17.1.03

Meu coração está tão cansado, tão cansado. Estou profundamente deprimido e, sem ser piegas, ela é a principal responsável. Eu não sei aonde ela quer chegar: primeiro me dá um cartão no qual critica a enorme distância que nos têm separado; depois recusa-se a voltar para mim quando lhe peço e tudo volta a ser distância como antes; por fim, hoje ela me ignora (ou fui eu quem a ignorou?) por todo o dia para, no último momento, me desejar “feliz aniversário” e partir...

(Nada tem dado certo e há três meses – ou será a vida toda – venho sendo alvo de enxovalhos. Só Angela e Helena parecem importar-se comigo. É Angela quem está organizando minha festa de aniversário...)

Estou cada vez mais próximo de Helena e, desde ontem, venho paquerando Alessandra – noiva, crente, da Assembléia de Deus. Mas estou doente por estar distante de Rejane. Estou doente, enquanto ela não se importa e sorri, sorri, sorri. Apesar de toda a encenação do dia 22, ela não sente nada, e talvez esteja até se divertindo...
(Minha mãe começou a Ter doenças de velho.)

Eu sou um palhaço morto e minha graça está morrendo gradativamente. Suor e lágrimas estão desmanchando a pintura do meu rosto. Helena está percebendo isto. Minha madrinha é minha única amiga – eu gostaria que ela me amasse, ou que Rejane fosse maravilhosa como ela é... Por que nada é como deveria ser?

Agora é Sexta-feira à noite. Domingo será meu aniversário e, desde hoje, sei que nada irá acontecer... Eu gostaria de estar correndo algum risco.

Estou mais magro, muito mais magro, muito mais do que jamais estive...

lágrimas dO Palhaço de Deus

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