21.5.08

Fausto Silva apresenta Goethe

FS - E agora, exatamente às dezoito horas e trinta minutos, nós vamos trazer aquele que é um grande ícone da poesia mundial! Ééé, bicho, tá pensando o quê? Não é brincadeira o que esse cara faz, não. Ele é considerado por muitos o maior poeta da história da Alemanha! Diretamente da corte de Weimar para a sua telinha, vem aí o glorioso Johann Wolfgang von Goethe aqui no "Domingão"!

(Entra JWG, um pouco assustado com a gritaria do público.)

FS - Grande garoto! Essa ferinha aqui foi quem escreveu aquela história do cara que faz um pacto com o diabo -e o cara era meu xará, é brincadeira? O Brasil todo aplaude...

JWG, timidamente - O sprich mir nicht von jener bunten Menge/ Bei deren Anblick uns der Geist entflieht...

FS (interrompendo) - Esse é o super-Goethe! Monstro sagrado da teledramaturgia alemã! Grande figura humana, tanto no pessoal quanto no profissional!

JWG - Kennst du das Land wo die Zitronen blühn?

FS - Orra, se conheço, meu. Morei cinco anos em Bebedouro...

(O poeta faz "nein-nein" com o indicador, vira-se e aponta para Caçulinha, que começa a tocar o lied de Schubert. JWG, na sua melhor voz de Dietrich Fischer-Dieskau, manda ver:)

JWG - "Kennst du das Land, wo die Zitronen blühn/Im dunkeln Laub die Gold-Orangen glühn..."

FS - Ô loco! Concertos pra juventude, galera! Quem sabe faz ao vivo!


Pura Goiaba

20.5.08

I'm gonna sit right down and write myself a letter And make believe it came from you

Kslw Blsggb,

Aklsos sceaw lwowow. Qoeiso aosow soaos? Wiqowi woaoxo aso? W qwoxds aosis foisioa sooaiw pwpocis asois. Zasoi sqow!

Qoqw qp qpowie eqwpi qpowi. Qwoieow ewoia qowie Soiqw Hrwo aoias. Aqoiw oriwoc aoosi ao. Aoaiwer tpot tpoasi, powir pokcos atois soitis. Elaks r ro poasi!

T aoop, tqu qoiqwer cklak daoi to asoiasd? Reqosaoi oaiso taoi q apoi tokc clk ackas. Eoia poais tlais tlkasl d laks t tkajs l q qoie sat. Ip aosida dsaoi q apoq pqowier, tkaas taks qeo toias setr ta. Qopz, toaisp dpao saod.

Eopa aspo dao qpoax. Ep poasi paosi tpoa q pa osi esr poiaso.Qopoizxz poias qpo q paois tp xiaiuts t poasi oiioas poic.

Gx poias iaofysdu.

With love,

Xlsyydw

Passarinho Preto

sonho #1.851-3

Um jardim europeu, provavelmente em Viena, mas definitivamente na Holanda. Não que houvessem tulipas, é que sinto uma presença misteriosa do Spinoza no ar. Tudo meio verde-musgo bem escuro, o terreno bastante irregullar. Não era um cemitério, mas alguém andava enterrado por ali. Estou com um livro do Borges chamado El Libro Ilegible, e sigo tentando lê-lo sem sucesso. Entendo que tenho passado todos os dias circulando por esse lugar, com esse mesmo livro, sempre perto do crepúsculo. Vou passando batido por uma fonte onde se levanta uma estátua de Afrodite tão velha quanto a pedra. Neste local encontro Antonin Artaud falando sobre deuses olímpicos e primordiais para um casal de turistas a caráter. Artaud trabalha como guia nesse parque, mas eu nunca paro para escutá-lo. Percebendo que sempre deixo ele pro dia seguinte, já acostumado a vê-lo circulando por ali como eu, resolvo finalmente fechar o Livro Ilegível e tomar parte da visita guiada pelo Momo. Me aproximo e suas palavras são tão doces que nos chegam incompreensíveis. Artaud está falando com as mãos.

Contém Gluten

12.5.08

As Seen On TV

Você só pode se considerar um verdadeiro vencedor na luta contra o peso quando inventar o seu próprio aparelho de ginástica. Ab-Force-Isolator-Max é o nome do meu. Trata-se de uma camisa de força para animais. Não faz perder peso, mas é divertido ver os bichinhos se debatendo.

Loser

Então é assim:

Vc já tentou levar as camisas do seu marido na lavanderia com uma criança de 3 anos e uma outra de 3 semanas?
Uau!Demora mais tirar as crias do carro do que deixar as camisas no balcão.

Vc já usou sutian normal, lindo, que deixas seus peitos lindos naquela blusa, só que na vida real vc está amamentando e pra tirar as peitolas pra fora é um malabarismo só?
Buuuuurra!!

Vc já tentou sair faltando uma hora antes do seu compromisso com a próle toda?
Impossível!

Quando um dorme o outro pula na cama. Quando o outro dorme é hora de dar de mamar.
Enquanto um mama virando o zóio o outro quer que vc escove os dentes, ou amarre o tênis, ou que simplesmente limpe a bunda.

Palavra chave: Paciência e muita calma nessa hora.

A casa de manhã e de dar vergonha. Principalmente depois do café.
Detesto aquele mundo de sementinhas de mamão papaia na pia, copo sujo pra tudo quanto é lado, manteiga, cream cheese, maionese, queijo, presunto tudo pela mesa derretendo aguardando a vez de ir cada um pro canto certo.

Minha mãe foi embora. Vinte dias. Que merda é essa?????
Quem é que vem lá do Brasil pra "ajudar" a recém parida e fica 20 dias e vai embora????
Prefiro não comentar.

Pelo retrovisor eu olho os dois sentadinhos nas cadeirinhas e não acredito. Que coisa mais linda desse mundo. Meus filhos. Plural.
Eu tô me achando, sabia?
Tô orgulhosa, tô feliz, tô satisfeita, aliás, que filhos lindos esses meus!

Plural? Uh, baby!

a máfia...

a máfia japonesa chamam de yakusa. a máfia napolitana chamam de camorra. a máfia russa chamam de máfia vermelha. a máfia brasileira chamam de governo.

Pérolas da Rainha

7.5.08

Itaipu?

Eu quero uma escrava paraguaia. Uma não, duas. Duas velhas, porque mocinhas e el embrujo de sus canciones, perto dos meus homens, jamais. A primeira velha eu porei na lida doméstica; a segunda, enfeitando a sala (quem sabe segurando uns charutos). A primeira chamarei de Carmela, porque tenho muita vontade de irritar meus vizinhos gritando “Ô Carméééééla!” o dia inteiro. A segunda chamarei de Ypacaraí, porque a quero plácida e silenciosa como uma lagoa.

Jodinélson Júnior adverte que não devo deixar dinheiro nas mãos delas. Nunca, nem um centavo. Diz o capetinha que a visão da grana desperta os anseios de liberdade.


Paraguay, Paris, Pinheiros...

2.3.08

Cansei.

catarro verde

7.2.08

Conclamo, contudo, a ciência deste mundo a encontrar uma vacina contra a "depressão pós férias"!

e, afinal, é ou não é por aqui que vai prá lá?

O que eu [não] tenho em comum com Arnaldo Jabor, Luis Fernando Verissimo e Carlos Drummond de Andrade

É que, assim como eles, eu também sou vítima de textos apócrifos creditados a mim. Sim, sim, vejam a minha importância.

Um amigo outro dia me perguntou se escrevi um poema chamado "Jesus pintou com a mão". Uéu, não sou muito dado a poemas desde a adolescência, quando, aliás, a temática religiosa não era muito recorrente.

Fiquei todo pimpão (como esse mesmo amigo costuma dizer). Estão creditando a mim textos alheios pra eles terem mais visibilidade, serem mais lidos, serem emoldurados com anjinhos e florzinhas e distribuídos por aí em apresentações de powerpoint.Uau, é quase uma realização artística.

Aí ele me mandou o arquivo, em mp3. Trata-se de um poema do tipo seresteiro, com uma viola tocando ao fundo e declamado cheio de emoção parnasiana.

Enfim, nada de atribuição indevida a mim. Deve ser só um caso de homonímia. Afinal de contas, se existe um Marco Brasil narrador de rodeio, bem pode ter um seresteiro também, uai.

é por aqui que vai prá lá?

Careca, enfim

Na manhã de uma quarta-feira, exatos quinze dias após a quimio, eu descobri que não gastaria dinheiro com cabeleireiro por algum tempo. Durante o banho matinal, no banheiro do hospital, passei as mãos na cabeça e uns vinte fios vieram enroscados nos dedos. “Ô ôu”. Levei as mãos mais uma vez à cabeça e outra porção veio junto. Fechei os olhos e busquei um restinho de pensamento positivo que pudesse estar guardado em algum canto da mente. Não encontrei. Terminei o banho o mais rápido que pude e voltei para a cama. Quando o enfermeiro entrou, um rapaz com menos de trinta anos, contei que estava me despedindo dos meus cabelos. “Pelo menos os seus vão voltar a crescer. E os meus, heim?” respondeu, mostrando sua careca em estágio avançado. E agora, Daniela? Engoli meu beicinho e desfiz a cara de coitada.

O que o enfermeiro não sabia era que aquele comentário foi o equivalente a quatro sessões de terapia condensadas em cinco segundos. Talvez eu supervalorize um pouquinho os meus problemas - ok, ok, eu SEI que supervalorizo na maioria das vezes - mas também sei reconhecer o drama alheio. E o problema capilar dele era, definitivamente, mais sério que o meu. Além disso, a queda dos cabelos era o primeiro efeito colateral da quimioterapia que não vinha acompanhado de dor, enjôo, febre ou qualquer outro desconforto físico. O único inconveniente era a minha repulsa a cabelos que se soltam da cabeça. Era fio de cabelo nos ombros, nos braços, na cama, no travesseiro, no chão… um pesadelo. Para resolver esse problema, com o namorido a mais de 400 quilômetros de distância, liguei para o meu amigo gay. “O que você vai fazer hoje à noite?”. “Tenho aula. Por quê?”. “Duvido você vir passar a máquina no meu cabelo”. Marco Aurélio não só topou faltar à aula na faculdade como ainda atravessaria a cidade duas vezes para ir em casa buscar sua máquina de cortar cabelo. Mas todos temos nossos carmas e não há nada que se possa fazer a respeito, certo?

Até a chegada do meu cabeleireiro particular, eu ainda teria que esperar pelo menos dez horas. Para me poupar do sofrimento de passar o dia recolhendo longos fios de cabelos soltos pelo corpo - ou para se distrair, não importa - minha mãe resolveu cortar meus cabelos bem curtinhos. “Essa tesourinha de costura vai resolver, Dani, senta aqui”. Duas horas depois, o resultado foi um corte tão pavoroso que eu desejei que todos os fios de cabelo caíssem imediatamente. Infelizmente, o jeito era esperar.

Quando entrou no quarto, Marco parecia tenso. Provavelmente apreensivo pelo que estava por vir, esperando uma cena típica de novela das oito, com muito choro e música do Kenny G ao fundo. A minha ansiedade era tamanha que mal o cumprimentei. “Vamos consertar logo essa tragédia que a minha mãe fez, por favor”. Assim que pegou a tesoura, Marco Aurélio foi tomado pelo espírito de algum cabeleireiro gay que vagava pelo hospital. Mostrou incrível habilidade e uma inesperada afetação na voz enquanto acertava o estrago feito pela tesourinha de costura. Depois, lamentando por ter que destruir sua obra de arte, eliminou o que restava de cabelo com a máquina. Ao olhar minha nova imagem no espelho, confesso que notei um certo charme naquele visual. Enfiei-me embaixo do chuveiro para espantar qualquer sinal de desânimo e vestígio da tosa. Sentir a água batendo diretamente no couro cabeludo é, no mínimo, diferente, assim como encostar a cabeça no travesseiro frio. Na primeira noite, em pleno inverno, eu levantei para ir ao banheiro. Sonolenta, lembrei que estava careca quando abri a porta do banheiro e senti o vento gelar minha cabeça. Uma tristeza repentina ameaçou se instalar. Afastei-a pensando no enfermeiro e sua falta de perspectiva. E, principalmente, na minha cura.

Resumindo, perder os cabelos durante um tratamento contra o câncer é como entregar a bolsa a um assaltante armado: “Toma, leva tudo mas me deixa viva”.

lições reais em enzimas virtuais

Donw again

Eu sei, eu sei que freqüentemente eu me comporto feito uma plasta covarde, que deixo oportunidades passarem por falta de empenho, que não vou atrás do que quero e/ou preciso quando deveria, que não sou “proativa” (pausa para vômitos. Meus. É que jargãozinho de auto-ajuda, seja da variante empresarial ou da esfera privada, sempre me provoca essa reação) e o mundo hoje – e sempre ? - é destes insuportáveis seres semi-robotizados, ultra-enérgicos, overachievers e saltitantes. Eu sei que é estranha essa apatia toda vinda de alguém que sempre incentiva os outros a buscarem o que querem, muitas vezes dizendo a eles a platitude – óbvia porém verdadeira, como a maioria delas – “o pior que pode acontecer é você ouvir uma recusa delicada”. Mas aí é que tá: é que pra mim, em certos momentos, o pior que pode acontecer é ouvir uma recusa delicada. Mesmo.

cyn city

Impressionante

O que mais me impressiona é que ainda tem gente que lê o que eu escrevo, ao menos aqui. Que coisa!

branco leone

2.2.08

O tempora, o mores

O tempo passa, a vida muda, a gente muda. Quase sempre para pior.

Tinha eu meus 16 anos quando assisti aquele filme "N0ve Semanas e Meia de Am0r". Achei sensualíssim0! Principalmente a cena em que os dois estão na cozinha, na frente da geladeira, se lambuzando com mel, chocolate, morangos e quetais. Muito sécsi...

Cerca de outros 16 anos se passaram e eu, já dona-de-casa-mãe-de-família-que-trabalha-fora, passava as noites em claro, embalando um bebê que não queria dormir. Certa madrugada, resolvo ligar a tv na sessão corujão e estava passando justamente esse filme, justamente nessa cena.
Meu único pensamento: "quem é que vai lavar o chão dessa cozinha no dia seguinte?"

Mesa de bar

1.2.08

Gostaria de poder incendiar - com os donos dentro, evidentemente - pet shops e clínicas veterinárias que têm nomes-trocadilho com cão, tipo: Gatos & Cãopanhia, Cão Peão, Cãopanheiro, Cãopanhia das Raçôes, Cãofusão e Cia, Amicão, Amorecão, Bem Locão, Cãopany, 18 Kilatem, Cãobuí Pet, Pousada do Cãoboy, Cãocun Pet, Pet Shop Cãomarada, Fofocão, Kãomilão, Cão de Estrelas, Cãosagrado, Cão de Mel, e por aí vai. Os nomes são reais. E quando você pensa que já viu tudo, vem esta aberração: Pronto Zoocorro. Aí já é caso de empalamento...

catarro verde

25.1.08

O mundo acabou numa terça, às 4 e 20 da tarde. A caneta tinha tinta mas faltou o bloco, ela me disse para ser feliz e eu quase ia sendo. O mundo acabou numa terça, chovia em São Paulo. Na mão esquerda a unha com esmalte lascado e o anel de sempre, e eu precisava cortar o cabelo. Não consegui decifrar o olhar da mocinha no meu decote nem as máscaras encharcadas na vitrine, o samba dissonando da conversa dos encasacados na fila do cinema. O mundo acabou numa terça.
Apesar do saco plástico que eu conscientemente recusei no caixa, apesar das lágrimas da namorada traída na mesa em frente, da sopa com gengibre em pleno janeiro, da vendedora que mandou dar novalgina ao neto que tinha febre. Apesar do CD ainda lacrado na minha bolsa roxa, o mundo acabou, 2 minutos antes de eu descer as escadas e sumir na estação do metrô.

:: kaleidoscópio ::

Renata

São seis horas e ele não vai ligar. Renata sabe que ele não vai ligar. Ela é mulher, ela já nasceu sabendo. São seis horas e quarenta e dois minutos. Ele estava num boteco com amigos quando atendeu o celular, foi muito simpático e disse que ligaria assim que chegasse em casa. Mas ele não vai ligar, Renata tem certeza. São sete horas e vinte minutos e, ciente de que ele não vai ligar, Renata faz seu miojo com o telefone sem fio ao lado, só para garantir. Ele não vai ligar porque quando ele chegar em casa já vai estar tarde. São oito horas e oito minutos. Renata pendura as roupas no varal com o telefone no bolso, por via das dúvidas. Ele não vai ligar porque assim que ele fechou o celular naquele boteco esfumaçado, ele se esqueceu de que havia falado com ela. São oito horas e quarenta e nove minutos. Renata assiste uns enlatados americanos e uns pedacinhos do Fantástico e ele não liga. Claro que não. Ele não vai ligar porque ele é um homem. E homem e mulheres, quando olham para um telefone, vêem o mesmo objeto, mas não vêem a mesma coisa. São nove horas e vinte e sete minutos. E Renata, veterana de muitos e muitos não-telefonemas, sabe que ele não vai ligar. Ela sabe, mas anda com o telefone pela casa. São nove horas e cinqüenta e quatro minutos e ele não liga enquanto Renata, com o telefone em cima da pia, faz xixi, toma banho, seca o cabelo e passa todos os cremes. São dez horas e vinte e um minutos e quando o telefone toca Renata dá um pulinho e sente dor no estômago mesmo sabendo que não é ele. A certeza de que não é ele ligando, estranhamente aumenta a esperança. Renata atende, conversa um pouquinho com sua mãe e libera a linha. Mas ele não liga. São dez horas e cinqüenta e três minutos. Ele não vai ligar porque vai chegar tarde do boteco, meio bêbado, vai estacionar o carro torto na vaga, vai demorar para acertar a chave na fechadura, vai tropeçar no viradinho do tapete, vai largar a camisa amassada no corredor e vai se jogar na cama de calça e sapatos. Renata sabe muito bem que ele não vai ligar, porque homens e mulheres quando dizem que vão ligar, usam as mesmas palavras, mas querem dizer coisas diferentes. São onze horas e treze minutos. Ele não liga, mas Renata dorme com o telefone ao seu lado, a gata preta aos seus pés, um sono bobo, um sono leve,um sono que não acredita em nada, um sono que acredita em tudo. São onze horas e quarenta e dois minutos.

nomes só

20.1.08

Comunicado Interno

Chefinho Rata,

O que você acha de uma reunião do conselho diretor? Todo mundo que está ai na direita?

Pra relembrar os velhos tempos, tomar um chopp, escrever um livro, plantar uma árvore e... pára por aí.

No aguardo de um memorando, abraço,

Henrique.

P.S.: Você pode me dar um vale de 10 rublos? Dívidas do natal, você sabe...

18.1.08

Anúncios de absorventes

Qual o problema dos anúncios de absorventes? São sempre mulheres limpas, relaxadas, sorridentes, rolando em lençóis macios. Todas achando a maior graça em menstruar. Não faz sentido. Fico me perguntando por que eles não fazem bons anúncios de menstruação... Anúncios-verdade, com câmera tremida e as mulheres ensangüentadas, deixando rastros de sangue no chão? Elas iam ter problemas hormonais, puxariam o cabelo umas das outras e ficariam deprimidas, vendo novela e se entupindo de Leite Moça.

loser

17.1.08

Homem é que nem roupa

Outro dia estava conversando com Nat e Maffalda, duas moças muito queridas, e chegamos à conclusão de que homem é que nem roupa. E quer assunto mais caro às mulheres do que homem e roupa?! Não existe!

O tipo mais comum por aí é o Falsificado: acha que é um Valentino, mas está mais para vestido da Renner; no máximo é uma cópia barata feita em Hong Kong. No fundo, se trata daquele Hélio do qual tanto falamos por aqui.

Existem também os de grife: são lindos, vestem bem e toda mulher sonha em ter um. Os clássicos caem bem no corpo por uma vida inteirinha. Mas esses aí, meu bem, não é qualquer uma que põe a mão, não...

Alguns são até roupinhas honestas, que valem o preço cobrado - apesar de não serem, assim, um Armani. Em alguns casos, é preciso fazer alguns ajustes. Mas alguma de vocês ainda tem paciência pra ajustes? Porque eu conheço poucas que têm. É bom dizer que nem sempre estes consertos ficam 100%. Algumas vezes, corre um fio, a pence fica mal feita e aí já era.

E sempre há a roupa emprestada. A peça nem é sua, mas você faz de tudo para devolvê-la linda, cheirosa e sem nenhum fio puxado. Em alguns (pouquíssimos) casos, a roupa fica tão bem em você que você acaba não devolvendo. Só que o mais comum é nos apegarmos à peça e sofrermos muito ao devolvê-la. E me respondam uma coisa: é mesmo sensato dispender tanto esforço com uma coisa que nem é sua?!

De qualquer forma, a conclusão é a seguinte: não importa se a peça é de camelô ou de grife, o importante é se apaixonar por ela. Uma vez que isso aconteça, é capaz de você ir para o Baile do Copacabana Palace com roupinha de feira e achar que está abalando. Afinal, bom senso não vende em farmácia...

Soletiras? No Rio de Janeiro?!?