banco e de lá pra loja da minha tia, onde ficava fofocando por horas a fio. Tradição da família, no caso. Fui até a cozinha, peguei um pacote de pão Plus-Vita fechadinho, queijo, manteiga, presunto, maionese, mortadela e usei todo o pacote pra fazer uns sandubas. Daí peguei mais duas pêras e duas maçãs e um litrão d`água. Alguma roupa, um lençol e uma cobertinha, pus tudo dentro da minha mochilinha preta da falecida Quebra-Mar, a Fernanda, e fugi de casa.
"Pra onde ir?", era a questão. Fui pra estação e peguei o trem pra Japeri. Era a primeira vez que andava de trem. E eu nunca havia ido a Japeri na vida. Cheguei lá e...
... continua na toca do Tatu
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Ratapulgo
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Queda de coco mata dona-de-casa - A Gazeta de Vitória
Cachoeiro - A dona-de-casa Maria Alves Barroso, 74, que residia na localidade de Santo Antônio do Frade, zona rural de Vargem Alta, foi encontrada morta na noite de terça-feira, num matagal próximo de sua residência. Parentes da mulher afirmam que ela foi atingida na cabeça por um coco verde, enquanto apanhava lenha. Maria Barroso saiu de casa à tarde para apanhar lenha e, três horas depois, ainda não havia retornado. Isso levou seus parentes a desconfiarem de que algo de anormal pudesse ter acontecido. Segundo o filho de Maria, Reginaldo Rosa, ela foi encontrada caída, por volta das 21 horas, embaixo de um coqueiro. A Polícia Militar do município foi acionada. Ao lado do corpo de Maria havia um coco com marcas de sangue.
essa é uma Vida de cão
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Ratapulgo
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Madame Satã? Lixo. Nossas amigas? Lixo. Tanto quanto os amigos. Por que não apresentá-los? Porque eles nos apresentaram. O que fazer?
Sou cega. Surda. E não falo inglês.
A xoxota-muda resolveu abrir a boca. Alguém com preguiça de me comprimentar, várias vódcas com menta depois, já me considerava a melhor amiga. O goró do Satã é mortal, acreditem. E só eu mesma para adorar essas pessoas de reputação duvidosa.
E vocês, hypes-wannabes-paga-paus-de-gringos, sigam o conselho da xoxota-pseudo-virgem: o melhor lugar é a pista.
Eu não pude ver a xoxota-straigh hoje na Verdurada. Teve churrasco de niver do meu pai. Costelinha, charuto e cerveja. Mas o culpado pela minha diarréia é o goró do Satã. Eu não disse que é ruim??? Tá certo que eu só tomei cerveja, mas...
Então, esse papo de marvada carne rolou há pouco no ICQ. Pergunta: posso engolir a porra daquele animal do meu namorado? Não me culpem por tornar púbica a dúvida alheia - sim, eu esqueci o L de propósito.
E teve aquele também que não chupou a garota porque é vegan. Ok. Mas bem que ele se esbaldou na saliva da minha amiga. Das minhas amigas, melhor dizendo.
Mas chega desse papo porque já pedi o divórcio do falso marido que me passava infos engraçadas sobre os junkies-genéricos.
vira o disco Lado B - by Bibia
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Ratapulgo
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Que grande madrugada lixo, o que eu faço acordado a essa hora?
Nada, eu não sei o que me faz ficar aqui, que tipo de sensação esquisita é essa, eu simplismente quero ficar aqui, como se a qualquer momento pudesse acontecer algo de extraordinario que possa mudar minha vida, ou simplesmente alguma coisa legal, quem sabe eu encontro um site bacana, descubro uma noticia bacana, ou quem sabe eu entro no Bacaninha, mas o tédio de ficar aqui é aterrador, e mesmo assim eu fico, fico esperando algo, e nada acontece, sempre assim, então por que eu fico? Por que eu fico?
E nessas eu vou ficando aqui, ouvindo música e colocando aqui, pois sim, nem meu cérebro quer pensar, então acho mais facil ficar escrevendo a letra das músicas que eu vou escutando, total falta do que fazer, pensar...
toda uma Diarréia Mental
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Ratapulgo
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Ela sentou-se na cama ao pé de mim. Olhava pra mim com um ar de seriedade, mas eu sabia que o ar sério dela não era preocupante. Ficou me olhando, mexendo os olhos para ver se conseguia capturar minha atenção. Eu estava lendo um livro. Por fim de dois minutos, deitei o livro de lado e olhei para ela. Ela ainda não havia falado nenhuma palavra, apenas esperava pela minha atenção.
Foi então que ela declarou:
- Eu vou ao psicologo!
- O que?
- Eu vou ao psicologo.
- Mas eu não entendo. Por que? Você não anda se sentindo bem? Desculpe. Eu realmente não tenho dado muito atenção a voce.
- Não, não é isso. Sou eu. Não sei como lhe explicar.
- Mas. Você anda triste?
- Sim.
- Por que?
- Não sei. Mas é por isso que eu vou ao psicologo.
- Mas ele vai descobrir o que tem te feito triste?
- Não. Mas ele vai parar com isso. Eu vou agora pedir ajuda dele para não ficar pior depois.
- Ah.
Ela continuava séria. E continuava com o ar de sereno. O mesmo ar sereno que ela sempre carrega. Parecia que ela não se deixava abalar por nada.
- Não fiques preocupado. Tudo vai ficar bem. Quer dizer, tudo já está bem. As coisas vão apenas melhorar.
Eu ainda a olhava por não compreender bem aquela conversa toda. Ela pegou na minha mão e continou a dizer, tudo só vai melhorar.
Oh No. Don't Just Stand There. Do something.
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Ratapulgo
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Ficamos juntos na festa, e o cara não saiu do meu pé. Não deixava nem que eu fosse até o bar pegar uma cerva sozinha... aí, ele veio me mostrar o celular com uma mensagem da ex. Contou que a menina tinha ligado pra ele naquele dia e que ele tinha dito pra ela desencanar pq ele 'tava namorando'. Aí falei: 'mas vc NÃO tá namorando'. Ele disse que tinha falado aquilo só pra ela desencanar pq 'quando ele tá com uma pessoa, tá com uma pessoa'.
Fomos pra casa e ele chegando lá saca um monte de camisinha da bolsa dizendo 'trouxe essas camisinhas, deixa aí com vc pq não vou precisar disso pq não vou transar com mais ninguém'. Fiquei com uma cara de tacho e disse que não, que as camisinhas eram dele e ficavam com ele, que aquilo não tinha nada a ver. Porra, se eu fosse ficar com as camisinhas do cara, eu ia transar com outros com as camisinhas?
Eu preferia ir de ônibus pro trabalho pq não agüentava mais o cidadão, mas ele insistiu em me levar pq disse que eu era uma companhia maravilhosa. Ah, passou o finde inteiro dizendo que se contasse pro espelho o que tava rolando ele não acreditaria.
pois é, Homem É Tudo Palhaço
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Ratapulgo
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27.1.03
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Viajei pro litoral sexta, pra participar da Travessia da Ilha dos Lobos, em Torres. Foi uma decisão imprevisível, eu nem pensava em participar dessa prova, mas me ofereceram carona e lugar pra ficar na praia, e de repente uma voltinha longe de Porto Alegre me pareceu interessante. Fui. Fiquei em Atlântida, um dos melhores lugares do planeta para se experimentar os malefícios do sensualismo moderno e do vampirismo. Um mundinho bastante triste, aquele.
A prova foi hoje de manhã e me dei tribem, peguei quarto lugar na categoria, com medalhinha e tudo, 24min e 10seg de tempo. Bem divertido. Cheguei em casa há poucas horas, com aquela sensação de "aonde eu estava mesmo?".
estripado do Gorgomilhos & Perdigotos
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Ratapulgo
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27.1.03
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Diálogo real nelsonrodrigueano
Duas amigas minhas se encontraram, a primeira recém-separada. A outra quis saber:
- Mas o que houve?
- Não deu certo...
- Mas ele te traiu, você se apaixonou por outro...qual o motivo?
- Não há motivo concreto, não há traições...Isso é que tem sido mais difícil. As pessoas me perguntam e eu não tenho uma razão palpável pra elas segurarem...
- Entendo...Se ele te batesse, seria mais fácil, né?
- Olha, querida...se ele me batesse, talvez eu não tivesse me separado dele...
de elasporelas
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Ratapulgo
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27.1.03
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Tem uma multidão em volta da fogueira, viva o frio do sul até o minuano resolveu participar do fórum. Interessante como uma fogueira aproxima e parece purificar a alma das pessoas. Falei com um pessoal agora, entre um assunto e outro, tentei explicar o que estava fazendo. A frase que escutei foi perfeita: “- deve ser fantástico tentar colocar com palavras o que nossos olhos estão vendo.”
Perfeito, perfeito! É difícil, muito difícil.
Vou dar uma volta pela “periferia” do acampamento pra ver o que mais está rolando.
{...}
Uma cena no mínimo bizarra! Uns 15 “chuveiros” (canos de pvc, com algo semelhante a um chuveiro em cima), ao ar livre, todos com água gelada, sem nenhum tapume. Ou seja além de tomar banho no frio (e hoje está bem frio, 18 graus), tem que ficar de vitrine pra multidão que está passando, alguns tirando foto, filmando e outros escrevendo. Um bando de malucos (corajosos), homens, mulheres, misturados na água gelada. Tudo pelo social...
{...}
Cheguei ao epicentro do “vulcão”, quer dizer, acampamento. Uma multidão sentada, um cheirinho gostoso de “agrotóxico”, malabaris, gente com pena na cabeça, meditação, beijo na boca, uma mulher batendo algo semelhante a um tambor indígena e me encarando, deve estar se perguntando o que esse maluco faz ali escrevendo
Tá rolando uma meditação, ou algo semelhante, com um “mestre” meio vestido como um xamã, o povo sentado em círculo um de frente para o outro, o “mestre” falando em uma língua que não entendi lhufas e a mulher (a mesma do tambor que ficou me encarando), traduzindo. Agora ele pede para os participantes se abraçarem... tem uns ali se passando.
Vou pra perto da fogueira, tá frio pra caralho. Péra ai, péra ai! O “mestre” mandou todos os participantes formarem um grande abraço. Suruba!!! Eba! To nessa!!!
{...}
Mais maluquice! Um grupo surgiu do nada e fazendo muito barulho, um samba maracatu esquisito, o embalo é bom, mas um pouco difícil de definir o que é. Por outro lado a moça que está tocando uma espécie de bumbo, vou te contar, é linda!! Linda mesmo!!
Acabei de descobrir porque esse “samba-maracatu” me soou tão estranho... o pessoal que está batucando é sueco! Nossa não sabia que rolava samba na Suécia! Isso aqui é realmente surreal, sueco tocando samba com apitinho, tipo escola de samba e tudo mais! O povo ao redor pede bis. Não sei se pelo samba-maracatu-reggae-sueco, ou pela loirinha bumbeira...
{...}
Por hoje chega. Muito frio, apesar muita coisa ainda estar acontecendo. Para os que estão acampados a noite não terminará tão cedo, para os que se venderam para o sistema (eu!), a cama é um mal necessário nesse momento, afinal amanhã é mais um dia de trabalho e não tenho a mínima idéia de que horas serão, mas é tarde... bem tarde.
por um blog melhor l i n k p e r d i d o
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Ratapulgo
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27.1.03
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A sexta me conforta, enquanto vou levando minha vida celibatária, sem menáges, sem loucuras. Só eu. Não q sexo seja ruim, muito pelo contrário. Mas a putaria por putaria não me apetece. Nunca me apeteceu. É uma das coisas q mais me irrita no meio homo, a promiscuidade desvairada. As barbies lindas q se comem lindas e sem nada nas lindas cabeças, postonove assiste estático. Hoje vou sair sem a fúria louca por caçar. Só para descontrair. Sair, no sentido figurado, sair da minha realidade. Sair.
pela porta de Desgraça pouca é bobagem
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Ratapulgo
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27.1.03
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Vendo durante todo esse tempo, os amigos que entraram e saíram da minha vida, vejo que fui a que mais se arriscou, a que mais cometeu as tão julgadas "loucuras" pelos outros, e no final das contas, eu não me dei mal. Eu não engravidei de um desconhecido no estacionamento, eu não casei com um cara espancador de mulheres, não levei nenhum tiro, não entrei em overdose, não peguei nenhuma DST, não me afoguei bêbada, não me meti com traficantes, agiotas, não tive nenhum filho prematuro, ou com lábio leporino. Não cortei os pulsos. Não morri. Isso dá uma perigosa sensação de imunidade.
{...}
Às vezes é muito melhor permanecer na ignorância. Falo isso por mim, não pra generalizar, porque cada um caga pelo cú que lhe convém. Mas veja só, se não fosse por aquele maldito teatro na noite de um inverno muito fudido, em 1999, com a capa vermelha da Sabrina, talvez eu tivesse mais consideração pelas pessoas que gostam de mim, ou que ao menos almejam gostar, mas que com o meu escudo protetor, acabo afastando todo mundo de mim. Afasto todo mundo mesmo. Só não consigo me afastar de mim mesma. Então volto a repetir, que eu sou minha própria praga. A culpa é minha e eu ponho em quem quiser.
um triste blues do Neutro Azul
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Ratapulgo
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27.1.03
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Depressão é ouvir a abertura do Fantástico.
do ¢AtaRrO vE®De
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Ratapulgo
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27.1.03
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Meu... Ainda bem que eu estava passeando em Floripa no final de semana. Coisas horríveis aconteceram aqui na casa de praia (relato baseado em depoimentos reais).
Minha avó convidou meus parentes mala pra vir aqui. A forma como eles chegaram é meio misteriosa. Primeiro entraram os cachorros portão adentro. Depois meu priminho. E muuuito tempo depois o resto da família. Não sei quem disse que um dos cachorros defecou na frente da padaria e o padeiro mandou eles limpar (???). Tomara que tenha sido com a língua...
Minha tia tem a mania de fazer piquenique aqui em casa. Eles pensam que a gente não tem comida e trazem sempre pão de tudo que é tipo, sempre tomando o cuidado de misturar bem os pães doces com os salgados.
Minha mãe, coitada, foi com minha priminha até a locadora de vídeo. E teve que ouvir trocentas vezes os mesmos assuntos do verão passado: ela está em dúvida se troca o curso de pintura por natação, ela comenta os sites com pegadinhas da internet e, é claro, fofocas das amigas. Bem, no ano passado quando ela começava eu já aumentava o volume da TV ou colocava o fone de ouvido pra escapar da tortura...
O gambá da calha da garagem fugiu com medo dos cães, que sujaram a sala inteira. Dá pra fazer um tapete com o pêlo deles.
E eu estava bem longe... Ah, coisa boa, hehehe...
relatos de um muNDO anOrmAL
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Ratapulgo
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27.1.03
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Aí, eu ando meio encucado com esse negócio da banda.
Tipo, eu não acho que se possa fazer uma banda de verdade sem que todos os integrantes tenham conhecimentos elevados de teoria musical. Isso o Enzo já tem, e eu e Magno estamos estudando. O problema é que é meio complicado fazer música sem ter a mínima noção de qual estilo vc vai tocar. O problema é que a gente gosta de tudo que se pode fazer no rock. E a grande merda é que cada um desses estilos tem carcaterísticas que só ele tem, vantagens e desvantagens que acompanham. Aí fica difícil escolher. Eu gosto até de blues, música clássica, mpb, etc.
Porra, acho que eu não to me fazendo entender. O que eu quero dizer é que eu quero ser um músico cujo hobby é a medicina ou engenharia, e não um médico ou engenheiro cujo hobby é a música. Eu quero fazer algo que agrade a todos, algo que fique pra história da música, caralho. Será que isso é tão impossível quanto todos me dizem?
tomando na veia Morfina
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Ratapulgo
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27.1.03
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A cidade está minada. não posso mais chegar perto da janela e, de noite, ao invés de dormir encima da cama, durmo embaixo dela, porque é mais seguro, embora não seja tão confortável. Minha unha agora é feita de ferro, como um canivete pra me proteger. Minha dermatologista mandou blindar minha pele. Meus olhos não são mais de cristal e sim de plástico. Meu coração teve de ser revestido de aço inoxidável e, talvez por isso, já nao bate mais como antes, se é que antes ele batia. A fina teia que tece a minha vida, súbito tornou-se nylon.
pousado em Free Bee
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Ratapulgo
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27.1.03
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26.1.03
A empregada da minha tia, por motivo desconhecido, deixou o seu marido. Passou um tempo, e o fulano começou a ameaçá-la de morte. Ela não prestou queixa na polícia, mas ficou escondida na casa de uma amiga. Pobre é foda.
Passou mais alguns dias, e ela foi morar numa favela bem distante, arrumou outro emprego por lá, e tal. Então ela ficou sabendo que o ex-marido já tinha comprado uma arma, e estava atrás dela.
Eu só me pergunto como é que esse povo fica sabendo dessas coisas. Enfim, quando foi hoje de manhã, ela estava num ponto de ônibus pra ir trabalhar, quando passou o cara e sapecou dois tiros nela. Se morreu? Nem... Ela conseguiu entrar numa loja de móveis que havia ali próximo, e se escondeu atrás de alguns móveis. O cara tava indo atrás dela com a arma em punho, quando o dono da loja, um policial militar, atirou duas vezes nele e o matou. Ela ainda levou mais uns tiros nessa confusão, e morreu a caminho do hospital. É, morreram os dois.
Mais uma vez, pobre é foda. Pelo menos eles estão em todos os jornais daqui de Recife. Descansem em paz, empregada da minha tia e maridinho revoltado.
escafedido no PAPAHIMEN
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Ratapulgo
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26.1.03
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No trabalho
O sangue de Jesus tem poder e a drogaria POP cuida bem de você enquanto eu te ajudo a exercer tua cidadania!
A astrologia seleciona relacionamentos conforme suas intenções de vida e - não é porque tá muito frio, não é porque tá muito calor - eu te ajudo a conhecer tua realidade.
Datas e fatos, Cadernos da Comunicação e Manual do PageMaker. Vou te contar, hein? Estou te dando um pouco de visão pública.
Você faz mais gostoso com Maggi - mas com essa galinha azul pregada no meu gabinete eu não tenho vontade de fazer nada gostoso.
Tem um tríptico do "Jardim das Delícias", do Bosch, com uma tartaruga de costas para o concurso de fantasias que a barata ganhou. A barata ganhou dentes caninos, mas já não era mais barata!
Tem uma borboleta feita por um presidiário. Faltou a etiqueta: "De: presidiário Para: presidiária"
Tem um porquinho de fúcsia gritante flutuando sobre um livro, desgarrado e sem mãe (vai arrumar mãe prum porco rosa desse jeito!).
Um Zogninho nunca retribuído me dá tchau e manda recados de Polyanna.
De vez em quando eu destampo o vidro do duende e ele sai para passear. Os elefantinhos, deixo presos. Nunca gostei destes, mesmo.
no .:.¨she.:.rides.:.the.:.night¨.:.
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Ratapulgo
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26.1.03
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Só queria deixar registrado que hoje eu não só preparei todo o meu almoço inteiramente sozinha, como também lavei TODA a louça, inclusive uma frigideira. Se isso não é um sinal de que eu cresci enquanto pessoa, eu não sei o que é. Alguém poderia argumentar que isso é uma coisa muito normal, que a maioria das pessoas faz isso, e que na verdade eu devia ter vergonha de não fazer mais. Bom, cara pessoa desagradável e intrometida de quem ninguém pediu a opinião, isso obviamente quer dizer que você não me conhece. Eu cuido do meu próprio almoço todo dia, mas geralmente eu pago por ele: seja num dos estabelecimentos alimentícios do Shopping Rio Sul ou um dos congelados amigo-de-todas-as-horas-da-Sadia. Não esquecendo que lavar louça figura orgulhosamente no top 10 de "Coisas que eu odeio fazer". Por isso, o que pode parecer simples para você foi um momento de grande importância para mim. Uma salva de palmas para mim, por favor.
enxaguado por Oba Fofia
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Ratapulgo
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26.1.03
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...Então apenas para deixar claro...(na minha mente, e na de quem interessar)
...O Joon veio de um casamento muito conturbado. Exatamente por causa da ex-esposa. Ele foi criado no interior do Paraná. Os meus pais no interior do Piauí. A ex-esposa dele, suponho numa aldeia indígena no Pará.
...Depois do divórcio dos meus pais, moramos com o pai alguns meses. Ele trouxe para cá uma nova mulher, a Rosália, a qual era mãe de alguns filhos, sendo que o mais novo antes de conhecer meu pai, hoje está fazendo faculdade de Educação Física.
...Meu pai se preocupou bastante com os nossos estudos, nos direcionando desde cedo para o Colégio Militar de Brasília, pelo qual eu e meus dois irmãos terminamos o segundo grau. Ao menos ele foi um pai forte.
...Minha mãe conheceu o Joon, e se envolveu com ele. Sendo que ele ainda estava legalmente casado, e tinha uns 3 filhos maiores de idade.
...Depois de um tempo, minha mãe conseguiu se estabelecer financeiramente. Ela nunca havia trabalhado, mas conseguiu, com a ajuda do diploma de Psicologia pelo CEUB, o qual conseguiu com muita dificuldade, por causa da necessidade de meu pai, de ter uma mulher totalmente dependente. Ela conseguiu a nossa guarda.
...O meu pai já sabia o que podia acontecer, e estava construindo uma casa em um condomínio perto de Sobradinho, então foi para lá com sua nova companheira.
...Nunca vou esquecer que minha mãe voltou para casa no dia da minha primeira comunhão, no fim da quinta série, já no Colégio Militar. Aquele foi o único dia que eu usei uma túnica branca. O uniforme de gala do colégio.(fui levado à fazer a primeira comunhão contra a minha vontade, mas eu geralmente fazia tudo o que os meus pais mandavam)
...Em pouco tempo, o Joon estava morando com a gente. Não sei se foi pouco, mas não me lembro de quando ficamos sozinhos com minha mãe em casa. Fomos vivendo... Meu irmão Lincoln acho que havia terminado o colégio, e estava entrando na UnB, para Engenharia Mecânica(depois ele mudou para Ciências da Computação, que é o que acho que faz hoje). O Lineu e eu estávamos ainda no colégio.
...Sendo que o Fillipe tem 9 anos, acho que ele nasceu em 1993. Soube pela minha mãe que foi uma última tentativa da ex-mulher do Joon de manter o casamento. O Joon a conheceu no Pará, quando estava construindo rodovias junto com o exército.
...Está certo, pessoas criadas como Joon, ex-esposa do Joon, Teresinha(mãe), Oisenis(pai)... Não têm muitas chances de aprender como a vida funciona mais eficientemente. Eu espero aprender. Mas tenho medo. Medo de acabar que nem eles. Medo de não saber criar meu filho. Medo de me apegar à alguém por puro medo de ficar sozinho.
...Mas, à(?) cada dia, aprendo um pouco mais.
the real Life sucks
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Ratapulgo
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26.1.03
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Acordei dez minutos mais cedo e nem esperei o despertador tocar pra pular da cama. Um sonho ruim me acordou. Sonhei que estava na triagem de um hospital de câncer. O lugar era feio, escuro e acho até que escorria água da chuva pelas paredes. Bem deprimente, mesmo. Pois eu era a próxima da fila e a pessoa que saiu na minha frente comentou:
– Ih, parece que a próxima tem câncer no maxilar. Vai ter que tirar. Ouvi o médico dizer.
E eu, ao lado dela pensava: “Caraca, a próxima sou eu! Mas calma, Ana Paula, vamos ver o que o médico diz.”
Acordei justamente na hora em que a recepcionista chamava meu nome.
Claro que passei o dia inteiro boladérrima, sentido dores no maxilar, nos dentes, no ouvido.
olha o passarinho: 3x4 Colorido
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Ratapulgo
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26.1.03
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aqui estou eu, estragando as minhas
unhas, depois de gastar dinheiro na
manicure e deixar elas até bonitinhas.
não sei por que ainda insisto nisso.
não sei por que alguém esquisita como
eu insiste em querer ter unhas bonitas.
unhas bonitas são coisa pra garotas
bonitas, que tem rosto de porcelana
e corpos de barbies.
de que adianta ter unhas lindas se
eu sou redonda como um barril?
é como eu sempre digo...
o meu cérebro é um tesão.
maybe life sucks...
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Ratapulgo
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26.1.03
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Essa é a história (verídica) de um caixa de banco com problemas auditivos. Depois de semanas sofrendo com dores terríveis em seu ouvido direito, o moço em questão pediu à namorada que cuidasse do caso. Afinal de contas, passar o problema adiante é uma habilidade cuidadosamente desenvolvida por bancários em geral.
- Morzinho, vire a cabeça para lá. - disse a garota.
- Ei, o que é isso que você pingou no meu ouvido? - perguntou o rapaz.
- O remédio de ouvido dos meus cachorros. Eles vivem com dor de ouvido. - respondeu ela.
E o namorado melhorou milagrosamente da tal dor. Uns dias depois, o ouvido do rapaz começou a coçar, coçar, coçar. Aquela agonia o dia todo: um dedo no teclado e outro no ouvido. Desenvolveu uma técnica imbatível para cutucar o ouvido em movimentos circulares com a mão direita, enquanto a outra mão passava contas da Eletropaulo pelo leitor de código de barras. Só se embananava na hora de grampear os comprovantes: duas ou três vezes grampeou a própria orelha.
O destino, porém, conspirava contra ele. Na fila do caixa, a cliente mais importante do banco aguardava o atendimento. Assim que pegou as contas da moça para pagar, sentiu aquela velha coceira. Sem pensar duas vezes, meteu o indicador direito no ouvido e começou o processo de limpeza: girando, girando, girando. Três voltas para a frente, quatro para trás, enfia até o fundo, puxa um pouquinho. Era praticamente a abertura de um cofre. Ao tirar o dedo, uma surpresa: um bloco de cera do tamanho de um toco de lápis adornava seu indicador.
Olhou para aquele corpo estranho, olhou para a cliente. Olhou de novo para a cera, mais uma olhadela para a cliente. Limpou de qualquer jeito a cera na sua calça pensando "minha mãe vai me matar" e continou a pagar as contas. Ao entregar os comprovantes para a cliente, notou manchas com aquela cor... aquela. Olhou para o teclado e não encontrou a tecla A. Olhou para sua calça e chorou. Até hoje o rapaz não conseguiu explicar ao seu gerente que tipo de prática sexual foi realizada naquele caixa no dia em questão. Mas a cliente nunca mais apareceu por lá.
garranchos do texto livre
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Ratapulgo
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26.1.03
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esta menina
é tão mais bonita
do que a poesia.
é tão mais poesia
do que F. Pessoa.
ela é viva.
fala sorrindo,
com toda a alma
e o próprio rosto,
além do corpo inteiro.
a amiga loira dela,
que parecia mais bonita,
está escondida
para que eu veja
só a que brilha
(mesmo sem saber se
a outra também não).
língua
e dentes
separados
e olhos
e boca
sorridentes:
tudo dança
o balé
da beleza.
tem covinhas.
põe a mão na
boca quando ri.
estou me
apropriando
da imagem dela,
observando e
escrevendo
aqui neste trem.
agora ela também
está escondida.
deve ser para eu
não ficar doente.
devo parar.
ou espio
por frestas
entre as
pessoas.
Fiz uma cópia resumida para entregar para ela. Rasguei o papel e dobrei. Só assinei, para deixar que ela me encontre de alguma forma, se quiser. Logo mudei de idéia, pensando que seria injusto se ela gostasse do poema e não tivesse contato comigo nunca, e escrevi o e-mail no verso. Esperei um bom momento para a entrega. Só que as condições espaciais e a coragem não foram compatíveis. Ela desceu na Estação Sapucaia. Foi para a porta e muitos outros acumularam-se atrás dela, evitando que eu fosse até lá e entregasse o papelzinho. Talvez se eu encontrá-la de novo um dia.
ímpeto do DOUGLASDICKEL
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Ratapulgo
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Parei de tomar o remédio tem dois dias. Antes do remédio, insônia, angústia, ansiedade, vontade de chorar, vontade de dar porrada, de cortar os pulsos, de tomar alguma coisa só pra poder simplesmente descansar, dormir e não acordar mais, você entende? Não era pra me matar.
Depois do remédio, gordo, gordo, gordo, engordei, fiquei cheio de espinhas, perebinhas, a caspa aumentou, tem seborréia até na sobrancelha, semana passada descobri uma poeirinha esquisita nos cílios.
Foda-se a calma. Parei com o remédio tem dois dias. A vontade de cortar os pulsos já voltou, mas pelo menos as espinhas sumiram.
do Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa
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Ratapulgo
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26.1.03
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A alma dos loucos não é louca. Também pensava assim, querido. Mas bastou que olhasse no buraco da fechadura e visse o que acontecia com você lá dentro depois de tantos dias trancados. só a pão e água você disse. Mas nem pão nem água depois de duas semanas gritando palavras desconexas lá de dentro.
Não adianta tapar os ouvidos. Por mais que eu saia durma suma seus gritos são aqueles que vêm lá de dentro. De dentro? Da alma, querido? O que sabemos da alma? KIERKEGAARD ajuda? Ajuda querido? O que você gritava? KIERKEGAARD?
Eu não posso ajudar. Kierkegaard não pode ajudar. O que vai ajudar? Não sei querido. Não sei. Mas grita. grita. grita. Que depois passa.
escondido atrás dos olhos das meninas sérias
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Ratapulgo
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26.1.03
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O lance é o seguinte. O computador fica no quarto de empregada. Aí eu fico aqui um bom período de tempo. E meu pai tem a péssima mania de me chamar pra ver TV. Se ele viesse aqui e chamasse, tudo bem, mas ele grita lá do quarto dele. E como o grito tem que atravessar duas paredes, ele geralmente é bem sonoro. E uma das 817827817 coisas que me irritam é gente gritando. Comigo então, por qualquer motivo, eu me irrito.
Mas o pior não é ele gritar. O pior é que geralmente é alguma coisa trash.
- Olha só Pedro, uma cobra de sutiã no João Kléber!
- Olha só, tem um menino escamado na Márcia Goldschimt!
- Olha só, o Tiririca no Sem Censura!
- Olha só, a caixa surpresa da Sônia Abrão!
E coisa desse estilo. Então toda vez que ele grita, eu já vou bufando pro quarto.
Mas hoje eu gostei. Ele gritou pra eu ver o Lula no Fórum Social Mundial.
Lula é foda.
outra do Kobe's Surreal World
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Ratapulgo
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Menina Maluquinha, fazendo hora pra escovar os dentes em uma casa em obras:
- Mãe, quero a minha pasta de dentes. (é daquelas com gosto doce)
- A sua acabou. Escova com a outra.
- Ah, não, não quero pasta ardida.
- Mas só tem dela, não vai Ter jeito.
(ela vai falar pro avô, pra avó, pro tio, pro papagaio e pro peixinho que acabou a pasta dela. Escuto os passinhos no corredor e o barulho de uma coisa caindo. Ela chega.)
- Mãe, vai Ter que comprar uma escova de dente nova pra mim.
- Porque?
- Por que a minha caiu no chão.
- Não tem problema, lava.
- E se cair na tinta?
- Aí você toma um coro.
: A Teus Pés... :
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Ratapulgo
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26.1.03
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Por favor, vejam isso. Mudaram o cenário do Câmera 2, um dos programas clássicos da TV mais trash do mundo, a TV Guaíba aqui do Uruguai. Agora os apresentadores ficam atrás de uma mesa futurística feita de, sei lá, inox talvez. Ficou um troço meio aquelas mesas de autópsia do IML. O chefe deles fica num dos cantos dessa mesa separado dos demais mortais por um CHANFRO metálico e sentado numa cadeira de espaldar alto. Parece o Capitão Kirk comandando a Enterprise. É mesmo programa que tem o gordinho castelhano ré-no-quibe que fala sobre moda e em seguida faz propaganda de telha.
Apesar da tosquice cenográfica, é uma boa fonte de informações sobre o que acontece na cidade.
E tem também o "Guerrilheiros da notícia", que passa no mesmo canal por volta de 18 horas. É um programa onde cinco ou seis reacionários ficam discutindo aos berros os assuntos do dia. Tem um frade que participa do programa, acreditem. E vestido de São Francisco e tudo. Atrás da bancada onde esse pessoal senta e se destrata, existem cartazes de papelão colados com propaganda dos patrocinadores do programa. Coisas como "Açougue do Zé" e "Barbearia do Pedrão". O âncora do programa às vezes interrompe a discussão para mostrar sua inteligência e erudição. Terminada a intervenção, o bate-boca recomeça. Rigorosamente não se compreende nada do que é ali mencionado.
Muito bom esse também.
televisto pelO futuro do presente
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Ratapulgo
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26.1.03
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MERDA DE REMÉDIO
JP (04:53 PM) :
um dia eu vou entender isso aí.
mas não sei se eu quero.
Emma Bovary (04:54 PM) :
um dia eu tb vou entender
e ele tb
JP (04:57 PM) :
e sabe o pior? a gente vai morrer sem entender. sem sequer esbarrar em compreensão alguma. a gente vai morrer procurando coisas que não existem, atirando em alvos móveis, recebendo cartas devolvidas, confiando em endereços e telefones errados, em lembranças falhas e sentimentos quadrados, cheios de arestas. a gente vai morrer incompleto, capenga, sem sentido ou direção. a gente vai morrer sozinho, sem pai nem mãe - e sem substitutos. a gente vai penar pra encontrar uma saída, mas não existe. só existe o caminho. a merda é saber que ele não leva a lugar nenhum.
Emma Bovary (04:58 PM) :
ah, foda-se se ele não leva. acho q a gente tem que prestar atenção nas pessoas e nas coisas que estão nele.
JP (04:58 PM) :
as pessoas e as coisas nunca são o que parecem. elas não existem. só existe a imagem que a gente cria.
Emma Bovary (04:59 PM) :
tá, a tal caverna de platão...
vivamos com as imagens, então
JP (05:01 PM) :
caralho. lindo papo pruma tarde de sol. eu preciso fumar e beber.
Emma Bovary (05:01 PM) :
eu tb preciso beber! MERDA DE REMÉDIO
chegou na cidade o Circo Orlando Orfei
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Ratapulgo
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26.1.03
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Pois é, família viajando e não há uma alma viva nessa PORRA dessa cidade, minha prima não veio pra cá adivinha pq?? Foi viajar, parece piada, mas não é, pelo menos eu não estou vendo graça nenhuma. O pior é que nem sofá tem aqui pois minha mãe aproveitou que não tem ninguém em casa e resolveu mandar o sofá pra lavar, agora eu sou NINGUÉM.
*ALL THIS AND MORE*
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Ratapulgo
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26.1.03
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- Qual esporte você pratica?
- Roleta-russa
- Roleta-russa é esporte?
- É!
- Nããão! Roleta-russa é tentativa de suicídio!!!
- Todo esporte tem um componente de violência, a RR...
- RR?!?!
- RR é como nós chamamos a roleta-russa...
- Nós, quem?
- Nós, os Roletistas, os adeptos da RR.
- Ah!
- Como eu ia dizendo, a RR pode matar mas garanto para você que morre-se mais no automobilismo, no box e até no futebol do que na RR, a RR é um esporte que...
- Espera um pouco, me ocorreu uma coisa, Roleta-russa não é esporte coisa nenhuma, é um jogo de azar, isto sim, pois ela não requer habilidade nenhuma...
- Como não requer habilidade nenhuma?! lembro-me de Crispin Gilford, grande roletista inglês, o cara rodava o tambor com um habilidade fabulosa, aquela rodada no tambor é que vai determinar o resultado do jogo.
- E cadê esse Crispin Gilford?
- Perdeu um jogo.. mas também foi sua única derrota...
- É um jogo onde não se pode perder.
- Pode, mas só uma vez... os grandes todos já se foram. O duro é ler nos jornais no outro dia que uma lenda da RR, alguém cultuado por milhões de roletistas por todo o mundo "suicidou-se com um tiro da cabeça", que simplificação mais idiota, é o mesmo que dizer que o Airton Senna morreu de acidente de carro...ou que o Muhamadhi Ali ficou daquele jeito depois de umas surras... somos vítima do preconceito, uns incompreendidos.
estado de Pró Tensão
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Ratapulgo
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26.1.03
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Bebeu morreu: parece absurdo, mas esse é o slogan que Ivanildo Francisco, 37 anos, usa para convencer um eventual cliente a comprar seus sucos e raspadinhas. Por semana, ele trabalha percorrendo três feiras de São Paulo - uma na cidade de Cotia, outra no Jardim Arpoador e esta, em Pinheiros. Para transportar o carrinho para esses lugares, Batoré (seu "nome artístico") usa uma Belina "toda velha". Mas além deste, há outro carrinho, dirigido por seu "secretário de finanças", que recebe uma comissão de 50% do lucro. O "batmóvel" (da foto ao lado) é caseiro, uma obra-prima: tem faróis de fusca, buzina de caminhão, rodas de bicicleta e adesivos de empresas de cartão de crédito. No total, Ivanildo chega a acumular uma renda mensal de 1.200 reais. O cara é extremamente engraçado. "Peraí, deputado federal", me dizia quando algum freguês chegava e cortava nossa conversa. Batoré é pernambucano, de Camaragibe, cidade em que morou até 1979, quando veio para São Paulo - ele sempre trabalhou, aqui e lá, como ambulante. Disse que estudou até o segundo ano do Ensino Médio, em um curso técnico de contabilidade. Parece que aprendeu muita coisa. Faz escambo com os feirantes para conseguir frutas fresquinhas (e mais baratas) para seus sucos e batidas. Para terminar a entrevista, já que ele era só alegria, perguntei qual era a coisa que mais o atrapalhava em seu serviço. Nem pensou: "Nada não, sou tão ligeiro que nem o Rapa me pega". Para quem não sabe, o Rapa é a tropa hardcore de fiscais da prefeitura.
no picadeiro do circo do absurdo
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Ratapulgo
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26.1.03
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Andar de trem aqui no Japão é sempre uma divertida incursão à um mundo colorido e surreal, sobretudo quando se vai para Tóquio, com todas as figuras freaks que pode ter direito em uma megalópole desse calibre. Muitos salaryman (burocratas de baixo escalão das mega-empresas) vestindo seus overcoats baratos sobre ternos idem, a maioria lendo jornais, mangás e até revistas pornôs dentro do trem lotado, seja em pé ou sentados, alguns somente cheirando à alcool, outros visivelmente bêbados. Vários passageiros dormem dentro do trem lotado, alguns inclinados para frente, outros sentados normalmente e alguns simplesmente apoiando a cabeça no desconhecido ao lado. No trem em que eu estava, dois jovens vestindo roupas de grife e com sacolas de raquetes de tênis com jeito afeminado se dedicavam à reparar nas roupas alheias, cochichando e dando risadinhas com as mãos enfiadas dentro das mangas e os dedos sob o nariz. O rapaz sentado à minha frente estava concentrado em observar fotos de mulheres nuas em seu celular, uma garota trocava e-mails, dedilhando furiosamente os teclados de seu aparelhinho enquanto sua coleguinha ao lado falava animadamente no seu móbile phone, contrariando as normas ferroviárias e da boa educação.
relatado por Ditadura Verbal!
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Ratapulgo
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26.1.03
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depois de todas as vezes q ele foi embora... toda vez q ele sai de perto de mim eu penso q não vou mais vê-lo, penso q ele vai ir embora de novo... e eu não poderei me despedir... e choro, choro até meus olhos cansarem, choro demais...
depois eu paro e vejo q ele não iria embora sem falar comigo, mas traumas serão sempre traumas.... e esse trauma é horrível e insistente.
guardado em algum lugar da LUA
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Ratapulgo
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26.1.03
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Epoca da vacas magras janeiro. Impressionante como diminui a frequencia nos pubs.
Segunda-feira fui fazer uma audicao para trabalhar para uma agencia que fornece strippers para muitos pubs e alguns clubs espalhados por toda Londres. Trabalho atualmente em apenas 3 pubs, que sao independentes (eles contratam as meninas diretamente sem intermedio de agencia) mas quero experimentar outros lugares e pessoas.
vestido no Naked Emotions
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Ratapulgo
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26.1.03
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24.1.03
People, to meio melancólica hj. Ontem meu amigo fica noivo, hj descubro q um outro ta indo morar com a namorada. Tudo bem não fosse o fato de eu estar com 25 anos sozinha, carente e virgem. Outro dia fui fazer um exame ginecológico e naum me deixaram fazer p causa desse detalhe. É verdade q o exame consistia em ser estuprada por um mouse de computador, mas é o tipo de coisa q a gente tem q passar na vida, feito exame de próstata. Sei lá. Sinto q a vida ta passando e eu to assistindo pela janela. Tá todo mundo construindo alguma coisa e eu ainda to pensando no q vou fazer da vida. É foda. Cheguei ao ponto de lamentar naum ser estuprada por um mouse. Devo estar chegando no fundo do poço realmente. E o pior é q num to conseguindo dormir. Odeio qdo isso acontece. As vezes, life sucks...
coisas dA Doida Dani
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Ratapulgo
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24.1.03
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teoricamente os comentários já devem estar funcionando.
desculpem nossa folha, digo, falha.
atenciosamente,
o gerente dessa birosca
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Ratapulgo
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24.1.03
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"RIPPIE-PUNK-RAJNEESH"
Acabo de chegar do Acampamento da Juventude. "A cidade das Cidades" dizem várias placas espalhadas pelo Parque da Harmonia (Porto Alegre, RS), que graças ao Fórum Social Mundial (FSM), está tranformado numa coisa muito louca. São milhares de barracas, com pessoas de todos os cantos do mundo, todos os tipos, todos os estilos e todas (quase todas) ideologias. Não tem muito como explicar sem ir lá pessoalmente e ver. Eu fiquei um tempão circulando por lá aleatoriamente, e fiquei também só olhando aquele povo montando barracas, indo de lá pra cá, tentando se comunicar num idioma meio universal (que inclui espanhol, português, inglês e muitos gestos), faixas, placas, mensages, camisas do Che Guevara, bandeiras de Cuba, imprensa, loucos, voluntários tentando organizar as coisas e policiais, muito policiais. Muitos a pé, muitos outros a cavalo, mas são muitos. Mas eles destoam do ambiente, do lugar.
Várias vezes olhando aquele acampamento meio improvisado, mas muito agradável, com sombra, harmonia, tranquilidade, várias rodinhas de violão E MUITA MACONHA, me lembrei do DVD "Woodstock" (que aliás recomendo, ótima compra). O filme na verdade é um misto de show e documentário que ficou muito bom, e nele aparece muita gente vivendo as loucuras da época, aqueles hippies dançando umas coisas esquisitas, drogas, música, gente pelada... Te digo que ali tem tem uns lance muito legal, bem parecido: tem umas partes que parece uma comunidade hippie, só com aqueles caras que são meio andarilhos e sobrevivem do artesanato. Muito legal. Fiquei um tempo observando tudo aquilo, tomando meu suco de uva (1$ suco gelado + 1$ caneca oficial do acampamento) e vi várias rodas de música (uma especial, com 3 violões), e gente dançando 100% no estilo do Hair (o filme, aliás, ótimo filme també, assista, alugue, compre, peça emprestado, pirateie, e a trilha sonora também, em CD). Ficavam lá, dançando, uns bem bêbados (cheirão de cachaça) e uma cena insólita, mas que pelo número de policiais não demoraria muito a acontecer: um magrão rastafári dançando um reggae que só ele tava ouvindo, e fumando um baseadão da grossura do meu dedão, andando tranquilamente no meio de todo mundo, de dia, na mesma estradinha que vem na direção contrária uma dupla de dois companheiros Brigadianos (policial militar, da brigada). Daí eu parei pra ver o que ia acontecer, eu queria MUITO ter uma câmera de vídeo naquela hora: uns punks (mas punk mesmo, que vive na rua) começam a cantar "marcha soldado, cabeça de papel..." enquanto os policiais passam, fingindo que não ouvem. E lá vem o rastaman, de pés descalços, fazendo a cabeça e ... e .... passa no MEIO dos 2 policiais soltando uma nuvem de fumaça que só caberia nuns 4 pulmões, bem quando está do lado dos caras. Sério! Os cavalos quase tossiram. Eu fiquei ali, assim: "tu vê, que coisa!". O magrão caminhou mais um pouco, agora com um sorrisão, chegou na roda onde tinha um monte de gente e começou a dançar com eles, totalmente psicodélico, viajando nuns movimentos de braços, pernas e cabeça... Hippies, com mulheres (bastante), criancinhas andando peladas pela grama, brincado e do outro lado da rua os punks mandando ver umas cachaças daquelas de garrafa de plástico, e lá no final da rua vem umas 8 gurias vestidas de punks, uma mais bonita que a outra. Olha a camisa! São argentinas, lindas punks argentinas. Do meu lado tem uns chilenos tentando dizer pra um voluntário que eles não tem barracas, mas não tem problema, se não rolar uma acomodação solidária em barraca alheia, vão dormir no chão mesmo...
E eu ali, saí cantando na minha cabeça:
"When the moon is in the seventh house..."
exalado dos Estranhos Links
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Ratapulgo
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24.1.03
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Ontem eu estava indo pra nutricionista e passei por um relógio que indicava -14°C, às 2:55 do dia 01/01.
Eu voltei no tempo e vocês não.
Kobe's Surreal World 3.0 | Pet Sounds Version
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Ratapulgo
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24.1.03
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Nasci em 23 de janeiro de 1972, às quatro da tarde de um dia calorento. Minha mãe percebeu que eu estava chegando na hora do almoço, e lá sei foi a família pro Hospital Santa Cruz, no centro de Niterói. Foi cesariana, mas até hoje ela curte com minha cara dizendo que sentiu muitas dores, que berrou, que gritou, coisa e tal. Um fato curioso: chegando no centro cirúrgico minha mãe viu muitas pessoas, e estranhou aquilo, achou que fossem estudantes que estavam ali pra assistir o parto. Mas a anestesia fez efeito antes que ela pudesse perguntar alguma coisa. Só mais tarde conversou com o médico, e ele se espantou, dizendo que na sala estavam somente a equipe (com poucas pessoas) e ela. Como bons espíritas que somos concluímos que deviam ser amigos de outras vidas, que vieram dar uma força pra tudo correr bem.
baixou no Blog da Jackie
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Ratapulgo
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24.1.03
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Tudo começou no dia 13 de setembro de um ano qualquer numa favela onde nasci de mãe nordestina e largada do homem assim que soube que me fez. Quando eu tinha dois meses minha mãe conheceu um homem com quem casou e me assumiu como filho. Lembro-me que eles brigavam muito e sempre que isso acontecia eu era o alvo preferido dele, em quem descarregava sua raiva. Mas isso era coisa de homem ignorante, coitado, daqueles que resolvem tudo na porrada. Também rolava o lance do alcoolismo ao qual, às vezes, as pessoas se entregam para esquecer todos os problemas que têm, a falta de dinheiro, a falta de comida na mesa, tantos filhos para alimentar, sim porque minha mãe, como toda mulher pobre que não faz outra coisa senão ter filhos, tinha logo seis . Mas a gente vive e sobrevive e vai aprendendo tudo que a vida ensina. Educar didaticamente (?) era com o que menos se preocupava, pois crescer e trabalhar era o objetivo. E essa é a visão do pobre, os filhos crescem e começam a trabalhar para ajudar no sustento da casa. Minha mãe não sabe, mas ela sempre me ensinou tudo, à maneira dela, todos os conceitos de vida que eu tenho aprendi com ela através de palavras sábias que na época pareciam sem muita importância, mas construíram a base de toda a minha vida. Aos nove anos de idade eu me interessei por uma caixa de lápis de cor, bem completa; eu quis muito ter uma daquelas... pedi a minha mãe e ela disse muito calmamente que não tinha condições e eu teria que me contentar com uma básica de seis cores... foi tudo que ela pode me dar. Como qualquer criança eu queria porque queria pintar, desenhar, e a caixa de lápis de cor ficou na minha cabeça por muito tempo. Resolvi trabalhar para conseguir comprar a dita caixa. Fui pra feira ajudar as senhoras a carregar suas compras, fazendo carretos... logo logo comprei minha tão sonhada caixa de lápis de cor. Logo depois conheci um camarada que vendia galinha, o nome dele era Joaquim, e passei a trabalhar com ele vendendo galinhas, com as quais eu garantia o almoço e a canja da família. Acontecia que ...
...continua em De Nota Em Nota
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Ratapulgo
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24.1.03
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Diálogo:
- É tia... tenho que trabalhar, vou buscar meu lugar ao sol.
- É... tá calor, né?...
an.temp.im
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Ratapulgo
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24.1.03
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Alugamos um veleiro e passamos 5 dias de Parati até Ilha Grande.
Ou seja:
- 5 dias tomando banho de caneca.
- 5 dias mijando no mar.
- 5 dias tomando sol na cabeça.
- 5 dias com água doce racionada.
- 5 dias comendo miojo.
Se valeu a Pena?
Bom:
- 5 dias mergulhando em lugares paradisíacos.
- 5 dias contando estrelas cadentes no céu.
- 5 dias vendo peixes de todas as cores e formas.
- 5 dias velejando com vento no rosto.
- 5 dias sem ter noção (e sem se preocupar) em que dia da semana estávamos.
- 5 dias sem absolutamente nenhuma obrigação além de aproveitar a viagem.
sacaneado pelo Mas Hein?
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Ratapulgo
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24.1.03
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"um minuto por favor".
Maluco me ligou me oferecendo a "oportunidade única" de fazer um curso de inglês justo na hora que tinha começado a jogar Fifa soccer 2003, como já estava na metade do primeiro tempo, pedi pro maluco esperar só um pouquinho que eu já voltava pra atender o bastardo. Joguei o resto do primeiro tempo e pedi pro cara esperar mais um pouco, decidi então concluir o segundo tempo da partida Brasil x Finlândia, que por sinal foi um grande jogo terminando 4 a 0 para o Brasil com gols de Rivaldo(2), Roberto Carlos e Luizão, que o comentarista insiste em chamar por um nome que até agora não decifrei. Após o segundo tempo fui verificar se o fulando estava na linha, mas em algum momento do jogo ele desistiu de esperar e desligou, o que foi uma pena, já que pretendia ainda jogar contra Portugal nas oitavas de final antes de falar pro cara que o curso de inglês não me interessava....
coisas do O Doido Vinicius
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Ratapulgo
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24.1.03
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Cada um à sua maneira tenta achar um sentido para a falta de sentido, ou ainda para uma falta muito maior e primeira.
E a sensação de morte é tão desesperadora que qualquer sentido idiota para a vida faz mais sentido do que a estagnação pantanosa do nada.
Li este trecho de caso clínico aí embaixo e achei fascinante detectar no outro o desejo por esta sensação de estar vivo. Os caminhos mais loucos que este desejo pode trilhar, mendigando o acontecer.
Talvez esteja na minha busca da vida todo o ódio que tenho da mediocridade – para mim, a mediocridade é a estagnação em si.
Mas vamos ao caso:
É citado por David S. Holmes, sobre uma ‘jovem alta, atraente e inteligente’ que diz o seguinte sobre si mesma:
“É muito difícil para mim explicar como me sinto e como me sentia. Os sentimentos realmente me avassalam. Houve vezes em que senti como se fosse explodir por causa dos sentimentos. Era como se minha pele fosse mover-se lentamente e eu me sentia como se tivesse sido apanhada numa armadilha. Eu sentia vontade de gritar ou fazer alguma coisa para aliviar os sentimentos. Eu geralmente escolhia me queimar ou cortar. Isto era um alívio para mim (...) O ato de mutilar-se é uma coisa muito poderosa. Mais do que controle, lhe dá uma sensação de existir. Você vê o sangue ou a carne queimada e você sabe que você é real.
Eu me lembro de me queimar uma vez quando estava me sentindo rejeitada e muito sozinha. Senti uma dor intensa e muito avassaladora por dentro, nas entranhas. A dor era emocional, não física (...) Eu me senti como se estivesse no espaço, fora de mim. Assim era como eu sempre me sentia quando me feria. Estava entorpecida a ponto de sentir-me fora do meu corpo. É como quando você está sonhando. Você vê a si mesmo do lado de fora e tudo o que está se passando daquele ponto de vista. Eu me sentia muito leve, como se não tivesse peso (...) Talvez a mutilação física tenha me permitido focalizar minha atenção do lado externo ao invés de na dor interna.
(...) Eu me sentia deprimida a maior parte do tempo. Às vezes senti que não podia prosseguir com a vida. Não é que houvesse algo tão errado com a minha vida, mas tinha algo faltando. É como se houvesse um enorme buraco dentro de mim. Às vezes quando estou sozinha consigo senti-lo — o vazio dentro de mim. Não há nada lá. Tentei muitas coisas para preencher este vácuo — comidas, álcool, drogas, sexo, relacionamentos —, mas nenhuma destas coisas o fez ir embora. Eu quero tanto me sentir inteira, mas eu simplesmente não consigo.”
outro do .:.¨she.:.rides.:.the.:.night¨.:.
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Ratapulgo
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24.1.03
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O lance é o seguinte: não dá para escrever. Do mesmo jeito que não dá para digitar de relógio de pulso.
Eu sou um ser esquisito que aos doze anos de idade tinha a certeza mais absoluta de que seria impossível viver sem relógio. Hoje, aos 24, não só não consigo usar o meu relógio, como o deixo largado em algum canto que nunca sei onde é. Quando o pego novamente, boto no pulso e vejo que está no horário antigo e tudo bem, o que importa são os minutos mesmo, basta acrescentar uma hora para a situação ali. E agora dei para contar os ponteirinhos devagar – coisa de criança retardada, mas entendam: fiquei muito tempo sem relógio. E vou continuar sem. Só coloquei hoje porque... porque... droga, por que estou falando sobre isto? Eu ia dizendo sobre não dar para escrever.
Sei lá. Sabe quando você sente uma coisa e essa coisa toma tantas partes de você que simplesmente não cabe mais nada? Pois é, não cabe. Tem que sair muita energia daqui antes de eu poder colocar mais coisas dentro. Tem que sair esta saudade. Só que não tem como. Acho que os poemas mais bonitos já foram escritos (não por mim), as mais lindas histórias de amor são reprises de velhos mitos. Se eu quiser falar de saudade, não faltam letras de músicas de todos os estilos e referências musicais, não faltam ditados chineses, histórias hindus, ensinamentos sufis. Se eu quisesse botar palavras aqui para serem lidas, não faltariam referências.
Só que não é isso que eu quero. Eu quero que saia de mim. Copiar e colar um texto é, sim, uma forma de me comunicar e de passar uma mensagem. Mas foda-se a comunicação! Quem disse que quero ser entendida? Sou egoísta e não tenho nada a dizer a ninguém: só quero expulsar de mim este frio na barriga que persiste, por mais idiota que seja persistir em qualquer idéia relativa ao que houve nestes primeiros dias de janeiro.
Este blog serve para parir muitos de vários monstros meus, e há alguns impossíveis de se parir abertamente. Uso metáforas e recursos quetais. Subterfúgios em historinhas. Referências internas. Ou escancaro tão escancaradamente que nem parece ser o que é. Mas agora não tenho para onde ir, não sei como tirar de mim essa história boa que não me deixa. Por que não soube deixar as coisas terminarem?
deliberado por .:.¨she.:.rides.:.the.:.night¨.:.
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Ratapulgo
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24.1.03
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Atendendo a pedidos (foi um só, mas tudo bem), vou fazer uma lista dos carecas. Pretendo fazer um blog-lossário com os carecas, ursos, termos e outras coisas sem lógica que eu vivo dizendo, só para facilitar a vida dos leitores novos.
O Careca 1 é o Antônio. Ele mora ali no prédio em frente e não sai da janela. Eu odeio ele porque tira minha liberdade e até fiz um blog pra ele, para me vingar. Ele tinha uma namorada, a Rosângela . Eu ria pra caraio escrevendo aquilo, mas cansei. Já me acostumei com ele, para dizer a verdade. Nem ligo mais. Passo pela janela e se ele está lá eu digo "falaê, Antônio".
O Careca 2 é aquele fdp do zelador do prédio que fica em cima do café. Tem foto, assim que encontrar publico de novo.
O Careca 3 é um amigo do Careca 2 e aluno da Rose, a professora de inglês que mora no prédio em cima do café. Ele não tem mais aulas de inglês então nunca mais o vi. Que bom.
Não me lembro mais quem são o Careca 4, 5 e 6.
O Careca 7 é um ótimo cliente do café e até que não seria de se jogar fora, se não fosse careca. Estamos ficando íntimos, nos vemos praticamente todos os dias. No começo pensei que ele fosse um criminoso disfarçado, mas era apenas imaginação minha.
O Careca 8 é novo na história. Por enquanto só sei que ele é gordo, careca, baixinho e visita o site penisenlargement.com. hahahhahha eu sei que vou para o inferno.
carecas demais passando Calor demais na ilha de Ursos - parte II
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Ratapulgo
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24.1.03
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conversa VERÍDICA de uma galerinha no ônibus hoje.
- mas eu não vi "o senhor dos anéis 1". não vou entender pn.
- que nada. é só a galera atrás de um anel que fica com uma bicha louca lá.
- a bicha louca é harry potter, né?
(todos) - hahahahahahaha
- isso é outro filme, monga.
- aaah. ei, peraí. então eu vi esse sim. não é um que os caras tem só uns cotoquinho de perna e uns pezão?
(todos) - éééé.
- ah, eu vi. o que eu não vi foi "senhor dos anéis".
(todos) - aaaaaaaaah!
e aí nessa hora eu enfiei minha cabeça na janela e esmaguei ela num poste.
pura inertia
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Ratapulgo
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24.1.03
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Que coisa mais chata e repetitiva. Você vai me olhar com aquela cara de pobre-galã-canalha que eu já conheço de outras eleições...vai me abraçar e dizer que estava com saudades, que meu cabelo está mais comprido, que eu estou mais bonita, que fiz falta nas bebeiras, que aquela calça é coisa de paulista e que eu não deveria usar, vai me perguntar porque é que eu não fui de saia, que meu perfume é gostoso e te trás recordações de um tempo bom, que nem você lembra direito quando foi. Vai me perguntar se eu estou namorando, e se estou saindo muito. Não sei porque tenho a impressão de que você sabe que minha vida está uma merda, que eu não saio mais, e que não estou com ninguém. Quem sabe mencione aqueles dois ou três otários que pensam que me conhecem de verdade. Somos almas avulsas lembra? E só você me conhece de verdade. Aí eu vou te chamar de cretino, canalha, cafajeste. Você vai dizer que eu sou gente boa que nem você e que gosta de mim. Vai mencionar o cartão que eu te dei antes de vir embora, escrito em letras garrafais o quanto você é canalha, e o quanto eu te adoro. Que coisinha mais brega...não vamos andar de mãos dadas. Não vamos nem cruzar os olhares. E quando eu menos esperar, você vai me empurrar contra a parede e me beijar o pescoço só de birra...Ai que ódio! Eu vou te empurrar. Aí você vai me perguntar: Não quer? Tá me desprezando? Alguém em Curitiba talvez me queira. Aí eu vou te puxar, seu canalha safado, vou te trazer bem pertinho da minha boca, e não vou te beijar. Porque eu vou fingir que mudei, e que agora resisto aos teus encantos, seu filho da puta! Vou fingir que esse tempo de reclusão me tranformou numa pessoa equilibrada, que sabe bem o que quer, e eu vou fingir que não quero você. Aí, você vai rir aquele teu sorriso mais lindo. Aquele que você sorriu pra mim quando não acreditou que, eu tinha finalmente chegado em Porto Alegre. Vai fazer um carinho no meu cabelo, e vai me beijar. E eu vou te beijar. Porque nenhum de nós dois presta!
pintando de Neutro Azul
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Ratapulgo
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[moskito entra no modo Online após 17horas de invisible]
chata (17:00):
É verdade que você ignora pessoas no ICQ?
chata (17:06):
Ei! me responde! É verdade que você ignora?
chata (17:22):
Ô! Você ignora ou não ignora pessoas no ICQ?
[moskito volta para o invisible]
¿como? ¿dequejeito? - um blog do Acre
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Ratapulgo
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24.1.03
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Eu já quis beijar a minha amiga.
Eu já planejei suicidio com hora, data e local.
Eu já me masturbei com um cabo de escova de cabelo, para me acalmar.
Eu já me masturbei na cama, junto com uma amiga, ela dormindo e eu bebada. Ela não percebeu.
Eu já achei masturbação sem graça, pois tanto tesão não sendo compartilhado.
Eu já masturbei um cara num estacionamento de uma boate e muita gente passando.
Eu já gozei no cinema.
Eu já gozei sem tirar uma peça de roupa e sem ter dedos.
Eu já quase gozei no ônibus.
Eu já quis matar meio mundo.
Eu já tive muita raiva de uma amiga.
Eu já menti que comi caras.
Eu já fingi que não tive orgasmos, só para babacas não se acharem.
Eu já passei um trote em que uma pessoa se machucou.
Eu já senti uma vontade louca de dar por meses.
Eu já senti vontade de fazer SÓ sexo anal.
Eu já me apaixonei por caras que nunca vi na vida, ou
seja, pela internet.
Eu já me declarei apaixonada, me arrependo, o cara me esnobou.
Eu já achei que tinha problemas mentais.
Eu já fui num psicólogo, e foi a minha salvação.
Eu já fui falsa.
Eu já quis comer mulheres.
Eu já quis ser comida por mulheres.
Eu já quis chupar os peitos de mulheres.
Eu já quis dar para qualquer um.
Eu já quis ter pau para meter.
Eu já torci para que pessoas se dessem mal.
Eu já fingi para os meus pais que estava sóbria, mas tava muito bebada.
Eu já tive orgasmos multiplos.
Eu já colei em vestibulares.
Eu já colei um ano inteirinho, e passei sem saber nada.
Eu já mandei muita gente pra Puta Que Os Pariu!
Eu já incentivei a putaria.
Eu já me fiz de santa.
Eu já fui muito má.
Eu já roubei de amigos.
Eu já levei e dei muito na cara.
Julia Menfis
será que Eu já... ?
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Ratapulgo
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24.1.03
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Minha avó Dulce naceu em Portugal, numa região rural de plantio de uvas. Ela tem histórias ótimas de quase 90 anos de vida (nasceu em 1913). Uma das melhores é a vinda para o Brasil, com 13 anos, num navio que saiu do Porto de Lisboa com destino a Santos, em São Paulo. Não sei muito bem o que motivou a família, mas isso é outra história. Vieram mãe, pai, a irmã, o irmão e alguns tios, tias e primos. Ela me conta que foram mais de 20 dias cruzando o Atlântico. Aquele mar infinito, a ansiedade do que estava por vir. Em um dos primeiros dias de viagem, a mãe lhe pede que vá buscar um copo de água. Ela caminha por algum lugar do imenso navio cuidadosamente com um copo de água nas mãos. De repente ela vê alguém que a paralisa, o copo se espatifa no chão em pedacinhos e ela sai correndo como se tivesse visto um ser de outro mundo. O primeiro negro que viu em sua vida. Para ela, aquele negro representava realmente um outro mundo, o Novo Mundo.
fly my butterfly
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Ratapulgo
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24.1.03
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Meu deus. Marcorelho me dedurou e agora tem uma horda de discípulos dele vindo pra cá. Preciso dizer alguma coisa inteligente rápido. Existe uma abordagem em neurociência que supõe que a convencional dinâmica do neurônio e da sinapse não é fundamental, e que as funções cerebrais podem ser descritas por um "campo dendrítico" que obedeceria a equações da teoria quântica de campos.
é apenas a sua epinion
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Ratapulgo
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24.1.03
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Por que eu sempre tenho idéias de posts legais quando estou tomando banho?
Por que eu esqueço mais da metade dessas idéias quando estou me enxugando?
eructado por Buuuuurp!
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Ratapulgo
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24.1.03
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Isto não é um adeus. É um até logo.
Vejam só, o Final do Fuzo não completou nem três meses e já estou eu aqui pedindo arrego.
Mas é isso mesmo. A empolgação e a vontade de escrever algo novo todo dia se foram. Aquela necessidade que eu sentia de me expressar foi suprida. Acho que a atitude mais honesta a se tomar agora é parar tudo.
Não sei o que o futuro reserva para mim. Talvez eu volte a escrever aqui na semana que vem. Talvez daqui a um mês. Ou um ano. Ou nunca. O que importa?
chegou no Final do Fuzo
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Ratapulgo
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Bugs de computador serão
solucionados por comando de voz
São Francisco, 22/01/2002 - Nenhum usuário de computador precisará mais se preocupar com problemas da máquina, defeitos de software e dores de cabeça similares. Especialistas norte-americanos anunciaram a criação de um programa que consegue solucionar qualquer defeito conhecido de computador e "aprende" a consertar novos problemas - tudo isso acionado por um simples comando de voz. O programa, que será chamado de Miracle, entende 80 línguas diferentes e detecta diversas expressões como sinal de comando para procurar e solucionar bugs no computador. Em português, por exemplo, assim que ouve os comandos "Puta que pariu", "Destrava, porra!", "Fodeu." e "Que merda é essa?", entre outras expressões, o programa inicia o escaneamento no computador para detectar o defeito e, se houver realmente algum bug, em no máximo dois minutos ele é resolvido.
A equipe responsável pelo Miracle anunciou que daqui a duas semanas ele estará disponível na Internet para download. Gratuito.
Notícias do Mundo Perfeito
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Ratapulgo
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24.1.03
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Dia quente este, hein? Dá vontade de fazer igual ao Tadeu e instalar uma piscina em um dos quartos. Daquelas de 1000 litros, sabe? De frente para uma grande janela, um sol privilegiado.
Pena que aqui em casa isso me tiraria totalmente a mobilidade!
(...)
Não acredito em cantadas. É uma situação em que as pessoas tentam mostrar o que não são e me soa puramente falso.
Acredito em sedução. Conhecimento mútuo e germinação de um interesse recíproco.
o Guilherme escreve
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Ratapulgo
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24.1.03
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Ah, sábado tem casamento. Que horror. Não existe coisa mais terrível do que um belo casório. Eu nunca consegui pegar o buquê da noiva.
Casamentos demoram e são chatos demais, mas este ainda é o da filha de um amigo dos meus pais. Acho que no dia em que eu for convidado pra ser padrinho do casamento de um amigo meu, um alarme vai tocar. Você sabe que está no meio da vida quando começa a ir a casórios demais. Sabe que está com um pé na cova quando começa a ir a enterros demais
com os joelhos quebrados
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Ratapulgo
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24.1.03
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23.1.03
MANUAL DE INSTRUÇÕES - Mutipropulsor de plasma ionizado.
(...)
Cap. 7.3 - Dos procedimentos de segurança em caso de superaquecimento:
Quando a luzinha do coiso começar a piscar, faça o seguinte:
1- Aperte o botãozinho debaixo do coiso várias vezes.
2- Gire o breguete do lado do troço redondo até o barulho passar de pi-pi-pi para uón-uón-uón-uón.
3- Se a bagaça continuar piscando, puxe o negócio comprido até mais ou menos o meio e dê uma chacoalhada. Aperte bem aquele trequinho que coisa o negocinho preto.
E se ainda assim a luzinha continuar piscando, dê uns tapões bem fortes do lado do aparelho. Geralmente funciona.
Caso nada disso resolva, puxe o plug da tomada.
pois Ora Bolas
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Ratapulgo
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23.1.03
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22.1.03
Hoje comecei bem as férias. Às 6 em ponto da madrugada acordei com uma dor infernal na pança. Insuportável mesmo. Acabei indo parar no hospital e no caminho até lá (pegando TODOS os sinais fechados, o que só aumentava o sofrimento sofrível) lembrei de quando me aconteceu algo parecido há uns anos e fui com um amigo pro hospital. No caminho eu pedi pra que, em caso de morte, ele avisasse a mocinha do pré vestibular que sim, eu a queria muito. Ao que prontamente respondeu "aviso sim, podexar.. mas... se tu morrer posso ficar com seu skate?"
Ah, sim... acabei descobrindo hoje lá que tenho um "cálculo nos rins", ou em linguagem de trem "pedra nus rín". Enfim. Que coisa.
***
Tomar dura da poliça é uma constante pra quem anda de skate e tá de carro. Humilhação das humilhações, tomamos uma em Copacabana, em frente a umas primas, na Av. Atlântica. Quem via, pensava que a gente tinho ido pegar umas profissionais do amor sem culpa e a poliça chegou. Enfim. Pra piorar, tava o Julio, o que caiu na cova, junto. Poliça pede as identidades e todos dão. Menos o dito cujo, que deu um cartão de um laboratório, desses que tu pega no balcão.
Poliça Civil: Tá achando que eu tô doente??? Eu pedi a identidade!
Julio: Mas é que tem meu nome atrás...
PC: Escrito à caneta??
Julio: Ué, mas não serve?
Pena que ele não levou um tapão nas fuças. E ainda disse depois “Ué, mas o policial que não teve imaginação”(?????)
parece que Seu Madruga é Rei
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Ratapulgo
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22.1.03
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Postar de uma Lan House é muito engraçado. Tem um monte de gente gritando coisas como Camper filho-da-puta!!!!, Headshooooooooooot e...ah, já falei sobre isso.
Estou em Presidente Prudente, na casa do meu tio (irmão da minha mãe) e também de uma tia (irmã do meu pai). Meu tio tem duas filhas. Minha tia também. E eles moram no mesmo prédio. Tá cheio das coincidências por aqui.
É.
Esse post foi ridículo.
dito pelo Caipira, não
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Ratapulgo
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22.1.03
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Maridon e eu estavamos na marginal voltando pra casa e a vista era da lua cheia de um lado e o dia amanhecendo do outro. Bonito pra cacete! Fechou a noite, deu gosto de ver. Lembrei dos anos de farra que eu voltava de manhã pra casa, morta de cansaço e sentindo um certo prazer, uma sensação de satisfação com a própria vida, do dia ter valido a pena. Coisa de criança que brinca, brinca, brinca e vai dormir com um sorriso estampado. Adultos cometem a proeza de esquecer como isso funciona. A festa? Eu achei que seria um fracasso, mas não foi. Festa nenhuma pode ser um fracasso com setenta crianças.
sorvido AMARULA COM SUCRILHOS
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Ratapulgo
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22.1.03
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...Hoje percebi que o Fillipe pegou a minha chave ontem, para me impedir de me trancar no quarto. Ele queria ficar comigo 24h por dia. Ele havia pego todas as chaves da casa, e são todas parecidas. Tive que utilizar uma técnica de tortura avançada. Imobilizá-lo, até ele mostrar aonde a chave estava, dentro do tênis dele, dentro da mochila. A minha mãe estava aqui, e ela é muito fraca pra choro de criança. Eu tive que me mostrar homem. Provei que sou macho. Depois de conseguir a chave liguei pra Milena, que estava em casa, ela aceitou vir aqui pra gente ir de ônibus ver se arrumamos um emprego pra ela. A minha mãe tá sem carro, porque o Joon emprestou o carro pro tio Zeca.
...Percebi claramente hoje como o Joon é um pai FRACO, e que nunca conseguiu controlar os filhos, mesmo tendo criado uns 3 com idade adulta, e um com 9, o Fillipe, que está passando férias aqui..
***
..Fomos pro Sindvarejista! O sindicato dos varejistas acho. Eu perdi o interesse pela idéia de um trabalho. Preenchemos uma ficha de cadastro. O Fillipe foi com a gente. A gente foi de táxi, acho que minha mãe queria se mostrar. Mas não falou. Não, pensando bem, talvez ela só não se importe com dinheiro. Acho que é. Ela não se importa com dinheiro até ver quantas dívidas em banco acumulou. Mas tudo bem.
...Fiquei puto com o Joon me ignorando quando eu quis falar com ele no carro. Acho que não devia ter tentado. Mas mesmo assim, eu me senti mal. Porque eu tinha certeza de que ele havia me escutado. Até cutuquei ele no ombro! Nossa. Ok então...
...Mas uma coisa que eu achei chata foi o Joon ter me falado pra sair do carro pra dizer tchau pra Milena. Ele falou que achava que ela era minha namorada, eu falei que não.
...O jeito debochado dele de dizer que ela era minha namorada foi tão pesado, que senti alguma coisa ruim. Vou tentar não chegar perto dele! Pelo menos não, se eu não estiver preparado pra isso...........! Não esperava ser ignorado, depois ser ridicularizado................... Oloco, que isso, eu baixei a guarda, só porque ele mora no mesmo teto que eu pensei, pow esse cara deve ser legal, mas não, tá. Só porque eu não quis ir no terreno dele. Eu hein. O que eu vou fazer lá? Ele só fala com uns pedreiros, pra tentar garantir com que eles não o roubem, nem gastem todo o material incompetentemente. Ele está pensando em construir uma casa lá. Mas não tem dinheiro. Colocou uma pequena casa de 1 cômodo. Nossa, sei lá, ele parece que pensa tão pequeno, parece que está cavando a própria cova.
maybe Life sucks
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Ratapulgo
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22.1.03
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Meu avô está fumando maconha. Isso pode parecer normal para alguns de vocês, especialmente os mais novos que tem avôs da idade dos meus pais. Mas isso não é normal para mim, ainda mais considerando quem é meu avô. Vamos a uma ficha técnica rápida: meu avô nasceu em 1909 e está às vesperas de completar 94 anos, é viúvo e tem duas filhas, quatro netos e dois bisnetos. Ele foi pediatra e avicultor e tem mais saúde que qualquer pessoa da idade dele, basta dizer que ele era o penúltimo de nove irmãos e, hoje, é o único que sobrou. Ele infernizou a vida da minha avó e de toda a família por mais de 40 anos, e sempre foi a pessoa mais careta do mundo. Eu costumo usar uma frase simbólica para explicar meu avô: ele é o tipo de pessoa que acha que a ditadura foi uma coisa muito boa... para o Chile. Flor de pessoa, o vovô.
Além de imortal, caretão e facistóide, vovô também é mala. Desde que eu me entendo por gente, nunca ouvi ele responder "tudo" à pergunta "tudo bem?". Sempre tinha alguma coisa de errado com ele. Minha mãe conta que, quando ela era criança, ela não podia atender o telefone e responder que estava tudo bem, porque meu avô sempre gritava lá do outro canto da sala: "Não está tudo bem não! Eu estou resfriado.", ou qualquer coisa parecida. Na melhor das hipóteses, ele responde "tudo indo" e depois começa a contar todos os problemas de saúde que ele teve na última semana, os médicos que ele foi, o que eles disseram, que remédios ele está tomando e que efeitos colaterais eles estão tendo. Pois bem, ontem eu liguei para o vovô para saber se ele ainda estava vivo, prática comum quando seu avô tem 94 anos, e tive a conversa mais surreal do mundo:
- VOVÔ? (É bom deixar claro que o velhinho é surdo feito uma porta.)
- Alô?
- OI VÔ! SOU EU.
- Quem?
- SUA NETA, VÔ.
- Ah. Oi, meu bem.
- VÔ, EU TÔ LIGANDO PARA SABER COMO VOCÊ ESTÁ. TUDO BEM COM VOCÊ?
- Tudo ótimo. E principalmente neste momento.
- É? POR QUÊ?
- Porque eu estou falando com você, minha neta querida!
Neste momento, depois que eu evitei entrar em estado catatônico pelo choque, eu tive a certeza absoluta: meu avô está fumando maconha. Este ano vai ser muito estranho.
tragado em Oba Fofia
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Ratapulgo
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22.1.03
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Chega um momento em que se percebe o quanto a vida, cheia de desafios, obstáculos, sofrimentos, pode ser tão maravilhosa... Tenho tido momentos intensos de paixão pela vida, pelos sentimentos, pelas descobertas. Um sentimento sem par de satisfação frente a vida, uma certeza de que aqui é o meu lugar... Tenho me cercado de algumas das melhores pessoas que já conheci. Tenho tido memórias perfeitas de momentos maravilhosos, frio na barriga, muita vontade de viver e desbravar todo um mundo que ainda está à minha espera. É incrível o que amigos, amores, momentos, músicas, o que tudo isso pode provocar hoje e continuar provocando recordações, lembranças deliciosamente prazeirosas.
tresloucado por As Mininas =)
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Ratapulgo
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22.1.03
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Tragédia. Pânico. Terror.
Ontem Simone e eu resolvemos ir a um pagode beneficente em um clube aqui em Limoeiro e não, eu não sou uma daquelas pessoas que odeiam pagode. Aliás, eu não odeio nada.
A noite progredia animada até o momento em que eu, que sempre tive um faro apuradíssimo para confusões, percebi uma discussão se desenrolando atrás de mim. Um rapaz andando apressado, quase correndo, em direção à portaria do clube e outros dois rapazes em seu encalço dizendo "ei, amigo! ei, amigo!". Sem resposta, os dois acabaram desistindo e voltaram.
Meu instinto dizia que não tinha acabado ainda. Continuei olhando para a portaria do clube quando percebi que as pessoas que lá se encontravam começaram a correr em minha direção. Sou míope, não entendi direito o que estava acontecendo, mas uma vozinha dentro da minha cabeça gritou: corre! Agarrei a mão da Simone enquanto ainda pude ouvir indinstintamente as palavras "revólver" e "armado" e saí em disparada para trás de um muro baixo e me agachei.
Um amigo do rapaz que saiu nas carreiras adentrou o clube completamente transtornado segurando uma pistola 380.
Três disparos. Entre um tiro e outro comecei a ter pensamentos completamente surreais tais como "essa parede de tijolo furadinho meia-boca não vai deter uma bala e eu vou morrer".
Pela movimentação e gritaria do outro lado do meu bunker de araque percebi que o louco tinha ido embora. Resolvi levantar a cabeça e avaliar o estrago: mesas e cadeiras reviradas e um mar de copos descartáveis no chão, qual moldura macabra, em torno de dois corpos estendidos. Outro ferido no braço. Todos seguranças do clube. A multidão errava, à deriva, sem saber pra onde ir. Mulheres choravam. Minha amiga Fernanda, grávida de 6 meses, chorava. Eu tremia do piolho ao chulé, olhos arregalados, atônita, sem acreditar no que tinha acabado de presenciar.
Ainda estou sem entender bem o que aconteceu.
O que houve com a minha pequena cidade, cidade do interior?
Minha mãe ainda coloca a cadeira na calçada, no final da tarde, cheirosinha e de banho tomado, para ver quem passa e cumprimentar os amigos. Meu pai ainda vai ao mercado de madrugadinha comprar carne, frutas, verduras e raspa de juá pra escovar os dentes nas barraquinhas que vendem ervas.
Cadê minha Limoeiro pequena, simplória, tranquila? Pensei que poderia chegar velhinha e artrítica aos meus oitenta anos sem presenciar esse tipo de cena.
Horror. Horror.
panelada de Arroz-de-leite Versão Esperando Chuva
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Ratapulgo
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22.1.03
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21.1.03
Há poucos dias, durante uma pescaria em um pesque-e-pague, reencontrei um amigo de longa data. Relembramos algumas histórias antigas... Essa ocorreu quando estivemos em um sítio de um primo dele.
Ele havia acabado de comprar uma arma de pressão. Um espetáculo de arma. Não era dessas simples em que você dava a pressão uma vez só e disparava meros chumbinhos. Aquela tinha partes em plástico e metal. A munição utilizada era bolinhas de chumbo ou aço, e podia colocar cerca de 150 na arma. E era possível dar várias pressões, de 1 a 10 (lembro até que, tempos depois, dei 8 pressões na arma e atirei numa pomba. O tiro atravessou a coitada...). Brincando de atirar em garrafas, passou uma galinha ali perto. Ele não exitou. Mirou (a merda da arma ainda tinha uma luneta pra fazer mira) e atirou. Em cheio! Em cheio na porra da pata do bicho!! O pobre galináceo começou a correr desesperadamente, mancando... mancava tando que parecia que não tinha uma perna... Meu camarada atirava pra ver se acertava e sacrificava o bicho de vez. Mas só errava. Nisso o primo dele berrou: - Pára de atirar porra!! deixa eu pegar esse bicho no braço!. E foi lá. Pegou o bicho e torceu o pescoço. Enfiou num saco plástico e jogou em uma moita. Caso encerrado.
Ou não...
Continuamos atirando nas garrafas. Mas eis que derrepente a moita se movimenta!! E de dentro da sacola sai aquela criatura... parecendo um alien... até porque, aparentemente e de acordo com a habilidade de nosso amigo em quebrar pescoços, ela estava com o seu partido.... Não sabendo mais o que fazer, decidimos optar por uma solução definitiva. Meu amigo foi até a casa e buscou uma escopeta que tinha para caça. Carregada. Apontou para a pobre criatura de penas, virou a cara para o outro lado e apertou o gatilho: *BUM!* Parecia uma cena de desenho animado, com as penas caindo do céu. Sei que o maior pedaço que sobrou do bicho, não era maior que a palma da mão.... de uma criança.
Ahn... bons tempos...
Ô Fenris, traga outra Cerveja
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Ratapulgo
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21.1.03
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Eu queria estar sentindo algo preciso... esqueci de tomar meu remédio para gente louca hoje de manhã e imagino se isso tem alguma relação... minha vontade é sair correndo. Parece que algo está faltando... me sinto inquieta... odeio me sentir inquieta. Eu sei muito bem o que é me sentir inquieta devido à minha ansiedade e, eu garanto, é uma merda.
Você sente vontade de fazer alguma coisa mas não sabe o que é, ao mesmo tempo não consegue se concentrar no que você TEM que fazer. É muita energia sendo acumulada e sem vazão alguma... preciso fazer algo.... queria uma pílula mágica agora... será que tudo isso é por que eu volto amanhã para a terapia?
Estava considerando essa possibilidade... de que eu engordo e fico nervosa por que estou indo na terapia e lá, sou obrigada a lidar com coisas com as quais eu não quero lidar... Isso, em hipótese alguma significa que eu pretendo ou penso em parar de fazer terapia. Eu tenho é que aprender a lidar com essas coisas ruins que eu vou lá e confronto e, evidentemente não lido direito... vou conversar com a Cassie (minha terapeuta) mas, sinto o cheiro de estar certa no ar... o que será que eu quero evitar? Deve ser muita coisa... me sinto um poço de maluquice... quando uma é resolvida a próxima de uma fila que se extende por 5 quarteirões já se apresenta... acho que jamais vou receber alta.
Uma coisa que eu realmente quero, e muito, é paz. Paz de espírito. Me ver livre desses surtos de ansiedade dessa sensação de que nada na face da terra vai aplacar seu coração. Me livrar dessa sensação de panela de pressão como se algo muito maior do que qualquer coisa que eu possa imaginar está presa dentro de mim querendo sair a qualquer custo e, ela não sabe como sair e, eu não sei onde ela se localiza. Realmente parece que tem vida... realmente parece que tem uma outra vida dentro de mim... eu queria dar a ela o que ela precisa, eu queria permitir que ela saisse, eu queria, sei lá, que ela se aquietasse.
neuras de oooooooops!
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Vidas possíveis
1. Joseilton levantou-se do banco do ônibus para permitir que a senhora sentasse. Ela não agradeceu, e Joseilton se arrependeu profundamente. "Velhinha filha da puta", pensou enquanto ajeitava os livros de química debaixo do braço.
2. "Eu quero ser o desodorante do seu sovaco". A expressão do rosto de Graicequéli após ouvir estas palavras disse tudo, e Onaireves passou mais uma noite batendo punheta.
3. Roberto Capixaba perdeu o pênalti aos 44 minutos do segundo tempo, e seu time perdeu a quinta partida seguida. Antes de descer para os vestiários, ouviu o grito de um torcedor: "eu tenho vergonha de voltar para casa e olhar para o meu filho!". Naquela noite, Roberto Capixaba broxou.
4. Gustavo estava escrevendo um conto sobre coprofagia, mas não sabia como descrever o gosto da merda. Em nome da literatura, decidiu comer suas próprias fezes. Não ajudou muito: a merda tinha gosto de merda.
5. Crisleine olhou para baixo, sentiu o coração dar uma cambalhota dentro do peito e decidiu voltar para dentro. "Não vale a pena jogar tudo fora por causa de um babaca", concluiu. Um pombo surgiu, repentinamente, batendo as asas. Antes de se estatelar na calçada, teve tempo de pensar que sequer havia escrito uma carta de suicídio.
6. Jonas estava ao lado da namorada quando viu, do outro lado da rua, um mendigo pisar numa casca de banana e cair de bunda no chão. Conseguiu reprimir a gargalhada a tempo.
7. A primeira vez que Alessandro se apaixonou por Bebel foi quando viu as covinhas que surgiam em seu rosto quando ela sorria. A segunda vez, quando descobriu que ela gostava de AC/DC e Black Sabbath. A terceira, quando Bebel disse "eu vou morrer, eu vou morrer" na hora de gozar.
8. Sábado torrencialmente chuvoso. Em vez de viajar para Bragança Paulista, como fazia todos os fins de semana junto com a esposa, Gaspar resolveu passar o dia arrumando as bugigangas na garagem. No meio das pilhas de caixas, encontrou uma cueca com um autógrafo do Roy, dos Menudos. Divorciou-se três semanas depois.
9. Quando Márcia viu que sua carreira de atriz pornô estava chegando ao fim, sucumbiu enfim aos insistentes pedidos de casamento de João Oswaldo, zelador do seu condomínio. Hoje, quinze anos depois, Márcia deu a João como presente de aniversário de casamento uma caixa de Viagra.
10. Pedro vendeu sua alma ao diabo em troca da juventude eterna. Não precisou regatear muito para que o demônio lhe concedesse uma outra benesse: "que a pessoa que eu amo viva comigo". Pedro e Letícia viveram jovens por mais de setenta anos. Mas o amor acabou, e Letícia envelheceu anos em minutos por entre os braços de Pedro, até se desvanecer completamente em pó.
vilipendiado no Pensar Enlouquece. Pense Nisto.
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II.
Urino analmente há cinco dias. Um líquido amarelo bóia na água da privada depois de cada sessão de urros e gemidos e a única coisa a me preocupar são os pontos azuis que vejo enquanto me desfaço e os peixes dourados nadando pra cá e pra lá na bosta biliosa. Eles saem de mim? Que coisa.
Depois de uma noite pontuada por pesadelos, desisti de afugentar a insônia no momento em que as tilápias principiaram a cantar no pé de cação ao lado da janela de meu trailer. Os peixes-de-briga estavam florindo, o cu em couve-flor.
Em frente ao espelho notei que meus bíceps haviam desaparecido durante a noite e surgiram dois peixes no lugar deles - um pintado no braço direito e um bagre bigodudo no esquerdo. Os bigodes do bagre são enormes e me fazem cócegas. Quá.
Não lamento pelo ocorrido. Com a desaparição do Bressane Voador e com a quase canonização da Garota-Paisagem por seus devotos o Gran Circo Bispo Secreto tem perdido muitos atrativos. Então, graças à minha nova aparência, estrelo um número a cada dia mais concorrido. Meus peixes são exuberantes, com cores e luzinhas, o couro cheio de inscrições indecifráveis, a fala tácita, sempre sedutora. Quá. E como rio todo o tempo por causa dos bigodes do bagre em minhas axilas, a platéia me ama. Hoje sei onde fica o céu do circo, ali em cima do trapézio e logo abaixo dos astros. Posso ver Saturno bem de perto, das alturas em que me encontro. Um dia ainda afano o anel.
quarto sem número do HOTEL HELL
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Ratapulgo
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Fazem mais ou menos dois meses, que a minha mãe encomendou um vitrô pro banheiro do quarto dela... e até hoje nada... acontece que as histórias que rondam esse vitrô, são mais absurdas do que o de costume na minha familia.
Um mês depois que o vitrô estava encomendado, e nada de chegar, meu padrasto ligou para o dono da serralheria e falou... falou... falou um monte no telefone, que era irresponsabilidade do cara, etc... No dia seguinte, ficamos sabendo que o cara morreu... teve um infarto fulminante... bem.... desse dia em diante, o pessoal aqui de casa manerou no tel... mas o vitrô ainda não chegou...
{...}
Tudo muda, até a surda muda
Quando vc reencontra os amigos que há tempos não ve, descobre algumas peculiaridades: alguns estão em Portugal; as mina que não davam agora dão; umas que davam, pararam de dar; umas que já davam, tão dando mas ainda e com mais frequencia. Tem uns carinha que tão dando também. Tem gente que tá bebendo pra caramba, e pinga pura, tem uns caras que fumam maconha, e outros pararam de fumar maconha e agoram usam ternos, mas não são crentes. Uns noivaram e já terminaram, outros não noivaram, e tem uns ai que nunca vão noivar, tem namoro que dura mais de dois anos e tem neguinho que nunca deu um beijo de lingua na vida, (ou isso é o que eles querem que pensem). Mas é legal ver que o povo ta crescendo, e pelo visto, PIORANDO PRA CARALHO!!!!
uma perspectiva de Visão do Inferno
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Ratapulgo
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DE HABILIDADES PSICOMOTORAS
É difícil pra um pessoal entender que eu não danço, não jogo bola (basquete, futebol, tênis ou qualquer outro) por pura deficiência de coordenação motora hereditária. Minha família TODA (pelo menos da parte do meu pai) não consegue chutar uma bola sem ser de bico ou sem parecer uma garça com conjuntivite e caxumba dançando break em cima dum túmulo.
Alguns insistem que é falta de treino ou de prática, mas esses também desconhecem a real inaptidão da família Galera frente a esportes de CORRERIA ou que involvam qualquer tipo de movimento preciso (sim, pra mim conduzir uma pelota com os pés sem olhar pra frente e sem tropeçar e sem deixar ela escapar é sim um desafio dos mais complicados).
Passei ANOS jogando bola no gol justamente por não conseguir nem caminhar sem esbarrar e cair diante do primeiro adversário em campo. Fiz algumas defesas de HIGUITA, mas fora o aspecto ESPETACULOSO de tais manobras, minha eficiência nessa posição era a mesma de qualquer uma, em qualquer outro esporte: zero. Mesmo arriscando partidas quase que diárias durante um bom tempo, a evolução nunca veio.
O mesmo vale pra dança: OK, é mais fácil porque aqui se pode segurar uma ceva na mão e sacudir uma das pernas que já se passa a sensação de CURTIÇÃO. Além disso, músicas PAGA-VALE dão licença para um espetáculo de passos HEDIONDOS, mas aí tá dentro do contexto e acaba sendo divertido pacas. Drum ´n Bass é um ritmo privilegiado: tu pode fazer QUALQUER MERDA que já tá no ritmo numa boa.
BIG MUFF
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Ratapulgo
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21.1.03
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Depois de alguns dias eu já tinha esquecido do assunto. Porém, um dia toca meu telefone no escritório.
— Márcio? É a Gláucia.
Algunsmomentos de silêncio.
— ... então você me achou... — Realmente, não tinha ficado muito animado em ouvir aquela voz de novo. Tinha algo de errado naquela voz.
— É, eu liguei pra sua casa e pedi pra sua mãe me dar o telefone de seu trabalho.
Isso porque ela não quis anotar o número algumas semanas antes por que iria ficar ligando.
— E, aí?
— Arrumei dois ingressos para uma peça que eu gostaria muito que você fosse.
— Pode ser... — Na verdade estava pensando no que dizer.
— É com a Estér Goes. — Isso era para me animar a ir?
— Tá bom, vamos lá.
Achei que o melhor era ir e acabar com a história de uma vez por todas.
...
Ela falava muito, mas não conseguia escutá-la. Só sei que uma hora ela falou:
— Você não acha legal eu falar que você está bonito?
— Acho. — Se ela achava que eu iria retribuir a gentileza, estava muito enganada. Posso ser cínico, mas não idiota.
Como descartei a idéia de jogá-la na frente de um ônibus em movimento, o que certamente resolveria meus problemas, meu plano básico era assistir a peça e deixá-la em casa em seguida. Porém, descobri que ela tinha dois convites para a peça que deveriam ser trocados na bilheteria por ingressos, só que estes já estavam esgotados. Torci para ela dizer: "Então me leva pra casa."
— E agora, o que fazemos? — perguntou ela. Não era bem o que eu queria ouvir.
— Sei lá. Podemos ir ao cinema — pelo menos durante o filme não precisaria conversar com ela.
A única sessão que encontramos ingressos foi para A Gaiola das Loucas, às 21h30. Isto significava que teria de passar pelo menos mais uma hora conversando com Gláucia. Desespero. Sentamos num barzinho para passar o tempo. Ela pediu um chopp e, eu, um suco de laranja.
— Não quer um chopp também?
— Não, estou meio ruim do estômago, não vai fazer bem — não disse que ela era quem tinha me causado o mal estar.
— Toma um chopp, vai.
— Não quero.
— Só um.
— Não quero, caramba!
— Pô, sair com você está sendo um saco!
Enfim uma deixa que eu precisava. Bati as mãos com força na mesa e disse:
— Então vamos embora agora!
— Ihh, ficou nervosinho é?
Minha sugestão de retirada não tinha sido aceita.
Quando meu suco chegou estava realmente irritado e comecei a mexer o líquido com o canudinho com tanta força que começou a espirrar para fora da copo. Resolvi adotar uma nova tática: mentir muito.
— Sabe o que é? Depois que aceitei seu convite eu voltei com minha ex-namorada, que está viajando. E só vim porque não queria furar contigo de novo.
A expressão dela mudou. Algo entre decepção e admiração. Afinal, um homem tão comprometido com sua namorada merecia respeito. Aí ela baixou a guarda.
— Ahh, você voltou com sua namorada. Sabe que eu também estou saindo com um cara mais velho. É diretor de teatro. A gente até andou pensando em morar juntos, mas ele não compartilha de alguns de meus planos.
Fiz aquela cara de "desenvolva", já tendo medo do que eu ouviria. Ela prosseguiu:
— Eu até fui na Febem no fim de semana passado para cuidar do assunto...
— E... — agora eu estava com uma curiosidade mórbida.
— É que eu estou pensando em adotar um filho.
Meu silêncio foi eloquente, enquanto tentava fazer cara de quem acha aquilo nomal e procurava alguma coisa inteligente para dizer.
— Legal — foi a única coisa que consegui dizer.
— Sabe, tenho um instinto materno muito aflorado. Outro dia fui no médico porque estava sentido umas sensações esquisitas nos seios e ele me disse que eu estava com leite materno.
— Sei... — Ainda fingindo achar tudo muito normal.
— Não sei se você notou, mas sou uma pessoa muito ansiosa. — O garçom provavelmente tinha notado isso. — Para conseguir dormir eu tomo Valium e Prozac.
— Quer coisa... — já era impossível agir naturalmente.
— O médico até comentou comigo que isso era falta de sexo.
Quase disse que não poderia ajudá-la nesse aspecto, mas achei melhor ficar calado. Mesmo porque ela não parava de falar. Pelo que pude entender, todo mundo era louco na família dela: pai, mãe, tios, irmãos. Foi quando ouvi a melhor de todas:
— Fui criada como budista a minha vida, mas agora estou treinando para ser mãe-de-santo.
Eu só queria desaparecer. Uma mãe-de-santo budista era demais! Estava com vergonha de estar em companhia daquele ser bizarro. Olhava para o lado para ter certeza de que não havia nenhuma pessoa conhecida por perto.
Felizmente, entramos no cinema e, por duas horas, fiquei sem ouvir mais barbaridades. Ela sentou à minha direita e eu fiquei com o corpo inclinado à esquerda durante todo o filme para não haver mal entendidos.
extraído das Memórias de um Desmemoriado
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Ratapulgo
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21.1.03
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É quase heróico permanecer firme como minoria. O núcleo axiológico de uma sociedade democrática consiste na valoração suprema da quantidade em prejuízo da qualidade.
Mas a constância no partido da qualidade é atributo próprio da posição 'pro qualitate'; desertar a advocacia da qualidade é próprio do reino da quantidade, se me permitem o galicismo filosófico. Portanto, aqueles que escolhem a defesa da hierarquia e das distinções não têm outra saída que não seja a de permanecer firme na constância, ignorando a aparente inutilidade dos seus brados numa sociedade 'quantitativista' por excelência.
estruras do capitalismo
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Ratapulgo
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Peço de tudo pelo telefone: almoço, jantar, bebida, lanche, pizza, esfiha, mulher... o serviço de entrega desse último é péssimo: vem sempre com atraso e frio, tenho que esquentar em casa.
Os motoboys já me chamam pelo nome, as atendentes já decoraram o endereço da minha casa... se algum dia eu bater com a cabeça e esquecer onde moro, apenas peço que alguém me leve para o serviço de entregas mais próximo, lá eles me despacham.
Bom, mas não é sobre isso que quero falar, nem sobre o fato dessa mania estar me levando para a falência.
eructado no Buuuuurp!
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Ratapulgo
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21.1.03
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Eu dançando com a minha tia-avó, minha prima tendo os pés pisados pelo meu tio-avô. Nat King Cole nos embala da caixa de som. Minha avó com o olhar perdido, sentada na cadeira de rodas. Cena de um filme q eu não pensava q iria encenar. Nunca pensei q veria aquela mulher forte, teimosa e apaixonante perder sua lucidez. Foi tão de repente... Eu quero acreditar q ainda existe esperança dela voltar a si e começar a brigar pq o travesseiro não está do jeito q ela queria. Mas a sensação é de q ela morreu um pouco nessa quinta-feira, quando parou de fazer sentido. Ela parece saber o q dizer, mas não sai como ela queria. Sai Cadê o meu ônibus?, isso quando ela não inventa palavras q não existem, palavras q lembram sua língua de origem, o Idish. Ela lembra da gente, reconhece as pessoas, mas Não está fácil, como ela fica a repetir... Não é só a troca. Ela realmente tem lapsos. E eu dei graças por ter ficado horas ouvindo as mesmas histórias q já tinha ouvido milhões de vezes, só pra gravá-las em fita k7, durante os jogos de baralho. Histórias de gente humilde q largou a Polônia e conseguiu fugir dos nazistas. Histórias de militância, desde os seus treze anos, já no partido jovem comunista. Histórias de coragem, companheiros contra a "revolução". Criar três filhos e ser largada pelo marido com nada além de dívidas. Essa mulher fantástica, um touro, frágil como uma criança, chorando e gemendo de dor. Dói, mas vamos levando. Esperança.
pois Desgraça pouca é bobagem
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Ratapulgo
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21.1.03
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Meu vizinho todo dia toca batera, mas eh a mesma batida!!! Sempre, e o pior eh que ele toca muito mau! Fazem 7 anos que eu moro nessa casa, e fazem 7 anos que o cara toca a mesma coisa e parece que cada vez pior!
rolando de Novo Drogas, Sexo e Roquenrou
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Ratapulgo
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ÊPAAAAAAAAAA!!!!
AS 12 E 1 NOITES
Noite número 4
E tinha essa minha amiga, chegada numa caipirosa de vódega, que resolveu me tirar de casa, bem numa época que eu estava deprê. Aí a gente foi excursionar pelos botecos do centro, e acabamos parando no que tinha uma bela vista da Rua XV de Novembro, e dos machos. E ótimas mesas de sinuca. Parada obrigatória na "Disney", uma casa de fliperama básica em baixo, e botecão em cima, ali mesmo, entre o Danny's e o Mignon. Mas a cerveja de lá não estava descendo redondo, aí fomos atrás de uma birosca qualquer que tivesse a "marvada" redondinha. Um bar do chinês qualquer, ali na frente da Biblioteca Pública do PR. Caralho! A gente já estava falando alto, rindo de tudo, e achando qualquer macho sem camisa que passasse uns Brad Pitts. Tudo culpa daquele maldito sol forte que nada tem a ver com as nossas ancas brancas curitibanas. Tudo culpa daquele povo careta de Curitiba, que acha "coisa de alcóolatra" que enche o cú de pinga em plena segunda-feira. Nós estamos de férias mesmo, e todo dia é dia de alegria, o bonde está andando, não pode parar! Mas aí deu aquela vontade de mijar. Olhamos pra trás, só vimos moscas, um chinesinho olhando com cara de “essas guria tão travada né?”, e uns mendigos com cara de tarado e a língua de fora...Pagamos a conta e saímos fora do boteco. Rindo. Explodiam flores de todas as cores na nossa vista.
Enxergava tudo mais longe, e em câmera lenta. Vamos atravessar ali no sinaleiro, não queremos morrer sem antes tomar a saideira. Já não conseguia andar em linha reta na minha Grendha-plataforma. Ô sandalhazinha pra virar o pé! E olha lá, no fim da Dr. Muricy, o Largo da Ordem todo ouriçado se esfregando na nossa cara. Filho da puta! O sol forte e nós já nos apoiando de pura alegria uma na outra. Vamos lá? Não, já está tarde. Uma cerveja só. Não, não dá, tá louca. Tô louca pra tomar mais uma cerveja, a saideira pelo menos. Eu tou louca pra tomar alguma coisa mais forte. Tá louca guria? Nem sei mais quantas cervejas tomamos. Cerveja eu não sei, mas bar já foram três. Vamos lá, só pra usar o banheiro e dar uma olhada na área, vai que o amor da sua vida está lá, agora mesmo, de chinelão, sentadão, tomando uma skol, ou levando o puddle pra passear? Que escroto! Pois é, mas tenho que mijar. Eu também. Então vamos porra! Ai, aquele ultimo lance de rua é foda de subir. Quantas garrafas mesmo pesando na bexiga? E essa tua sandália plataforma pesando mais. Chegando no Fire Fox, mijei alaranjado. Ficamos ali, dando risada das frases escritas na porta do banheiro, tá vendo essa daqui? Eu escrevi quando estudava no Unificado e ainda gostava do...Ah! Deixa pra lá! Ah! Não! Vai ter que contar, pra quem escreveu? A para aquele, o do “treze de setembro”, já te falei dele né? Já falou assim, aquele dia bêbada no Estação. Viu só, amo aquele filha da puta só quando estou bêbida. Aliás, quando estou nesse estado, amo todo mundo. Fomos lá pra baixo bolinar os garçons.
Aí chegou esse guaratubano, bonitinho até, sei lá eu quantas garrafas de cerveja tínhamos tomado, nas minhas idéias era passado de uma dúzia, e ele nos convidou para uma “roda de viola” ali mesmo nas mesinhas do bar. Cara, a gente só podia estar muito cozida, pra aceitar ficar numa roda de viola, mas foda-se, nem pisquei, nem pensei, nem perguntei pra amiga, se ela queria ficar, quando vi, ela já estava sentada e instalada do lado do gaúcho de olhos verdes, simpático, alto, magrinho, lolitinho, eu até ficaria com ele nessas condições. Aliás, nessas condições, todos os homens são lindos, maravilhosos. Então, eu nem tava interessada em ficar com esse guaratubano, de 31 anos, praticamente um Tio Sukita. É, tiozão assim nem é a minha praia. E ele tava de chinelão, tenho pavor de homem de chinelão. Mas sempre aberta a novas experiências. Daí ele começou a falar que gostava dos grandes pensadores e blá, blá, blá. Tipo papo cabeça manja? Só pra fazer média. Se liga, fazer média com uma bêbada-louca-por-festa que nem eu? Cara, que saco, homem não tem que falar papo cabeça, homem tem que chamar o garçom e mandar descer mais uma cerveja!
Começou a bater saudades de qualquer guri de dezessete anos, que fala, fala, fala, um milhão de asneiras, mas que te faz rir. Quando eu bebo, eu quero rir, não quero ficar filosofando porra nenhuma. Mas aí eu bebia, e bebia mais, a maldita embriaguez traiçoeira, e começava a achar o cara mais bonito, a boca mais atraente, e dava vontade de falar, cara, cala essa tua boca, e beija. Eu vim aqui pra beber e beijar. Eu não sou a futura mãe dos teus filhos. Se liga! Você pode ate encontrar a mãe dos teus filhos aqui no Fire Fox, mas com certeza não vai ser eu a incumbida dessa tarefa. Aí o cara começou a me dizer que eu estava na idade de ter filhos. Ai eu ri, bem alto, bem escandalosa, bem vaca mesmo, pra ele se arrepender do que tinha dito: RÁ-RÁ-RÁ! VAI SE FODER!!!GARCOM MANDA MAIS UMA SKOL! Sério, meio chateado, ele me perguntou: Por que é que você é tão despirocada? Você é legal guria, nota-se que é inteligente, pois destrincha vários assuntos, mas porque é tão despirocada? Porque você é um caretão! Eu? É sim! Vem com esses papos de casar, papo de grandes pensadores, de querer me concertar. Sabe quantos antes de ti já tentaram isso? Se eu estou “estragada” precisando de concertos, vai-te à merda! Procura uma guria perfeita, uma que já venha com garantia de fabrica. Ah, mas não fica assim, eu não disse por mal. Que? Eu não estou nem aí, eu não ligo. A hora que eu quiser me concertar, eu me concerto baby. Bebe aí, e larga mão desse papo-boi de ter filhos, e casar, e blá, blá, blá. Ou conversa com a mãozinha. Parece que está desesperado para que eu seja a sua companheira. Que coisa mais Lula! Bebe, bebe, se embriaga, só não me enche o saco, que para encher meu saco eu já tenho o meu pai. Ele tem vinte anos a mais que você, só que você já esta ganhando dele em torrar minha paciência. Aí, tentando desvirtuar a conversa, perguntei no que ele trabalhava. Ele disse que era “guarda-municipal”. EPAAAAAA!!!!!
Você é um daqueles filhos da puta que ficam virando os nossos garrafões de vinho, quando a gente está se embriagando, curtindo um “paz e amor” numa buena, em noites frias e estreladas? Não acredito que você é um gambé!!!! Você é um daqueles filhos da puta que não deixam bêbados indefesos vomitarem em paz, nas esquinas das casas noturnas, que já enquadram? E chamam pai, e chamam mãe, e fazem seu servicinho escroto? Você que não deixa ninguém se aproximar das plantinhas na rua? Bléééééé’!!!!!!!! Sério, mesmo bêbada, a vontade era de desistir, ainda estava em tempo de dar uma volta e agarrar um guri de 16, 17 anos, bem mais engraçado e menos forçado que esse tiozão, querendo estabelecer regras de bom comportamento. Daqui a pouco, ele estaria me dando voz de prisão. Será que ele não aprendeu que pau que nasce torto, só se endireita quando lhe convém. Aí pedimos mais bebida, e a conta, garçom meu querido, passa a régua. Aí, o nervosinho do meu lado se queimou. Ai, a conta isso, a conta aquilo, cruzes nega? Não se estressa, se você não tem um real a gente inteira. Ah, mas é que eu sou muito certo com as minhas contas. Odeio homem que tem chilique na hora de pagar. Sabia da existência deles, mas nunca tinha presenciado um ataque. Só olhava pra amiga e para o gatinho dela, onde é que eu fui me meter, cara mala! Pega esse dinheiro, e paga essa porra, não vai morrer de fome por causa disso. Era só o que me faltava um marmanjo de 31 anos tendo chilique na hora de pagar a conta. Aí, eu lá, já vendo estrelinhas púrpuras, e o cara me contou que tinha sido criado pela avó. Tadinho. Isso explicava todas as frescuras bestas daquele ser. Talvez explicasse até o desespero dele, em encontrar logo uma doida que topasse casar, ter filhos e tira-lo de casa. Mas peraí, eu sou doida, louca, pirada, esquizofrênica, mas tudo em meu favor hein? Aquele bosta que já estava me vendo no futuro, na beira do tanque esfregando as cuecas freadas dele, e limpando o ranho da meia dúzia de filhos que ele queria ter, era criado pela avó. E aos 31 anos de idade, ainda morava com a avó. Nunca tinha ficado com um cara criado pela avó. Nunca mais vou ficar com um cara criado pelo avó. O cara da avó, credo!
surrupiado do LLII
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Ratapulgo
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Oi, tudo bem?
Já faz tempo que a gente não conversa, né? Ahh, mas a gente quase nunca conversava mesmo... Ou eu ficava lá, monologando, ou ficava ouvindo as suas histórinhas, da sua turminha, das suas emoções (?).
Preciso te contar: dessa vez tá tudo muito diferente, sabia? Eu acho que consegui me libertar de vc, de uma vez por todas. Aliás, a última vez em que senti realmente a sua falta, percebi que sentia falta da sua pele. Oras, mas não se pode apaixonar por uma pele, né? Né! Estranho como o que muda é vc mesmo. Vc provávelmente não mudou, né? Deve estar exatamente igual. Mas eu mudei. Pra melhor.
Agora minhas preocupações, ao tomar meu banhinho, pela manhã, são apenas procurar chegar um pouco mais cedo, ou onde eu vou tomar café-da-manhã... Fardos muito mais leves do que me lembrar da sua última neurose. Ou pior ainda, tentar adivinhar quando seria a próxima, qual o motivo fútil...
A coisa toda é baseada num conceito, lapidar e insofismável: estou muito melhor, sem você.
anotado no 3dv's diary
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Ratapulgo
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Foda-se. Foda-se. Queria fazer um textinho bonitinho e esteticamente perfeito, mas foda-se. Vou despejar aqui o que tenho pra dizer sem me preocupar com coesão oucoerência. Foda-se se não der pra entender o que eu quero dizer, foda-se se ficar redundante, foda-se se tiver erro de português e de concordância. Foda-se. Isso não é um texto mesmo, é uma porra de um desabafo fodido que eu tô pra soltar aqui desde ontem.
Algum filho da puta que me conhece pessoalmente, alguém em quem eu confiei o suficiente pra falar a respeito da minha ex-namorada e do que eu sentia por causa da história toda, esse filho da puta, que eu não sei quem é AINDA, mas sei que é uma porra de uma mulher escrota, que me conhece pessoalmente, esse filho da puta, como eu ia dizendo, entrou no mIRC e foi até minha ex-namorada dizer coisas a meu respeito.
Boas coisas, admito. Boas coisa. Mas não tinha que ter ido dizer nada, dá pra sacar? Eu não te pedi pra dizer nada, filha da puta. Eu não pedi a porra da tua ajuda. Eu não preciso de ninguém - dando ênfase: NINGUÉM - servindo como porta-voz para mim, intercedendo a meu favor. Eu não preciso de diplomatas, eu não preciso de ninguém administrando relações amistosas minhas com outras pessoas. EU NÃO QUERO AJUDA. EU NÃO PRECISO DE AJUDA. EU NÃO PEÇO POR AJUDA. NUNCA. Meus problemas são MEUS problemas, e sou extremamente egoísta nesse ponto. Não estou disposto a dividí-los com quem quer que seja. Não quero conselhos, não quero auxílio, não quero nada de ninguém. NADA. Não se metam na minha vida, eu fui bem claro? Quem soluciona meus problemas sou EU. Quem resolve minhas pendengas sou EU. Quem sabe do que eu quero e do que eu preciso sou EU. VOCÊS FICAM DE FORA!
SAI DA MINHA VIDA. NÃO SE METE NO QUE NÃO É DA TUA CONTA.Perdi a confiança em todas as pessoas que eu já conheci pessoalmente depois que eu arranjei essa porra desse blog e que sabem da minha história com minha ex-namorada. E minha confiança, acreditem, não é fácil de reconquistar.
Agora eu quero saber quem é.
E eu recomendo a você que se identifique sem que eu precise te descobrir, guria. Com uma boa justificativa, eu provavelmente vou te desculpar.
Mas se eu tiver que eliminar todas as pistas pra chegar até você - e eu vou chegar, não duvide - você vai me pagar caro.
Bem caro.
esporro do Utopia Dilucular
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Ratapulgo
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Hoje me veio um pensamento maluco a cabeça. Quando eu morrer, irei para onde?
Sinceramente, acho que eu vou para o inferno. Pegarei o diretão e irei, sem escala, pela Freeway da Terra dos Pés Juntos. Só pararei quando encontrar o Grande Chifrudo.
Pensei comigo: E porque eu iria querer ir para o céu? E quem vai para o céu?
Com certeza, aqueles que não cometem pecados, não são avarentos, não são luxuriosos, não fumam, não bebem, não cheiram, não falam palavrão, não trepam (no máximo fazem amor), não brigam, não discutem, não desejam a mulher do próximo, não injetam adrenalina em suas vidinhas medíocres, não tomam um porre de ter de tomar glicose no hospital, não escutam Heavy Metal, não "lêem" a Playboy, não mentem, não aumentam seu colesterol com comidas gordurosas, não comem açúcar, não desrespeitam leis e regras, não jogam, não metem a mão naquela gostosa no meio da festa, não dão cerveja para o cachorro, não jogam o gato na piscina, não festejam a morte de um pagodeiro ou cantor de dupla sertaneja com cerveja, vão todo domingo a missa, etc.
Para o inferno vão todas as outras pessoas que não se enquadram nesses grupos.
Mas afinal, porque eu iria querer ir para o céu? Lá só deve ter gente estranha... e meus amigos?... esses sim com certeza estariam me esperando lá embaixo... em uma mesa de jogo (ministrada pelo próprio capeta), com algumas caixas de Marlboro, garrafas de Jack Daniel´s e ainda se perguntando:
- Porra Fenris!! Porque tu demorou tanto???
- Desculpa ae galera... andava meio ocupado... mas agora to chegando pra ficar...
E com um sorriso no rosto, me sentaria a mesa para beber, fumar e jogar com os amigos...
engarrafado na ::: Cerveja
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Ratapulgo
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21.1.03
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20.1.03
Empolgado como o caso do cara que diz que foi o primeirão da Thaís Ventura vou contar a minha história. Ela rolou no show que Sandy e Júnior fizeram em Uberlândia no ano passado. Naquele tempo eu estava trabalhando em uma empresa de montagem de palco de BH. O backstage era especial porque tinha uma cara de exigências e uma delas é que o banheiro deles, uma para cada, fosse especial com piso frio, chuveiro, bem iluminado. Nem pensar em banheiro químico ou container. Tivemos que fazer os dois alí mesmo. Não fui eu que montei o banheiro da Sandy mas na noite do show estava de plantão pra qualquer problema porque nada poderia dar errado.
Quase uma hora e meia antes de começar o show me avisaram que o banheiro da Sandy estava com problemas. Fui lá dar uma olhada e realmente não havia água na descarga. Todo o sistema era controlado por válvulas elétricas que ficavam dentro de um grande armário disfarçado debaixo da pia. Me enfiei lá e estava fazendo meus testes quando percebi que alguém tinha entrado no banheiro meio que com pressa. Apaguei a lanterna. Por uma frestinha eu vi que era a Sandy que falou alguma coisa com alguém do lado de fora e fechou a porta por dentro. Meu, eu fiquei quietinho que não era besta nem nada e pensei que ia rolar uma mijadinha rápida. Ela já estava maquiada, lindinha, arriou o jeans e estava sem calcinha. Sentou no trono e ficou lá com uma revista na mão. De vez em quando dava um gemidinho e soltava uns peidinhos. Aí eu vi que a coisa era séria e demorada.
Eu me senti o cara mais idiota do mundo, alí enfiado no armário assisitindo a Sandy dar o seu barrinho e logo comecei a suar frio: as camareiras não tinham colocado papel higiênico no suporte. Logo, ela iria procurar no armário. Armário=ZeCA escondido e eu estava fudido se ela me pega lá. Do lado do vaso tinha um outro armário e eu fiquei ali rezando pra que ela procurasse por lá.
A coisa tava séria pro lado dela porque rolou uma peidorreira daquelas barulhentas. Tinha ar condicionado mas ela tava suando e de vez em quando se abanava com a revista. O cheiro estava ficando insuportável e mais uma vez gelei frio imaginando que ela fosse procurar um Bom Ar no armário onde eu estava. Eu queria era sumir dali, virar pó, sei lá. e a peidorreira dela aumentando. O mais interessante mesmo eram os gemidinhos que ela dava pra fazer força. Isso me dava vontade de rir mas eu estava aguentando firme. Aí, de repente, rolou aquela enxurrada que deve ter lavado o vaso de merda. Mais uns dois ou três peidinhos de final e começou o meu martírio: ela começou a procurar o papel. Soltou um inesperado -merda- quando não viu o rolo no suporte. Primeiro olhou para o armário que eu estava, depois esticou o braço e abriu o do seu lado onde tinha de tudo o que precisava. Acho que gastou quase meio rolo se limpando. Acionou a descarga e....nada, claro. Depois foi para o lavatório, soltou mais um peidinho, lavou as mãos e saiu.
Eu ali de baixo acionei a válvula elétrica que estava com um probleminha de mau contato. Alguns instantes depois, quando me preparava para sair, entrou meu chefe com uma produtora putésima da cara, falando que ninguém havia consertado o banheiro. Ele foi lá, acionou a válvula e ela ficou com a maior cara de tacho.
Bom, eu só saí do meu esconderijo depois que ouvi os dois cantando no palco.
Foi isso. Contei isso apenas para um camarada que ficou maluco comigo e me cobrou que eu devia ter guardado o papel que ela tinha limpado a bundinha ou um trocinho para guardar no álcool. Ele dizia que devia ter maluco pra comprar essas coisas e eu disse que mais maluco era quem guardava.
Abraços,
ZeCA
pinçado nos .::Piores Blogs::.
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Ratapulgo
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20.1.03
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All about my sister II -- A conclusão
Entramos, pois. A escuridão era tanta que me arrependi de não ter levado um cão-guia. Eu devia suspeitar de que a desavergonhada da minha irmã não faria pegação em lugar iluminado, dado o fato incontestável de que ela é umas vinte vezes mais feia do que eu. Aquilo só arruma homem no escuro. E de costas. E pagando, é claro.
-- Isso não está me cheirando bem -- comentei.
-- É vômito -- disse o tísico.
-- E de quatro dias. A faxineira foi despedida e ainda não contrataram outra -- concluiu a lambisgóia.
-- La merde est arrivé.
-- Mas a música é boa e o cozinheiro é limpinho -- minha irmã, cujos funerais já vislumbro em futuro muitíssimo próximo, encerrou o assunto.
Apareceu um lanterninha que nos conduziu a uma mesa nem sei bem onde. Sentamo-nos. O tampo pegajoso me impediu de apoiar os cotovelos, e tive de ficar sentada como uma freirinha bem comportada, as mãos postas sobre o colo, imóvel, quem me visse me julgaria embalsamada. O lanterninha, que agora entendi ser o garçom, me atirou uns papéis encadernados que deduzi ser o cardápio. "Não leio em braille", e joguei a papelada de volta. O tísico me sugeriu o filé com salada verde. Filé? Aqui? E salada verde? HAHAHAHAHA! Mas aceitei. Já estava ficando azul, e All About Eve azul é uma experiência terrível. Da última vez em que fiquei azul, bebi uma lata de creolina e acabei tendo uma crise evacuatória marrom-esverdeada no tapete do gabinete do governador. Hmmmmmm. Preciso me lembrar de ficar azul quando visitar o Palácio Guanabara. Sem esquecer a lata de creolina, é claro.
Depois de duas rodadas do que parecia ser álcool 90 mas disseram que era "pinguinha da boa" (o único drinque no cardápio), eu me sentia um pouco melhor. Aaaaaah, nada como um booooom etanoooool. Até minha irmã parecia mais interessante agora, assim, digamos, mais... minha irmã. E tenho de admitir que a música era realmente boa. Genival Lacerda de primeira. E todos os clássicos de Reginaldo Rossi. Odair José em sua melhor fase. A pílula, a pílula. Tocou até "Como uma deusaaaaaa...". Já estava me sentindo quase feliz.
Foi aí que alguma coisa roçou em minhas costas nuas (eu vestia uma frente-única, a melhor maneira de economizar pano. A gente tapa os peitos e o resto que se foda). Indefinível. Sacudi os ombros. Continuou roçando. Para cima. Parava. Para baixo. Parava. Para cima... "Jesus", pensei, "vai me dizer que o fedorento é chegado num Neocid?" Mas o francês, a julgar pelo cheiro, estava de frente para mim. Só podia ser... Ah, não. Não, não, não, não. Não estraguem meu paraíso alcoólico-auditivístico. Logo agora que vou comer filé (talvez de bode, mas quem se importa?) com salada verde (talvez de mandacaru, mas quem se importa?)... Logo agora que vou comer?
Era. E das grandes.
Tenho um horror stephen-kinguístico a tais insetos repulsivos. Saio do sério à simples menção de seu nome. Comecei a gritar desvairadamente ao mesmo tempo em que arrancava a blusa e estapeava o tísico por um erro de cálculo. Minha mão resvalou nas tetas caídas da lambisgóia e a ninfomaníaca teve um acesso de furor uterino, agarrando minha irmã, que gritava "Meu negócio é macho! Meu negócio é macho!" Disparei tonta pelo breu do salão, derrubando casais dançantes como num pinball demoníaco. Tropecei em alguém e estatelei os peitos no chão. Urrava. Pisoteada, a muito custo consegui me levantar, e vislumbrei uma luzinha ao longe. Minha salvação. Corri para lá. Era a cozinha, e o cozinheiro, sujeito sensível, que esfolava um bode (eu sabia!), ao ter a visão nada paradisíaca de All About Eve gritando desgrenhada, os peitos de fora (meu último sutiã foi queimado na década de 70), teve uma síncope, o cutelo atirado para o alto. Saí desabalada porta afora e só parei ao chegar em casa.
Horas depois aparece minha irmã. "Da próxima vez que surtar, me avisa! Tive de pagar todo o prejuízo. Pode telefonar pro SPC e avisar que não vai poder pagar conta nenhuma."
[facada facada facada facada facada]
Bom, então é isso. Menos uma irmã...
mais uma Eu Quero Ser Cora Rónai
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Ratapulgo
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Adorei este texto:
"Vivemos na era da caixa. Assim que você nasceu, colocaram-lhe numa caixinha (o berço), junto com outras crianças, dentro de uma caixa (a sala), dentro de uma caixa maior (o hospital). Quando você chegou no lar materno, disseram-lhe: “este é o seu quarto”. E colocaram você noutra caixa. Ao crescer, você foi mudando de caixa (casa, colégio, clube, trabalho), entrando em caixas, saindo de caixas, caixas empilhadas, espalhadas, penduradas, enterradas, transportando-se em caixinhas metálicas com rodas, com asas, soltando fumaça. E, quando chegar a hora da morte, colocarão você numa caixa de madeira feita sob medida e enterrarão essa caixa numa fossa com forma de caixa. O Yoga ensina a sair da caixa. Sem importar em que caixa você esteja neste momento."
Pedro Kupfer, prefácio do livro Yoga Prático
encaixotado no HYPER . SPEED
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Ratapulgo
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20.1.03
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Na saída do oftalmologista, a médica adverte o paciente, também já passado dos seus 50:
Médica - Se o senhor sentir alguma coisa, pode ligar ....
Palhaço Vovô - E se eu sentir saudade?
"Liga pra sua mulher", responderia eu.
Ai, ai ... quanto mais velhos, mais palhaços ....
pois é... Homem É Tudo Palhaço
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Ratapulgo
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20.1.03
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Perdi a virgindade com minha prima
Já transei com a namorada do meu melhor amigo
Já quis ser músico
Já quis ser escritor
Já fui cantado pelo Jorge Mautner
Já acreditei que tudo era pra sempre
Já fui pessimista achando o mundo lindo
Já quis ser desejado por todas as mulheres
Já quis que os homens sentissem inveja de mim
Já joguei botao com meu pai
Já fumei toneladas de maconha e ainda fumo de vez em quando. Nao mais às toneladas.
Já cheirei cocaína no morro com crianças comendo banana amassada com leite condensado na mesma mesa
Já tomei ácido
Já fiz tudo isso muito numa mesma noite. Várias noites.
Já fumei um com o Sting
Já me masturbei até meu pau ficar inchado. Foi a primeira vez. Me assustei, mas quando desinchou nao parei mais.
Já transei com uma desconhecida na grama, coberto por uma toalha, atrás da rodoviária de Rio das Ostras esperando o dia amanhecer para pegar o ônibus.
Já sentei no banco de trás de um carro saindo de uma festa. Muito doido. Eu, minha prima (com quem tinha recém perdido a virgindade) e uma coroa gostosa. Passei o braço por trás delas com a intençao de acariciar minha prima, mas fiquei todo o trajeto fazendo carinho na nuca da coroa. Minha prima saltou e eu me dei conta que estava acariciando a pessoa errada. Me constrangi, pois era muito novo, mas a coroa ficou excitada. Trocamos telefone e no dia seguinte transamos. Foi minha segunda vez.
Já comi o cu de uma colega de trabalho no banheiro do pé sujo da esquina.
Já fui comido por uma amiga da minha irma mais velha
Já pensei em transar com minha irma mais velha
Já me masturbei no trabalho. Me masturbo até hoje
Já transei com duas mulheres ao mesmo tempo
Já fui chifrado e caguei
Já fui chifrado e quis me matar
Já chifrei e nunca me senti culpado
Já fui moderno
Já me achei interessante
Já me achei irresistível
Já me achei bobo
Já senti saudades de doer
Já humilhei e fui humilhado
Já fui terrivelmente esnobado por uma perua e terminei a noite comendo-lhe o cu no banco de trás de uma Kombi
Já transei no ônibus numa viagem Rio/Brasília aonde também fumamos maconha
Já pensei em largar tudo e ir morar no mato
Já tomei porrada da polícia por fumar maconha na Rio 92
Já comi a mae de um amigo meu numa festa de aniversário dele
Já transei várias vezes na praia de Ipanema, balançando ao sabor das ondas
Já pensei que nunca ia deixar a rotina me pegar
Já faz tempo que nao faço nada.
Será que ainda estou vivo ?
será que Eu já... ???
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Ratapulgo
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20.1.03
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Estou a passar os telefones da antiga agenda para a atual, quando vejo o telefone da Casa de España. Na mesma hora, lembro que terminei meu curso de espanhol em setembro e não peguei meu diploma. Resolvo ligar pra resolver a pendenga.
A secretária me explica que para receber o diploma eu teria que fazer o curso superior, além do básico que eu fiz.
– Você fez o superior?
– Não sei. Só sei que fiz o curso completo!
Passei meu nome todo umas três vezes pra mulher, que consultou seus papéis outras tantas vezes até que, pra tentar ajudar, digo que minha última professora chamava-se Fátima.
– Fátima? Não temos nenhuma Fátima aqui? Você não fez este curso em outro lugar, não?
Silêncio.
Num lampejo de lucidez, lembrei que tinha estudo no IBCH e não na Casa de España. Bom, valeu a tentativa de conseguir diploma mais conceituado.
olha o passarinho 3x4 Colorido
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Ratapulgo
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20.1.03
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19.1.03
Última chance pro HALOSCAN funcionar.
atenciosamente,
a diretoria dessa birosca.
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Ratapulgo
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19.1.03
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Fofos no inferno
Uma nova categoria pra velha folga dos brasileiros – por Alex Antunes
O jornalista David Brooks anotou em 2000 o surgimento de uma nova tribo urbana nos EUA, a dos “bobos” [bohemian bourgeouis], no livro Bobos in Paradise [no Brasil, Bubos no Paraíso]. Um mix hippie-yuppie inesperado, os “bobos” são produto da abastança ianque, combinando uma certa correção política com a presunção usual da casa.
Pois estava me perguntando qual seria a contribuição do Brasil nesta era mezzo-pizza, quando tropecei com a “saúva humana”, o “gabiru atômico”, o tipo nacional que não só é gerado pela pobreza [material e intelectual] como a ela se adapta, e dela se orgulha, e faz questão de atacar e dizimar os nossos já minguados caraminguás psíquicos.
Trata-se dos FO-FOS, os FODIDOS-FOLGADOS. Da mesma forma que os bobos de bobos não têm nada, os fofos são a síntese última da truculência tupiniquim: o ex-“brasileiro cordial” com os bofes de fora, o corno virado e um dedo ameaçador na nossa cara.
Sabe quando o ônibus em que você está pára bem no meio de uma rua estreita enquanto o motorista troca gritos amistosos com o colega que vem na outra mão, imobilizando o trânsito dos dois sentidos – o que acorda o cobrador, que entretanto dormia com os pés para cima num banco mais ou menos próximo da catraca travada; e você imaginando se podia acordá-lo ou não?
Ou quando você não consegue se concentrar no filme porque no saguão do cinema o porteiro dirige gracejos sexuais em altos brados à bilheteira? Ou quando na calçada de um único quarteirão três ou quatro vendedores de CDs piratas disputam para ver quem consegue tocar mais alto e mais distorcido os sucessos do forró-de-teclado ou do breganejo?
E aí você até se pergunta se a saudável destruição da indústria fonográfica pela pirataria não merece um pouco da sua paciência – mas a resposta é “não”. Os fofos estão sempre muitos decibéis acima do suportável, sempre vários pontos além da escala mais flexível de tolerância, seja você o socialista mais sincero ou o populista mais hipócrita.
O problema é que o fofos gostam do que são, gostam da vida que levam. Os fofos adoram parar o trânsito. Eles nos acham esquisitos: como é que alguém pode não se divertir com o programa do Ratinho? Porque é que alguém teria uma discussão mais complexa do que desta-vez-nós-ferramos-vocês, “nós” e “vocês” entendidos como dois times de futebol?
Porque é que alguém pagaria mais do que R$ 0,50 para comer e beber algo diferente da “esfirra” de fragmentos de inseto com pêlos de rato e o suco de cloro da lixonete? Meu Deus, como é que alguém pode não gostar da bunda da Scheila Carvalho?! Ou do pagode-de-corno do romântico Belo, ou do forrozinho sacana do Calcinha Preta?
Os fofos dirigem lotações ilegais arrojadamente, e às vezes matam todos os tiozinhos e tiazinhas que estão dentro delas porque são perseguidos por algum comando implicante. Os fofos atravancam as calçadas com centenas de barraquinhas de porcaria, e ficam “revoltados” com os fofos do rapa que vão lá apreender a muamba.
Os fofos pilotam motos em decomposição pelo “corredor”, um conceito exótico criado para justificar o estado de ultrapassagem constante, onde eles negociam as próprias pernas contra os retrovisores esnobes dos importados. Sempre tem uma ambulância vindo buscar um fofo esmagado.
O fofo seria um playboy, se não fosse um boy sem grana pra play.Os fofos gostam de camisetas falsas do Bad Boy [tem até umas em que o desenhista-copista se enganou, e transformou o esgar antipático da boca do personagem num cigarro!]; e de buzinas que dizem “sai da frente” ou “cachorra” ou que dão relinchos.
Na verdade os fofos gostam de qualquer coisa que faça [muito] barulho, de escapamento aberto à musiquinha do gás [clandestino] ao pregão do açougue malcheiroso. Eu não entendia o porquê disso até um taxista me contar o caso de um conhecido dele que adaptou uma buzina de caminhão na Brasília velha, com um de extintor de incêndio cheio de ar para acioná-la.
A autonomia do dispositivo era de duas ou três buzinadas na descida da rua Augusta – e aí ele tinha que dar a volta no quarteirão e ir até o posto de gasolina para calibrar o extintor de novo, buzinar mais duas vezes, e assim por diante, num ciclo absurdo.
É que os fofos querem dizer algo alto-e-bom-som, mas simplesmente não tem nada a dizer. Shakespeare estava pensando nos fofos quando disse que a vida é “uma história contada por um idiota, cheio de som e fúria, e que não significa nada”.
Noutro dia chuvoso, um fofo se postou bem no topo de uma escada-rolante do metrô, e quase desequilibrava as pessoas que tentavam sair da escada, enfiando seus guarda-chuvas descartáveis no peito delas.
Eu disse: “você está no lugar errado”. Ele respondeu: “você preferia que eu estivesse assaltando?”, a resposta-padrão do fofo chantagista. Eu disse: “você não tem coragem, é só por isso você não assalta”.
O fofo é um escravo que aprendeu com o dono a ser abusado – mas sem aprender a ser senhor de nada, nem da sua própria vida. O presidente Lula é um anti-fofo. Ele nasceu pobre, mas olhou para a nossa elite lamentável, e dever ter dito: “Ih, ó os cara”. Não ficou “revoltado” de dar chilique, nem virou vereador corrupto de um partido fofo, tosco e oportunista.
Ele tomou o poder. Espero que isso nos inspire.
tudo bem, não é um blog mas é FRAUDE
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Ratapulgo
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19.1.03
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Acho que esta chegando o fim do blogger.
Pelo menos para mim.
Gosto de ler o que tu escreve, mas não tenho inspiração para escrever..
Ando com a cabeça nas nuvens, sou maior panda mesmo , hehehe.
Sei la, acho que nos so temos inspiração para escrever quando não estamos felizes.
Nunca ninguem esta feliz..
Por completo pelo menos, sempre queremos mais...
Sinceramente, eu disse pro Henrique que antes de me entregar de corpo e alma a essa minha paixao ca Hiara, eu ainda pensava muito na loura.
Então filosoficamente ele me disse:
"É como eu dizia, na da melhor que uma mulher para esquecer de outra".
Corretissimo ele.
O curioso é que ainda to com receio de num sei o que.
Ela me disse que era insegura, mas eu estou vendo que sou mais que ela.
Tenho insegurança de gostar dela demais e perde-la.
Toda vida que gosto muito de alguem perco .
Ainda tenho trauma sabe.
Mas decha caminhar mais, eu sei que ela gosta muito de mim, mas ainda num tenho provas necessarias para isso.
Digamos que tenho 80% de certeza que ela gosta muiiiiiito de mim.
Mas como sou inseguro, fico puchando o freio de mão..
Eu venci ate os astros por esse amor.
Não vou perde-lo tão facil agora, vou fazer de tudo para ficar com ele.
E é so.
morando em pitombeiras lar mazela
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Ratapulgo
às
19.1.03
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lá vou eu, me arrastando
da cama pro sofá e,
eventualmente, pro PC.
tentei sair de casa
pra ir ao cinema e
quase desmaio.
volto pra casa tremendo
feito vara.verde.
aí você pensa:
" - ah, ela foi pra cama,
capotou e finalmente dormiu!"
o caralho!
tou com febre desde as 18:00h.
não consigo nem fumar.
eu quero ouvir chet
baker e morrer.
alguém me dá uma dose
de vodka, please.
another life sucks...
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Ratapulgo
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19.1.03
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Vcs lembram queeu disse que queria o Acustico do Kid Abelha,mas nao na epoca, pq ia me fazer ficar triste?
Pq..tava naquela epoca e tal..vcs sabem...
Eu escutei uma vez..gostei..mas me trouxe muita lembrança e tal
Hoje eu ganhei uma copia do cd
E tou aqui escutando
A unica coisa ruim é que me lembrou que eu nao quis um dia escutar algo pq lembrava de alguem
Que merda
Pois é
Eu tenho o cd agora
E escuto sem traumas
Sabe a coincidencia?
Parece que ela chega amanhã
interceptado no Bangulhus
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Ratapulgo
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19.1.03
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Eu não tenho nada a dizer. Namorei as palavras e a cada ponto final o backspace fazia muito mais sentido que o enter. Poderia inventar uma estória qualquer, sobre uma garota sedutora ou dias felizes, já que sou boa mesmo nisso. Também poderia falar sobre saudade, algo tocante e sensível, só para mostrar minha intimidade com as palavras e essa paixão que não se acaba. Mas despi essa vaidade.
Hoje eu não quero isso.
Poderia servir de entretenimento fácil escrevendo sobre sexo. Ou dar opiniões e conselhos. Piada. Relacionar os livros que li, as músicas que ouvi, o que comi e o formato das fezes que soltei, se eram macias ou ressecadas. Poderia deixar comentários simpáticos nos blogs pedindo visitas e puxar o saco de todos os descolados escritores de blogs. Sucesso. Uma foto num ângulo estratégico também se inclui nesse pacote. E muitos links, claro, sempre trocados por outros links. É a fórmula. Mas sigo caminho oposto. Fui sempre assim. Ufa...
Para os que estão aqui, meus amados poucos amigos, nunca acreditei em quem coleciona afetos. São rasos. Meus amados poucos amigos, se eu ainda escrevo é para vocês, não mais que cinco ou seis. Claro, para eu mesma também, já que quase sempre essas tantas palavras e frases pululam querendo voar.
Mas não hoje. Só hoje. Hoje eu não quero falar de nada. Já sabemos o que hoje eu sei, hoje eu quero só ouvir a chuva. E que chova.
como a pluma ao vento la donna mobile...
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Ratapulgo
às
19.1.03
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E por falar em clientes e outros seres estranhos, teve aquele dia em que eu resolvi ser simpática e perguntei a um dos clientes se estava tudo bem. O problema é que ele respondeu.
- Ah, Juliana, cê não sabe... minha pressão foi lá pro alto essa semana e eu ando com umas dores de cabeça estranhas, ninguém sabe explicar e...
E nesse momento um corno entalou na porta giratória. *Piiiiiiiiiiii*. E o guarda gritava "objetos de metal, senhor" e o corno ameaçava arrancar a roupa. E o velhote continuava me contando suas mazelas.
- Porque eu sou hipertenso, você sabe. E quando eu passo nervoso, já viu. Aí ataca tudo. Pra piorar, eu peguei essa gripe no Natal e...
O corno conseguiu, enfim, passar pela porta giratória e estava lá dentro batendo boca com o guarda. Eu sabia que ia sobrar pra mim, mas foda-se, o velho não parava mais de falar.
- E, sabe, eu torci o pé outro dia ali na rampa do shopping. Saqualé? Então. Aí a minha filha veio e...
Nessa hora uma outra cliente resolveu me chamar pra ajudar nas máquinas. Maldito pagamento de IPVA. Que todos os responsáveis pelo sistema do banco apodreçam no inferno. Bom, mas eu estava falando da tal cliente que começou a cutucar minhas costas pedindo ajuda. E eu pulava com os cutucões da senhora, já meio agressiva. E eu me contorcia de cócegas quando ela começou a cutucar a minha cintura. E o velhote lá ainda.
- Sabe, Juliana, a vida não presta. A gente chega a essa altura da vida sem um tostão no bolso, sem dignidade nenhuma e sem saúde. Bons tempos aqueles da ditadura.
Enquanto eu tentava descobrir o que diabos tinha a ditadura a ver com a hipertensão do velho, chegou o carteiro. "Mocinha, assina aqui". Aos pulinhos por causa dos cutucões, dizendo "é mesmo? Jura?" em resposta aos devaneios do velhote, assinei e recebi as cartas. Um ótimo pretexto para largar aqueles dois - o velhote e a mulher dos cutucões - lá embaixo e desaparecer.
- "Seu" José, eu vou ali levar esse negócio e já volto. Senhora, aguarde só um instantinho.
E sumi. Dizem os vigilantes que o velhote continuou contando sua história para a mulher dos cutucões e saíram os dois de braços dados pela rua. Ele, satisfeito por encontrar uma ouvinte. Ela, satisfeita porque o velho pagou as contas dela sem perceber, enquanto se lamentava. Talvez isso tenha acabado em casamento e o velho pare de choramingar.
protocolado por texto livre
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Ratapulgo
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19.1.03
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Terça-feira o Kleinmobile II sofreu um acidente. Um grave acidente. Para ser bem mais preciso, eu acidentei o Kleinmobile II. Foi o acidente clássico: Raposo Tavares, vários kilômetros por hora, eu estava distraído pensando em como seria divertido se a minha casa tivesse uma sala anti-gravidade e o trânsito parou.
Eu to contando isso porque pela primeira vez em 6 meses que eu finjo ser corretor de seguros eu encontrei algo positivo nisso. O coitado em quem eu bati pegava meus dados e eu o orientei para que ligasse pra seguradora e desse o número da minha apólice, que eles cuidariam de tudo.
- Certo, então eu vou fazer o B.O.
- Não precisa fazer o B.O.
- Como não precisa fazer o B.O.? A seguradora não vai pagar! Eu vou lá fazer o B.O....
- Amigo, eu sou corretor de seguros e sei como isso funciona. Você não precisa fazer o B.O. nesse tipo de acidente, é só eu comunicar o sinistro.
E então o sol ressurgiu entre as nuvens, os pássaros voaram e meu espírito se elevou diante dos homens. Por uns instantes, ser corretor de seguros fez a diferença na vida de alguém.
Lixomania
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Ratapulgo
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19.1.03
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Meu ex-marido.
Eu estava numa fase meio ruim, fazia mapa astral, não sabia o que fazer da vida, morava com meus pais de novo, tinha me separado e estava meio na merda. Conheci o cara. Ele ficou totalmente apaixonado por mim, fazia tudo o que eu queria. Capacho, mesmo. Todo dia me trazia presentes, me levava onde eu quisesse. Me levou pro Caribe (daí que vem minha queda pelo rum), pra Bahia, pra Ilhabela e pra outros lugares. Sei lá, ele era tão bonzinho. Fui morar com ele. Decorei a casa como eu quis, tudo do jeito que eu queria. Aí eu quis engravidar. Ele queria outro filho também (ele já tinha um) e fizemos a Marina porque quisemos, não foi um acidente (e foi a melhor coisa que eu já fiz na vida, by the way). Depois de uns anos, aquela vida besta começou a me encher. Ele se tornou um chato depressivo, só queria ver TV, não queria sair, gritava com a Marina e a vida era um tédio total. Eu comecei a entrar na net e conhecer outros caras. Uma noite ele teve um acesso de ciúme e quebrou a casa inteira. Quis me bater. Fui embora e nunca mais voltei. Fiquei na merda, fui morar com meus pais de novo. Tempos depois, estava na Irlanda. Com meu próprio dinheiro que ganhei trabalhando para a wcities.com. Então a vida é assim. Um dia lá em cima, no outro lá embaixo. Terrível mesmo deve ser estar sempre no mesmo lugar.
Por isso, quando hoje em dia eu vejo esses caras "bonzinhos" que se fazem de vítimas carentes, cheios de amabilidades e tão legais, eu quero distância. São uns escrotos disfarçados. Não me enganam mais hahaahhahha. Enfiem seus presentes, jantares e viagens nos respectivos ânus. Não quero nem saber.
será que não tem fim esse Calor demais na ilha de Ursos ?
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Ratapulgo
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Todos têm um "Momento Martin Luther King" na vida quando repetem a Célebre Frase "Eu Tenho Um Sonho." Levedo, inovando mais uma vez, repetirá o Grande King mas trocando o tempo do verbo: "Eu tive um sonho." Não no aspecto idealista da palavra, mas no sentido real mesmo; e foi ontem de noite, dormindo com a Noviça Marilu, que me leu trechos de Discursos de Posse da ABL para que eu pegasse no sono mais rápido. Aí sonhei.
No sonho eu estava viajando no espaço em uma nave e os tripulantes eram eu, uma equipe de Nado Sincronizado Feminino da Itália, o Ferrugem e um hamster geneticamente modificado para ter QI 850. Perguntei pro Hamster, que digitava sei lá o que no computador usando o focinho: "Ei chapinha, prondié que a gente tá indo nessa porra dessa nave?" Aí ele me falou: "Vamos pro Planeta HKPLZ-001/G, que é habitado exclusivamente por clones. E aproveita e aperta o SHIFT aí pra mim."
Chegamos no planeta e abro a porta da nave, e a primeira pessoa que vejo é o Juan Cleber(1). "Juan, cê por aqui???" E, atrás dele, outro Juan Cleber. E mais um. Na verdade, uma multidão de Juans Cléberes. Perguntei pra um deles: "Raios, que que é isso?" E o clone: "Ué, NESSE PLANETA nós somos TODOS Juan Cleber! HI! HI! HIIII!!!" Nesse ponto, despertei do sono esperneando e gritando "NÃO! NÃO!"
Mas agora fiquei encucado: em se considerando o significado alegórico do meu sonho, em que número apostar no Bicho?
(1) Juan Cleber é tocador de charango na Orquestra Filarmônica de Tegucigalpa
sermão do Padre Levedo
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Ratapulgo
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Notas do avião - 1
Será que ninguém mais no mundo além de mim percebe que essas barrinhas de cereal têm gosto de VELHAS? Tipo biscoito aberto há dois mil anos?
Notas do avião - 2
Já viu engarrafamento de avião? Em pleno ar? Pois é, comigo acontece.
Notas do avião - 3
E quais são as chancs de seu caderninho cor de rosa, de 200 folhas, acabar em pleno vôo? A-hã, comigo acontece.
Notas do avião - 4
E, pra finalizar, quais são as chances de você passar horas selecionando o único vôo sem conexão pra Curitiba e ouvir, ao chegar em São Paulo: "Senhores passageiros, excepcionalmente hoje, os passageiros do vôo direto para Maringá, com escala em Curitiba (obs: EU), deverão fazer conexão no aeroporto de Congonhas." Conexão, né?
Notas do Avião - 5 (na nova aeronave)
Eu não acredito, o passageiro ao lado está limpando as sujeiras de baixo da unha com a fivela do cinto de segurança.
Notas do avião - 6
Senhor, por que eu tive que sair do meu aviãozinho tranquilo e vazio e entrar nesse outro, e sentar na frente do menino-de-sete-anos-mais-chato-do-mundo? E esse bebê que parece que vai explodir de tanto chorar? De onde foi que saiu isso? Meu deus, por favor, dai-me paciência. Ou então um rifle.
Notas do avião - 7
O pirralho agora quer a minha caneta. A mãe mandou ele esperar "a moça terminar" e pedir emprestado. Por que será que os pais têm essa mania horrível de falar com as crianças como se todos os outros adultos em volta não estivessem ouvindo? Gaaah. E sabe quando que eu vou acabar de usar a caneta e parar de escrever no caderno cor de rosa? Hoho. Acho que vou começar uma carreira na Literatura Infantil, "era uma vez uma princesa que vivia num castelo...."
Notas do avião - 8
Moleque, vamos combinar o seguinte: enquanto você continuar a falar as coisas cantando com essa sua voz de projeto de cantor sertanejo, eu vou continuar rabiscando no meu caderninho cor de rosa. Oquei?
Notas do avião - 9
Tá bom, tá bom, poderia ser pior. Ele poderia estar sentado do meu lado. Mas aí eu seria presa por lesão corporal dolosa. Até hoje eu não sabia, mas agora eu ei. Eu ODEO crianças desse tamanho. Quando eu tiver um filho e ele fizer sete anos, eu vou mandar ele prum intercâmbio em Uganda.
viajandão no e-pinion
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Ratapulgo
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Saudade do tempo em que as coisas pareciam possíveis. Eu, aqui, sozinha nessa casa, com saudade do tempo em que tudo parecia possível. Naquele tempo, porém, eu não acreditava. Em nada. Assim como hoje, assim como sempre. As coisas, porém, eram bem diferentes. Eu era jovem. Eu fodia minha vida. Eu não sentia grandes pesares. Merda. Merda. Merda. Sentir-se velha é um veneno.
Não, não, não. Não se trata de idade. As rugas vêm com o restante, e o restante, por mais que pese, não se nivela a essa velhice de sangue, de alma, de sentidos. A essa ciência de que o bafo alheio, as palavras alheias e tudo aquilo que vem do outro merecem minhas mais severas críticas. Minha mais doída náusea. Nojo, nojo, nojo. Medo. Medo de estender a mão e de (re)começar histórias cujo final todos conhecem: Deixe o telefone tocar, pois um dia ele desiste de ligar; não freqüente mais aqueles ambientes; jogue fora as cartinhas; desapegue-se de tudo. Lixo. E nojo. E medo.
Velhice. Velhice de sentimentos.
acontece que a donzela - isso era segredo dela - também tinha seus caprichos, a deitar com homem tão nobre, tão cheirando a brilho e a cobre, preferia amar com os bichos...
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Ratapulgo
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19.1.03
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Escrevi um post ótimo, bem articulado, para o blog. Li, suspeitei de mim mesmo e deletei tudo.
apagado no Parangolé Atômico
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Ratapulgo
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19.1.03
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Tanto tempo longe daqui que nem sei se conto do frenstista que me olhou com cara de o-que-é-que-eu-tenho-com-isso, quando pedi ajuda pra calibrar os pneus da Dilma (minha bicicleta); da volta na Lagoa que me rendeu um belo bronzeado-comercial-descascante; das noites que tenho passado escrevendo sobre HTML para pessoas que vão incrementar o número de páginas mal feitas na internet; do bebê que substituiu o vizinho do 606 no que tange decibéis; da volta de Biel; ou da jovem senhora que botou o cachorro na capota do meu carro. Essa última, talvez, seja a melhor opção, visto que me garante mais um ponto para o grande prêmio celestial, se é que Deus usa o Google.
É que eu estava a caminho do trabalho, quando me deparei com uma cena assustadora: um cachorro enorme atacando uma mulher e seu melhor amigo no meio da rua. A incauta cidadã, que passeava com o totó, foi surpreendida por um cadelão, que, valente, resolveu puxar briga o bicho menor. Vi o desespero da mulher, fui reduzindo a velocidade (e - porque não dizer? - atravancando o trânsito) enquanto enfiava a mão na buzina do carro pra tentar assustar o sansão. Ao me ver parada, ela não teve dúvida: debruçou-se sobre o carro e botou o totó na capota dele. Lá em cima, debateram-se (o cachorro e a grossa corrente que o prendia) até que eu abrisse a porta do carro que, sem cerimônia, foi invadido pelos dois. Em cem metros de carona compulsória, ela me agradeceu umas quinhentas vezes, coisa que me convenceu de que eu tinha feito a minha boa ação do dia. Eu sou uma boa moça. Tá bom, mais moça que boa.
Mas o que eu queria dizer com isso tudo é que é impressionante como posso assistir a grandes carnificinas na TV comendo pipoca, mas um cachorro mordendo o rabo de outro me deixa de pernas bambas.
espera um pouquinho, Depois eu explico