Na fila do BB, havia 2 meninas conversando atrás de mim. Primeiro uma delas estava falando de um dia na academia, sobre um cara que elas conheciam:
- ...a minha calça estava meio folgada, porque eu estou magra. Eu estava malhando o bumbum, quando ele chegou perto e disse que o meu cofrinho estava aparecendo. Não falou cofrinho, mas deu a entender...
É óbvio que metade da fila se virou para ver a figura, ou para olhar o cofrinho dela. Tsc, tsc... é cada uma...
Depois, as mesmas duas estavam falando de cachorros. A outra disse que a mãe disse que não faria seguro de saúde para o bichinho porque achava muita frescura. COMO ASSIM SEGURO DE SAÚDE PARA CACHORRO? Eu nunca tinha ouvido falar nisso. Depois piorou, quando a primeira disse que era bom ter seguro de saúde porque cobria, além das vacinas, o parto. COMO ASSIM O PARTO???
Tsc, tsc.
na conta do Zamorim
15.1.03
Cada dia que passa minha cabeça parece que tem mais ideias, principalmente quando coloco a cabeça no travesseiro, fecho os olhos, tenhu a percepção da chama da vela...sinto o aroma que ela exala, sinto que a Terra está girando, isso sempre vem acompanhado de alguma musica que me faz lembrar de algum momento da minha vida...As vezes na minha cabeça consigo ate descrever o q eu sinto e o q eu "vejo", mas logo apos a conclusão do meu pensamento parece que ela já ficou antiquada...
Sei la gosto de viajar sempre, gosto da sensação de poder sair do meu corpo alguns segundos, e ficar sei lá onde, mas em algum diferente, algo que sei q foi a minha mente q criou, mas eh bom se abandonar dentro de vc mesma, eh bom sentir-se livre de vc mesma...
Uma vez passei a noite inteira vendo vários cigarros queimarem, sabe aquela brasa q se forma e o formato da fumaça, eh fantastico ela sempre ta comprimida e depois vai se abrindo até que o vento a leve....me sinto desse jeito as vezes, eh verdade, sempre me sinto comprimida em alguns lugares, com algumas pessoas, mas no fundo quero tomar o meu destino conforme o vento...
Sei que são na maioria das vezes nesses momentos de profundidade entre eu e o meu travesseiro que tenhu esssa liberdade na minha alma... é tão simples, mas ao mesmo tempo é tão gloriosa essa sensação, acho q tomei o suco com muitu açucar, meu corpo está meiu mole, estou meia groge ( Naum, isso naum eh normal...) mas estou bem....
Estou como sempre sair daqui, naum q eu naum goste, mas to de saco cheio....(isso passa logo...) Queria ficar um tempo assim sozinha (mais ou menus)... quero sentir muitu bem....."muitu mais bem" do que quando eu como a torta mousse de chocolate da Amor aos Pedaços....
parido pelos Uteros
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Ratapulgo
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15.1.03
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14.1.03
O nome do mais novo escândalo de corrupção do Estado do Rio:
Escândalo Silveirinha-Picanço
Esta nomenclatura parece coisa de chanchada da Atlântida, estrelando Wilson Grey como Silveirinha e José Lewgoy como Dr. Picanço.
mirado no telescÓpica 2.5
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Ratapulgo
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14.1.03
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como eu sempre digo:
vivemos na era mais brega da história - pior que a década de 80 - e dominados pelo império do mau.gosto.
a imperatriz é a minha mãe.
vocês precisam ver o piso horroroso que ela comprou pra pôr na garagem
pisoteado no life sucks...
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Ratapulgo
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14.1.03
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Eu não consigo mais escolher um vídeo pornográfico pela capa: sempre tem pelo menos uma mulher bastante desagradável na fita e há uma fixação exagerada por sexo anal - todo o resto, o tesão animal natural, praticamente não existe. As pessoas não se esfregam, não se lambem, e, se duvidar, nem suam. Abundam os clichês culturais ridículos e brochantes da indústria pornográfica. Outra coisa curiosa: não há vídeos - ou pelo menos não há capas - com sexo entre mulheres. Procurei desses porque não tenho esperança quanto aos atores masculinos, que são uns cavalos com cérebro de minhoca; e atrizes até que tem algumas com alma.
Vasculhando o enorme acervo da Vídeo Klip, um andar inteiro, acabei não encontrando nada e escolhendo um vídeo duplo com a capa toda preta, sem fotos: Buttman Confidential (Buttman é o John Stagliano, rei da indústria do vídeo pornô, acho que é italiano radicado nos EUA, fissurado por bundas e cus, portador de HIV). Pelo menos alguma coisa interessante teria ali. E tem. Há momentos de pornô experimental, até. Não vou falar mais para valorizar o fator capa-toda-preta.
espiado no DOUGLASDICKEL
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Ratapulgo
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Conheci um sujeito que acumulava latas de cerveja do mundo todo. O cara levava seu hobby a sério ("levar um hobby a sério" é um oxímoro(1), e equivale a assinar um atestado de portador de idiotia crônica(2)), e me convidou certa vez a conhecer as suas latas. Havia de tudo: as "ales" inglesas, as belgas, cervejas da austrália, da china, etecétera. Uma coisa me chamou a atenção: TODAS as latas estavam cheias. Perguntei pro cara: vem cá, cê nunca bebe uma latinha de vez em quando? Ele me olhou como se eu fosse um Herege: O QUÊÊÊ??? NÃO, É SÓ PARA COLECIONAR!
NOTAS DE RODAPÉ
(1) Oxímoro: expressão ou frase contraditória, incongruente, tais como: luz negra, bruta flor, político honesto.
(2) É um saco ficar catando estas notas de rodapé, né não? Mas é aqui, no rodapé, que está a parte Cultural do post. Veja bem, "idiotia crônica" é um pleonasmo, pois não existe outro tipo de idiotia senão a crônica. Meu Deus, como eu sou culto! Caralho, se eu não for a ducentésima encarnação do Buda, não sei quem posso ser! Agora, com as técnicas de clonagem, vou montar uma Academia Brasileira de Letras Etílicas só com cópias do Padre Levedo. Sairemos às ruas, eu e meus clones, para cobrir de porrada os escrevinhadores wannabes, beber steinhager e declamar Leminski em Praça Pública.
um sermão do Padre Levedo
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Ratapulgo
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Depois dessa pedi ao Jorge que enrolasse um baseado mostruoso,misturando ao cânhamo restos do entulho do muro de Berlim capturadosna nossa última parada. Jorge escolheu um pedaço de pedra com ainscrição "Solange esteve aqui". Junto, dechavou um casal de prestobarba enferrujado doado por Anselmo, enrolando tudo numa página dos " Fragmentos de Sabonete" do Jorge Mautner. Escolheu a dedo o capítulo que trazia Jimmy Hendrix a caminho de Mozart, usando a prerrogativa heracliteana que os divergentes consigo mesmo concordam. Jorjão comprou a idéia, queria que fosse um baseado-kaos, que se fumado lembraríamos do tempo em que ficamos rodando em círculo - ou círculos, a gente ainda não descobriu isso - sobre os céus de Moçambique. Na hora de fechar deu a idéia de trocarmos a saliva pela mostarda, para que a coisa tivesse algum sabor. O grupo aceitou, acendendo a bagaça no fogo que saía de um dos bujões de gás do balão.
A coisa rodou na carioca. Anselmo teve o azar de tragar parte do plástico azul do seu antigo barbeador, mas o resto foi bem. A ponta enfiamos no congelador.
Celeste deu bandeira que aquilo tinha começado a pegar. Entrou com um assunto totalmente merda. Observando o azar de Anselmo questionou as diferenças do acaso. Aquela velha estória de por que algumas coisas acontecem para uns e para outros não? Ignoramos a menina e fomos à varanda da cestinha respirar o ar de New Jersey.
- Uia!, gritou Jorge.
Anselmo - Olha o quê?
Jorge - Aquela luzinha.
Anselmo - Quê luzinha?
Jorge - Aquela.
Anselmo - Não tô vendo luzinha nenhuma.
Selma - Eu também não.
Jorge - Não?
Selma e Anselmo - Nãos.
Jorge - Ali. Bem ali.
Selma - Ah, verdinha?
Anselmo - Ah, é.
Jorge - Não, é azulzinha.
Selma - Ah, a azul.
Anselmo - Qual?
Selma - A azul.
Anselmo - Ah.
Jorge - Muito louca, né?
Selma - Muito louca.
Anselmo - Mais ou menos.
Selma - É, não é tão louca assim.
Jorge - É...
Após um breve silêncio.
Eu - Porra, Jorge, você tá em pé?
quicando no Ora Bolas
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Ratapulgo
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14.1.03
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13.1.03
Taguatinga Centro, 15h. Passei na farmácia e estou voltando para casa de lotação (pura preguiça de andar por alguns minutos). Entro na lotação, me sento no banco próximo à porta (claro, eu vou descer bem ali). De repente entra uma moça na condução acompanhada de uma criança de uns quatro, cinco anos (provavelmente seu filho). Ai eu parei e fiquei olhando. E pensei: "Pow, é a Gercilene!".
A Gercilene foi minha amiga na 7ª série. Eu tinha mudado de escola e ela tinha chegado do Rio de Janeiro há uns 2 meses. Na bagagem aquele sotaque arraixtadíssimo de carioca, sem contar que ela tinha a língua presa. Ela era a sensação do colégio e eu vivia com ela. Éramos muito amigas. Não esqueço, certa vez, fazia frio e ela me ligou para perguntar a cor da meia que eu ia usar naquele dia. Eu falei branca e ela foi com uma meia branca também.
Ela também contava muitas histórias. Na época tínhamos praticamente a mesma idade. Se ela era mais velha devia ser uns um ou dois anos de diferença. Eu sabia tudo sobre seus namorados, e sempre que tínhamos algum problema ela vinha me contar. Nunca ficamos sem nos falar, mas como concluímos a 8ª série ela mudou de colégio. Nunca mais a vi. Não sei onde ela mora, o que faz...
Mas no dia lá da lotação eu descobri que ela tem um filho. Muito bonitinho o menino. Inclusive ela não tava conseguindo ficar em pé segurando o braço do garoto, já que a lotação tava cheia e não tinha onde ela sentar. De repente, eu viro para ela e digo "Pode sentar aqui, vou descer logo ali na frente". Ela olhou para mim como se me conhecesse há séculos e disse "Obrigada. Filho, dá licença pra moça passar. Vamos sentar no lugar dela".
Ela foi embora no meu lugar e eu vim pra casa.
dito por ManuzinhA, o EnigmA
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Ratapulgo
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13.1.03
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o posto nove, na praia de ipanema, tem um bandeirão do pt que ainda teima em balançar neste primeiro verão de rosinha no governo do rio de janeiro.
a zona sul era ostensivamente pt durante a campanha eleitoral. continua assim. a conversa pelos bares de cá ainda diz rosinha não mesmo depois da catástrofe confirmada e empossada, o vento que levantava ondas imensas hoje rosnava rosinha não, as belezas insuperáveis e indiscritíveis de toda a cidade que desembocam invariavelmente no posto nove de ipanema pra bronzear aquilo tudo que a gente sente que vive pra ver quando vê, daquelas bocas sai as vezes um rosinha não sem querer, no meio da conversa, ato falho, como se fosse possível voltar no tempo.
foi por isso que, quando a pm desceu a porada com cecetetes e sacou revólveres no posto nove no final da tarde de hoje, batendo em fotógrafos, no público que assistia a um show e em quem estivesse parado por perto, aderimos logo à idéia de que aquilo só podia ser vingança da governadora contra uma área que continua e continuará, cada vez mais, a rejeitá-la.
primeiro, chegaram cinco deles. com os cacetetes na mão, pararam bem em frente à nossa pacífica barraca. não, não estávamos fumando. eu lendo, joão paulo olhando o pôr-do-short (fenômeno da natureza que paralisa a população masculina ao final de um dia de praia, quando as moças sobem lentamente seus shorts, dando aquela reboladinha na hora de encaixar um pedacinho de pano mínimo num quadril enorme), tudo na mais santa paz e sem fumaça de ilegalidade. mas lá estavam eles, cinco palhaços, sacudindo seus cacetetes como que excitados com a possibilidade de criar alguma confusão. fez-se um silêncio tão morto, tão cinza em toda praia, que nem parecia o fim de uma tarde de sol.
temos um amigo, o joão pequeno, que todo mundo que estuda na ECO deve conhecer; joão pequeno, repórter policial, defende a tese de que pm bom é pm morto e que a diferença entre eles e os bandidos é nenhuma. apenas um parêntese de radicalismo, pois ainda tô rvoltada pacas.
voltando ao assunto, os cinco palhaços decidiram que do nosso mato, ou barraca, não saía coelho, e foram circular. logo depois, começou ali, do nosso lado, um showzinho patrocinado por uma rádio fm. o público sentou no chão, todos cantando as musiquinhas, final de um dia de praia feliz em que, apesar de o helicóptero dos salva-vidas não ter parado um segundo só de içar imbecis que teimavam em nadar longe no mar bravo, ninguém se afogou. queijinho coalho pra lá, cervejinha pra cá, começam os assobios. a praia inteira assobiando. era a polícia que se aproximava do local do show e começava a caminhar entre o público com seus cacetetes na mão. foram vaiados. abordaram gente que fumava. mais vaias. os fotógrafos presentes começaram a registrar as primeiras investidas mais brutas da pm. e aí, amigo, o cacte comeu solto. joão, que tava assistindo ao show, quase apanha também. por estar parado próximo ao começo da porradaria. assim, sem distinção. um fotógrafo apanhou porque não quis entregar a câmera, o público reagiu jogando coisas e vaiando a polícia e aí a coisa se tornou generalizada. porradaria indiscriminada, ficou parado perto, apanha.
não parou aí. chegou reforço. camburões, mais pm de shortinho, camiseta, cacetete e até com revólver na mão, que a pm não pode portar na praia. a essa altura, claro, o show já tinha parado, as pessoas jogavam garrafas de plástico cheias de areia e água contra a polícia, a polícia descia o cacete em mais alguns magrelos e a confusão começou a se movimentar como um arrastão na direção da nossa barraca. quem não estava preparado, teve que correr e deixar as coisas pra trás. nós já tínhamos recolhido as nossas coisas e olhávamos mais ou menos à distância, vendo até côcos voando. os pms, agora muitos, até os que não eram de praia, tentavam levar preso um homem, que já tinha a camisa toda rasgada (por eles). o povo tentava impedir. a praia inteira vaiava a pm. uma turba odiava a pm. libertaram o homem e pegaram outro. formaram um cordão em torno dele, que ficou ajoelhado na areia, com os braços presos atrás. daí, não vimos mais nada. a gitaria continuou, o povo não arredou o pé.
rosinha quer instituir o verão do terror. pena que não é contra os criminosos.
relatado por notas.gonzo
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Ratapulgo
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13.1.03
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Lá pelos idos de 1994 eu era bicho na Universidade Rural, cursava Educação Física. Lá, no primeiro período você tem aquela disciplina horrorosa, a tal de Teoria e Métodos de Pesquisa. É esa merda que te ensina (?) a fazer monografias, o que você só faz no último período, quando certamente já terá esquecido tudo o que o mané do professor ensinou (?). Mas, enfim, a gente tinha aquela pôrra lá.
Depois de uns dois meses de greve, rotina nas universidades públicas, principalmente em se tratando de Rural, o nosso professor de Teoria e Métodos pediu que nós fizéssemos uma minimonografia, que iria valer como prova. O tema era livre. O Brasil tinha acabado de conquistar o tetracampeonato naquela altura e não preciso nem dizer qual foi o assunto escolhido por nove entre dez dos meus coleguinhas, preciso? Por isso mesmo entendi que deveria apresentar uma parada diferente. Foi aí que me ocorreu a idéia: "Vou falar de sexo. Melhor, vou falar sobre sexo anal.". Decidido, fui à luta. Juntei referências bibliográficas suficientes para umas 5.000 páginas de monografia, o que pra mim não foi nem um pouco difícil. Depois de muito me instruir, comecei a trabalhar em cima do tema. Não deu foi pra fazer pesquisa de campo, uma vez que naquela época eu ainda não tinha as manhas de como cantar bem o suficiente a gata pra ela poder soltar o olhinho do porco. Só faltava mesmo escolher o título. E ele veio: "SEXO ANAL: O PRAZER VINDO DE TRÁS".
Não fui nem um pouco vulgar nas minhas colocações - sem duplo sentido, por favor. Muito menos me usei de imagens bizarras de pessoas sendo impiedosamente curradas. No capítulo sobre as posições mais adequadas ao coito anal, onde na referência lia-se "Cachorrinho" mudei para "De quatro pés com parceiro a penetrar pela retaguarda". Onde antes encontrava-se "Enrabando de Ladinho" pus "Acoitando em Decúbito Dorsal". A palavra "cu" não se fez mostrar sequer uma vez ao longo do trabalho. Nem suas variações. Havia que se manter a linha. Então, pergunto-lhes: Tinha, pois, necessidade de o meu professor me dar zero? Pois foi o que aconteceu.
O dia da entrega do trabalho mais pareceu com o da chegada da Seleção ao país. Tava tudo verde amarelo. Uma falta de gosto do caralho. Eu, reconhecidamente o mais fanático por bola da turma, estranhamente, não portava uma pasta amarela. Nem verde. Meus colegas, então, vieram saber sobre o que tratava a minha monografia. Ninguém acreditava naquilo. E eu não entendia o que de tão anormal poderia haver. Até porque muitos ali entendiam muito bem do riscado. Alguns até da maneira menos ortodoxa. Por que então todo aquele alvoroço? Mal sabia eu que estava tudo só começando. Mas o resto, amiguinhos, vocês só vão saber amanhã. Fui.
no buraco do Tatu
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Ratapulgo
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13.1.03
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Mal o semestre começa e já tenho uma prova. Amanhã.
Estudei? Não.
Vou me sair bem? Não.
Eu estou me preocupando? Nem um pouco.
O interessante é que meu mal de se sentir mal por não estudar foi embora depois do recesso. Não me sinto tão culpado e nem tão preocupado com a nota que eu vou tirar, isso é bom e ruim. De qualquer forma, eu devo dar mais uma lida na apostila, só para garantir.
Porque, afinal de contas, as plantas selecionadas da cultura A quando cruzadas com as selecionadas da cultura B determinam uma seleção recorrente.
das profundas do O Porão do Gandalf
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Ratapulgo
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13.1.03
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Fui no meu cortador oficial de cabelo, corto lá desde que eu tinha uns 7 anos. Sou recepcionado com um grande e bonito grito:
-- Rafaaaaaael!!! Quanto tempo!
-- Errh... É Gabriel.
-- Ah! É mesmo! Mas como eu ia dizendo: Gabriiiiiielll! Quanto tempo! A que devo a honra da visita?
-- Porra, eu vim cortar o cabelo, né!
Então estava eu, lá, cortando meus cabelos de até então 15 cm. Vou sentir saudades desse cabelo todo. Eram 15 cm que quando molhados alcançavam a altura da boca e quando secos alcançavam a altura do teto dos elevadores.
---
Eu viajo 1 hora de ônibus todo dia pra voltar do trampo.
Nos últimos dias venho acompanhando a saga de um jovem casal de pessoas estranhas.
Ele, senta em seu banco, sozinho, encolhido. Ela vê ele e vai sentar no lado. Então começa a batalha. Ela vai pra cima dele. E ele na defensiva.
Ela joga as pernas pra cima dele e ele vai pro lado pra desviar. Eu faria o mesmo. Digamos que ela seja "meio" feia.
Ela fala coisa bonitas para ele e ele responde monossílabicamente e as vezes com balanços de cabeça.
A viagem demora 60 minutos e ela não deixa ele em paz nenhum segundo. Coitado. Ela praticamente invade o perímetro do banco dele. Se eu fosse ele cobrava meia passagem dela por estar usando de seu espaço.
Então no final da longa jornada ela consegue seu prêmio. Um selinho de seu amado. Ele da o beijo, todo com desgosto e ela fica feliz e radiante.
Ela desce num ponto antes dele. Sempre, todo dia, a sua espera está seu namorado. Um negão que lhe da um abraço e um beijo de língua.
E ele fica dentro do ônibus pensando: "que baranga safada".
Isso já acontece a quase uma semana.Todo dia.
Que baranga safada!
picotado do ¿DEQUEJEITO?
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Ratapulgo
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12.1.03
O vídeo texto ( Post II ):
A entrevista
Algumas pessoas, quando querem dar um novo rumo pra vida, vão à cartomante; outras vão ao shopping e outras mudam de endereço. Eu abro o jornal. Vou passear meus olhos pelas sessões de classificados, leilões, trocas, "casa muda", oportunidades - sempre surge algo que mexe com a minha rotina - mas, naquele dia, eu precisava de um emprego e lá fui eu para a rua que sobe e desce, trabalhar com telecomunicações.
Eu não manjava nécas de pitibiriba do assunto, não sabia nem ligar um computador, mas me disseram que não precisava de experiência e, sendo assim, por cinco mil dólares, eu preenchia todos os requisitos.
Preeenchi uma ficha na recepção e em seguida me levaram para conversar com um rapaz que me explicou o que eu teria que fazer caso fosse contratada.
A antiga Telesp disponibilizava um sistema de consultas chamado vídeo texto que era acessado por um terminal. Fisicamente o terminal era o cruzamento de um notebook com uma televisão de dez polegadas (há dez anos atrás era um fenômeno!). Era plugar na linha telefônica, na tomada e voilà: banco de dados com todos os assinantes de linhas telefônicas, acesso ao SERASA, policia federal, DETRAN, bancos e outras maravilhas de uma época onde era raro até as empresas terem computadores. No máximo, encontrávamos perdidos um XT jurássico ou o top de linha na época, o 286.
Eu, que nunca tinha visto nada igual na minha vida, fiquei lá, boquiaberta com todas aquelas possibilidades, mas aquilo era um trabalho e, se eu quisesse levar o meu terminal para casa, eu teria que estar lá no dia seguinte às sete da manhã.
Sete da manhã era algo realmente assustador e fiquei me perguntando se não era melhor desencanar e voltar para a minha vida de fotógrafa. Era tentador ter um brinquedinho daqueles por vinte e quatro horas em troca de um trabalho, mas o horário era de lascar. Foi aí, que o rapaz me mostrou o vídeo papo, que era uma ferramenta onde todos os usuário do vídeo texto que estivessem on line podiam conversar uns com os outros. Era o avô do chat! E qual o ser humano que não enlouqueceu diante do seu primeiro contato com o chat? Eu pirei com o vídeo papo e aceitei o emprego na hora.
Levei o meu terminal para casa e assinei um milhão de termos de compromisso de que o devolveria em trinta dias caso eu não conseguisse instalar o sistema em pelo menos uma empresa durante este período. Todo dia às sete da manhã eu teria que comparecer na rua que sobe e desce, depois apresentar o vídeo texto aos clientes. Ganharia cerca de mil dólares para cada contrato fechado (baba!) e ainda poderia passar a noite inteira conversando no vídeo papo. Melhor, impossível! Saí de lá empregada e louca para bater papo no vídeo papo.
O vídeo texto ( Post III )
A primeira noite no vídeo papo
Nem preciso dizer que virei a noite papeando no video papo, né? Vício, vício, vício. Montes de nerds tímidos, troca-troca de telefones e "trimmmm!", o despertador histérico que nunca tinha sido usado, gritava na minha orelha que era hora de trabalhar. Eu, morta de sono, a noite toda romanceando naquela porcaria viciogênica... estava perdida. Como conciliar noites de zumbi no teclado, encontros às escuras com paqueras virtuais, o despertador tocando às cinco da manhã e trabalho em horário comercial. Aquilo não era vida! Mas eu precisava parar de reclamar, tomar um banho e ir para o meu primeiro dia de trabalho na Teletel.
Os dias não seriam tão fáceis como eu havia imaginado...
--------------------->>> Continua.
embebido em AMARULA COM SUCRILHOS
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Ratapulgo
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12.1.03
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Penso em ruivas xipófagas, em guitarras queimando como incensos, em Humphrey Bogart mascando chicletes, no céu iridescente e nos desejos que eu e você sussurávamos um para o outro quando víamos estrelas cadentes relampagueando a noite de um outubro perdido, quando éramos dois adolescentes cercados de espinhas e dúvidas existenciais por todos os lados, receosos do mundo, mas repletos de impulsos juvenis.
Penso em Thelonius Monk morando em uma casa de Lego, em metáforas despojadas e versos sobre abóboras flutuantes, em Cheech e Chong cantando sem sucesso as garotas de um videokê, e que depois da torrente de nãos recebidos terminavam a noite masturbando-se um ao outro. Penso nas gargalhadas gostosas que demos imaginando a cena, na sua risada crepitante que alimentava o fogo das estrelas, em você sentada de cócoras acendendo um cigarro atrás do outro, enquanto eu via a fumaça subir ao céu desenhando efígies de presidentes cassados e trompetistas mortos.
Penso em avestruzes enterrando suas cabeças no deserto australiano, no destino dos siriris depois que perdem as asas, na fúria dos meteoros e no medo de viver. Penso em tonéis de azeite, nos afluentes do Amazonas, na catadupa de idéias desconexas que vêm como uma enxurrada, rompendo os diques da clareza num mar de interrogações. Penso no uniforme do Coringa, na maleta xadrez do Gato Félix, no Linus esperando a noite inteira pela Grande Abóbora como se fosse Godot, nos robôs de Isaac Babel, nos filmes inacabados de Orson Welles. Penso em filmes iugoslavos com legendas em sânscrito, e em nós dois socando pregos.
Penso na raiz cúbica de 270773, no significado da expressão "klaatu barada niktu", na escalação do Guarani em 1978, na cabeça de Robespierre depois da decapitação, no brilho dos olhos de James Joyce ao encontrar a calcinha suja de Nora. Penso em amoras amassadas, em vinicultores chupando uvas e deixando-as secar ao sol, para vendê-las depois como passas. Penso no último mergulho de Jeff Buckley, em Thelma e Louise dando-se as mãos antes de voar para o nada, na cadela Laika latindo para a surdez das estrelas.
Penso no medo que tenho de dançarinos irlandeses e contorcionistas de circo, em quadrinhos velhos de Carl Barks, em melodias tonitruantes, no silêncio de John Cage. Penso em você pedindo provas de amor, na risada que dei ao ler que um homem foi flagrado trepando com um frango congelado, em minhas tergiversações dispersas, em seus olhos dardejando indiferença, em Ian Curtis pendurado pela corda que o enforcou, na etiqueta presa ao dedão de Marilyn Monroe no necrotério de Los Angeles, em carpideiras sorridentes e nas piadas bestas que sempre extraíam um sorriso do seu rosto, mas que já não tinham o mesmo efeito.
Penso em Pasárgada, em Hiroshima, em Yoknapatawpha, em Cracatoa, em Atlântida, em Patópolis, em São Paulo. Penso no encontro de Kublai Khan com Marco Pólo. Penso em olhos de ímã e versos que rimam. Recordo você: tudo penso, e nada falo.
recitado no Pensar Enlouquece. Pense Nisto.
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Ratapulgo
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12.1.03
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Já que não consigo dormir, vou fofocar da professora. Como é que era mesmo o nome que eu inventei pra ela? Rose? Então, a Rose. O caso dela não é o Careca 2, é um homem casado. Tsc, tsc. Mais uma que descolou um véio rico. Não sei quando eu vou perder esses meus escrúpulos idiotas que só me levam à pobreza hahahahahha e descolar um pra mim também. Eu sei. Nunca. Ou quando eu também for véia. Aí tudo bem. Por enquanto, ha ha ha, nem pensar. A não ser que fosse muito rico, tipo o Roberto Marinho. hahahahaha acho que ele morreu, nem sei hahahahaha. O Silvio Santos eu comia. hahahaahahha Como eu falo merda, hein?
Enfim, ela diz que está apaixonada por ele. Pode ser. Nem sei se ele é rico. Suponho que seja véio, porque ela já tem 46 e ele é mais velho que ela. Mas é casado e ela está na mais profunda merda. É foda. Se eu acreditasse em Deus pediria para ele nunca me deixar chegar nesse ponto, mas acho que nem precisa. Nunca serei pobre. Também nunca serei rica. É uma questão de destino. Mas minha dignidade eu ainda tenho. Me odiaria para sempre se tivesse que trepar com alguém por dinheiro. Também me odiaria se eu tivesse que comprar alguém para trepar comigo. Mas me odiaria menos. Talvez um dia eu engula todas essas palavras e tenha que me vender até por merreca, mas por enquanto, tá tudo certo.
Sem falar que eu não sou o tipo que esses véios gostam. Eles gostam de loira falsa hahaahaaah. Prefiro morrer a descolorir meu cabelão maravilhoso. Duas coisas das quais me orgulho: nunca fui loira e nunca fui burra, mesmo assim, sempre tive homens aos meus pés hahahahahhahah. Pera aí, é uma coisa só, não duas. hahahah E de vez em quando eu me faço de burra, só pra não deixar alguns homens constrangidos.
passando Calor demais na ilha de Ursos - parte II
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Ratapulgo
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12.1.03
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Tive um dia ruim. Ruim não, péssimo. Daqueles em que você se pergunta de 5 em 5 minutos porque cargas d´água saiu da cama. Por que, meu Deus, eu acordei? Tudo deu errado. T-u-d-o. Uma contrariedade atrás da outra. A minha residente é um tiro no útero, sabe? Ô criatura insuportável. E eu sou paciente. Não sei como, mas eu sei ser tolerante com pessoas chatas. Tolerante como ninguém, viu? Mas estou querendo me aposentar dessa profissão. Está me fazendo mal. A filha de uma das minhas pacientes é uma peitica. E eu não tô mais suportando-a. Não aguento nem a voz. E mesmo assim, normalmente, dou atenção, explico tudinho. Menos hoje. Hoje eu fugi dela. Escondi-me atrás do carrinho das refeições. Ok, foi ridículo, mas eu precisava. Estava no meu limite. E depois me escondi atrás da cortina. Mais ridículo ainda. Por fim, quando escutei a voz dela " Doutora Robertaaaaa" eu desci as escadas correndo. Fiz que não ouvi. Nem olhei pra trás. Eu sou um monstro, eu sei, mas não deu. Chega. E meu pai bem que podia fazer cara de bons-amigos pra mim hoje. Essa mudez dele tá me irritando. E minhas pernas estão pesando uma tonelada cada. Minha cabeça então, nem se fala! Não, isso não é TPM, antes que me atirem a primeira pedra. Antes fosse. Queria eu que fosse. Isso é abuso puro. Puro não, misturado com cansaço. Com falta de coragem. Com sono. Cor dor de estômago. Um pouco de dor de cabeça também.
coisa de Nem menina, nem mulher
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Ratapulgo
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12.1.03
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Quer um Reality Show de qualidade? Olhe-se no espelho, porra!
do vidrinho de LACTOBACILO MORTO
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Ratapulgo
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12.1.03
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Tava saíndo com um brutinho há uns 2 meses. Já tinha deixado claro q gostava de estar com ele, mas não queria namorar. Chegou o Dia dos Namorados. A gente sempre se via às quartas e o data caiu justamente numa. Ele disse q queria me ver. Concordei deixando claro q continuávamos não sendo namorados, q não seria uma comemoração, q íamos nos ver como sempre nos víamos e talz...com ele era preciso deixar as coisas sempre claras.
Chego na casa do bruto e ele tinha comprado queijos e frios, pastinhas, pãezinhos legais e vinhos. Além de toalha de mesa, copos e apetrechos adequados (eu já tinha esculhambado q ele habitava um cafofo sórdido). Comemos e bebemos uma garrafa de vinho. Ele perguntou se eu queria do outro vinho, disse q não pq já tava bebinha. Ele insistiu, eu acabei concordando, mas como não tava muito a fim, ele acabou bebendo a garrafa praticamente sozinho.
Fomos pro quarto, tamos lá e talz e no meio da transa ele pára de repente.
– Q foi?
– Pára tudo.
– Q foi? Q q aconteceu.
– Não lembro seu nome.
Claro q fiquei puta. Tudo bem q ele foi sincero, mas porra! esqueceu meu nome!!! Como queria namorar comigo se não lembra como me chamo? Devia ter levantado e ido embora, pra nunca mais voltar. Mas como já tava ali tentei deixa pra lá e recomeçar. Foi pior ainda, o estrupício broxou e dormiu. Pra piorar não consegui dormir com o palhaço bêbado roncando.
No dia seguinte perguntei pq ele tinha bebido tanto. Ele disse q queria exibir as taças de vinho novas. Putaqpariu!
no picadeiro de Homem É Tudo Palhaço
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Ratapulgo
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12.1.03
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Caramba, por que as pessoas acham que esta tudo intrinsicamente ligado... Tem de fato de todas as relacoes serem diretas e com sentido? Tem sentido tudo ter explicacao? Tem explicacao tudo ter sentido? e o que a gente so sente e pronto??? Enfim... Acho que é tudo culpa do cinema... tchau Kubrick, olá Lynch...
xerocado do CalvinOne
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Ratapulgo
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12.1.03
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Grandes desejos, de probabilidade duvidosa:
01. Tocar trompete, ou violino.
02. Esculpir em mármore, ou bronze.
03. Graduar em história e geografia.
04. Dominar seis idiomas.
05. Ler dez vezes mais.
06. Nadar oito quilômetros diários.
07. Viajar cinco vezes por ano.
08. Dominar a culinária.
09. Assistir filmes diariamente.
10. Dançar tango.
montado em Bricabraque
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Ratapulgo
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12.1.03
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Imaginem a cena: um mercado cheio das coisas que habitualmente se vendem nos mercados, frutas, legumes, cereais. Uma imundície inacreditável por todos os lados, uma camada de sujeira derrapante e fedorenta no chão, bicicletas e motos passando entre as pessoas por corredores estreitos até para as pessoas -- e, de repente, a peixaria.
Eu, que fiquei um pouco para trás fotografando, ouvi um grito da Luciana. Corri em tempo de ver, num balcão, um peixe grande que acabara de ser cortado em dois, vivo, sangrando e se debatendo. Fiquei paralisada olhando para a cara daquele bicho que saltava sem a parte de baixo do corpo, e que levou uma eternidade para morrer.
Mas não havia sido essa a causa do grito da Lu. Quando ela me encontrou, depois de ouvir o meu grito (claro, eu nem percebi, mas gritei também), o peixe já estava quase morto. O que ela tinha visto havia sido igualmente horripilante: uma vendedora batendo uma enguia também viva no chão, para possivelmente esmigalhá-la por dentro, e depois cortando a sua cabeça fora com uma tesoura. As pessoas -- digo, os chineses -- que estavam em volta acharam o nosso pavor muito engraçado.
Fugimos da peixaria, mas caímos num lugar pior. Do outro lado estavam as aves. Vi um cisne com as asas quebradas para trás, "amarradas" num nó atrás do pescoço, sendo pesado num gancho que o suspendia por este nó das asas. Vi centenas de patos uns em cima dos outros, alguns com as patas partidas, todos com as asas quebradas da mesma forma, e nunca mais vou conseguir me esquecer do olhar dessas aves, eu que achava que aves não têm expressão.
Ainda não assimilei a experiência inteiramente, mas já estive em mercados em todos os cantos do mundo, de Seattle a Istambul, passando por Belém, Santiago e meia Europa e, repito, nunca vi nada sequer remotamente parecido.
Enfim Cora Ronai
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Ratapulgo
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12.1.03
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Quebrei as regras e aposto qualquer quantia que eu vou pagar por isso. Por mais que eu repita prá mim mesmo que eu não tive culpa, tenho certeza que eu poderia ter evitado. Tudo bem: não cruzamos nenhuma linha que escandalizasse o mundo e que me garantisse tochas e tridentes, mas houve um deslize.
E o pior é que eu adorei meu pecado.
(...)
Ok, eu conto...
Prá terminar o mistério: eu fiquei com uma menina de 15 anos. Mas ela não gosta de Britney Spears, sabe quem foi Cartola e foi ela que me beijou. E muito bem, diga-se de passagem.
a sorte está lançada em Alea Jacta Est
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Ratapulgo
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12.1.03
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Porra, se por acaso existir um deus, queria deixar aqui minha reclamação:
Você está vacilando!!!!!!!!!!! e vacilando feio!!!
ligo pra uma amiga, depois de muito tempo, e que notícia recebo? uma amiga dela, que estudou conosco por pouco mais de um ano tinha morrido no dia 2. acidente de carro. voltando pra casa depois do ano-novo.
uma das garotas mais legais que já conheci. por algum motivo eu nunca fui muito próximo à ela. mas ela era legal. poucas pessoas naquela escola valiam a pena. ela era uma delas. ela era inteligentíssima. tinha um gosto musical ímpar. era bonita. era marcante. sabe aquele tipo de garota que sempre namora uns caras mais velhos, mais inteligentes que os adolescente retardados que estudam com ela... esse estilo. ela era uma "Mônica", da música do renato russo. mas sem as idiotices. tinha terminado o primeiro ano do curso de jornalismo da USP.
se chamava Júlia. com certeza deixa saudades, corações tristes e muitos poemas por aí.
estás Acordado Ainda!?
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Ratapulgo
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12.1.03
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Sábado pela manhã, passo pela minha cozinha em direção ao banheiro, e ali jazia uma barata. Minha primeira ação foi ir para o quarto colocar uma roupa! Imagina se ela encosta em mim? Melhor que encoste na roupa né! Voltei, fui ao banheiro pegar papel higiênico para removê-la do chão e, subsequentemente fazer a desinfecção do chão. Peguei bastante papel higiênico! Mas, quando eu vou tentar pegá-la... ela aparentemente se mexeu e eu, larguei o papel no chão e soltei um grito completamente involuntário! Fui olhar melhor e, ela estava meio morta! Ok, fui lá, peguei mais papel higiênico (o do chão estava infectado) e, mais uma vez fui tentar remover a barata do chão. Ela se mexe, eu largo o papel e
grito... Na quarta vez que eu estava nessas, indignada comigo mesma por ser tão bundona! Eu conclui que teria que passar vergonha mesmo ou, eu passaria o dia e 10 rolos de papel higiênico depois na barata... Interfonei... sim caros amiguinhos... interfonei para o porteiro e perguntei se ele não poderia me mandar alguém para matar a barata. Uns minutinhos depois bate um dos funcionários do prédio aqui na minha porta, inseticida na mão e, quando ele chega na cozinha aquela cena patética... a parada, anteninhas se movendo lentamente de barriga para cima no meio de 4 tufos grandes de papel higiênico. Ele tentou se conter mas não conseguiu... ele virou e perguntou: É essa a barata? (segurando o riso). Ele tacou o inseticida em cima dela, pegou um dos tufos, recolheu a barata, pegou os demais e saiu, rindo. Eu limpei o chão e fiquei com a história. É ridículo, eu sei mas, ela estava viva! Já me perguntaram por que eu não usei o chinelo nela.... eu não fiz isso por que não queria infectar o chinelo também...
éééééééééééé do oooooooops!
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Ratapulgo
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12.1.03
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- eu já vi de binóculo a minha vizinha balzaquiana muito maravilhosa chifrando o marido dela com um garotão numa quarta de tarde na própria cama.
- também já vi ela fazendo sexo anal com o marido dela várias vezes.
- eu já fumei um baseado numa roda com o Tim Maia.
- eu já fiquei com mais quatro amigos num rodízio comendo das duas da tarde até às dez da noite. no final os garçons nem passavam perto da nossa mesa.
- eu já vi uma cadeira andar sózinha numa fazenda em Goiás.
- eu e minha namorada e mais um casal ouvimos passos e uma criança chorando nesse mesmo lugar mas não tinha ninguém lá.
- eu já tive um berne na batata da perna que quando saiu já estava criando asinha.
- eu já tomei duas mescalinas no espaço de 5 horas e viajei tres dias inteiros.
- eu já transei uma baiana em Itacaré em pé no meio da rua com uma porção de gente passando e nnguém notou e nem era carnaval.
- eu já dei um teco com dois altos funcionários do banco central de carona num avião do banco que ia buscar um ministro no Rio. um era meu primo.
- eu já roubei a calcinha de uma menina que eu morria de tesão numa festa na casa dela e devolvi toda gozada com uma carta anônima e ela té hoje não sabe que fui eu.
- eu já fui masturbado por uma prima de 25 anos quando tinha 12 na casa do meu tio de noite, no banheiro, com todo mundo dormindo.
- eu já vi o Lulu Santos doidão pegando no pau de um cara numa festa
- eu já vi um pivete ser atropelado por uma Blazer e subir quase quatro metros de altura.
- eu ajudei a botar este moleque na Blazer pra se socorrido e fiquei todo sujo de sangue no centro da cidade chorando sentado no meio-fio.
- eu já amei de paixão, passei cinco dias trancado com ela só namorando numa casa em Petrópolis e dois dias depois ela voltou a acabou se casando com um namorado babaca só porque ele ia morar nos Estados Unidos.
- eu me senti vingado quando encontrei com ela cinco anos depois 30 quilos mais gorda, com dois filhos e de volta ao Brasil porque o marido lhe deu um pé na bunda.
- eu já fiz uma poesia na hora pra uma menina que eu vi no metrô e ela me deus seu telefone.
- eu fiquei com cara de bunda porque a menina fumava pra cacete e tinha um tremendo mau hálito.
- eu já fiz sexo oral com a patrícia pillar quando ela tinha 19 anos e ela também fêz comigo. é lógico que depois eu também comi
- eu já menti num blog que queria que eu contasse o que eu já fiz mas muita coisa que eu disse era a pura verdade.
Kaff
outra do Eu já...
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Ratapulgo
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12.1.03
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Todo mês de janeiro tenho a falsa ilusão de que São Paulo ainda é uma cidade habitável.
macaquice de chita_e_jane
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Ratapulgo
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12.1.03
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Enquanto isso, na aura da Grande Agência...
Vejo a imagem de um grande facão pairando sobre uma cadeira com um fardão da ABL. Vejo muitas cabeças rolando nos jardins intocados que pedem silenciosamente flamingos de resina. E vejo, principalmente, uma imagem dantesca de um ônibus para uma longínqua cidade no nordeste com uma galinha e um bode no assento 6 (e 7, pois eles são espaçosos), sendo que a viagem no citado busão é acompanhada de perto por Conan, o Destruidor.
Devo acreditar nos meus poderes uriguelianos? Devo abrir um disque-0300-mãe-redatora? Ou devo entregar meu coração para Daltony?
datilografado na vida de redatora
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Ratapulgo
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12.1.03
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Meu Dia Hoje
Tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio ttédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio tédio
citado do EU SOU FEIA MAS TO NA MODA
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Ratapulgo
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12.1.03
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eu nunca vou me
sentir assim de novo.
e cada dia eu me
sinto menor e menor.
quem sabe um dia
eu desapareça de uma vez.
eu só queria que isso
andasse um pouco mais rápido...
another life sucks...
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Ratapulgo
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12.1.03
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É muito foda você ser convidado(a) por um casal de amigos para sair. Ainda mais quando eles não têm simancol necessário para perceber que se enfiar em cantos, se trancafiar em quartos ou ficar se agarrando na frente de terceiros, pode ser fonte de grande constrangimento. Se fosse só isso... o pior é quando eles pedem para você esperar enquanto fazem coisas. Depois tem gente que ainda é capaz de reclamar do meu vício no Snake do celular: se não fosse por ele, eu teria sido capaz de ir embora de táxi.
tudo nonsensE b/S
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Ratapulgo
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12.1.03
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Nas redondezas do edifício onde eu trabalho, um cara meio riponga - porém louco - costuma xingar as mulheres que passam por ele.
Já tive o desprazer de vê-lo em ação algumas vezes e fiquei deveras revoltada!
Pois bem...
Hj fui trabalhar como de costume...
Tá certo que tô com um vestido rosa meio transparente, mas isso não é motivo!!!
Então, lá pela uma da tarde, bateu a maior fome. Desci pra comprar comida chinesa num lugar aqui perto do serviço.
Baratinho, por R$ 5,00 vc come até se esbaldar.
Comprei o grude e estava voltando para o escritório.
Pois é, e eu, toda rosa translúcida, vinha vindo com a matula na mão.
Os olhares vinham me seguindo e eu, metida em pessoa, nem aí.
Quando eu estava bem em frente ao prédio, eis que vejo uma figura estranha se aproximando de mim com um olhar sinistro, uma barba e um cabelo tão compridos que não dava para saber o que era o que naquele rosto, se é que podemos chamar aquilo de rosto.
Era o riponga estranho.
Ele começou a me xingar feio e dizer que eu não tinha consciência da fome do mundo, das crianças desnutridas e que eu preferia desfilar com meu vestidinho e blá blá blá...
Cara, fiquei irada!!!
Parei bem na sua frente e mostrei o dedo do meio bem no nariz dele. O estranho ficou doidão!
Ele se pôs a me ofender ainda mais, soltando um cínico "Vc viu o que ela fez???", para os moços que estavam na porta do prédio.
Eu? Entrei no prédio com toda a minha delicadeza, sabe? Aquele jeitinho Sandy de ser? Pois é...
Os caras da porta do prédio racharam o bico da cara do maluco, que continuo vomitando palavrões na porta do edifício.
Tenho certeza que ele, ao ver minha cara de Lindinha, jamais imaginaria que eu fosse capaz de encará-lo e de um gesto tão feio.
Mas ele mereceu.
E outra, ele nem me conhece... eu estava de rosinha sim, eu estava Sandy sim... Mas ele definitivamente não me conhece!
Humf!
Blog dos PIC WICCAS
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Ratapulgo
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12.1.03
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11.1.03
Sabe aqueles dias em que você acorda, olha no espelho e toma um susto? Pois é. Ontem foi assim. Não é que minhas olheiras tenham amanhecido maiores. Elas sempre foram assim. Não é que meu nariz tenha crescido durante a noite. Ele sempre esteve lá, aquele troço meio torto e deslocado. Não é que os peitos tenham caído de um dia para o outro. Eles nunca foram lá essas coisas, mesmo. É só que tudo isso pareceu saltar diante do espelho e eu comecei a pensar em todas aquelas teorias sobre beleza e inteligência.
Quando eu era pequena, me diziam que quando as crianças nascem feias, elas se tornam bonitas na maturidade. Nasci feia. "Simpática, coitada", como definiu meu avô. "Vai ter que ser inteligente", como concluiu minha mãe. Mas sempre restou uma esperança de que eu melhorasse com o tempo. Não aconteceu. Nasci, cresci e permaneci meio estranha.
Se eu tivesse escolha, trocaria uns 10% da dita inteligência por peitos empinados. Trocaria mais 5% por um cabelo que não se transformasse em um bonsai. Uns 15% por uma barriga lisinha e mais uns 10% por um sorriso colgate. Eu teria 60% da minha inteligência e seria bonitinha. Ou eu poderia ser mais inteligente. Inteligente o bastante para ganhar muito dinheiro e resolver todos esses problemas com uma boa plástica.
escrito no texto livre
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Ratapulgo
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11.1.03
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10.1.03
Saída de emergência
Um viva para Alê Faljone, editor da revista Simples - por Ronaldo Bressane
Pensei várias vezes se era realmente necessário escrever isto. O silêncio da imprensa pesava sobre meu juízo: o tema é tabu. Pensei que poderia ser visto como oportunista. Ou intrometido, uma vez que nunca fui assim tão próximo dele. Mas seu gesto não me saía, não me sai, da cabeça. E ninguém falava desse gesto. Foi por essa única razão que resolvi escrever em homenagem a Alê Faljone, editor da revista Simples, morto em dezembro, em São Paulo.
Alê matou-se.
Parece simples dizer, mas, para além desse trocadilho inadequado, não é nada fácil entender. Se é que há possibilidade de entendimento. Pois se há um ato inexplicável para o homem, este é o suicídio.
Alê enforcou-se, numa árvore, em sua casa. Foi tudo muito bem pensado. A última Simples trazia um espelho em sua capa, e, dentro, uma foto de Alê com o rosto oculto – justamente por trás de uma árvore. Dois dias antes, ele havia comunicado faltar na redação da revista. Havia duas semanas, tinha terminado, na boa, um relacionamento com a namorada. A última edição da Simples fechou no azul, cheia de anúncios. Sua casa estava em ordem. Em seu computador, no histórico do seu navegador foram encontrados links para sites que ensinavam o laço perfeito para o gesto extremo – a exata antítese do cotidiano e tributável nó na gravata.
O último bilhete
"Quem não morre não vê Deus. Me desculpem os que se acham fortes, que, sei, jamais compreenderão. Me desculpem os que se acham fracos, por fazer o que talvez desejassem. De qualquer forma, é hora de superar os dogmas em torno do suicídio. É direito fundamental do Homem. Ninguém pode julgar ninguém, porque cada um nasce com a sua própria proporção entre angústia e capacidade de superá-la. Tentei, tentei muito, e acho que morrer é a próxima tentativa. Batalhador sempre fui. Não será a Igreja dos pedófilos que me fará sentir culpado. Só mesmo a dor dos que respeitam a minha alma, mas estes hão de aceitar minha saída: basta imaginarem que sinto essa emoção que sentem agora desde que me lembro gente. Tristeza. A mais funda tristeza do mundo."
Alexandre Moreira César Faljone
anotado no FRAUDE
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Ratapulgo
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10.1.03
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Sera que alguem consegue explicar por que tem dias em que estou me sentindo bem e feliz e posso fazer qualquer coisa que eu quero e no dia seguinte me sinto esmagada por uma pedra do tamanho de um fusca em cima das minhas costas? A gente se cobra demais. Quer ser demais, quer ter demais, quando na verdade so deveria se importar em sermos mesmo - simples, completos, inteiros e felizes.
Gente foi feita para brilhar e nao para ser esmagada por fuscas de pedra que so existem na nossa mente.
TUDO POR UMA VIDA MENOS ORDINARIA
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Ratapulgo
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10.1.03
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Algo de muito inesperado aconteceu.
Inesperadamente para mim, não entrei em pânico e estou até preocupada com minha falta de preocupação.
despido no Naked Emotions
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Ratapulgo
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10.1.03
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Fui agora há pouco ao supermercado 24h. O dinheiro não deu, vim a pé buscar um troco em casa. Volto lá, saio com a sacola de compras e encontro na porta uma senhora negra e o filho, um garoto de uns 10 anos. Os dois maltrapilhos, pedindo esmola na madruga e juntando moedinhas no chão. A mãe me pergunta:
– Sobrou moeda, moço?...
– Olha, não sobrou. A grana nem deu, tive que buscar um troco em casa...
– É, eu vi – Testemunhou o menino.
– Ô moço, por que num pediu pra gente?
Mergulho na escuridão, engolindo o nó da garganta.
um ¢AtaRrO vE®De
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Ratapulgo
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10.1.03
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que merda tá acontecendo aqui?'
'nada, tia. só o cláudio que vendeu o maracanã pro elói mas não trou o inquilino ainda, daí o elói chamou o dono anterior pra tentar chegar num consenso, mas não deu certo e agora a gente vai pro superior.'
'vocês deviam ler um livro, antes que se tornem adevogados.'
'mas a gente tá aqui na faculdade pra isso mesmo...'
'desculpa, tinha esquecido. elói, não bate no guri!'
mas hein? como assim dois uísque?
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Ratapulgo
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10.1.03
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- Ô bundão, você não tem mais o que fazer do que ficar contando sua vida nesse blog?
- Sim, entrar em chats fingindo que sou uma lésbica ninfomaníaca especialista em pompoarismo.
- Hã... qual é o seu nick?
levantou de mau humor
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Ratapulgo
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10.1.03
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Acho que estou tendo crises de depressão e angústia por causa dos remédios que estou tomando. Eu devia parar de tomar, mas é que tem uns efeitos legais também. Vejam só: Na noite de domingo pra segunda, já quase dormindo, ouvi barulho na cozinha. Alguém mexia na gaveta de talheres. "Pronto", pensei, "é um serial killer que deu um jeito de entrar aqui em casa e agora vai me matar". Claro, é a coisa normal pra se pensar quando alguém abre a gaveta de talheres, não? E depois, quando ouvi barulho de sacolas de plástico, minhas suspeitas se confirmaram: O cara ia usar as sacolas como luvas, para não deixar impressões digitais. Levantei da cama e tranquei a porta do quarto.
Na noite seguinte, ouvi barulho de água. Provavelmente o cachorro matando sua sede noturna. Mas nãaaaaaaaao: Logo deduzi que era um ET na piscina. E tratei de trancar a porta.
Noite passada, ajudado pelas cervejas que tomei na casa da Loira, minha pressão caiu. Pra melhorar, tive um pouco de febre. E passei toda a noite com a sensação que meus braços, pernas e pescoço estavam se esticando e recolhendo repetidamente, como se fossem molas. Maior barato.
Agora estou trabalhando de pressão baixa, o que, além de não ser lá muito agradável, é coisa de veado. Mas espero ansioso pelas alucinações noturnas.
pelamordedeus, Jesus, me chicoteia!
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Ratapulgo
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10.1.03
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Tinha essa menina, amiga minha desde que nasceu, a Florisbela.
Ela amava a boemia, as drogas, a putaria e todas essas coisas que vêm junto com o rock. Anos e anos se passaram e ela lá, firme. Mudou de cidade, mudou de casa umas cem vezes, de tabaco, de cor de cabelo, de manequim, mas nunca mudava de vida, sempre no limite, sempre nos excessos, sempre cambaleando por causa da vódega com um cigarro torto na boca. Até que Murphy, que regia a vida da menina, disse "chega. Vou ter que acabar com isso, ela não pode morrer agora. Esteatose hepática nela!"
Mas não adiantou. Ela descobriu que era só parar com a vódega e continuar com a cerveja e o vinho. E assim passaram os meses, com Murphy lá, coçando o queixo e pensando no que poderia fazer para impedir a auto-destruição de Florisbela.
Tentou fazê-la engordar por causa do álcool, mas ela emagreceu e voltou a beber.
Tentou deixá-la miserável e sem dinheiro para bebida e cigarros, mas ela tinha amigos.
Tentou arrumar um namorado para ela, mas ele era dono de um bar e só piorou.
Até que ele teve a genial idéia de mandar-lhe um rebento. Murphy sabia que Florisbela não faria um aborto -- apesar de achar que cada um cuida do seu útero como bem entender, ela não gostava da idéia de arrancar um filho de onde ele estava, ainda mais quando era a mistura dela com o cara que ela amava, não, não e mil vezes não. Florisbela teria o filho e pronto. E assim fez Murphy.
Florisbela, então, percebeu que não deveria mais fumar nem beber nem usar droguinhas, porque o Beanie (que era como ela e Marc Bolan, seu namorado, chamavam o rebento, porque ele parecia um feijãozinho) não tinha nada a ver com os excessos dela, nem com as bebedeiras, nem com o tabagismo.
E Florisbela passou a beber bem pouquinho e fumar menos ainda.
E Florisbela passou a comer coisas saudáveis.
E Florisbela passou a encher a cara de chá.
E Florisbela começou a notar que seus peitos eram os maiores do mundo e sua barriga estava gigante.
E Florisbela estava muito feliz com isso tudo e ficou pensando em escrever histórias infantis, como a de Joo, o Gato Ciumento.
E Florisbela decidiu passar a gravidez inteira lendo tudo que não leu e tudo que leu e escrevendo tudo que não escreveu nos últimos meses.
E Florisbela bradou ao vento: "fofoqueiros, enfiem um dedo no cu e rasguem, pois sim, eu estou grávida, e sim, estou feliz, e não, não serei junkie durante a minha gravidez, e não, jamais faria um aborto, então cuidem de suas vidas e em vez de fofocarem pelos cantos, me mandem roupinhas de bebê ou depósitos em dinheiro!"
E foram todos felizes para sempre, mommie, daddie, Beanie, os quatro gatos e a pimenteira, até a próxima crise.
* Os nomes foram mudados para ninguém perceber que estou falando de mim mesma
read my lips leia meus labios: e-u-n-a-o-t-e-n-h-o-i-n-t-e-r-n-e-t
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Ratapulgo
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10.1.03
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Não bastasse a TPM filhadamãe e a sensibilidade à flor-da-pele, tive uma péssima noite. A segunda seguida, aliás. Sonhos turbulentos. Dessa vez, sonhei que estava com várias pessoas numa casa e Matheus estava possuído por um demônio. E somente eu tinha o poder de tirar o espírito ruim dele, mas me sentia fraca. Porque ele apertava minha mão com força e ria, e eu não sabia o que fazer. Acordei mal. Levantei, fechei a porta e voltei pro mesmo sonho às 5 da manhã. Cansada.
(À propósito, por que a expressão à flor-da-pele mesmo? Okey, estou neurótica em saber o sentido das coisas. Mas achei engraçado imaginar uma pele de flores.)
lambido do Sorvete de Casquinho
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Ratapulgo
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10.1.03
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Este carioca simplesmente adora São Paulo.
Amigos mais chegados estão dizendo que ando desencantado com
o Rio, a minha cidade. O Rio é uma cidade fantástica; todos nós cariocas
somos coadjuvantes deste cenário maravilhoso mas está faltando alguma
coisa aqui, é como se a nossa alma estivesse em recesso, não sei.
O carioca anda ''esshperto'' demais. Nossa cordialidade vai em baixa.
Em SP as pessoas são A paisagem. As ruas, prédios e lugares são
meros pontos para gente encontrar gente. Eu tenho mais teorias sobre o
assunto mas por enquanto é isso. SP é um bom lugar pro coração estar...
reflected ON CAMERA
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Ratapulgo
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10.1.03
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...Um amigo veio me visitar, Giancarlo.
...Finalmente eu consegui dizer que não gostava dele, e que não o queria ver mais. Sem ser num momento de raiva. Eu senti como se tivesse tirado um grande peso das minhas costas.
...Ele ficou muito decepcionado comigo. Mas eu gostei da atitude dele, de entender a minha vontade.
...Eu o conheci na quinta série. Fazem oito anos. Ele saiu do colégio no fim da sétima, e eu achei que estava livre. Mas ele me ligou algumas vezes nos anos seguintes. Como ele parecia gostar de mim eu deixei ele vir aqui em casa algumas vezes. Mas me arrependi de todas elas.
...Hoje foi a última. Ainda bem que eu consegui dizer isso. Eu estou conseguindo dizer coisas as quais eu nunca disse na vida, mas que ficavam dentro de mim, querendo ser ditas.
...Um grande alívio. A razão pela qual eu não gosto dele, é porque ele é muito egoísta. O ego dele é tão grande, que empurra o meu pra um canto. Eu não aguentava mais ele falar tanto dele mesmo. Se eu perguntasse tudo bem, se eu pedisse. Mas eu não aguentava mais!!! AHHHHHH!
...Então pronto.
...Ele falou que não queria jogar uma amizade de 8 anos fora. Eu falei que não gostava dele desde aquele tempo, ficava com ele só porque eu não tinha mais ninguém com quem conversar!
...Isso me fazia querer ir pra outro lugar. Não me sentia à vontade com ele. Era chato, era estranho, mas eu via que ele precisava de um amigo, e tentei ser. Mas caramba! Eu falei pra ele mudar, falei que ele precisava se colocar um pouco mais abaixo. Diminuir um pouco o ego. Mas não adiantou. Eu desisto. Ele vai ter que entender isso pra conviver em sociedade.
...Veja só quem diz isso, o cara mais anti-social do mundo. Mas encontrei um grande rival. Desisto!!
...Eu não gosto da vida porque me dá a maior preguiça de resolver as coisas...
perhaps Life sucks
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Ratapulgo
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Últimas Notícias
Lagoa do Peri. Água doce. Praia de Açores. Fim de tarde. Casa lotada. Dor de cabeça. Campeonato de sinuca no Lagoa's Bowl para relaxar. Competição equilibrada entre eu e o bofe. Amor. Amor. Amor. Picanha na pedra. Casa lotada. Amor. Segredinhos. Praia do Forte. Calor. Muito calor. Água clara, calma e relaxante. Sono. Amor e sono. Casa lotada e acabou a água.
ouvindo o Lado B - by Bibia
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Ratapulgo
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A segunda fase da Fuvest se foi, numa embaçada sensação de mediocridade. Mas como nunca havia feito tais provas, não sei o que esperar; portanto, uma espécie de otimismo está nascendo por aqui. Não o destruam, já que é tão raro e frágil, fruto da ignorância mesmo.
nas prateleiras do Genérico Incolor
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Ratapulgo
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10.1.03
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Ontem.
Ontem acordei bem, tomei bain e fui esperara minha carona.
O trabalho foi legal, so estranho por que minha rotina mudou.
Antes tinha q me preocupar com a aula depois do trabalho, todo tempo disponivel no trabalho, as vezes , estudava.
Sempre levava um livro na bolsa agora num precisa levar.
E agora quando num tem o que fazer , fica tudo ruim, ruim não porque gosto de pensar nela.
Antes tinhha os livros para ocupar minha cabeça, agora so tem ela.
Fui pra casa, cheguei la tava decidido ir pra musculação.
Allisson foi la em casa, ele queria saber se na academia tinhha forro.
Nois foi la mas num tina forro, entao so eu fiquei la.
É bom malhar ocupa minha cabeça.
Tudo que ocupar minha cabeça é bom.
Eu tenho esperança, num vou mentir, mas estou me preparando logo pra dor mais forte.
Acho que to tao preparado que nem vai doer se num der certo.
Digamos, eu acho, que essa vai ser minha ultima tentativa.
Nois revelamo as foto de Crateus.
Revelaram duplicada, ai jersu so queria foto q tivesse ele, eu fiquei com bocado.
tem umas 5 dela, a foto do Ano novo num fico comigo, mas pensi numa gata.
Eu adoro ela, num sei porque.
Coisas do coração vai entender.
As vezes me pergunto se isto que estou fazendo vale realmente a pena.
vivendo em pitombeiras lar mazela
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Ratapulgo
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10.1.03
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Eu tenho que dormir.
Tenho que dormir porque vou acordar cedo, em comparação com a hora que estou indo deitar.
Tenho que dormir porque hoje vou almoçar com a velha progenitora.
E o inimigo de deus cairá nas minhas mãos, finalmente.
Tenho que dormir, porque vamos rolar dados para decidir destinos.
Tenho que dormir porque preciso aguentar de pé até bem tarde.
Tenho que dormir pra estar acordado quando o cara vier FINALMENTE INSTALAR A PORRA DA ADSL!!
Tenho que dormir pra poder cumprir minha função de office-boy da casa.
Tenho que dormir porque ela vai me ligar, eu sei que vai. E eu tenho que estar totalmente consciente e desperto para poder aproveitar cada minuto ao telefone com ela. E isso é o mais importante de tudo.
***
– Bênção, vó.
– Deus te abençoe, meu filho.
– Tudo bem com a senhora?
– Ah, meu filho, vai indo, né?
– Eu sei como é, vovó. Pelo menos ainda tá indo. O que não pode é parar
– É verdade. Você veio a pé?
– Não, não. Vim de ônibus.
– Ah. Mas você mora aqui perto?
– Moro sim. Na 304. Umas 7 quadras daqui. Dá pra vir a pé em meia hora, mas eu não tava disposto.
– Ah. Você mora com seu pai?
– Moro sim senhora. Desde 98.
– E quem mais mora lá?
– O Flávio e a Paula, vó.
– O Flávio é seu irmão?
– Sim senhora, do primeiro casamento do meu pai.
– Ah. E a Paula?
– É minha madrasta.
– Ué... ele largou da Mé... como era o nome dela?
– Mércia, vovó. Largou sim, há uns 10 anos.
– Ah, tá. e sua mãe?
– Ela mora pros lados de sobradinho.
– E quem mora com ela?
– A Bárbara e o Conrado.
– A Bárbara é filha do Conrado?
– É sim, vó.
– E o Léo?
– O Léo é filho do botelho.
– Ah, tá. E você mora com seu pai.
– Moro sim, vó.
– Onde?
– Na 304.
– E você veio a pé?
– Não, vó. Vim de ônibus. Dá pra vir a pé, mas eu não estava disposto.
– E quem mais mora com você?
– Minha madrasta e meu irmão flávio.
– Ah. A Mé... como era mesmo o nome dela?
– Mércia, vovó. Meu pai largou dela há uns 10 anos, agora tá com a Paula.
– Ah. Seu pai é um homem muito bom.
– Eu sei, vó.
– E você mora com ele?
– Moro, vó.
– Onde?
– Na 304.
– É longe?
– Umas 7 quadras daqui.
– E você veio a pé?
– Não, vó. Vim de ônibus. Não tava disposto pra vir a pé.
– E mora só você e ele?
...
Conversar com minha bisavó é um déjà vu constante. Mas eu adoro bater papo com a velhinha.
retirado do Utopia Dilucular
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Ratapulgo
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10.1.03
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Ahm
Pra vocês verem como minha mentalidade está totalmente perdida,pevertida,ontem eu realizei um sonho
Eu roubei um cone de sinalização
Tava meio bebado mesmo...
Deixei o carro no estacionamento doMcDonalds,pra variar...na hora que a gente tava saindo,eu e + 3 comparsas pegamos o cone e fomos embora
tsc tsc tsc
Eu queria ter um cone aqui no meu quarto,mas qnd olharem,vao perguntar onde eu arrumei e vai ser foda
Agora ele ta la na mala e eu procuro alguem que queira um cone
hehehe
Que merda que eu tou fazendo na minha vida..virei ladrão
Bah
:/
Bangulhus
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Ratapulgo
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10.1.03
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Vamos colocar sucrilhos na coca cola, fazer fuk fuk rasg nas almofadas, pegar carro do pai escondido, ir bater um dogão lá na Romero, roubar fruta da quitanda, jogar pedra na janela do tiozinho chato, fazer a dança da vassoura, brincar de Gato Mia, Monopólio, War, pegar gafanhoto, grilo, caracol e lesma na mão sem ter um pingo de nojo, escalar parede e voltar pra casa com o joelho todo esfolado, tocar violão na praia simplesmente pelo prazer de tocar e não pra conquistar aquela gatinha (que provavelmente peida mais fedido que vc e vc idolatra ela mesmo assim), vamos passear com o avô no parque e escutar ele imitando os Bem-Te-Vis, e ver como eles respondem àquele velhinho com ar cansado, mas que pode enfrentar o mundo por você.
é possível que Você Não Acreditaria...
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Ratapulgo
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10.1.03
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preciso postar. nao sei o que escrever. mas preciso.
ontem a noite chorei. chorei forte. rosto escondido no edredon para ninguem ouvir. odeio este sentimento de impotencia que senti. que volta e meia sinto. vim aqui e carrego toda esta minha bagagem. nao paro de escrever isso no meu diario de papel. sim. estou escrevendo um.
nao estivesse tao frio la fora teria saido meia noite para correr. mas o inferno eh que esta muito frio por aqui. correr me daria alguma coisa. teria uma atitude. mas eu chorei forte. foi bom.
depois me senti estranha. ja me sentia estranha. periodo sabatico. sim. estranho periodo sabatico. nao consigo pensar direito, embora o que mais faca por aqui seja pensar. estou emburrecendo?
tentei escrever um poema como fazia por aqui antes. nao deu muito certo. saiu estranho. foi minha primeira tentativa depois de um longo tempo. as vezes sinto como se minha criatividade estivesse evaporado. mas ja escrevi isto antes, tambem. como sou repetitiva...
hoje deveria ter feito uma infinidade de coisas. nao fiz nada. fiquei sentada na minha cama. pensando. pensando no que? em nada... sofrendo a toa com preocupacoes. pensando no que fazer. quais as saidas e possibilidades. deveria era sair de la e tomar uma atitude. simples assim.
nao posso dizer que minha energia foi embora depois que cheguei aqui. mas parece que eh por ai. parece que me esforcei tanto para tomar uma atitude. para mudar a minha vida e fazer algo que sempre quis, que quando cheguei parece que simplesmente nao tinha mais energia. acho que ja devo ter dito isto tambem.
mas agora... quatro meses depois... a coisa eh diferente... estou pensando em outras mudancas... daqui a pouco eh hora de retornar... espero... confio... que o que estou passando agora seja realmente diferente do que passei quando cheguei. sim... eu espero... sim... eh estranho... mas sim... eu confio!
arrancado do [boop it]
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Ratapulgo
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10.1.03
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"O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou"
(A Banda - Chico Buarque)
Vejam como são as coisas: Comecei a escrever isto aqui depois que Luiza me deixou, para poder ocupar minha mente. Queria contar minhas historinhas, só isso. Aí o desgraçado do japonês vai e mata a namorada. E depois eu começo a escrever justamente sobre quem? Sobre Luiza! Não é de se espantar, portanto, que meu projeto inicial, de escrever todos os dias, tenha sido frustrado. Mas tenho que continuar. Para minha sorte, ontem aconteceu um negócio estranho demais aqui no prédio, que passo a contar agora.
Bom, como já disse, acho que tenho idade para ser neto da maioria dos moradores. Mas não do Seu Afrânio: Acho que eu poderia passar tranqüilamente por bisneto dele. Seu Afrânio deve ter uns trezentos anos de idade. É muito sorridente e tem aqueles olhinhos brilhantes que só a absoluta senilidade proporciona. Sempre me cumprimenta efusivamente quando nos encontramos, tudo resultado de uma de suas loucuras passadas: Há cerca de três anos me ligou pedindo para ir ao seu apartamento. Estranhei, não freqüento meus vizinhos, pelas razõs óbvias e também pelo minha personalidade de bicho-do-mato. Mas seu Afrânio parecia excitado com alguma coisa, a curiosidade foi mais forte, e dez minutos depois eu estava sentado em seu sofá (tão velho quanto ele, parecia), esperando que ele me trouxesse "uma coisa" do quarto. Fiquei surpreso quando ele me trouxe um Tranquillo Giannini velho como o pecado e pediu que eu desse uma olhada. "Sabe como é, perdi a prática, não sei se afinei direito". Peguei o violão, e estava afinadíssimo. Disse isso a ele, que ficou muito satisfeito e começou a dedilhar. Porra, como vou descrever? Não sei direito o que era que ele estava tocando, não entendo de música clássica. Mas era lindo demais, suave demais. Acabei ficando a tarde inteira no apartamento dele, e aprendi muita coisa naquela tarde. No dia seguinte o encontrei no elevador e perguntei do violão. "Ah, meu filho, não toco há mais de trinta anos, nem me lembro!". Achei que estivesse brincando, mas não: Ele não se lembrava mesmo de ter tocado um dia antes. Desde então eu sempre pergunto do violão quando o encontro e ele só diz "Ah, quem sabe um dia eu volto a tocar". É caduquice, sim, mas acho que também tem um pouco de pudor nisso aí. Vai entender a cabeça de um velho maluco que fez o que fez ontem...
Deviam ser umas quatro da tarde. Fui acordado por uma algazarra lá embaixo. Abri a janela para ver o que era, e presenciei o melhor espetáculo gratuito da minha vida: Seu Afrânio andando pelo pátio com o ziper aberto, balanço o pinto e gritando "Já fui bom nisso! Já fui bom nisso!". As velhinhas, claro, horrorizadas, acabaram chamando a polícia, que chegou e acabou com a festa. Mas nem os policiais conseguiram ficar sérios diante da cena. Esse velho fraco aí dançou mesmo...
Ri muito na hora. Mas depois fiquei pensando: Seu Afrânio foi músico um dia. Deve ter conquistado mulheres em seu tempo fazendo serenatas.
Será que eu vou chegar nesse estado?
outra lambada do Chicote Verbal
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Ratapulgo
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10.1.03
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Na festa encontro com a Dulce, nunca foi uma amiga mas sempre uma boa colega, e alguém com quem cruzo há séculos. Ela ficou se lembrando do tempo em que fazíamos aula de dança juntos e que eu tinha um corpo, segundo ela, escultural, magrinho apesar de forte. Pois é, eu respondi, por baixo desse corpo gordinho ainda existe um cara muito forte e musculoso, o que me faz ficar um pouco maior. Ela disse; "não tem problema, você perde essa barriga, emagrece e vai voltar a ter um corpo bonito". Coitada, ela não disse nada que eu não ouça 3 vezes por dia, de todo o tipo de gente que cruzo pela vida. Ela apenas repetia o que todos acham-se no direito de dizer: você está decadente, com cara de derrotado e feio. Até quando vou colocar gasolina no carro tenho que ouvir isso do frentista. Ninguém se poupa do direito de dar uma detonada em um gordo. Gordos são a escória do nosso tempo. E tanto faz se são gordinhos ou baleias: não tem barriga de lavar calcinha, não serve para figurar em comercial não merece respeito! Vá lá, ser for magérrimo, tudo bem! Anorexia e bulimia são doenças aceitáveis, hipotireoidismo não!!! Isso é falta de vergonha na cara. E todos se acham muito amigos quando me dizem cotidianamente: Cria vergonha na cara, seu gordo filho de uma puta.
Não foi isso, exatamente, o que a Dulce quis dizer. Mas eu respondi o que sempre quero responder e nunca faço por achar que o interlocutor não merece a resposta: foi isso o que me levou a mudar para São Paulo.
rabiscado no Bloco de Notas do Leo Jaime
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Ratapulgo
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10.1.03
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O começo de toda a história
Tudo o que eu tenho vivido há nove anos se deve a uma intervenção inexplicável do destino, que aconteceu no dia nove de janeiro de 1994. Mas não tem como eu contar esta história sem antes contar a história do vídeo texto, então vou começar falando de fotografia:
Trabalhei como fotógrafa dos quinze aos vinte e três anos de idade. Cheguei a fazer books fotográficos, fotos de produtos, stands, shows, fotos de casamentos, aniversários, batizados, formaturas, polaroid de bar e até enterro (não agüento nem lembrar desse dia). Era um misto de diversão, liberdade e dinheiro de sobra. Até que, aos dezenove anos, precisei dar um chacoalhão na minha vida e quis mudar de profissão.
Naquela época eu mantinha um caso sem sentido com um garotinho bonito, só porque era apaixonada pela turma de amigos dele. Eu sei que é um critério no mínimo esquisito, mas eu me amarro nessas coisas de turma e ele tinha uns amigos que animavam um quarteirão inteiro. Fiquei amiga de todo mundo. Adorava sair com eles, foi amor de turma à primeira vista e acabei mantendo os beijos esporádicos no moço que me ligava a eles.
Tínhamos uma relação que não existia mas que ficava subentendida nas noites de festa no Tombaqui; um bar na Vila Madalena onde nos encontrávamos de segunda a segunda. Fotografar me dava o conforto de não ter horários, trabalhar pouco e ter uma vida de louca - e eu usava e abusava do dias.
Um dia eu acordei disposta a me afastar do bonitinho. Ele já tinha se tornado um bom amigo, não haviam motivos que justificassem alimentar uma idéia de compromisso que nenhum dos dois queria. Teria sido simples se eu não fosse tão nó cega. Com dó de dizer as coisas que eu deveria ter dito, optei por transformar a decisão em um épico de sofrimento e acabei fazendo o maior drama para fechar aquele ciclo.
Me mandei pra rodoviária do Tietê sem dar explicações e formas de contato, peguei um ônibus sem destino e só voltei para São Paulo depois de ter sido picada por todos os insetos sanguessugas da Chapada dos Guimarães e do Pantanal.
Voltei pra casa doente, com uma crise alérgica que me impediu de falar, comer e beijar na boca por uma semana. Tempo suficiente para que eu repensasse minha vida e desse um tempo da porra-louquice.
Abri o jornal decidida a arranjar um emprego e aderir à vida normal, precisava acabar com aquela vida de farra que atravessava as noites de sono que eu não tinha, precisava dar um tempo dos amigos e dos paqueras sem amor; precisava de patrão. Mas o que eu poderia fazer? Trabalhar de que?
-->>> Continua ad infinitum
do fundo da tigela de AMARULA COM SUCRILHOS
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Ratapulgo
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10.1.03
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Meu... E, como no ano passado, casa cheia de parentes... Dio mio! Mal abro o portão e cai um pedaço do muro. Depois minha avó tava berrando com meu tio pra arrastar uns galhos não sei pra onde. Eu não mereço presenciar isso...
O pior é o povo jogando canastra. Meu outro tio berra de madrugada com a família inteira porque comprou uma carta errada. Minha prima dorme na sala com o cachorro que achou na praia. O cachorro carente late pro povo da rua querendo marcar sua presença na casa. O povo da rua acha que isso aqui é Big Brother ao vivo, dá vontade de mandar esse pessoal se catar...
Minha mãe acorda sem querer o bichinho virtual do meu primo qdo tá jogando canastra. Depois vêm me implorar pra colocar ele pra dormir, senão morre. (?) Eu aperto uns botões e o bicho vai no banheiro. Ainda bem que não morre afogado no vaso.
Todo mundo diz que o ventilador do meu quarto tá com cheiro de queimado. Se abrir a gaveta da cômoda a TV cai no chão. Nem liguei o ar condicionado ainda, tomara que esteja funcionando.
E a boa notícia: esse ano meus parentes mala devem ir embora mais cedo, hihihi. E eu nem fiz macumba, juro...
vivendo no muNDO anOrmAL
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Ratapulgo
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Tribuna da Bahia
A tensão foi forte demais. O coração foi a mil e o gerente do Bradesco de Irará, José Carlos Sena, sofreu um infarto quando momentos antes do início do expediente bancário, cumpria a determinação de pegar todo o dinheiro do banco para entregar aos bandidos que o esperavam em um ponto combinado, onde mantinham a família do bancário como refém. O assalto estava frustrado. Tudo começou por volta das 8 h30 da manhã. Quatro homens invadiram a residência de José Carlos Sena e tomaram a mulher e a sogra dele como reféns, e ordenaram que ele fosse à agência para pegar todo o dinheiro. Armados, os bandidos, mostravam tranquilidade. Para evitar qualquer ação da polícia, determinaram que Sena os encontrassem numa estrada que liga Santanópolis a Santa Bárbara, sob pena de matar as reféns. Os assaltantes ocupavam um Fiesta vermelho. A polícia não afirma, mas acredita que os bandidos foram avisados do infarto sofrido pelo gerente do banco, libertando as mulheres e fugindo para destino ignorado. De acordo com a polícia, o gerente sofreu o infarto ao tentar pegar o dinheiro e contou aos colegas o que estava acontecendo. 'Ele estava muito nervoso', disseram os colegas de José Carlos Sena, socorrido para o hospital de Irará e depois transferido para o Hospital Clériston Andrade de Feira de Santana, onde está se recuperando.
essa é uma Vida de cão
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Ratapulgo
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10.1.03
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A amiga de uma amiga minha tem uma tese sobre sexo anal.
Diz ela que transar pela "Via B" não é pra qualquer um e nem para qualquer dia.
É uma espécie de "prêmio".
Outro dia falei da tese dela numa mesa com mais seis amigas (A Mesa das Sete Mulheres, re re...) e uma delas contou uma história engraçada: o namorado dela, professor, acadêmico, estava com problemas para terminar a tese de mestrado. Vivia angustiado com o tal final.
E ele sempre queria a "Via B" e ela não.
Uma bela noite, ela cedeu.
No dia seguinte ele terminou o trabalho.
isso é elasporelas
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Ratapulgo
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Aos que temem as chamas ardentes do inferno:
Alguém já viu espírito, ou alminha, ou fantasminha, com carne? Isprítu num tem corpo. Se não tem corpo, não tem terminações nervosas. Se não tem terminações nervosas, não sente nada, ora essa. Então, essa história de arder no inferno é balela. Não vou sentir calor nenhum lá. Não vou sentir nadica de nada, ora bolas. Onde já se viu alminha com calor?
Estamos esclarecidos.
transcrito do Eu Quero Ser Cora Rónai
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Ratapulgo
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6.1.03
Nem sei por onde começar, hoje foi um dia daqueles inesquecíveis, não houve um evento, festa ou algo do gênero mas uma coisa muito maior que isso, algo que sem dúvias irei me lembrar por muito tempo como sendo uma das demonstrações de carinho mais calorosas que já presenciei.
Minha amiga M chegou ao laboratório onde trabalho logo após que bati meu ponto, ela sempre foi uma pessoa muito querida, a única aluna de lá que tive amizade, a qual confiei o maior segredo que tenho. Ficamos horas conversando, ela sempre muito sorridente e cheia de afeto, cheguei a mostrei meu blog a ela, cada um trocando experiências, ela se abriu contando que estava muito triste pois levou uma surra de seu pai no dia do seu aniversário, ela me disse que escondia toda sua amargura atrás do seu sorriso, pensei comigo mesmo que ali estava uma das pessoas mais doces que já conheci na vida, pq vi isso tão tarde?
Mi estava muito interessada em como é a vida de um gay, já que não conhecia muito a respeito, começamos a refletir sobre o assunto e cada detalhe que descobria, a moça se mostrava cada vez mais empolgada e encantada com o nosso mundo, disse que admirava muito com o jeito de ser e que admira o tanto de barreiras que temos que vencer para tentarmos ser felizes.
No final da conversa M muito fofa me disse que eu era muito certinho e que admirava isso em mim, me falou palavras lindas que sempre guardarei em meu coração, tentando se esquivar me disse que estava com vontade de ir ao banheiro, disse que tudo bem e seguimos cada um para seu lado, fechei o laboratório e segui seu encontro, fiquei uns minutos esperando sua saída do banheiro feminino, como ela estava demorando muito, resolvi fazer o sentido inverso e esperá-la ao lado da entrada, mas para minha surpresa acabei vendo seu reflexo na porta, ela estava secando suas lágrimas. Voltei ao lugar que estava, ela chegou com os olhos vermelhos mas não falei nada a respeito, preferi ao invés de choro, ver seu sorriso se abrindo a mim, senti vontade de me abrir em prantos ali mesmo.
No caminho devolta pra casa voltamos rindo e conversando, como de costume, senti a dor de que seria a última vez que faríamos aquilo, trocamos telefone, me senti aliviado.
Chego em casa, silêncio, penso que gostaria que ela estivesse aqui.
ingerido do just Like a piLL
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Ratapulgo
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6.1.03
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Eu tive um sonho muito estranho,com várias mensagens subliminares nele.
Era uma festa. Uma baita festa. Eu acho que todas as pessoas que eu ja falei, olhei na minha vida estavam lá. Dos meus amigos atuais até amigos de infancia, passando por fotografos de festa (?!) e até pessoas que nao conheco,mas ja ouvi falar.
Era um aniversario. Não, não era um aniversario. Era o aniversario dela. é.. aquela lá mesmo.
A casa era enorme, acho que eu seria ate capaz de desenha-la. Muito linda mesmo. Tava tudo uma maravilha. Falei com pessoas especiais do passado,com pessoas novas, com todo mundo. Tava procurando a mesa de alguns amigos. Os que tenho + convivio hoje em dia. Até que achei.
Tudo normal, resolvi dar uma volta...
O lance é que eu tinha visto todos, menos ela. Até quando eu voltei na mesa que eu estava. Tava naquela hora em que a pessoa vem pra tirar a foto da mesa e tal. Eu tava no sonho como tou aqui: tentando esquece-la, e ate conseguindo. Porque ela nao ta perto. No sonho, no momento em que a vi, eu fiquei cabisbaixo. (Tenho medo de ficar assim quando eu a olhar de novo). Não a cumprimentei, vejam só como eu sou. Ela tava do outro lado falando com um amigo. Quando ela falou "Vamos tirar uma foto, vcs são meus melhores amigos!" ... eu me levantei e disse que ia procurar outra amiga minha. E fui embora
sonhado pelo Bangulhus
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Acabei indo na padaria comprar uma Coca light antes de tomar banho, de biquini e canga mesmo, e isso me fez voltar a sonhar com a minha ilha perdida em algum lugar do Pacífico, onde eu viverei para o resto da minha vida, comendo peixe que os meus súditos nativos de tanguinha pescarão para mim ahahahaha e eu não farei nada, só sexo selvagem de vez em quando e andar pela praia de canga, sem biquini, porque lá não será necessário. Repelente eu vou precisar. Filtro solar também. Um laptop e um telefone hahaahah. Mais nada. Uma cama decente, porque eu não consigo dormir em rede. Rede é bom para outras coisas, para dormir é uma merda. Ok, de volta à realidade, que nem é tão ruim, aliás hahahah. Numa ilha já estou, súditos eu descolo uns por aí e o resto eu já tenho. haaaahaha
é Café demais na ilha de Ursos - parte II
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Ratapulgo
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L.I.X.Ã.O
É a única palavra que dá para descrever a festa e minha noite.
Tirando os Djs, que nem chegaram a tocar, e meus amigos, tudo foi uma grande e perfeita M.E.R.D.A. Local pequeno, muita gente, ao ponto de acabarem os convites de entrada da festa e (para variar) quem pagou e não entrou (porque não tinha espaço) fez o I.N.F.E.R.N.O de quem tava lá dentro. As portas (de madeira) se fecharam porque não dava para entrar ninguém. De repente, vê-se apenas os solavancos. Murros, chutes na porta. Apenas U.M. segurança, ao ponto dos freqüentadores terem de ajudar a segurar a porta. Eles queriam derrubar. Parecia aquela cena mais tosca do filme O massacre da serra elétrica, parte II. Deprimente.
O Dj de House continuou tocando, nem ligou para o furdúncio que tava rolando. Isso até darem o primeiro chute nas janelas de vidro. Resultado? Gritos! Desespero! Aflição! Terror e pânico! Todas as janelas foram estraçalhadas e eu, que tinha ido ali simplesmente curtir e-music, num dos menos piores bares daqui de Taguatinga, me senti num verdadeiro baile funk de subúrbio carioca. Que tosco. E o dinheiro? Pagar R$ 5 por uma noite alucinante daquelas! Já imaginou se rola tiro por lá e eu perco minha preciosa vida por 5 míseros reais? Pior que isso só os caras que destruíram o local da festa, por conta de R$ 5 contos. L.I.X.Ã.O!
Fomos então para o dog, rir um pouco da nossa desgraça. E rimos. Muito. Uma coisa é certa: Não vou mais em festa alguma aqui em Taguatinga por menos de R$ 30. Isso porque, se acontecer algo pior comigo, poderão dizer que minha vida valeu, ao menos, uma viagem de táxi. Melhor que R$ 5, valor dum saco de 0,9Kg de ração de cachorro. Hunpf!
detonado pela ManuzinhA, o EnigmA
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Ratapulgo
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Infelizmente saí de Itú... tô distante do meu amor e sinto muita falta dela!
O ônibus que saiu de Itú prá Campinas foi normal, tava bem vazio, deu prá deitar e ficar pensanso (chorando). Entraram 3 Campineiros em Salto e ficaram falando de muitas coisas (quantas cataram na Zoff - boate em Indaiatuba - e coisas como quantos cisos cada um tinha tirado já). Cheguei em Campinas e tive que esperar um pouco (3 horas e mais um tanto). Vi de tudo: histórias como presos que estavam sendo transportados que fumaram maconha, um bêbado que foi "roubado" (as aspas sào logicas pelo fato da carteira do sujeito estar no bolso da camisa) e outras mais.
Na infeliz viagem de Campinas - Brasília eu passei um bom tempo dormindo (prá nao ter que ficar xorando). Tinha um cara na frente que só ficou com o banco deitado.. meus joelhos estavam compactados ao máximo e tinha um muleque muito falante conversando com a mãe dele (que tava dormindo), sem contar com um cara do fundo que falava enquanto dormia...
Enfim... sinto falta da Ká, muita falta... Eu amo demais ela ;( e tudo vai se ajeitar quando ela vier prá cá.. :)
citado de O Retorno de DaRK GuaRdiaN
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Ratapulgo
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6.1.03
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Já experimentaram despejar um pouquinho de leite dentro duma lata de Nescau, nesquik (tanto faz!)? Fica tipo um biscoitinho. Mesmo que você cubra o danado com uma montanha de pó, não adianta -- o biscoitinho está lá! Bem louco degustar aquele pozinho solidificado!...
Já tô há dois dias sem almoçar!... somente à base de biscoito e doces! Seria isso início de sedentarismo!?
Naaah, é preguiça de acionar o micro-ondas mesmo!
ééeééé do Sersupblog - dizer mais estraga
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Ratapulgo
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As vezes, muitas vezes, me falta inspiração, mas isso eu resolvo facilmente, vou direto pra janela e passo a observar a rua, não demora muito as idéias passam a fluir na minha cabeça. Não, eu não moro numa rua incrível cheia de acontecimentos extraordinários, ela é bem normal, pessoas pra lá e pra cá correndo atráz de suas vidas ou simplesmente sentadas no portão vendo a vida passar.
O que me atrai mesmo nessa rua é a madrugada, que também é comum, tão comum e fascinante quanto qualquer madrugada, pq coisas realmente fascinantes só acontecem na madrugada, por isso não dou mais a menor importância para a minha insônia, quando ela me ataca de vez em sempre, corro pra sacada, ponho um banquinho lá, caderno e caneta na mão, passo a escrever compulsivamente como quem pinta um quadro.
Eu já vi de tudo por aqui, certa vez um bêbado parou em frente ao meu prédio e virado para minha janela ergueu os braços e começou a declamar um poema ou coisa parecida, tive a estranha sensação de que ele estava falando comigo, embora estivesse tudo escuro e ele provávelmente não conseguia me ver, confesso ter sentido um friozinho na espinha. Outra vez dois amigos desceram a rua de moto e pararam na frente da churrascaria fechada, desceram e começaram a conversar baixo, passado alguns minutos de conversa se abraçaram e deu pra perceber que um deles chorava enquanto o outro fornecia soliedariedade, ombro amigo e uma série de tapinhas nas costas.
Pra completar, nesta mesma rua tem uma espécie de beco, (parece aquela música, nesta rua, nesta rua mora um anjo...), quase todo mundo que passa ali na madrugada, passa olhando pra tras compulsivamente temendo um assalto, outros mais seguros e aventureiros realizam suas fantasias ali, (eu moro perto de vários barzinhos, isso deve explicar), e outros o usam como banheiro masculino. Mas o que mais me chamou a atenção ali, foram dois adolescentes que ficaram conversando por horas, um bem pertinho do outro, mesmo sem ouvir a conversa dava pra perceber claramente que ambos estavam loucos para roubar ou ter um beijo roubado, acabou que nenhum tomou coragem e foram embora bem juntinhos, quase de mãos dadas e ainda sem coragem de eliminar esse quase.
from *ALL THIS AND MORE*
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Ratapulgo
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...Hmm minha mãe recebe 1300 do trabalho, mais 750 por mim, mais 750 pelo Lineu.
...Hoje ela pagou uma dívida na Caixa de 1650, depois de eu encher o saco dela ontem, porque por mes essa dívida aumentava em uns 150.
...Eu pedi pra ela falar todas as contas do mês. Não são muitas, mas dão quase o total de dinheiro que entra.
...Isso sem contar comida e combustível do carro. Mas eu falei que eu consigo viver um mês sem comer, ela falou que não consegue, eu falei então coma só você, em outro lugar. Ela falou que não tem jeito. Pessoas sem força de vontade não têm vez comigo.
...Pelo menos a situação está melhor do que antes. Pelo menos ela admitiu que não sabe administrar dinheiro. Pelo menos eu tive curiosidade de saber disso.
...Mas não tou nem aí, vou eh jogar Ultima Online que eh muito mais legal huhuuh.
retirado do Life sucks
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Ratapulgo
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6.1.03
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cheguei a tal festa do nylon as 5h da matina. lindinha estava abracada com o mocinho amigo dela. todos se amaram muito na balada. o mundo tem agora um amor sintetico. inventado. festa. musica no talo. cores. sons... nao lamento nao ter passado a virada com eles. tive uma diversao diferente. mas eu queria dar um beijo de feliz ano novo naqueles que gosto. uma pena so que quando cheguei la todos ja estavam derretendo em sofas... so deu para dar um beijinho. dizer happy new year, tomar duas cervas e meia. as cervas mais caras da minha vida. e voltar... debaixo de chuva... mas desta vez foi bom... eu resolvi deixar que a garoa leve beijasse meu rosto, meus cabelos e minhas maos.
sim. ainda sou uma romantica.
it is from [boop it]
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Ratapulgo
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6.1.03
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Diário de Pâmela - Memórias de uma prostituta de programa
Querido diário,
sempre me perguntam por que eu virei prostituta. Entrei para a prostituição porque essa é uma das poucas profissões nas quais você pode começar por cima. Depois fica por baixo, de costas, de frente e faz até o 120 _ um 69 com uma garrafa de 51 enfiada no cu. Vida de prostituta é assim, cheia de sobe e desce. Quem disse que somos mulheres de vida fácil não sabe o duro que a gente dá. Quer dizer, o duro que a gente recebe. Você sabe, meu diário, que desde pequena eu sempre fui muito metida. Nada mais natural que eu continuasse assim na vida adulta.
Hoje o prostíbulo no qual eu dou expediente estava cheio, um entra e sai danado. Lá pelas tantas alguém teve a idéia de fazer um leilão de putas, para saber quem dava mais. Estou ficando cansada, diário. Hoje mesmo tive uma discussão com um anãozinho que queria pagar meia. É por isso que estou pensando em me candidatar a deputada. O slogan já está pronto: "Já que é para foder com você, vote numa profissional".
Vida de puta é foda.
transcrito na íntegra do ..::EU HEIN::..
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Ratapulgo
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6.1.03
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Ai, como eu tô filiz!
Patty, Kely, Britney, Madona, Marilyn, Kilye, Kily e as outras mininas que vieram na minha maison! Foi meu melhor aniversário dos últimos anos! Sinceramente, fiquei emocionadam!
O coletivo de lobos é alcatéia, de chave é molho, e de bééééshas é o quê?
Qual não foi a emoção de, no meio das festa, James, o estafermo, abrir a porta, e do hall, descendo a larga escada semi-caracol estilo aniversário-de-debutante vieram descendo e desfilando aquele bando de béééshas siliconadas, lindas, maravilhosas, saltos agulhas sobre o mármore escorregadio. Todos os presentes se calaram, a música que tocava era um xaicóvisqui básico (Pompa e Circunstância), e eu, na minha batinha indiana branca recebendo os beijos carinhosos das minhas amigans!
Mininas, vocês sempre andam em bando? Fuderam minha maquilagem com aqueles beijos batonzados, fiquei parecendo uma palhaça, toda marcada de vermelho, só depois que fui perceber a sacanagem que vcs fizeram, suas poothas! Coletivo de béééshas é Frescor... Entrou aquele frescor, e a frescura instaurou-se no salão.
5 minutos depois começaram os escândalos (porq toda bééésha é escandalosa quando bebe?). Britney foi a primeira, a escabdalosa cismou que um quitute de salmão a tinha agredido e começoou a gritar, depois invadiram a pista de dança do salão azul, puseram os músicos de molho, e ligaram o cd "na lux do meu repirum" Aí, pronto, iniciaram suas evoluções, melhor que uma escola de samba. Patty, vc é gracinha dimais dançando! Acho, mininas, que temos de, quando em vez, esclarecer algumas gírias para os nossos leitores. Bate-cabelo, por exemplo: bichas que dançam pra escandalizar, e como dançam mal e feio pra caralho, ficam jogando os cabelos pra todos os lados, e isso é o que aconteceu.
Tenho de esclarecer que as mininas são lindas, iluminaram minha pequena mansão, dessa vez não vomitaram da janela sobre o estacionamento, e a Kylie é muito macha, deu basta na nicotina das outras fumantes.
Xô contar a beleza da Marylin: olhos amendoados, sorriso de pérolas, imperava sobre as demais, ô beesha garbosa! No meio disso tudo estava a gracinha da Kily, do blog "Kily na real", a cuja eu ameacei de comer outro dia... Eu achava que ela era do paraguay, mas é daqui messs..
Estou em Xanadu (ô nomizinho feio esse tal de "xanadu", porque naum usam pradise ou qual outra merda?)
Galinhans, um beijo em vocês, muito obrigadam!
Liza With Love
relato da Irmandade Absolutely Friends Forever
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Ratapulgo
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6.1.03
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Odeio verão.
Odeio Réveillon.
Odeio Natal. Odeio árvore de Natal. Odeio luzinhas na árvore de Natal. Odeio presentinhos embaixo da árvore de Natal cheia de luzinhas. Odeio peru (o animal, bem entendido). Odeio.
Odeio amigo secreto. Sempre compro presente bom e ganho uma merda coreana qualquer de 1,99.
Odeio ser enganada.
Odeio descobrir que fui enganada.
Odeio gente que, depois de 20 anos sem me ver, ao encontrar comigo diz "Mas você não mudou nada!" Éééééé, eu não mudei nadinha. Só fiquei 20 anos mais velha, ganhei pé-de-galinha, criei barriga e pelanca, a bunda engavetou e os peitos caíram. Tirando isso, eu estou igualzinha!
Odeio gente que cutuca e diz "Hein? Hein?"
Odeio churrasco. Odeio pagode. Odeio rodinha de violão. Odeio recital de poesia. Odeio.
Odeio jornalista futriqueiro. Mas adoro futrica, então tenho de ser grata aos jornalistas futriqueiros que levantam a futrica para mim. Odeio ter de ser grata a jornalistas futriqueiros.
Odeio espelhos. E não me venham com os malditos versos do Fernando Pessoa, que eu odeio gente que cita sempre os mesmos versos do Fernando Pessoa e não tem a menor idéia de quem seja Ricardo Reis.
Odeio gente que quer trocar currículo assim que me conhece. "Em que você trabalha?" "Você faz o quê?" Odeio. Algumas das respostas que já dei, e funcionaram maravilhosamente: "Sou puta. Por 200 pratas pago um boquete que é uma beleza"; "Sou traficante de órgãos, mas atualmente só trabalho com rim"; "No momento nada, fui demitida porque a mulher do meu chefe descobriu que eu tinha um caso com ele"; "No momento nada, fui demitida porque meu chefe descobriu que eu tinha um caso com a mulher dele"; "Sou faxineira num cinema pornô. Não tem idéia da quantidade de porra que tenho de limpar! E sem luva!" (nesse momento, pego no braço de meu interlocutor).
Odeio meu aniversário. Ainda está longe, mas eu odeio assim mesmo.
Odeio fotos de viagem.
Odeio gente que acha que todo mundo toma aquela merda da Coca Light e não compra Coca heavy.
Odeio gente que espera uma resposta para tudo que diz.
Odeio quem se acha dono da verdade. Especialmente porque é uma fraude escandalosa: a dona da verdade, como todos sabem, sou eu.
Odeio gente que odeia tudo.
Odeio!
Tenho uma vontade enorme de chegar em algum lugar cheio de gente chiquinha, riquinha e bestinha, tipo leilão de arte, e entrar, nua em pêlo, portando um cartaz "Me coma pelo cu, mas pega leve que eu tenho hemorróidas".
também Eu Quero Ser Cora Rónai
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Ratapulgo
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6.1.03
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Não, eu não sou homofóbico, nem machista, nem monista, nem maniqueísta.
Também não sou viado.
Uma InsanidadePublica
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Ratapulgo
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6.1.03
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Meu espírito de virada de ano anda mais ou menos assim:
Tina: Você vai para algum lugar hoje de noite?
Eu: Hoje? Terça-feira?
Tina: Err... 31 de dezembro?
Eu: Ahhhhhhn... não.
b.e.m .a.l.e.m.d.a.s.a.p.a.r.e.n.c.i.a.s.
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Ratapulgo
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6.1.03
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andei de fusquinha.. com um doido na direção... foi super divertido!
os dois da frente iam batendo cabeça ao som de um metal, e os três atrás (eu no meio... literalmente) fomos tentando não morrer de susto...
e de morrer mesmo...
desencavado em algum lugar da LUA
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Ratapulgo
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6.1.03
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