22.8.03

Virgínia, branca, freira, católica e pobre, conheceu Jorge, cobrador de ônibus, preto, pobre e evangélico. 12 anos de namoro.
Descobriu-o às atracações com Vilma, espírita, corretora de imóveis, parda e de classe média baixa, no murete da casa de Washington, branco, comerciante, ateu e rico.
Treze golpes de faca ao acordar no domingo.

Jonathan, trombonista, branco, agnóstico e de classe média alta, deu uma piscadela para Zuleide, empregada doméstica, mulata, umbandista e pobre. 17 anos de casamento.
Escondida, viu o beijo na violinista.
Ligou para João, justiceiro, católico, pardo e pobre, que beijou sua esposa na testa, Miriam, pobre, preta, do lar, católica, antes de sair pra cumprir a encomenda.
Um disparo certeiro na cara do músico na quarta-feira à noite.

Patrick, presbiteriano, ruivo, de classe média baixa e professor de história de arte, morou com Capitolina, branca, advogada, metodista, de classe média alta. 35 anos de convivência.
Flagrou-a às cavalgadas em Wilsinho, melhor amigo, tenista, branco, rico e devoto de Santa Rita de Cássia.
Três disparos nele, um perdão, e uma comemoração das bodas de ouro na sexta-feira agora, a partir das dezoito horas.

O amor não tem cor, nem credo, nem classe social.

Absolutamente!

três por Quatro

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