21.9.04

Um amor de bordas e espaços abertos, um amor de azuis e horizontes. Teu amor me chegou largo e amplo como não costumam ser os amores entre meus braços. Não consigo abarcar o tamanho do teu dorso, não consigo acompanhar a amplitude do teu passo. Tenho que aprender imensidades e reler a vida traduzida em oceanos, em céu de deserto, em infinitudes, em grandes despenhadeiros onde a minha voz ecoa sozinha. Logo eu, que aprendi guardar momentos em porta-jóias, que amei sempre em relicário de dias, que tenho ouvidos para murmúrios de água em ânforas secretas. Desvisto minhas miudezas para esperar um abraço em tuas planícies.

Não Discuto

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