9.2.03

estou tendo uma crise de identidade. eu nunca tive crises de identidade. sempre sabia muito bem o q eu queria, e onde eu fico e quando devo me expor. e agora eu estou simplesmente perdida. perdidinha. por que eu estou perdida?? não sei. não tenho a menor idéia. tenho estado assim desde q viajei para o Rio, ano passado. me sinto meio fora de mim.

talvez foram as pessoas, esperando tanto de mim. esperando q eu continuasse a mesma, esperando q continuasse como era antes de partir. e eu não sou. talvez sou eu. talvez eu tenha me modificado tanto, q ir ao Rio tenha afetado uma parte minha por me ter feito lembrar de certas coisas q eu não gosto. talvez seja a mudança do ano, a mudança de perspectiva.

talvez seja a distância dele. talvez seja por a distância dele estar tão perto de algo q eu não quero. não quero e não quero voltar naquele lugar. ele está lá? sim. eu amo ele? sim. eu quero vê-lo? sim. eu quero ir ao Rio? nem por mil decretos.

não, eu não quero ficar na casa da minha avó. e escutar todos os dias meu avô dizer q minha avó detesta ele. e q ele devia é ter morrido mesmo. não eu não quero ficar na casa de nenhum de meus conhecidos ("amigos") do Rio. não eu não quero ir lá. me incomoda ele estar morando lá? sim, me incomoda profundamente, não por ele não ter voltado pra cá, mas por saber como o Rio de Janeiro funciona. e por saber como as coisas funcionam e por saber q coisa boa não sai daquela cidade.

é acho q acabei de descobrir pq tenho me sentido meio perdida. por causa daquele lugar. se eu parar para pensar só passei a me sentir incomodada assim desde q fui para lá. aquela cidade é o inferno. só pode ser. o inferno. para eu sair de lá mal, do jeito q eu saí, só pode ter algo muito ruim por lá.

como eu havia cogitado, não eu não estou mal pq eu estou crescendo. pq tudo está mudando. eu estou mal pq eu sei q tudo vai mudar entre a gente. eu sei. como q eu sei? não sei, eu simplesmente sinto q tudo vai mudar. vai mudar para melhor ou para pior? meu coraçãozinho diz q é para pior. pra muito pior.

eu não estou perdida. é essa parte minha q está sempre relacionada a ele q está perdida. pq essa parte não quer q ele fique no Rio. pq aquilo lá não é bom, não pra mim. e não acho q vai ser tão bom assim para ele. me sinto mais distante dele agora q eu tenho mais chance de ir vê-lo, do q quando eu estava sempre a merce do tempo e do dinheiro dos outros. existem tantos talvez sobre meu sentimento estranho. e nenhum deles é tão óbvio quanto ele estar naquela cidade. e eu me sentir distante dele. e sentir q eu perdi uma parte minha. pq é como se eu tivesse perdido.

...

e no fim, sei q ela vai lutar até a morte por ele. por ele sozinho. por ele ser para sempre dependente dela. ela vai lutar para sempre. e eu vou lutar junto. pq eu simplesmente não funciono sem ter ele. sem sentir ele comigo. ele faz parte de mim. e sem uma parte tão grande minha, eu simplesmente não funciono.

(e agora, eu me achei....)

encontrado em algum lugar da lua

O MELHOR TEXTO DE JANEIRO - FASE II

Ok, eu sei, a culpa é minha. Textos demais. Um pouco confuso. Mas continua valendo.
Nessa segunda fase reduzi os concorrentes para os que receberam dois votos ou mais:

A presidente (168 horas)
B kenny g (oba fofia)
C avó (desgraça pouca é bobagem)
D vidas possíveis (pensar enlouquece. pense nisto)
E gorda no banquinho (alexandre soares silva)
F marina (ilha de ursos)
G simcity 4000 (utopia dilucular)
H vagabas galegas (tatu)

O esquema continua o seguinte:

Nos comentários DO TEXTO ESCOLHIDO declarem explicitamente seu voto.
(tá bom, se quiserem colocar os votos no comentário desse texto aqui, depois eu ponho nos posts indicados pra vocês)

Agora são no máximo 2 votos por eleitor, em textos diferentes.

Os votos que foram dados na primeira fase continuam sendo computados.

O texto mais votado ganha um livro adequado à personalidade do autor (hehehe, sério). Ganha também um desses selinhos pra por na página que todo mundo adora.

E entre os eleitores que deixarem email no voto eu sorteio um outro livro. Não ganha selinho.

O concurso termina quando eu disser chega.

Se o negócio embaçar eu invento mais regras.
Se o negócio der certo eu repito no próximo mês.
Se o Haloscan der um outro pau geral eu desisto.

atenciosamente,
o administrador dessa birosca

Acordei depois das 9:00. Minha mãe esqueceu que tinha que me levar e estava vestida para ir pra praia. Saí super atrasado. A fila já estava enorme. Cheguei no banco e descobri que a imbecil do 0800 me deu o valor errado para pagar no banco. Faltava dinheiro, é claro. E eu esqueci minha carteira. E meu celular desistiu de funcionar. E minha mãe não estava perto. Porque o motor do carro quebrou. Em 3 lugares, é claro. Sendo que é aniversário do meu irmão. E primeiro dia de aula dele. Além de me ligarem para avisar que tem almoço de blogueiros. E os horários da faculdade não batem com meu curso de inglês. Nem com o de francês, é claro. E fui buscar o diploma de francês. Mas o preço aumentou em 5 reais. E eu estava com o dinheiro contado, óbvio. Além de descobrir que minha mãe não sabe pegar ônibus. E tem certas dificuldades em atravessar ruas [falta: destreza, agilidade, flexibilidade, coordenação motora, concomitância visuo-manual e velocidade]. Nem preciso falar que encontrei várias pessoas na rua. E precisei falar com elas [porque sou tão simpático]. Sem contar que minhas meias encolheram. E ficam caindo. E perdi minha agenda de telefones. Além de estar derretendo de calor.

(...)

Odeio Copacabana. De todos os bairros que conheço no mundo, Copacabana é disparado o pior deles. Fico imaginando a cara de nojo e decepção desses turista que vêm para cá animados demais. Esperando por uma ótima praia e pessoas bonitas. Em Copacabana não tem porra nenhuma dessas. Isso aqui é uma mistura de Tókio com Senegal. Ninguém consegue andar nas ruas de tão lotadas. É um bairro em decadência. As avós de todo mundo moram aqui. Os dentistas de todo mundo trabalham aqui. É apertado, poluido e quente. As ruas são engarrafadas e sujas. As calçadas são apertadas e entupidas. Tudo fede. Fumaça na cara direto. Lotado de camelô. E de polícia também. É um bairro onde está sempre muito quente. Onde você nunca sabe se está chovendo, pois sempre tem algo caindo na sua cabeça. Ar refrigerado. Cusparada da janela. Cocô de pombos. É lotado de mendigo e gente pedindo esmola. Só tem gente sem camisa. Só tem lojas toscas e podres. Nada funciona. O transito é caótico. Os ônibus não respeitam nada. Os cinemas estão em ruínas. Os muros pichados. As praias repletas de coliformes fecais. Só tem gentinha. Todos esbarram em você na rua. E nem olham pra trás. Tudo é ruim. Salvo os sebos de 0,50 centavos.

sétimo cículo do inferno de Free Bee

-Ô, Rafael, você não acha que essa camiseta tá muito curta, não?
-Não, mãe. Eu gosto assim.
-Tá parecendo uma babylook...
-É, mãe. Eu sou homossexual.
-Ai, Rafael, que horror!

-Vai, Rafael, levanta! A gente vai pra casa da tia Júlia.
-Ah, mãe, não quero, deixa eu dormir...
-Não interessa, você vai! Hoje é Natal!
-Eu não sou cristão, mãe.
-Ai, não fala isso, Rafael! É claro que você é!

é sutil como um paquiderme

A Odisseia da bolacha

Hoje, antes de vir trabalhar, eu tive a brilhante (sim, brilhante) ideia de tomar banho antes de vir, coisa que eu nunca faço, muito menos ainda quando eu estou atrasado, tudo bem, tomei meu banho e subi, parei no mercado para comprar bolacha, pois estava com fome, entrei, escolhi a bolacha que se encaixava no meu nivel de fome o no meu nivel de poder aqui$itivo, fui no caixa, o caixa rapido estava fechado, fui na outra fila, a menor, onde tinha um cara comprando uns espetos de churrasco, a caixa, passava, repassava os espetos, e eu lá esperando, as outras filas só diminuindo e eu lá, com a bolacha de morango na mão, esperando a boa vontade da caixa, quando percebi, o caixa rapido havia aberto, e havia uma velhinha passando pouca coisa, resolvi ir para lá, quando sai da fila dos espetos, entrou um cara, o cara A, beleza, eu fiquei atras da velhinha e deixei ele lá atras do cara dos espetos, passou um tempo, veio o cara B atras de mim no caixa rapido, e só então a caixa rapido teve a coragem de avisar que aquele caixa iria fechar novamente, pois teriam que trocar a bobina, o cara B, como estava atras de mim, passou mais rapidamente para a fila dos espetos, e eu acabei ficando atras dele, ficou assim: cara dos espetos, cara A, cara B e eu, sempre com a minha companheira bolacha de morango na mão, depois de um tempo ( um looongo tempo) o cara dos espetos terminou, ai foi o cara A, o B, neste ponto, eu já estava me mordendo de raiva, chegou minha vez, o fdp do codigo de barra não passava na maquininha, e a monga da caixa lá, tentado fazer funcionar, a este ponto, eu já estava querendo pular no pescoço dela, depois de mais tempo (notem que quando tomei banho já estava atrasado), ela conseguiu fazer passar o codigo de barra, paguei, e sai, como esta estória toda havia dado fome, resolvi ir comendo a bolacha no caminho mesmo, e quem disse que o pacotinho abria?? bom, o jeito foi mandar o dente no pacote, fazendo cair metade das bolachas no meio da rua quando pacote abriu, vim comendo o que sobrou, e agora sinto que vou ter uma bela indigestão...

Dor na Teta

Patriotismo

Não vejo nada de ridículo no patriotismo. O problema é que a palavra foi usada quase sempre por imbecis. Mas o sentimento em si é natural: você ama a rua em que viveu, porque tem memórias ali; ama o seu bairro, sua cidade, um certo corredor da sua universidade, um certo trecho atrás da quadra de vôlei do seu colégio, porque tem memórias ali. Isso é o seu país.

O meu problema é que o meu país é em grande parte os livros que li e os filmes que vi. E isso não é o Brasil, é alguma outra coisa. Li mais sobre Belgrave Square do que sobre a Praça da Sé. Tenho mais memórias do castelo de Blandings, criado em livros por P.G. Wodehouse, do que do terreno baldio perto da minha casa, onde só brinquei uma vez.

O território do meu país: alguns quilômetros quadrados de páginas impressas, mais quinze trechos de rua em São Paulo, Rio, Lisboa, mais uma certa idéia de Londres, Paris, São Petersburgo, mais a minha poltrona, mais a minha tevê a cabo. O apartamento do Seinfeld. Narnia. O Sítio do Picapau Amarelo. Que rio corta a minha cidade? O Neva, que às vezes é o Tâmisa.

Como deve ser bom simplesmente se sentir confortável no próprio país, no país oficial, no Brasil; não ter essa necessidade de ler sobre Washington Square ou a Perspectiva Névski. Mas se fico algumas horas passeando pelo centro da cidade, começo a sentir saudade da Perspectiva Névski, onde meus compatriotas passeiam na neve, falando português de tradução. Conheço bem o mapa de São Petersburgo e de Moscou, mas me perco sempre nesta cidade...

E ainda há quem fale mal de quem não gosta do Brasil! Poder gostar do Brasil - poder me sentir tão bem aqui quanto me sinto no país da Rússia Traduzida de Boris Schnaiderman - não posso imaginar nada melhor do que isso... Quem, aparentemente sendo brasileiro, fala mal do Brasil, não faz isso por maldade, ou por afetação; faz isso porque se sente desconfortável aqui como se estivesse no estrangeiro. E ainda é odiado pelos patriotas que confortavelmente vivem no país que amam.

Alexandre Soares Silva

Meu subconsciente tá realmente de palhaçada comigo.
Quando eu estava quase conseguindo ajustar meu fuso horário, sou acordado com um dos sonhos mais escrotos do mundo.
Mas foi um sonho intensamente escroto. Foi o sonho mais escroto que eu já tive.
Na verdade, foi o sonho mais nerd que eu já tive.
Eu sonhei que eu eu era uma caixa de comentários que não abria.
- HAHAHAHA!!! Consegui!!! Sacaneei alguém aantes de 1h da manhã!!!
Porra, se ainda fosse qualquer coisa válida, eu até aceitaria. Se eu fosse um líder político exilado, um garanhão capado, um desportista com algum mebro amputado. Mas uma caixa de comentários fora do ar é sacanagem.
Isso é sinal de que eu devo usar essa porra menos.

abre, caceta: Kobe's Surreal World 3.0

No telefone, com o Guilherme
– Ah, dou meu cu na rifa como ele é casado com ela. (EU disse isso, não o Guilherme!!!)
– O que??? (Guilherme ria, incrédulo)
– Aposto como eles são casados. Tem também a "dou meu cu pro cachorro", mas eu prefiro dar na rifa.
– É diz que o cachorro não solta, quando engata, né?
– Já ouvi falar. Eu sei que o pau do gato parece que abre feito um guarda-chuva quando está dentro da gata, por isso ela grita tanto.
– Coitada.

Um minuto de silêncio e Guilherme voltou:

– Então, dá na rifa, filha, dá na rifa que é melhor...

olha o passarinho! 3x4 Colorido

No final do ano passado tomamos uma decisão importante aqui em casa: não passaríamos mais um longo inverno sem assinar a Rede Globo Internacional. (Nota-se: moramos em Midland MI, perto do Canadá, portanto 5 meses de inverno).

A decisão veio porque estavamos cheios da TV americana, que só fala do Saddam e agora, do sequestro de uma moça grávida, cujo principal suspeito é claro, o marido. Enfim, num sábado apareceu o instalador do satélite e em poucas horas estavámos conectados com o mundo Global.

Que maravilha! Acho que nunca vi tanta TV na minha vida. Vemos tudo: Fantastico, Caldeirão do Huck e claro, Futebol - razão primeira do investimento pois ninguém é obrigado a aguentar campeonato de beisebol.

Agora, o mais divertido são as propagandas. Além do prazer de termos intervalos comerciais curtíssimos, porque não são muitos os anunciantes daqui, o comercial em si é incrível. São três temas básicos: carro, churrascaria, e remessa de dinheiro para o Brasil.

Os de carro, mostram uns dealers - sempre em trios não sei porque - vestindo camisas floridas cafonérrimas, tentando te convencer a comprar uma SUV tração 4 rodas pra andar nas ruas asfaltadas de Coral Gables. As de remessa de dinheiro…. Essas dão dó porque os personagens estão sempre com cara de cansados, suor na testa, mas felizes em poder mandar umas verdinhas pra família lá em Minas. E as de comida é de dar água na boca, tem aquele close da picanha no espeto com um chopp gelado e uma vista panorâmica do salão de festas com 3 gatos pingados sambando… Dá pra não ter saudades assim?

O bacana é que parece TV de antigamente, onde a propaganda não tinham muita importância, os filmes eram sem grandes coloridos, falavam de sabão em pó ou margariana, e logo logo voltavamos para a programação principal; tinha uma certa genuinidade no reclame. Aqui, os comerciais são caseiros, a imagem meio tremida, sem contraste e os atores quase sempre famliares do anunciante, o que dá um ar de cumplicidade com o espectador. Ao contrário dos filmes de hoje que são tão sofisticados e estridentes que as vezes esquecemos o que estamos assistindo.

O importante é que estamos livres da CNN, e agora podemos ver sem culpa o JN, que dá uma resumida de leve na situação mundial e sempre acaba com uma matéria sobre futebol para nos tranquilizar. Afinal Saddam mora bem longe daqui.

muito mais que 168 horas

E no meu sonho, que não foi um pesadelo lisérgico, eu estava deitado em um leito de hospital público. Eu não conseguia enxergar direito, mas vi que lá estavam meus amigos e parentes. Ninguém chorava: estavam todos catatônicos, olhando fixamente prá mim. Minha mãe segurava minha mão e, saindo do transe, disse-me “adeus, meu filho”. Nesse momento senti meu peito doer e ouvi o maldito Lá do monitor avisando que meu coração havia parado. Então vireram os médicos, com seus aparelhos. 200J, 300J, 360J, 500J, 1000J, 5000J e o cheiro da minha carne queimando. E o Lá toca cada vez mais alto, cada vez mais alto, cada vez mais alto... até que eu despertei. Acho que hoje vou encher a cara de café e não dormir. Vai que eu sonho com cateterismos e transplantes?

reanimado no Alea Jacta Est

Há muitos anos (nem me lembro quantos, porque eu era muito pequena) cortei o dedo brincando com uma faca de mesa. Sangrava tanto, tanto, que eu achei de verdade que todo o meu sangue sairia do meu corpo e eu morreria no colo da minha mãe. Não lembro de ter gritado e ficado tão desesperada como naquela ocasião. Mas o mais curioso é que eu acho que foi a partir daquele dia, que a minha encanação com a morte começou. Passei a lidar com a minha vida como se ela estivesse sempre prestes a acabar.
Tem dias que eu esqueço, nem penso nisso. Tem dias que eu choro de medo, tem dias que eu peço para o maridon me abraçar e dizer palavras engraçadas mas, na maior parte do tempo, eu tento viver o mais rápido possível... às vezes, rápido demais. Tão rápido que, muitas vezes, acho que me preocupo mais com o roteiro da viagem do que com a paisagem.
Será que eu perdi alguma coisa?

. . .

A ironia do post acima é que eu comecei a escrevê-lo direto na ferramenta do blogger e não em um arquivo de texto para poder salvá-lo enquanto digitava. Prá variar, o tempo foi passando, eu fui escrevendo, não salvei nada, cliquei no "postar e publicar", o tempo expirou e eu perdi tudo! Tratei de reescrevê-lo imediatamente, enquanto ainda estava fresco na memória. Só então compreendi a ligação entre o que eu tinha escrito e o que havia acontecido com o post perdido por conta da minha "pressa". A minha pergunta foi respondida, sim estou perdendo muita coisa.

ingerido do AMARULA COM SUCRILHOS

8.2.03

Eu jurei que não iria tocar mais nesse assunto, mas eu não resisto: sabe aquela placa monstro do lava car Ribamar, que eu estava reclamando, que os caras do posto de gasolina montaram bem em frente ao meu QG e do meu pai, [ a caixa onde ficam os relógios da luz e da água]? Pois é...deu uma chuva de granizo, e furou a maldita inteirinha. Fiquei só de butuca na janela, durante o temporal, esfregando as mãos e dizendo "excelente", igualzinho ao Sr. Burns dos Simpsons. Meu momento de glória! Agora eles tiraram a placa, e eu voltei a ter visão dos gordos pançudos. E hoje é sábado [dia de guerra, já que os putos apavoram no sábado] Apavorem-se! Meu cachorro cagou uns toletões hoje! Estou bem munida!

renascido no CataVento & Montanha Russa

Com o dia do meu casamento chegando, me ponho a pensar no monte de coisas que fiz até aqui e que, teoricamente, não voltarei a fazer. São muitas, mas a que mais me tem passado pela cabeça atualmente, é uma que vivi junto a outro grande amigo meu, que, convenientemente, será tratado aqui por Zé.

Zé tem a minha idade - na verdade é três meses mais velho do que eu -, nos conhecemos desde muito pequenos e, juntamente com o Claudinho, é dos meus amigos mais antigos. Muita coisa passamos juntos, mas, diferentemente do Claudinho, temos pouco em comum, além de torcermos pelo Flamengo e de curtirmos umas sacanagens. Mesmo porque fica difícil acompanhar o Zé, haja vista que o cara é tudo o que um garotão de cidade do interior quer ser. Filho de família tradicional e muito bem-sucedida, desde novo teve tudo o que queria em termos de motores, começando com as mobiletes e, um pouquinho mais tarde, passando para os melhores carros, e, como se já não bastasse, o cara ainda é inteligente pra cacete e bonito. Não tinha pra ninguém. Comia - e ainda come - quem queria em Paracambi e região. Isso quando não aparece com uma ou outra gata (mesmo!) de são Paulo, Minas, Brasília ou Acre. O cara é o picas. Bem, mas não era porque pegava quem quisesse e quando quisesse que o Zé dispensava uma boa putaria profissional. Muito pelo contrário. Tava sempre presente. E foi com ele que vivi uma das experiências mais bizarras do meu tempo de termas e boates.
Nas férias de julho havia muito pouco o que se fazer em Paracambi durante a semana. Eu, na época com 16 aninhos apenas, e o Zé, já com 17, tomávamos um vinhozinho vagabundo numa quinta-feira chuvosa lá no Amarelinho. Entediados, decidimos nos aventurar pelo Rio. O problema é que, claro, nenhum de nós tinha carteira, nem muito menos sabíamos andar por aqui sozinhos ou pra onde poderíamos ir. O único lugar que conhecíamos bem era o Maracanã. Então não tivemos mais dúvidas, o lugar era a Termas Maracanã.

Termas Maracanã era uma casa de massagem como qualquer outra, só que bem mais fuleira. Nem existe mais hoje em dia - foi substituída pelo Centro de Lazer do Maracanã, que embora eu não conheça, sei que é a mesma merda. Chegamos lá e não foi surpresa que tenhamos sido barrados, o que nos obrigou a molhar a mão do porteiro. Já dentro da casa, dávamos toda a pinta de sermos carne fresca. E não adiantou nada a gente fazer pose com as tulipas de chope nas mãos. Era tudo muito novo e, como tudo que é novo pra gente que vem do interior, assustador. Porra, a gente tinha que ficar desfilando pra cima e pra baixo envoltos apenas numa toalhinha branca, encardida pra caralho, e com as chaves de um armário presas no braço. Minhas pernas estavam bambinhas. Não demorou muito e fomos abordados por uma das moças. É claro que não me lembro o nome dela, só sei que ela foi muito convincente, se é que era preciso ser assim tão convicente com dois moleques caipiras. Lembro ainda que ela disse ter 37 anos, que tinha filhos, que já havia sido casada com um italiano que conheceu na vida e morado com ele na Itália. Apesar de não ser bonita, tinha o melhor par de pernas e a bunda mais gostosa dentre todas. Lembro ainda de ela ter dito que não queria saber quem mais a gente escolheria pra ir pra cabine, só que ela já tinha escolhido a gente e que se não fosse ali, teria que ser depois do expediente. Hoje, doze anos depois, reconheço a competência dessa mulher. Que profissional, gente. Sem saída, Zé e eu apontamos pra uma morena bem gatinha que estava disponível. Em cinco minutos estávamos os quatro dentro de um quartinho 4x4 nos preparando pra um surubão. Mandaram, então, a gente ir pro chuveiro pra modo de lavar os pintos. Tomei um banho bem quente e, por isso, paguei o primeiro mico da noite, pois como já estava tremendo de tanto nervosismo e ainda por cima o ar estava ligado, quando saí do box nada havia entre minhas pernas senão um monte de pentelhos. A coroa, penalizada, virou-se pra mim e disse: "Ah, vem cá pra titia cuidar dessa menininha, vem?". Bizarro. O Zé se descontrolou de tanto me zoar. Fiquei com ela dentro do box mesmo, enquanto o Zé se divertia em cima da cama. A coroa, experientíssima, soube mesmo dar um jeito naquela situação ridícula em que eu havia me metido. Pra dizer a verdade, naquela hora eu estava tendo o melhor sexo da minha vida até ali. Mas, de repente, ouvimos um berro seguido de um estrondo vindo do lado de fora do box. Paramos tudo e saímos pra ver o que era. Não acreditei quando vi o Zé esparramado no chão, com um olhar incrédulo e uma jeba descomunal apontada ferozmente pro teto do quartinho. Parecia um mastro, só que sem bandeira tremulante. E, de pé em cima da cama, pelada, a puta bradava: "Esse moleque tem um pau do tamanho de um braço e em vez de fazer assim (movia o quadri pra frente e pra trás), ele faz assim (rebolava). Tá batendo lá no meu útero! Não fodo mais com ele, não, caralho! Vamos trocar!". É, a cena de depois do banho havia mesmo deixado marcas. Eu não passava de um baixinho, gordinho, atarracado e diminuto. E o Zé, como se já não fosse o suficiente ter todos os predicados que enumerei lá em cima, ainda era um cavalo, coisa que eu até então desconhecia e que certamente preferiria jamais ter conhecido.

Com os ânimos apaziguados, respeitamos, efim, a vontade daquela filha da puta. O Zé ocupou meu lugar com a coroa e eu fui pra cama com a desgraçada. Sem que sequer tivesse pedido, a amaldiçoada subiu e começou a me cavalgar. Só que ela fazia aquilo de forma tão mecânica que eu me sentia metendo com o coelhinho da energizer. Que porra era aquela? Mandei logo ela parar. Pedi, então, que ficasse mesmo só nos trabalhos orais. Pra mim aquilo tudo já estava uma merda mesmo. Só que a filha do satã até que mandava muito bem e aí eu fui recuperando o ânimo. Quando eu já estava a ponto de explodir, e o faria bem quietinho pra não dar tempo de ela parar e, assim, obter a minha vingança, sinto uma repentina, súbita e nada agradável linguada no rabo. Puta que a pariu! Tinha mesmo que ser comigo, não? Dei-lhe um puta pontapé dentro da cara e parti feito bicho pra cima dela. O Zé e a coroa, que não entenderam nada, correram pra me tirar de cima dela. "Que isso, Tatu? Tá maluco, moleque?", perguntou o Zé. "Maluco o caralho, Zé. essa filha da puta lambeu o meu cu!", respondi. Pra quê, né? O viadinho rolou de rir e ainda contagiou a coroa. Fiquei de palhaço na situação. E aquela vaca ainda teve o descaramento de dizer que achou que eu fosse gostar. Agora vê se pode uma porra dessas? E eu lá tenho cara de quem gosta de lambida no rego? Respeito quem curte, mas eu tô fora. Que merda é essa, afinal? E não custa nada lembrar que eu só timha 16 anos. Era imprescindível que eu tivesse uma atitude de autoafirmação. E foi o que fiz.
Bom, cerca de uns cinco minutos após aquilo tocou uma porra de uma campainha dentro do quarto. Tomei um susto filho da puta. Era pra avisar que o tempo tinha acabado. Claro que nem eu, nem o Zé conseguimos trocar o óleo. Na saída, a boca de merda ainda teve o atrevimento de se virar pro Zé e dizer: "Vocês dois vão foder na puta que os pariu. E você, menino, da próxima vez, enfia essa piroca na sua mãe.". O Zé só não comeu ela na porrada porque, de certa forma, aquilo soava como un elogio pra ele. Eu acho que me sentiria assim também. A coroa ainda tentou dar uma força e consolar a gente, mas a noite, o tempo e o dinheiro já tinham ido pro cacete mesmo.

No retorno a Paracambi, lógico, o Zé me sacaneou o tempo todo. Queria saber como era tomar um linguada e tudo o mais. E como desgraça pouca é bobagem, ainda sentamos uma das rodas do carro num buraco, o que fez com que ficássemos no meio da mais completa escuridão, todos molhados, trocando pneu. Definitivamente, um bom dia pra não sair de casa.

Na toca do tatu

Os 2 pubs onde venho trabalhando ha algum tempo sao lugares bons de fazer dinheiro. Os shifts nao sao longos e acabam cedo, a localizacao eh central , a fee a pagar eh razoavel (a gente paga para trabalhar) e os clientes bem comportados. Muita menina sonha em trabalhar la. Quando um lugar eh assim bom de grana, as meninas tendem a ser bonitas e simpaticas. Eu fiquei bastante acostumada com esse ambiente . Quando tive de encarar lugares fora de Londres, ou com clientes de origem turca ou grega (tratam mulher com desprezo), ou parados demais entranhei . Quando um lugar eh ruim de fazer grana , o nivel das meninas desce bastante. Por isso, tenho de lutar para me manter, mesmo com menos trabalho, onde estou.

naked emotions

Hoje, passamos o dia juntos e quando chegamos em casa, ele pediu licença para ir fazer o número dois. Logo em seguida, eu recebo uma mensagem texto dele no meu celular. Gente, olha que lindo, até cagando ele pensa em mim!

emanado de abstinência (quase) total

Eu posso ser louco mas me pergunto, onde foi que erramos ????

Década de 30:

Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta:

"Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa!
Do amor por Deus esculturada.
És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor, que na vida é a preferida pelo beija-flor...."

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Década de 40:

Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para a Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música:

"A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar.
Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar"

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Década de 50:

Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa:

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça.
É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar.
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema.
O teu balançado é mais que um poema.
É a coisa mais linda que eu já vi passar."

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Década de 60:

Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo
firme:

"Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito.
Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você...."

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Década de 70:

Ele chega em seu fusca, com tala larga, sacode o cabelao, abre a porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas:

"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar....
Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar...."

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Década de 80:

Ele telefona pra ela e deixa rolar um:

"Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki,máscara.
Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda...."

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Década de 90:

Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:

"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz.
Mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?"

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Em 2001:

Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail:

"Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão.
Vou te jogar na cama e te dar muita pressão!
Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim!
Eu vou te cortar na mão! Vou sim, vou sim!
Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim!"

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Em 2002:

Ele pára o caranga rebaixada, e no mais alto volume solta o som:

"Abre as pernas, faz beicinho, vou morder o seu grelinho....
Vai Serginho, vai Serginho...."
Vem minina num si ispanta, vô gozá na tua garganta...."

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teoricamente do diário louco

BILHETE
(por favor não leiam, é correspondência privada)

Quando sinto tuas mãos caminhando pelos meus braços eu sei o que vem depois. Ou deveria saber. Tuas mãos têm caminhado tantos e tantos quilômetros de braços meus e quase sempre chegam aonde eu acho que deveriam. Mas nunca no momento em que eu espero. É sempre um pouco antes, ou logo após.

Isto não é uma queixa. É só a constatação de que mesmo aquela rotina não tem começo meio e fim previsíveis. Tecnicamente não é uma rotina. Como aquele teu beijo que nunca é do mesmo jeito. Como aquele teu olhar, que nunca perde a força e sempre me surpreende. Porque me hipnotiza quando eu achava que era eu que estava olhando, dono e senhor da situação.

Tenho medo, ao te enlaçar, que desapareças repentinamente deixando-me abraçado a mim mesmo, sozinho. E surjas do outro lado da sala, olhando-me desafiadora e divertida. Já te disse que não gosto de ser apenas teu brinquedo. Mas não acho que consiga viver sem ser teu brinquedo.

Hoje não foi muito diferente, mas certamente não foi igual. Tua boca falava, teus olhos brilhavam e eu já não conseguia ouvir. Só depois, acordando no meio da tarde quente, dei-me conta do que estava acontecendo. Mas já era tarde. Tentei te alcançar, mas não sou mais tão rápido.

Ainda sinto tuas mãos caminhando em meus braços. E continuo hipnotizado. Tens que voltar, um dia, para desfazer o feitiço. Ou fazer com que eu, de uma vez por todas, desapareça, como sempre sonhei, no teu decote.

da gaveta de carta aberta

morri.
os pedaços estão aí pra quem quiser guardar de recordação.

...

quem é doido de querer guardar meus pedaços?


Oh, no! Don't just stand there. Do something

7.2.03

MAS NÃO É POSSÍVEL! Fui buscar o carro na oficina há exatos sete dias, depois de um mês sem vê-lo. Andei com ele pra cima e pra baixo, feliz da vida, ouvindo Blondie. E hoje, passando pela Nove de Julho, parei no farol, comme il faut. Cantarolando "the tide is high, but I'm..." BUM! Um carro bateu na minha traseira.

É, isso mesmo. Não, não é uma lembrança do dia 27 de dezembro - aconteceu DE NOVO. Do mesmo jeito, na mesma avenida. A diferença é que desta vez o culpado não fugiu, pelo contrário, se ofereceu pra pagar o estrago. Que também não foi tão grande quanto da última vez. MAS CONTINUA NÃO SENDO POSSÍVEL!!

(o mais sinistro é que a N, que estava no meu carro na batida de dezembro, também se envolveu num acidente de trânsito ontem de madrugada. E eu só soube agora. Sal grosso, urgente!)

urucubaca da Annix

Hoje acordei e estava arrumando meu quarto com a Bia filha de uma amiga que tem dois anos, conversando aquelas coisas que se conversa com crianças nessa idade. Foi quando ela me disse.

- Eu vou na paia ( praia) sozinha!
- Vai Bia, que dia?

Parou, pensou e não titubiou:

- Na minhabunda!
- Quando?? - rindo muito já.
- Na minhabunda Xanine!
- Ah! na segunda!
- É.

deixa pra lá, depois eu penso nisso

Quando eu crescer eu vou trabalhar numa editora. Editora de dicionários e livros didáticos de Inglês. Tipo Oxford, Cambridge ou Longman. Prá isso eu necessariamente vou ter que morar na Inglaterra ou em São Paulo, onde as filiais brasieliras estão. Mas eu não gosto de São Paulo. Não moraria lá nem que eu ganhasse 20 mil por mês. Possiblidade 1 descartada.

Quando eu crescer quero ser tradutora. Tradutora de filmes, fazer legendagem de filme e seriado. Na Herberth Richers, na HBO ou na Álamo. Mas aí eu teria que morar no Rio ou em São Paulo. No Rio eu só moraria se ganhasse 20 mil por mês. Em São Paulo, nem por isso tudo. Possibilidade 2 está fora.

Quando eu crescer eu vou passar no Itamaraty. Vou virar diplomata e servir no consulado de Londres. Vou freqüentar os bailes reais, me apaixonar pelo Príncipe William e me tornar a primeira plebéia sul-americana a juntar os trapinhos com um herdeiro inglês. Mas aí ele teria que abdicar do trono prá se casar comigo, já que a Rainha não iria com os meus córneos. E se ele perdesse o título, aí eu não queria casar com ele, não.

Eu acho melhor deixar as coisas acontecerem. Esse negócio de planejar o futuro é muito chato.

me Jane you Tarzan me chita

Por mais que eu desvie os olhos, elas estão lá, disputando espaço comigo no meu reflexo. Só eu envelheço, elas não. Eu as ovulo a cada mês. São muitas, são milhares. E depois de mim outras as ovularão, porque sua história não tem fim. Estão aqui agora. Eu posso vê-las. Estão aqui a Medusa, a Mulher Barbada, a Bruaca, a Dona Gorda, a Mulher Tatuada, a Indisciplinada, a Vênus, a Faminta, a Histérica, a Vampira, a Bulímica, as Gêmeas Siamesas, a Mãe, a Esposa, a Filha, a Bruxa, a Sogra, a Anã, a Anoréxica, as Sufragistas, as Megeras, a Modelo, a Criada, a Desregrada, a Prostituta, a Mutilada, a Mulher-Gorila, a Cyborg, a Mutante e todas as outras de que não lembro os nomes, embaçando a minha imagem. Onde eu estou no meio delas? Em que parte de mim? Por um segundo me ocorre que a felicidade deve ser um espelho em menopausa. Eu só tenho que esperar.

uma prosa caotica

Já faz algum tempo que eu estou numa de que todo taxista é mentiroso...

Eu peguei um taxi, dia destes, e quando passavamos em frente a um desses motéis de Copacabana o taxista vira pra mim e fala:
-- Aê, esse motel é bonzão. Uma vez peguei uma morena boazuda e fomos pra suíte master, R$ 35,90 três horas, banheirão, TV, tudo de primeira...

Achei aquilo legal, mas não dei muita importância. Outro dia, outro taxista, mesmo motel, mesma história:
-- Aê, esse motel é bonzão. Uma vez peguei uma morena boazuda e fomos pra suíte master, R$ 35,90 três horas, banheirão, TV, tudo de primeira...

Claro, isso só podia significar duas coisas: Todos os taxistas do Rio pegam a mesma morena boazuda e levam sempre pro mesmo motel, na mesma suíte master, R$ 35,90 ou então todos eles são contam a mesma mentira...

Pra tirar tudo a limpo, eu e meu espírito investigativo fomos a campo resolver o mistério: Passei dois dias na porta daquele maldito motel, anotando a quantidade de taxistas e morenas que frequentavam aquela espelunca. Resultado: Nenhum taxista, nenhuma morena, nenhuma suíte master, R$ 35,90.

Desde então entrei numa de contar mentira pra todo taxista que puxa conversa comigo. Sempre conto coisas incomcebíveis, que somente a mente desocupada de um taxista poderia acreditar. Sempre conto essas mentiras na esperança de que, um dia, um taxista me conte ela de volta, só pra ter certeza que esses filhas-da-puta são uma cambada de mentirosos sanguessugas...

derrapado pelo fale com deus

Minha vida é um Blog aberto!

lactobacilo morto

Uma das perguntas mais irritantes, na minha opinião, é a famosa "vc é ativo ou passivo?"
Se vc responde ativo, a "loka" passa a conversa toda pro diminutivo: "ai, sou lisinho, gostosinho, adoro dar meu rabinho" e por aí vai...
Se vc responde passivo, de repente vc passa a ser "a submissa". O "macho" do outro lado começa a perguntar se vc chupa bem, se gosta de cavalgar, já começa a te dar ordens e tudo mais...
E "at last, but not least", quando vc diz que curte tudo, geralmente o cara fica desorientado, com um nó na cabeça. Não sabe mais o que dizer e, de repente, passa a não ter mais um papo bom...

Kyle na Paz

oh, vida. meu piercing tá fudido, e eu não sei o que fazer. tá inchado e inflamado, e não sei se vou pra dentista, dermatologista, pierciologista ou o que. e todo mundo que eu pergunto faz o maior terrorismo tipo "oooh, câncer, aids, vai morrer" e não me ajuda em nada. não queria tirar, mas acho que esses são os últimos dias do pobrezinho. :(

- diga "tchau", piercing.
- "tchau piercing".

(...)

merda merda merda merda merda merda merda merda merda merda. tô MUITO puta. me arrependi profundamente de ter tirado o piercing.

depois que tirei, todo mundo apareceu com soluções milagrosas para curá-lo, de jeitos que nunca tinha ouvido falar. e se tem uma coisa que eu tento com todas as minhas forças é não ser PRECIPITADA, e dessa vez eu fui muito. merda. :(

e não digam que é só um piercing, ok? deixem-me com minhas futilidades.

inertia, no entanto, se move

'se eu não tô aqui, se isso é um sonho, quem tá me sonhando?'
'olha, isso eu não sei bem, mas é melhor rezar pra não acabar protagonizando uma cena ridícula de vôo dessa que só sonho propicia. sério, eu acho um saco esse lance de ficar flutuando em cenários borrados, tu não acha?'
'tu não respondeu minha pergunta.'
'ih, começou de novo, ó. tamo voando. saco, eu sempre fico enjoado.'

hein? como assim dois uisque

Pesadelos:

*Sonhei que minha casa havia sido invadida por toda minha família, deviam ser umas 70 pessoas, estava todo mundo lá e todos queriam ficar no meu quarto;

*Já faz tempo que parei de fumar, aliás muito tempo mesmo, mas sonhei que tava fumando e de repente o cigarro quis me engolir;

dormi de rímel e acordei de Sombra

Nooossaaa lembrei de uma coisa clássica agora !!!!

Quem lembra do SANGUE DO DIABO ????
Era um líquido vermelho que a gente ficava jogando na roupa das pessoas, e depois de alguns minutos a mancha sumia sozinha !!! AHAHAHAHAAH Lembram ???
SHOWWWWW !!!! muita memória !!!

do Fundo do Baú

6.2.03

b u s u

Só os grandes, dizia as garrafais nas costas da camiseta do cara que girou a catraca e sentou no lugar da mulher desproporcional, as pernas maiores que o tronco. Ele sentou e as garrafais se calaram, encostadas ao assento. Camisa de time, só pode. Do outro lado do corredor, uma balzaquiana vaidosa tirava o pé da chinela para cima do joelho da outra perna e coçava, coçava. Dias de chuva, frieira... faz sentido. Um buraco na pista, um desvio abrupto e teco! O batom da moça girou até os pés do homem, grande para os lados. Ele nem piscou. Ela se levantou, passou um tempão em pé perto do batom sem apanhá-lo. Depois que o recuperou, foi descendo. Passou pelo casal feio que se bitocava e se mordiscava no braço. Minha mão coça.

quem bebe grapete, repete

Preciso desabafar. Não consigo mais viver neste silêncio, nesta sela sem vida, sem luz e sem troca. Eu não parei de escrever porque eu quis.
Estou casada há quatro meses. O conheci pela internet, ele lia meus textos, se excitava e me escrevia cartas e mais cartas jurando amor eterno. Eu acreditei, marquei de
conhecê-lo e ele entrou na minha vida no mesmo instante que penetrou meu corpo. Me comeu antes de dizer bom dia, antes de pedir licença, antes de jurar me amar de verdade. Me comeu com suas palavras doces, seu texto excitante e seu desejo platônico.
Ficou a primeira noite, a segunda, a terceira e me arrastou para o seu quarto para sempre. Me proibiu de escrever, de usar meu micro, botou cadeado na minha liberdade. Me sufocou de carinho, tatuou seu gozo na minha pele, me deu sua casa, seu tempo e me matou de prazer.
Tentei fugir... uma, duas, três vezes. Eu corria, ele alcançava; eu pedia pra ele parar e ele enfiava a lingua entre as minhas pernas; eu chorava e ele me currava.
Consegui escapar da sua teia de prazer proibidos, não quero mais voltar.

A BUSCA PELO PRAZER

A teoria da inacessibilidade

A teoria da inacessibilidade tenta explicar as estranhas razões que levam um ser humano a só querer o que não consegue ter. Inacessibilidade parece ser sinônimo de qualidade, de prazer, de satisfação (por mais contraditório que isso possa parecer). Cheguei a essa incrível e original conclusão depois de observar o comportamento humano no meu café.

Eu costumava ter pão de queijo lá, mas acabava comendo todos, porque ninguém pedia. Alguns dias eu pensava "acho que hoje ninguém vai querer pão de queijo" e não assava nenhum. Claro que aí eles queriam. Às vezes tinha, mas aí queriam croissant. E quando tinha croissant, queriam pão de queijo. E se tinha café queriam chá, se tinha Coca queriam Pepsi e muitos queriam coisas que nunca teve e nunca terá, como cartões telefônicos, suspiro, pilhas e sanduíche natural.

Cheguei a pensar em esconder os pães de queijo. Tinha certeza de que, se eles não estivessem à mostra, alguém pediria, só de sacanagem. E eu histericamente diria: "tá aqui, ó, escondi, pensou que me enganava? Dessa vez eu te peguei." Mas nunca cheguei a fazer isso, não sou tão louca assim haaahaha.

Meu sangue alemão me compeliu a filosofar sobre o assunto, mas confesso que ainda não sei porque cazzo as pessoas querem o que não tem. Eu mesma só quero o que não tenho e desprezo o que tenho. Sei lá.

Blog-lossário da Ilha de Ursos da todapoderosa silvia

VAMOS COM DEUS E VAMOS A PE!!

Ok. Vamos ser honestos e falar sobre o transporte publico ingles.
EH UMA MERDA
Faz uma semana que eu tenho que fazer os caminhos mais loucos para chegar em casa
O metro esta todo dia atrasado e muito lotado por causa da CHUVA!!! Chuva? Londres eh o lugar que mais chove no mundo, como a chuva pode atrasar o metro?
Os trens estao sempre atrasados por causa do vento e hoje de manha por causa da neve!!! DE NOVO!! Sera que quando prohjetaram os trens, nao ventava? E peloamordedeus, nos estamos na europa, aqui neva!!

E o preco? Voces sabem que um day travel card custa de 5 a 10 libras por dia? Eu estou falando de 50 reais para andar num metro velho, sujo, atrasado e ainda correr o risco de morrer. Tirando o imenso numero de ratos que convivem com a gente no metro. Antes eu dava uns gritinhos quando um passava perto de mim, assustada. Agora eu nem ligo se eles passam por cima do meu pe. Outro dia eu vi um entrando pela calca de um sujeito no metro. Tadinho do rato deve ter ficado assustado com tanto chacoalhao...

Ai que saudade do metro de SP...

POR UMA VIDA MENOS ORDINARIA

Perrengue. Amanhã tenho que fazer minha matrícula da faculdade. Por isso, hoje pedi para meu pai seu CPF para que eu pudesse tirar uma xerox. Alguns minutos depois eu já não sabia mais onde tinha botado o maldito CPF. Perdi no meu quarto. E todos sabem que se eu tivesse perdido na rua seria mais fácil de achar. Passei umas 3 horas procurando. Meu dia todo nisso. Achei minha certidão de nascimento, cartas esquecidas, roteiro de programa da Band, mas nada do CPF. Folheei a bíblia para ver se numa ação divina ele caía de lá, rezei pra são longuinho, santo expedito e Nossa Senhora desatadora de nós. Revirei todas as prateleiras, mesas, as 9 gavetas e os 12 armários [sim, meu quarto tem 12 armários e todos eles estão cheios, porque eu sou espaçoso]. Fiquei desesperado, pensei em fugir de casa. Afinal de contas, alguém já viu meu pai nervoso? Imagine-me, pois, perdendo seu CPF. Avisei a outros que se eu fosse visto com marcas roxas no olho, que era para elogiarem a maquiagem e todo esse tipo de coisas. Arrastei móveis, olhei debaixo da cama e revirei o lixo. Finalmente, tomei a coragem de ligar para o meu pai e contar o ocorrido. Que surpresa não foi ouvir que ele, destraidamente, havia pego o CPF de volta.

melzinho do Free Bee

...Morri, Nasci
...Morri.
...Nasci.
...Morri... Nasci... Morri... Nasci... Morri, nasci, morri.
...Nasci. Morri, nasci, morri, nasci.
...Morri.
...Nasci.

Life sucks reborn

RED ALERT

Antes, sem elas saberem, eu controlava de longe o fluxo menstrual das minhas ex-namoradas, pra poder sair correndo e desaparecer quando batesse o alerta de TPM.
Hoje tenho que controlar o fluxo serotonítico...
Oh, leve-me, Senhor!

leva outra Surra de Pao Mole

Céus, estou passando mal. Tudo me deixa enjoada, inclusive as piadinhas sobre mulheres enjoadas. Somente o milkshake de ovomaltine do Bobs é capaz de me salvar. Meu irmão bem que tentou me ajudar:

- Mari, vou te hipnotizar e você vai ficar boazinha, quer ver só?
- Impossível, Léo, eu sou muito resistente.
- Duvido, vou falar umas coisas e você nem vai perceber... vai dormir e acordar sem sentir mais nenhuma dor.
- Hm... (desesperada) Tá bom. Pode me hipnotizar.

Primeiro eu tinha que autorizar. Esquisito, parecia até que eu estava fechando um negócio muito importante ao permitir a hipnose! Pelo menos com o tom sério dele, foi isso que achei.

- Eu autorizo.

(pronto. Agora ia comer cebola pensando que era maçã e nem lembrar de mais nada depois...)


Ele fez uns movimentos, passou uns exercícios e tal, depois eu tinha que ficar com os olhos fechados visualizando coisas... um lugar agradável, com pessoas de que gosto... um bem-estar físico... o ar entrando e saindo livremente pelos meus narizes...

- AHAHAAHAHAHAAHAHAHAH, como assim narizes? Eu só tenho um nariz!
- AHAAHAHHAHA. Putz, era narinas, mas saiu errado...
- E agora? Eu me visualizei com dois narizes! Quebra essa hipnose agora!

Bom, por estes cinco minutos parou de doer. Mas depois que eu lembrei que tinha não só um nariz, como também um estômago, e dolorido, tudo voltou ao que era antes.

do she.:.rides.:.the.:.night

A vida de um engenheiro de campo

Pois é, cá estou aqui. Sim, aqui, a base em Kattamia, no Cairo. Com sono, muito sono.

O deserto é frio, extremamente frio no inverno. A qualquer hora do dia, em especial à noite. E quando digo deserto eu realmente quero dizer DESERTO. Senti falta de umas luvas e de um gorro, minhas mãos e minhas orelhas teriam agradecido caso eu não tivesse esquecido. A plataforma fica aproximadamente 3 horas e meia de carro (no caso refiro-me à pick-up) do Cairo.

(...)

Dormia tranqüilo quando lá pelas 11:30 da noite Safdar Ali bate na minha porta. Ele tinha voltado de uma plataforma marítima e queria sair para beber. Eu queria era dormir, mas ele conseguiu encher meu saco o suficiente para me convencer a ir. Chamou uma amiga, Nevine que, por sua vez, iria chamar uma segunda amiga, Ghada. De onde ele as conhece ainda é um mistério.

Safdar Ali é um engenheiro indiano. Muçulmano. Apaixonou-se perdidamente por uma egípcia. Decidiram-se que queriam se casar. Os pais da menina, que nunca souberam do namoro escondido, não aceitaram a idéia: um estrangeiro? mas de jeito nenhum. O pai da moça, aparentemente, tem espancado a menina por conta da história toda. E é por isso que Safdar sai às noites para se embebedar pois, de qualquer jeito, não consegue dormir à noite pensando nela.

Por conta disso também, ficamos nós quatro andando de carro pelas ruas do Cairo até as 7 da manhã, quando finalmente deixamos as senhoritas em suas casas e nós dois voltamos às nossas.

De lá, vim direto para cá e somente agora, lá pelas 6 da tarde, irei voltar para casa. Já amanhã, às 6, pegarei um táxi até Port Said. De lá tenho que ir até a plataforma marítima Actinia.

enchendo a lata no bar do Moe

Vou parar de escrever. Quem já, como eu, descreveu um sujeito suicidando um cachorro, um desempregado que desossava a própria mulher, um bando de moleques matando um tiozinho usando sorvetes, um lixeiro que colecionava absorventes, uma mulher que comia o tapete da sala imaginando que era grama etc etc, fica desanimado ao ser, todo dia, ultrapassado pelas manchetes dos jornais mais conservadores. Depois dos estripados e enrabados de Fernandinho Beira-Mar, dos últimos lobos maus que decapitaram suas vovós e do casal de sertanejos que atirou o filho na janela de um carro em movimento [eu falo que música sertaneja faz mal, ninguém me ouve], a ficção tá ficando cada vez mais fraquinha para demonstrar as doenças da realidade.

Hoje veio a gota d’água. Na rua, um neguinho dava uma esculhambação num poste: “Sua louca, sai já daí! Sai já daí! Eu tô te sacando! Eu te conheço, viu? Vai tomar no meu cu! Vai tomar no meu cu!”. Chega. Daqui pra frente, vou escrever só singelas histórias infantis.

falsificado pelo . FAKERFAKIR Ronaldo Bressane

5.2.03

Home, sick home.

As mesmas caixas empilhadas na sala, o mesmo banheiro que inunda, os dois fogões que não funcionam na cozinha, uns livros espalhados, umas roupas empilhadas. A mesma falta de espaço, as mesmas sacolas de roupa suja. Porque todo mundo sabe que eu nunca vou me mudar. Alguém aí já me viu dizer "oh, tenho uma casa?" Nah. Faz muito tempo que não tenho uma casa. E agora eu sei onde será, sei onde me esperam as chaves, sei onde vão ficar a cama e o sofá e os livros, mas quem disse que eu consigo? E tudo que falta são uns papéis. Odeio papéis.

Home, sick home.

Ando precisando engolir uns explosivos, chacoalhar a minha vida. Esse negócio de felicidade definitivamente não se encaixa na minha idéia de felicidade. Por isso que eu vivo tentando estragar tudo.

é brazileira! preta

Hoje eu acordei ouvindo Louis Armstrong. Que cara foda! What a Wonderful World é uma das músicas mais fantásticas de todos os tempos!
Por um momento eu pensei: "Nossa, como é bom estar vivo!". Mas depois eu tive que andar um quilômetro até o ponto de ônibus e tudo voltou ao normal...

momento de lucidez de Kobe's surreal world

Testemunho de fé

Não é a única razão, não é a primeira, não é a maior, mas acredito em Deus pelas mulheres: as menininhas pequenas de vestido que pegam na nossa mão porque têm medo do gato, e as simpáticas senhoras que nos perguntam se realmente não queremos café com bolo, ou mais café, ou mais bolo; as irmãzinhas dos nossos amigos que exigem fiquemos vendo-as jogar videogame, as adolescentes que nos ouvem de olhos arregalados como se encarnássemos a pura masculinidade, e as amigas de nossas mães, e as mães de nossos amigos, que se queixam espirituosamente de seus problemas. Enfim, por todas elas, e nem ainda toquei em certas qualidades de algumas. Deus existe, e é generoso.

irmãos, abram em Mateus XII, 36 em letra miúda

sim, eu edito posts. acabei de tesourar uma parte enorme e inútil que não diz respeito a ninguém. esse blog é perigoso demais, e não consigo dormir pensando que gente errada leia isso e interprete da maneira que achar melhor. e além de tudo, não tenho tempo pra me incomodar demais com a minha vidinha pessoal atribulada. e pela milésima vez, eu me recuso a falar de coisas muito pessoais aqui, medomedomedo. dando um exemplo mais leve e chulo, eu acabei de ver a minha tatuagem num blog por aí - sem crédito, nem menção da dona nem porra nenhuma. como eu já disse, esse blog vai criar perninhas e sair andando por aí. o que tenho na cabeça no momento é "preciso de emprego", "preciso tirar carta" e três contas enormes a pagar, a falta de dinheiro na conta e o orgulho escroto que me impede de pedir dinheiro a minha mãe. porque isso significa ouvir horas e horas de gritaria e sermões sobre a minha "improdutividade" - entre outras coisas bem mais pesadas que me recuso a falar.

mas enfim, hoje a aula na auto escola foi até que bacana. por incrível que pareça eu lembrei de tudo, viva! achei que fosse dirigir toda torta e deixar o carro morrer 983 vezes, afinal não pseudo-dirijo há quase dois anos. mas só morreu uma vez. coloquei 3a e tudo, uhu. estou bem mais segura do que a primeira vez, lembro que saía da aula com a perna toda estranha e bamba, tipo quando você anda de montanha russa e sai meio atordoada, mas não aconteceu hoje. ele só me encheu o saco porque eu não deixo as duas mãos no volante e porque eu continuo torta com a embreagem. EU ODEIO EMBREAGEM, quero um carro automático!

calor = irritação = falatório sem fim. o blog é meu, porra. e eu sou a criatura que mais come sardela e toma yakult da face da terra (não ao mesmo tempo, claro, porque aí ia ser uma combinação bem nojenta).

saiu andando do her eyes aren't so bright

Fui abusada sexualmente! socorro!
Eu lá na baladinha com 2 amigas,a Ananda e a Aline - há algumas horas - acabo de chegar! Aí que tinha um cara de Israel deslumbrado. Isso mesmo. Por que tudo o que é sexo no país dele,aqui no Brasil é chamado de dança.

Quando começou a tocar forró, veio o israelense me tirar da mesa. Socorro. Eu resisti como pude,mas ele me arrancou de lá sob meus inúteis protestos. Eu ainda gritei que não sabia dançar forró. Mas ele não entendia uma palavra em português. Resolvi partir pro inglês, mas ele fingiu que não entendia. Eu já estava entregando os pontos.Mais cedo ou mais tarde ele ia descobrir que eu realmente não sei dançar forró.
Foi quando o Sr. Israel veio com tudo pra cima de mim e eu notei que ele tava, pasmem, de pipi duro! ARRRRGHH!!!!!!!!!! Que sacanagem! Me deu um puta desespero. Eu tinha que sair dali de qualquer jeito. Eu comecei a me afastar e ele vinha atrás. Eu fugindo, tentei correr,ele me segurando. E cade minhas amigas numa hora dessa???
A Ananda só riu da minha cara e tirou onda como pode (sua sacana!!!). A Aline tava agarrando um gostosão e até agora não sabe o que aconteceu. Um israelense empolgado ( e com um perfume horrível, diga-se de passagem) vem querer esfregar o pipi dele pra cima de mim! É. Eu mereço.

uma barra de chocolate meio amargo

Tá bom, eu confesso. Existe apenas um grande motivo pelo qual eu não pretendo me apaixonar. Uma mulher sem amor no coração, como eu sou hoje em dia, consegue escrever muito mais engraçado. Assim: consegue ironizar muito mais sobre a sua própria desgraça.

Quando se está apaixonado, o céu fica cheio de nuvens fofas e brancas que acabam embaçando as idéias e a tela do computador.

Eu não vou me apaixonar. Não adianta. Nem que um homem apareça na minha frente vestido de Damon Albarn versão menos gay. Nem que apareça alguém que me surpreenda com ligações durante a madrugada. Nem que divida comigo uma garrafa de vinho ruim. Nem que me faça cafuné. Não vou, não vou e não vou. Hunff.

in search for a life less ordinary

Meu, eu sou muito jacu. Subi no 4º andar pra ver se o meu som fazia muito barulho. Não consegui ouvir nada, mas enfim. Aí vou pro elevador e o bendito começou a subir e não parou mais. AAA. Eu tenho muito cagaço de elevador. Nos meus sonhos ele sempre subia, não parava mais e aí despencava. Ca-raaa-lho. Mas enfim. O(a) morador(a) do 1104 é meio hmm... Na porta tinha uma plaquinha escrito "KANTINHO DA KA". Hahaha tirem suas próprias conclusões. As pessoas em curitiba acham que são norueguesas.

no edificio de Toxic CandyGloss

pois ehhhhh... minha mulherzinha ficou duas horas no banho... porquê pedi pra ela deixar a bucetinha carequinha... e eu duas horas aqui no sofá ouvindo um som e esperando pra ver o resultado... ela saiu do banho, passou pela sala, foi pro quarto... e lá vai eu atrás, com cara ela sabe bem do que, querendo ver... ela me olha, volta pro banheiro pra frente do espelho pra... hehehe... não vou falar não... terminou o que tinha de fazer, e virou rumo a cozinha... parei na frente dela, e ela sabendo o que minha carinha tava pedindo, me mostrou....

Mas sabe como??? Deu uma levantada no roupão e abaixou, que não deu pra ver porra nenhuma direito... fiquei parado, aí com cara de puto, que ela também sabe muito bem... não contente, ela ainda me disse que ia comer e na sequência fazer escova... quer dizer, mostrar bucetinha nada...

E ainda ouvi: - Meu humor não está bom pra isso...

Sabe o que é vc ficar duas horas esperando, louco pra ver logo a porra do resultado do serviço?? E acontecer isso?? Ouvir isso??

Mau humor de cú é rola, minha mulherzinha safada e mal humorada...

Aliás, mau humor de cú, bucetinha, peitinho... da Safadinha é rola, dedo, língua... do Safado... humpf!!! Me aguarde...

just breathing sex

Está na hora de saber o que vai rolar ou não em termos de disco novo, gravadora etc. Essa semana pretendo dar uma especulada no assunto. Sondagens. Nada de pedir definição de prazos. Sei que o assunto é complicado. E assim, no meio desses impasses, me ocupo da mudança. Quando estiver na maior atividade profissional não vou ter tempo mesmo. E é melhor a gente se voltar para o lado da vida que está andando e esquecer o que está atolado ? se é que não há mesmo nada que dependa da gente resolver ? e ir em frente! As plantas crescem na direção do sol. Às vezes a gente se concentra tanto naquilo que está dando errado na vida da gente que parece que tudo está uma merda quando é só uma parte. E, em geral, a que merece menor atenção. Verdade. Se uma área da sua vida está mal, ao invés de se voltar apenas para aquilo que te incomoda, tente o contrário. Dar tempo ao tempo e se concentrar naquilo que está indo bem. Assim, dando mais atenção ao lado arrumado você consegue vislumbrar melhor as soluções para o lado conflituoso. E as coisas precisam de tempo na cabeça, sem a nossa concentração, para se arrumarem.

Pode parecer confuso o que estou dizendo mas é simples. Vou dar um exemplo. Quando estou gravando uma música e chega uma hora que aparece um impasse: não pinta nenhuma idéia para arranjo, para um solo, para um vocal, o melhor a fazer é parar a gravação e ir jogar ping-pong. Video-game também é ótimo. Pode parecer um absurdo o estúdio lá, parado, com as horas custando uma fortuna enquanto você joga ping-pong. Mas o fato éque se vc se desliga da música, do som, da dúvida, acabase renovando para ouvir de um outro jeito e pensar em uma solução. E é importante fazer algo que dê prazer, pois a alegria é muito criativa. O prazer, a auto-estima, a auto-confiança, tudo entra em jogo. Viver é lúdico.

Engraçado dizer isso, que viver é lúdico, quando sei que a maior parte das pessoas não gosta de alegria. Verdade. Veja só o pessoal que detona minhas músicas. Dizem que são bobas, chatas, qualquer coisa que o valha e a razão é só uma: elas são alegres, na sua maioria. Sempre fui voltado para a comédia. Sempre. E sei que o preço é esse: te acham menos importante do que aqueles que só falam sobre sofrimento. Um sofrido é muito mais respeitado que um alegre. É um absurdo mas é verdade. Dizer que um cara é sério é um elogio. Logo, dizer que é alegre é uma depreciação. Pois eu sou alegre e esse é o meu jeito. E pago o preço de não ser sério numa boa. Já fui triste e já fui feliz e sei que ser feliz é muito melhor. Foda-se o fato de não inspirar respeito. Vale o preço. E outra coisa: já fui pobre e já fui rico e ser rico é muito melhor. Se te disserem o contrário duvide. E apesar de já ter ficado folgado de grana nunca deixei de ter alma de pobre. Ela é que me faz feliz. A despreocupação, sei lá.

Lembro de observar isso no Maracanã. O pessoal que mais se diverte é o da geral. No maraca é assim: tem a arquibancada, as cadeiras e a geral. O geraldino, fica em pé em volta do campo, só vê os jogadores do joelho pra cima pois a geral é abaixo do gramado. E todo mundo, das cadeiras e das arquibancadas, joga tudo na cabeça deles. Mas são eles que se fantasiam para ir ao jogo, que levam faixas engraçadas, que pulam atrás do corner para aparecer na TV, que mais cantam e pulam. E são as duas torcidas misturadas. Raramente sai briga. Já o pessoal das cadeiras é o que mais brada, mais xinga, mais reclama. Uma síntese da sociedade brasileira.

Bloco de Notas do Leo Jaime

4.2.03

Lembro que uma vez, na adolescência, estava passando por uma banca, e vi uma capa de revista com uma modelo linda. Subitamente senti a dor de descobrir que, acontecesse o que acontecesse, eu nunca teria todas as mulheres bonitas do mundo. Era uma ladeira; continuei subindo a ladeira sentindo essa dor que era tão forte quanto uma angina. Um quarteirão depois minha otimista mente havia tido uma visão do paraíso muçulmano, e a dor passou.

O paraíso muçulmano existe para isso mesmo e ele é real, real, ouviram? Todas as mulheres bonitas vão para lá e as que eram feias ficam bonitas.

E você é o único homem naquele palácio gigantesco de mármore rosa, que fica no centro de um oásis, que fica no centro de um deserto. Às vezes vocês ouvem trombetas, e vão até um balcão ver o Profeta passar montado num elefante. As mulheres batem palminhas e algumas delas (as árabes) ululam arabicamente. Depois que o Profeta passa, vocês voltam aos seus, digamos, jogos venéreos, e às suas intrincadas batalhas de almofadas de seda.

Isso dura uma eternidade; e você nunca cansa. O sentimento é sempre, sempre, o de início de férias.

pérolas de alexandre soares silva

É cada uma que eu passo no Mirc..

[21:05:11] (NOis_na_fita) tu e uma maquina?
[21:05:49] (Dissecadora) depende da maquina.
[21:16:46] (NOis_na_fita) de sexo?
[21:16:55] (Dissecadora) não com você.
[21:17:11] (NOis_na_fita) entao te fode
[21:22:52] (Dissecadora) nao com voce mesmo.
[21:27:59] (NOis_na_fita) vai se foder!@!!!!!!!!!!
[21:29:23] (Dissecadora) já disse,não com você.
[21:30:50] (NOis_na_fita) com quem entao??
[21:33:05] (Dissecadora) não com você.
[21:33:07] (Dissecadora) rá.
[21:34:51] (NOis_na_fita) tb num queria mermo

transcrito de BooBlog

sobrou:
- um aparelho nokia/telesp celular
- 2 óculos escuros
- 1 par de meias brancas de menina
- um cinto de couro preto com tachas
- 5 sacos de lixo cheios de latas/garrafas de cerveja
- 3 garrafas vazias de catuaba
- 1 garrafa vazia de vodega
- 1 garrafa vazia de pinga
- 1 garrafa vazia de gin
- 1 garrafa quase vazia de sambuca (ai)
- 1 banheiro alagado
- 8 (!) macos de marlboro fechados
- um cãozinho em estado de choque
- uma PUTA duma ressaca

rescaldos de moody

Finalmente fui escolher meu vestido de noiva!
Parece que não, mas hoje entendo aquele famoso nervosismo e tensão pré-nupcial...rs
E, quanta diferença de gosto e bolso! Clean, Tradicional, Sedutor, Extravagante, Simples, Romântico, Moderno, Medieval, Colorido, Justo, Bufante, Brilhante, Sem graça, Caro, Caríssimo, Barato, Quase de graça e por aí vai...
Depois de tanto bater perna, fiquei com aquele famoso modelo chamado "este é minha cara"...rs
E qual é minha cara?
Ahhhh, isso só conto depois do casamento :)

é PALAVRA DE MULHER - http://annasp.blogspot.com
(muito louco: o link não queria aparecer aqui nem f*dendo)

Hipoglicemia de cú é rola, na boa! Hoje de manhã eu estava tomando banho e de repente começa a ficar tudo preto. Eu desligo o chuveiro e pego minha toalha quase caíndo no chão. Saí correndo e deitei na minha cama (que molhou todinha). Comecei a gritar para a minha irmã que estava pintando o cabelo e ouvindo música no banheiro. Eu gritava "Mirella!!! Mirella!!!" e ela nada... até que eu gritei com muita força e ela ouviu. Eu disse... "tô passando maaaal, me ajuuuda!!!" e ela desceu pra chamar meu pai... enquanto isso eu vou correndo até a privada com ameaças de vômito e meu pai já chega com uma colher de MELADO DE CANA. Comi aquela COISA e comecei a ficar melhor conforme o tempo ia passando. Me olhei no espelho e eu estava PÁÁÁLIDA... nossa, horrível com a maquiagem de ontem borrada, maior cara de junkie (que eu adoro por sinal). Minhas pernas estavam BAMBAS pra caralho e eu estava morrendo de dor de cabeça. Ai ai ai...

Depois de ouvir um sermão GIGANTE do meu pai por passar tanto tempo sem comer, eu coloquei roupa e fui me NUTRIR... que coisa não?

vomitado por TURPENTINE

Segunda Conversa com o Pai

me deixa entrar?
entra, filho.
tem café?
tem filho. toma.
obrigado, pai.
de nada, filho.
posso perguntar, pai?
pergunta, filho.
como é a morte, pai?
a morte é branca, filho.
e do que é feita a morte, pai?
a morte é feita com o sal dos maremotos, filho. a morte é feita com o teu sumo de horas. a morte, filho, é feita na jornada.
na jornada, pai?
a jornada dos passos, filho.
e a vida, pai?
a vida é feita de laços, filho.
como é a vida, pai?
a tua vida é sonhada, filho. a vida é lenha na fornalha. o gás dos lampiões que aquece a chama. a vida é combustível, filho.
a vida queima, pai?
queima filho, queima e devora.
a vida é como a chuva, pai?
a vida é como a chuva lenta, filho.
e na pétala, pai? na antepétala das câmaras? e nos cemitérios, pai? os enterros, as exortações. como é a vida nas salas, pai, nos quartos soterrados, nos muros de hera, nas casas caiadas, nas lápides, nas procissões?
a vida lá é turva, filho. feito o esperma e o fel.
e pai, foste ver as avestruzes ontem?
fui, filho.
e a vida delas, pai? como aceitar, pai, que a avestruz exista? como vou poder, pai, conceber a existência de uma avestruz esperta, flamejada, tonta de tanto estar alerta, como pai?! como vou entender que a avestruz tenha pés jurássicos? como vou conseguir olhar nos olhos de uma avestruz e não morrer de paixão, pai?
a avestruz é simples, filho. a avestruz é feita de carne.
carne que se move, pai.
sim, filho. carne que se move.
o que é que anima uma avestruz, pai?
a mesma flama que te excita, filho.
a vida é tão frágil, pai.
ela é muito frágil, filho.
tem cigarro, pai?
tenho filho, tá aqui.
tem isqueiro?
tenho fósforo.
tá bom, serve.

dorme a maçã no escuro

Esse texto não é pra você ler, mas pra ler você. Assim como tem filmes que não são pra ver, mas pra ver você; e música que não é pra ouvir, mas pra ouvir você.

Lê o parágrafo abaixo:
“Estou lendo essa frase agora. Uma voz fica falando na minha cabeça enquanto eu leio, ela repete cada palavra escrita. De quem é essa voz? Se fosse a minha, ela falaria o que eu quero, mas ela escolhe por conta própria repetir o que está escrito.”

Não deixa que uma voz intrusa more na tua cabeça. Não pense aquilo que você lê. Escreve aquilo que você pensa. Ou não pensa nada, e me deixa em paz.

uma boa Surra de Pao Mole

Na minha cabeça só tem três horas que estamos em 2003, o que significa que meu ano vai durar trinta e seis horas!

Isso quer dizer que faltam menos de 35 horas para o meu aniversário e não marquei nada!!
Droga! O natal já está chegando e nem comprei presentes!
Ihhh....O vestibular para 2004 é em menos de vinte horas e não estudei.

(...)

Tem um Yakult pela metade, três garrafas d'água, uma garrafa de cajuína que trouxe em agosto do ano passado, e o conteúdo já solidificou e um polenguinho mofado.

Quem quiser fazer uma doação pro Carnaval sem fome, favor entrar em contato.

encoxa a mãe no tanque, Pequeno Punk V. 1,434412

Querem saber como foi o meu dia hoje? Foi assim:

1) Soube que um motorista da empresa, desaparecido na sexta-feira, foi morto por traficantes, que mandaram um recado pra família: "Nem adianta vir pegar o corpo, porque virou comida pra porcos"

2) A última vítima do tal "estuprador da barra" trabalhou lá na empresa

3) No final de semana, arrombaram a casa do meu chefe. Levaram absolutamente tudo, e o que não levaram, arrebentaram. Além de terem cagado (literalmente) em cima da cama dele, jogado vinho nos tapetes, talheres dentro dos vasos sanitários, cadeiras na piscina... Entrei na sala dele hoje, e a cara borocoxô dele me deu tanto nervoso que eu tive uma crise de risos. Mandei muito mal... o cara se sentindo super vulnerável e eu chorando de tanto rir...

4) Um acidente terrível hoje, bem embaixo da minha janela no trabalho. Vários carros de bombeiros, defesa civil... e 2 helicópteros de resgate. E como sempre tem um babaca pra adorar esse tipo de tragédia, um imbecil num monza velho, olhando os helicópteros, enfia o carro no ponto de ônibus e atropela 3.

novas Viagens Diárias

Acordei doidona hoje...

E com uma sensação ruim por ter tratado mal o Alfredo. A primeira coisa que eu fiz foi ligar pra ele pra pedir desculpas. Ele tava dormindo também...
- Desculpa por ontem? Como assim?
- Por ter sido tão grossa com você...
- Grossa comigo? Você tá bem?
- Tô... hoje eu tô... Ontem é que eu não estava. Não sei o que me deu pra ter te dado tanta patada ontem...
- Ontem? Eu nem te vi ontem.

Pior que foi... Ontem eu sai com a Dani e com o Zander. Há dias que eu não encontro com o Alfredo... Eu sonhei que tinha tratado ele mal...

Sempre faço isso... sonho com as coisas e fico achando que elas aconteceram de verdade. Isso não é normal né?


bagagem das Viagens Diárias

Eu já tive certeza de que teria uma filha linda, cheia de cachinhos, com a pele branquinha e que correria pra me abraçar quando eu chegasse do trabalho. De que a veria crescer cada vez mais linda e que passaria noites em claro me corroendo de ciúmes quando ela começasse a sair com as amiguinhas.

E de que amaria isso. E de que TERIA isso.

Hoje tenho uma opinião diferente. Levando em conta a instabilidade do ser humano e, conseqüentemente, a dos relacionamentos e da própria estrutura familiar, além das condições gerais em que o mundo se encontra , acabei me convencendo que ter filhos hoje em dia é um ato totalmente egoísta.

Não há nada que justifique colocar um filho nesse mundo fudido em que nos encontramos, nada além da possibilidade de auto-realização. É como comprar um novo poodle e se orgulhar de sua beleza branquinha. A despeito da vida de cachorro que ele certamente levará.

E não sei se seria um bom pai. Sou imaturo o suficiente pra às vezes perder a paciência e discutir quase de igual pra igual com meu afilhado de 8 anos de idade. E tenho uma leve desconfiança que não amadurecerei com o tempo.

Pois é. Até segunda ordem, meu genoma ficará bem guardadinho nos meus testículos ou numa camisinha qualquer.

entreouvido no C A C O F O N I A

Após um longo tempo de ostracismo, eis que Mad Butcher volta mais louco que nunca...
Relatarei agora alguns fatos marcantes de bronhas que aconteceram comigo quando eu estava no exterior. É o seguinte, aliás foi lá que me especializei na bronha com a mão mais fraca, aprendi a bronhar de canhota, a mão direita ficava ocupada com o mouse do PC para mudar as fotos em sites como The HUN: The Yellow pages,CVS Bizarre Sex e tantos outros existentes por ae. o verão no hemisfério norte é algo insuportável, e em dias muito quentes, minhas fiéis companheiras -as mãos-, estavam lá para me satisfazer, porém, com o calor que fazia eu suava que nem um porco e bronhando então eu suava o dobro. Para amenizar, geralmente, eu sentava em cima de uma toalha para sujar menos a minha cadeira... porém após longo tempo nisso, mesmo com a toalha, eu via cadeira dividida e com o formato da minha bunda devido ao suor....e pra piorar, quando eu num ímpeto pela Bronha, acabava até por não limpar a minha bunda direito, acaboui por deixar alguns requícios marrons na cadeira tbm.... hehehehehe. E sabem do melhor dessa aventura bronhística?? Eu consegui vender a cadeira para um outro cara... hahahahahahahaha o cara que conseguiu ser mais porco e comprar uma cadeira suja...hahahahahaha

tocando Bronhas Forever!!!

Ambiente de Trabalho. Como comunicar-se com pessoas que se auto-classificam NORMAIS ?
É muito difícil quando você não tem conhecimento de qual foi o eliminado do Big Brother ou qual o time que perdeu de goleada. Vá um dia achando que tudo é perfeito e abra a boca pra dizer: " - Pô alguém aqui ouviu o novo do Primal Scream? Tô afim de comprar! Falaram que é primeiro que eles gravaram sem estar sob efeito de alucinógenos!" . O que você recebe de resposta: "- Você usa drogas, cara?", "- O que é isso?", além de várias caras e bocas.

referido por my.Pixel.WLB..v.BP

3.2.03

Local: Catraca Garage Bar, Sorocaba - SP, 100 km de distância do meu lar.
Estava lá na minha, curtindo e fotografando o show da banda Ninety93 (sim, "a banda do Thiago Capanema"), quando subitamente sou abordado por um sujeito desconhecido:
- Ei, você vai colocar essas fotos no seu blog?
- Huh? Como assim? Como você sabe que eu tenho um blog?
- É, o Nuke The Whales não é?
Nisso eu me viro pro lado:
- Giovana, aquele cara sabe quem eu sou e lê o meu blog!!
- Ai Andreas, que medo!
Nisso eu me volto para o sujeito novamente:
- Mas como você sabe quem eu sou? Como você me reconheceu?
- Eu tenho uma vida vazia.
E foi nesse momento que eu dei aquela levantada de sobrancelha toda malandra e proferi palavras do tipo "aaahhhnnn, swgoibseah4", encerrando a conversa.

retirado do NUKE the WHALES

Da série "eu queria":

Queria que minhas sobrancelhas nunca mais crescessem, queria cantar com a voz de Cassia Eller, queria que inventassem logo o teletransportador, queria um edredom novo, queria sushi todos os dias, queria ser paga pra ficar em casa lendo coisa boa, queria uma tatuagem de flor, queria sobrinhos, queria pantufas novas, queria saber de cor todos os versos de Quintana, queria um coala, queria poder dormir 3mil horas sempre que tivesse vontade, queria ter escrito "meu pequeno príncipe", queria gritar fino como macaca-de-auditório, queria aprender a ver hora em relógio de ponteiro sem contar os ponteiros, queria comer e nunca engordar, queria uma música feita só pra mim, queria que reprisassem "turma da pesada" e "anos incríveis", queria saber a hora certa de tirar e pôr os pés no chão, queria uma torta de cookies, queria guardar uma estrela dentro de uma caixa, queria descobrir o sentido.

na testa, um Sorvete de Casquinho

Meu fone de ouvido é o único que dá choque na orelha?
Vcs têm idéia de como choque na orelha dói?

(...)

Ai, merda!
Agora tá dando choque na orelha esquerda também.
Será que o meu destino é só sofrer nesse mundo?

(...)

Hahhahahahahahha!
Pára tudo!
Agora eu percebi que eu tomo choque só quando eu ponho o pé no chão!

A eletricidade é algo muito mais complexo do que eu acho que eu jamais conseguirira compreender.

(...)

Merda. Isso não pode ser normal...
Agora eu fico brincando de botar o pé no chão, tomar um choquinho, aí botar o outro pé no chão e tomar um belo de um choque que dói para caralho.

Já sei! Vou botar um chinelo! Isso vai resolver o problema!
A quem eu estou enganando? Eu sei que eu vou ficar tirando o chinelo só pra tomar choque de qualquer forma...

eletrocutado por Morfina

Triste é gostar demais de alguém e sentir como se lhe devesse desculpas por isso.

oh - Please Kill Me! -

O Imperador da Galáxia contempla sentado seu reino na tela do computador. Os olhos atentos vasculhando as mensagens, ele mal percebe os óculos que caem na ponta do nariz, as espinhas que povoam seu rosto, a barriga enorme que salta para fora da blusa de algodão puída.
O Regente Supremo de Toda a Espécie Humana é um garoto de treze anos.
Ninguém sabe que é ele quem controla os destinos de todos. Só ele. Mas isso por enquanto está bem. Quanto menos gente interferir em sua vida, melhor.
Não que haja muita gente que seja capaz de interferir na vida ocupada do Imperador da Galáxia. A Rainha-Mãe há muito que é morta - para falar a verdade, ele mal a conheceu - sua irmã vive trancada em seus aposentos, de onde exala um cheiro enjoativo de incensos e coisas proibidas que ela usa com fins secretos.
E o pai do Imperador. Um homem perdido, que se perde em um tempo em que tudo era melhor.
O Imperador concorda plenamente com seu pai, para ele o melhor ser humano que já existiu na face da terra. Um homem bom, digno, incapaz de fazer qualquer maldade. E que destruíram sem dó nem piedade, e só consegue encontrar na bebida e nos discos de Gardel o lenitivo para seu sofrimento. Nesses momentos o Imperador se lamenta, sofre solidário, e jura que fará algo a respeito. Mas hoje não.
O Imperador passa seus dias reinando supremo em listas de discussão no espaço cibernético, emitindo opiniões, lançando conceitos, revoltando-se contra os infiéis decadentes. Pouco lhe importa que lhe atirem pedras: no fundo, sabe que está certo.
Há muito ele resolveu o problema da barriga. O Imperador da Galáxia parou de olhar seu corpo no espelho.

orelha do Pequeno Dicionário de Arquétipos de Massa de fábio fernandes

Eu não sei se vocês têm isso, mas sabe aqueles dias em que TUDO te incomoda? Tudo? Sem exceção?
Do barulho da água da torneira da pia enquanto seu pai lava louça, até o som da TV do quarto do seu irmão.
Hoje é um dia desses, pra mim.
O ICQ que não pára tá me irritando. Meu pai tá vendo um filme e a única coisa que eu ouço o filme inteiro é uma merda de uma mulher chorando sem parar e isso tá me irritando. Quero escrever mas estou errando tudo, meus dedos estão rígidos, como se eu estivesse com artrite, e isso está me irritando. Essa cadeira está me irritando. Essa salinha está me irritando. Minha barriga está me irritando. Eu estou me irritando. Meus pensamentos estão me irritando. Perguntas estão me irritando. Esse blog está me irritando. Meu computador está me irritando. A música no fone de ouvidos na minha cabeça está me irritando. O fone de ouvido na minha cabeça está me irritando. Minha cabeça está me irritando.
Alguém por favor injete uma boa dose de algum sedativo poderoso na minha jugular!
AS VOZES!! AS VOZES!! FAÇA PARAR!!!! OH DEUS, FAÇA PARAR!!! NÃO!! AS VOZES!! ELAS... ELAS...
[injeção]
Aaaaaahh....
Muito melhor agora.

nevralgia no Utopia Dilucular

Vou dar 5 motivos para eu classificar a festa de aniversário em que fui ontem como não-convencional:

1. Não tinha brigadeiro.

2. Tinham M&Ms azuis no bolo [e todos sabem que eu não como os azuis]

3. Um convidado, depois de ver uma senhora qualquer chegar à festa, falou à mãe da aniversariante "Sua irmã chegou". Esta respondeu aos prantos "Ela está viva?!?"

4. O mesmo convidado estava procurando onde se dava corda em um barômetro [fico imaginando alguém botando pilha em um termômetro]

5. Antes da meia-noite, a aniversariante, sem beber, estava tocando a música "um morto muito louco" no teclado, enquanto os convidados, sem beber, estavam cantando e dançando com ela.

na colmeia Free Bee

Adeus Computador Cruel
Adeus Teclado cruel
Adeus mouse cruel
Adeus mesa do computador cruel
Adeus som que está ligado no drive de som cruel
Adeus sala sem moveis só com a mesa do computador cruel
Adeus visitantes cruel
Adeus celular cruel sem os creditos crueis e sem joguinhos cruel

adeus Diarréia Mental - Homem é tudo babaca

Ahn é... sobre o tal cagaço... Vindo eu e o Kurt, perto de 6 da manhã, os dois devidamente alcoolizados, e veio uns magrão num corsinha (tipo caminhonete) pra fazer um racha... a merda é que a porra do Corsinha era 1.8 e, claro, tinha metade do peso do Chevettão do Kurt... Os caras passaram... um minuto depois e o kurt foi passar por eles, próximo a uma descida... não tínhamos como ver o que via na contramão... mas dito e feito... vinham dois carros... mal deu tempo de frear... uma biliscadinha no pedal da esquerda e puxou o carro pra direita... à frente do corsa e atrás dum outro carro... questão de menos de 1 segundo e a gente tinha pego de frente o outro carro. Pior que nem deu tempo de sentir o cagaço... foi rápido pra caralho...
Sò sei que quando vi os carros vindo na contramão, levantei a mão direita e pensei: - "Porra!!! Cadê o Puta-Merda?????"

nadando na Cerveja Blog

Ladrão rouba controle remoto de TV pensando que é celular

Dona Eufrásia Marina Dias (44) e Cacilda Lima Pacheco foram surpreendidas por um homem que invadiu a residência delas no bairro Araés. O assaltante arrombou a porta da residência, na rua Bororos, e ameaçou as duas.

O ladrão pedia dinheiro e não cessava as ameaças. As vítimas afirmam que o homem parecia estar drogado.

Como elas pareciam não "ligar" pra ele, e sem o dinheiro, o ladrão agrediu as duas com empurrões e roubou um controle remoto de televisão pensando que era um telefone celular.

Há quem diga que o assaltante fugiu gritando "e não adianta ligar pra mim porque não vou devolver o telefone".

Positivo e Operante

Escolinha de latinha amarelinha

A pauteira Magali Kassef me presenteou hoje com uma matéria sobre educação na periferia. E foi logo me ensinando:

"Educação na perifa é assim: uma escola feita de latinha."
"Ah, tá."
"Então vai lá pra zona norte, Parada Taipas ou Freguesia do Ó. Ou então na Brasilândia. Vai pra lá e vê como os caras estudam na escola tal e na escola tal."
"Tá bom."

Pôs a mão na cintura e bateu o pezinho no chão:
"E vai rapidinho, que à tarde pode pintar mais coisas. Sei lá se você vai pruma escola de samba. Ver como é que está o clima pré-Carnaval ou, sei lá, pode pintar uma chacina, de repente, mil coisas, sabe?"

O motorista era o Ayrton. Seu verdadeiro nome é Claudecir, mas ganhou o apelido em homenagem ao Senna. O cara corre pra caramba, corre muito, pisa mesmo. Não importa se tem radar. "O carro é de Curitiba. Não chega multa aqui, manooo, hehehehe"

Fotógrafo no banco da frente, com cinto de segurança. Mas e quanto a mim? Procurei desesperadamente uma fivela no banco de trás. Nada. Desespero e, ao mesmo tempo, alívio. Tinha de voltar logo à redação.

Parada em Parada de Taipas. Escolinha amarelinha feita de latinha e com teto de alumínio. Dezoito graus aqui fora, uns trinta e cinco aqui dentro. Fotos escondidas, alunos reclamando, professores amaldiçoando (em off, claro). Tudo do jeito que "A Verdade Sangrenta" gosta.

"Eu fico suando, respinga até no caderno", disse o pequeno Henrique, 10 anos. "Tem dia que eu mato aula porque tá um forno lá dentro."

Então a gente sobe até a laje da casa do menino para o Adelino fazer umas fotos.
"Ó, senta ali na muretinha. Põe a mão assim, vira pra lá, isso..."

Henrique tem uma casa de tijolinho com quatro andares. Um amontoado sobre o outro. Casinha muito louca. E, naquela lajinha, um verdadeiro criatório de dengue. Meu olho de repórter já tá treinado. Na tampa da caixa d'água, água parada e umas larvinhas fazendo natação. Chamei a mãe dele:

"Olha, dona Joana, não sei se isso aqui é pernilongo ou mosquito da dengue. Mas tá vendo lá? Olha ele nadando ali. Então, tira essa água daí, falou?"

Fiz a boa ação do dia e resolvi exercitar minha parte menino malvado. Três garotinhas de uns 7, 8 anos passavam pela rua e viram a câmera do Adelino.

"Ei, moço, é da Globo?"
"Não, não, eu sou o Fabio Jr. Quer um autógrafo?"
"Eu quero!"
"Eu quero!"
"Eu também!"

Depois de atender as minhas fãs, entrei novamente no cockpit do Ayrton.
"Pau na máquina pra Brasilândia!"

E, na Brasilândia, mais histórias parecidas. Mais escola de latinha, amarelinha, mais criatório de dengue aqui e ali, mais professor revoltado pedindo pelamordieus para não colocar o nome na matéria. As histórias se repetem. Na perifa, tudo é padrão. O que destoa somos o Adelino, com sua câmera, e eu, de bloquinho e caneta, dando uma de enxerido, perguntando nome, idade e profissão de todo mundo. E dando uma de Fabio Jr.

memórias póstumas de gim tones

E no final das contas é assim: a namorada sempre acaba mandando no namorado. E as boas namoradas nunca gostam de sair e beber. As boas namoradas pegam os piores filmes na locadora, enfurnam os pobres namorados dentro do quarto, apresentam o pobre coitado pra dúzias de parentes chatos. Enfiam quinquilharias aparentemente comíveis, goela abaixo dos namorados, e assim, os tornam em homens chatos, pulhas e mal amados. Depois de um tempo, eles caem na realidade, e voltam para a boêmia, para os braços das ordinárias, essas sim, mulheres que deveriam dominar o mundo.

pingou da Maria Mijona

Diversas mulheres que frequentavam o mesmo bate papo que eu, estavam separadas do marido.Motivo: Traição.

Não adianta dizer que é só traição virtual.Porque a merda um dia acaba indo pro real.

Nisso os homens são mais espertos porque não são tão bobos quanto a mulher que faz questão de chorar pro marido e dizer que traiu.
Eu detesto essas coisas.Pois é. Podem me chamar de cachorra.
Mas se é pra trair então que fiquem quietas, cacete.
Pra que fazer o outro sofrer? Por egoísmo? Pra dizer tudo e depois soltar..POIS É ..A CULPA É TUA!!!

Mania que as pessoas tem de jogar a culpa nos outros.
O bom marido separa.O mau marido reconsidera.
O bom marido sabe que não vai suportar a situação, uma hora ou outra vai jogar na cara da mulher e a relação vai ficar sempre em torno disso então é melhor separar.
O mau marido reconsidera, porque ele tem que fazer o mesmo. É claro.Pagamento na mesma moeda.Se quiser quer se não quiser que se phoda, vai embora e eu fico com as crianças.

Ta vendo quanta coisa a mulher poupa de ficar quieta?
O homem fica. Mesmo que esteja descaradamente explícita a traição, mas ele fica quieto. Ta te poupando de um mal maior.

O unico problema é que a mulher sabe quando está sendo traída.O homem pensa que engana.Mas não engana não.Umas choram , fazem escândalos , pegam no pé , dizem que amam.
Essas são as palhaças.
Tem aquelas iguais vovó.
Quando disseram a ela que meu avô tinha outra mulher ela disse:
Que se phoda, vai ter que sustentar duas famílias então!
Ficaram casados até que a morte os separou.

Mulher esperta é assim.

meros Casos Virtuais

Fui ontem buscar a parte devida no cancelamento da matrícula na outra faculdade. Logo na portaria o mocinho que ficou me xavecando no dia da inscrição me interrogou. Depois no andar outro mocinho bonito interrogou-me porque eu tava cancelando, porque eu ia pra outra faculdade, porque?, porque?. Depois foi a vez do homem da tesouraria saber se eu não ia estudar, aonde eu ia estudar, muitos porquês de novo. Odeio me explicar pras pessoas. Odeio explicar minhas ações precipitadas, sem motivo, sem pensar. Odeio dar satisfações da minha vida, engraçado eu ter um blog apesar disso, mas funciona como uma terapia pra mim. Não explico pessoalmente nada muito além do que escrevo aqui. O nome do meu novo blog vai ser bem a calhar. Sim, novo blog, A day in a life já tem data de morte e epitáfio escolhidos.

vai encarar?Tá com medo porque veio?

2.2.03

ELEIÇÃO C&P - O MELHOR TEXTO DE JANEIRO

A proposta dessa eleição é saber que tipo de texto vocês acham mais interessante.

Bom, então o esquema é o seguinte:

Nos comentários de cada post declarem explicitamente seu voto.
No máximo 3 votos por eleitor, em posts diferentes, óbvio.
Sem malandragens. Óbvio.

Mas olha lá: Não é uma eleição de melhor blog, nem do blogueiro mais simpático. Tanto faz se é ficção ou real. Vale o melhor texto individualmente.

O texto mais votado ganha um livro adequado à personalidade do autor (hehehe, sério).
posso até fazer um desses selinhos pra por na página que as pessoas adoram, se interessar .

E entre os eleitores que deixarem email no voto eu sorteio um outro livro.

O concurso termina quando eu disser chega.

Se o negócio embaçar eu invento mais regras.
Se o negócio der certo eu repito em fevereiro.

Bem, e se quiser votar em outro texto, tudo bem, mas a lista básica é a seguinte:

1 janela (all this and more)
2 gordo (leo jaime)
3 florisbela (brazileira preta)
4 alucinação (jesus, me chicoteia)
5 troco (¢AtaRrO vE®De)
6 fusca de pedra (por uma vida menos ordinária)
7 amnésia (homem é tudo palhaço)
8 lotação (manuzinha, o enigma)
9 luzinha (ora bolas)
10 estepe (a teus pés...)
11 e se... (tipos)
12 presidente (168 horas)
13 kenny g (oba fofia)
14 avião (e-pinion)
15 avó (desgraça pouca é bobagem)
16 corretor (Lixomania)
17 peixes (hotel hell)
18 vidas (pensar enlouquece. pense nisto)
19 roleta russa (pro tensão)
20 kiekergaard (atrás dos olhos das meninas sérias)
21 monstro (pequeno dicionário de arquétipos de massa)
22 no trabalho (she rides the night)
23 fsm (link perdido)
24 gorda no banquinho (alexandre soares silva)
25 marina (ilha de ursos)
26 simcity 4000 (utopia dilucular)
27 vagabas alemãs (tatu)
28 irmão (amarula com sucrilhos)
29 insonia (oooooooops!)


PS - Tive que triar novamente esse blog e me senti mal por cortar certos textos que gostava muito. Ficaram de fora, inclusive, certos blogs preferidos. Hoje selecionei 29 entre os trocentos textos, se selecionasse amanhã a lista fatalmente seria outra. Portanto é a última vez que farei essa triagem final. Da próxima vez a seleção estará provavelmente relacionada à quantidade de comentários. Vamos ver. Vamos ver.

1.2.03

Hoje não teremos textos novos.
(qualquer coisa, leiam os Arquivos - se estiverem no ar - tem bastante texto bão lá...)

Em compensação domingo começa a promoção do melhor post de Janeiro.

obrigado pela atenção,

o gerente dessa bagaça