Não havia nada que pudéssemos fazer, ele ainda está lá caído no chão os braços abertos, olhando para o céu. Nada ao redor faz sentido, só ele e o sol. Um grito angustiado, um pedido de energia para a longa caminhada, para longe desses muros.
Aconteceu tudo muito rápido, não deu tempo. Um fim de semana, um par de segundos. Eu queria ficar mais na práia, mas não pude: as obrigações não deixam. Eu não teria como sustentar.
Agora venho envelhecer de segunda a sexta-feira, carregando pedras para construir a minha lápide, voltando para buscar mais. Caio no chão com os braços abertos e peço ao sol um pouco mais de sua generosidade.
Não há nada que vocês possam fazer.
Reticências de um Poeta Morto
11.7.04
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