9.2.03

E no meu sonho, que não foi um pesadelo lisérgico, eu estava deitado em um leito de hospital público. Eu não conseguia enxergar direito, mas vi que lá estavam meus amigos e parentes. Ninguém chorava: estavam todos catatônicos, olhando fixamente prá mim. Minha mãe segurava minha mão e, saindo do transe, disse-me “adeus, meu filho”. Nesse momento senti meu peito doer e ouvi o maldito Lá do monitor avisando que meu coração havia parado. Então vireram os médicos, com seus aparelhos. 200J, 300J, 360J, 500J, 1000J, 5000J e o cheiro da minha carne queimando. E o Lá toca cada vez mais alto, cada vez mais alto, cada vez mais alto... até que eu despertei. Acho que hoje vou encher a cara de café e não dormir. Vai que eu sonho com cateterismos e transplantes?

reanimado no Alea Jacta Est

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