29.3.04

"O que não é o destino... se o farol não tivesse fechado, eu não a teria visto alí, parada no ponto de ônibus em frente à Cruz Vermelha, linda, linda, como uma criança a espera do escolar. Por que mesmo eu a abandonei? Apertava os olhinhos para enchergar o letreiro dos ônibus que passavam e não a levavam. A pequena bolsa bordô, os cabelos roçando os ombros... por que raios eu não quis esta mulher? O novo namorado saiu de trás da barraca de chocolates, um para ele, um para ela. Chocolates, eu sempre dava a ela chocolates e cartões. A blusa de alcinhas que deixava os seios apetitosos como duas mangas maduras, o jeans apertado, o tênis de zíper. Lembrei! Lembrei por que a enxotei da minha biografia! E não é que a pistoleira ainda não criou vergonha para aprender a amarrar os próprios cadarços?!"

bem vindo ao limbo

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