4.2.09

Azar o seu

Outro dia veio aqui uma cliente e começou a reclamar porque havia perdido o emprego. Fico muito triste quando escuto os casos de gente que está perdendo o trabalho nesses tempos de crise, nem preciso dizer as consequências dentro de cada família quando vem a faltar um salário, coisa horrível.
Ela trabalhava numa fábrica de guarda-chuvas e disse que o dono havia dado aos empregados as peças que ficaram no magazine e perguntou se eu não queria um. Como guarda-chuva nunca é demais em casa de distraído, aceitei. Ela pegou uns oito para que eu escolhesse e escolhi dois mas quando fiz o gesto para abrir e poder olhar direito como era a estampa a mulher me olhou horrorizada perguntando se estava brincando com ela, se iria mesmo abrir o guarda-chuva dentro de casa! Nem deu tempo para ela acabar de falar que abri um e fiquei chocada com a reação dela pois começou quase a gritar mandando fechar rápido, se eu não sabia que "faz mal" abrir guarda-chuva dentro de casa.
Ora, como ser humano imperfeito, tenho dificuldades em aceitar opiniões que não condivido e o que é pior, às vezes falto com o devido respeito e subestimo a reação da pessoa e, neste caso, dei um sorriso e disse que não acreditava naquilo (e nem em horóscopo, passar debaixo de escada ou gato preto).
A mulher começou a desfiar um rosário de coisas ruins que poderiam acontecer e eu respondi que provavelmente acontecem só com quem acredita, comigo não, tudo tem um motivo e o que não tem é obra do acaso.
Ela não gostou muito não, saiu da loja, pegou o carro e quando desceu da calçada, escutei um estrondo: deu uma porrada em outro carro.

Fiquei com medo do olhar que ela me lançou e fui tomar um banho de sal grosso.

farofa na neve

Um comentário:

Daíza disse...

Opa! Olha eu aqui de novo... legal!!