A merdinha da P não sabe o que eu faço e nem o que escrevo.Ela pensa que tenho as mesmas ambições que ela,coitada.Não preciso de homem para ser alguém.Eu tenho minhas ambições na vida e não são poucas.Estou caminhando para meu triunfo.A idiota pensa que somos parecidas.Quando eu falei que escrevia ela ficou curiosa,mas eu não disse sobre o quê.E nem vou dizer,espere sentada o lançamento.Só quero ver a cara delas quando souberem do que sou capaz.Acham que não posso surpreender,pois que continuem achando.
Outro dia a P(irmã da D)ligou para a minha casa.Ficamos conversando por mais de meia hora.A mulher tem assunto demais da conta.A maior parte do que ela fala é sobre como está desejando trepar novamente,pois faz mais de 11 anos que não dá uma.Deu vontade de dizer:e o que eu tenho com isso?Arrume um macho.Que chateação!.Mas fiquei apenas ouvindo a ladainha.Ela resolveu entrar na net para arrumar homem para casar.É uma besta mesmo.Acha que vai ter a mesma sorte que a irmã.Um raio não cai no mesmo local duas vezes.E para falar a verdade,duvido que a P encontre um cara que a suporte.Ela é chata,não gosta de muita coisa,é preconceituosa, ignorante,tapada e briga por qualquer bobagem.Como é que está doida quer viver com um homem?Na primeira briga ela se separa dele.E ela tem que arrumar um cara que ame animais,pois tem três cachorros(um deles é doente).A cachorra dorme na mesma cama em que ela dorme.Cara,que nojo!Como é que um homem vai aturar isso?Então a P ficou falando estás besteiras no meu ouvido.O que me deixou zangada foi a ousadia dela em se comparar comigo.É demais!Não temos nada em comum.Po,se liga!Eu tenho talento.
arrancado dos Olhos Sem o Rosto
12.12.02
Hoje, sou um homem casado, maduro, vivo bem com minha esposa, nada em mim deixa transparecer qualquer fato que tenha marcado o meu passado....
Mas...tem uma coisa que eu não consigo esquecer e aconteceu quando ainda eu era um adolescente, acho que com 12 ou 13 anos, com o corpo em formação.
Minha irmã mais velha era casada com um homem de uns 40 anos, que era muito carinhoso comigo. Tão carinhoso, que não foi difícil eu aceitar que ele começasse a fazer em mim algumas coisas que eu não sabia se eram direitas, que eram desconhecidas até então, mas que eu aceitava e deixava..... Começou passando a mão por minhas pernas, pelas coxas e depois de alguns dias..
chupado do MARIDO LIBERAL
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Ratapulgo
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12.12.02
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Argh... Hoje tive aula de introdução (sem piadinhas, plisssss) com aquela vaca daquela Martinez... ai, que nojo que eu tenho daquela puta.... ehehehe... nota-se né... Essa semana terei que ir numa ferragem pra ver a cor do meu quarto... Mas vou ter que mandar fazer a tinta porque não há o tom de azul que eu quero... já recortei um pedaço do meu lixo pra levar na ferragem... Quero só ver, as últimas coisas que eu comprei pro meu quarto foram azuis contando que meu quarto fosse ser pintado com essa cor... Mas sei lá, minha cama é rosa... ai, eu odeio a minha cama... É daquelas camas de princesa, sabe?? De ferro... saco.. ou então vou pedir pro pintor levar o papelzinho pra comprar a tinta daquela cor mesmo... Mas eu to com medo que não vá ficar no tom que eu gosto... e na verdade eu queria que fosse uma pintura com aquelas esponjas, sabe? Mas se eu disser isso meu pai vai dizer q eu complico, que eu sou uma mimada, que blablabla... ou então colocar papel de parede... preciso comprar um pano pra forrar aquele coiso que vai em cima da cortina.... não lembro o nome... mas vai ser azul... o atual é branco com umas flores bagaceiras, o pessoal que morava aqui antes não tinha mto bom gosto... mas eu vou Ter que achar um martelo.. ai, um troço complicado... quando ficar pronto tudo eu tiro uma foto e coloco nesse blog... Beijinhuuuuus *LULU*
bombeado da KEM FOI Q DISSE Q TEM Q SÊ MAGRA PRA SÊ GOSTOSA???
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Ratapulgo
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12.12.02
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Aqui na Paulista se pode sentar num canteiro de esquina e ficar observando a variedade das pessoas. Cada qual cuidadosamente vestida e adereçada, como que deliberadamente querendo deixar uma marca visual no lugar. Cabe um casal fantasiado de bruxo e bruxa, gente aos berros em um dialeto chinês, rapazes totalmente de preto, um sujeito com uma camisa estampada de Lenin com a foice e martelo, crianças de rua mulambentas correndo aos berros, mulheres bonitas de etnias exóticas, velhinhos resmungando sozinhos, camelôs andinos, engravatados de óculos escuros falando inglês, mais gente passeando com cachorros.
O que todos têm em comum é uma aura ligeiramente hostil ou desconfiada. Aqui não é o Ibirapuera; é a calçada da nóia, por onde quem passa está com pressa para fazer Algo Muito Importante.
Gente que nunca reparou e nunca vai reparar nas pedrinhas diferentes no mosaico da calçada.
usurpado do Mario AV
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Ratapulgo
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12.12.02
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A verdade é que eu vivo dizendo que amo todo mundo, mas não suporto ninguém. Detesto quase todos os seres humanos que conheço, mas também não deixo de ter uma profunda pena de todos eles. São tão coitados, um bando de bostas ambulantes. Agora eu arrasei com todo mundo hahahahah. Bosta ambulante foi foda. Mas é o que eu acho. Tenho pena, pena, pena, de todos os seres humanos. Eu sou humana, não se esqueçam. Estou incluída no bando, infelizmente.
encharcado de Café demais na ilha de Ursos - parte II
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Ratapulgo
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12.12.02
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11.12.02
Comecei a postar uma viagem total aqui sobre meus tão almejados "poderes psíquicos", mas quando eu cheguei na pérola "energia psiônica condensada no subconsciente das pessoas" eu achei melhor parar....acho q vou tomar um Diazepam ali...
Caralho...eu tô enlouquecendo.
citado do
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Ratapulgo
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11.12.02
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Enquanto isso, no mIRC...
[18:36] < DaDanizinha> oioi
[18:36] < DaDanizinha> qtos anos?
[18:36] < Wookie> 48
[18:36] < Wookie> e vc?
[18:36] < DaDanizinha> po, to falando sério
[18:36] < DaDanizinha> =/
[18:36] < Wookie> eu tb
[18:37] < Wookie> tenho 48 anos
[18:37] < Wookie> tô aqui só pra ver que meu filho faz na internet
[18:37] < Wookie> o dia todo
[18:37] < Wookie> aquele vagabundo
[18:37] < DaDanizinha> eaiuheaiuae
coisas do Porão do
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Ratapulgo
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11.12.02
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Gente, o que eu vi hoje foi simplesmente a cena mais grotesca que eu já vi na minha vida.
Estávamos eu e os op's do canal #Taguatinga na reunião marcada para este dia, quando de repente escutamos gritos desesperados de uma menina, era uma menina de rua, uma daquelas crianças que cheiram cola e tinner no centro de Taguatinga - DF em frente aos cachorros-quentes, ao lado do Boliche Lucky Strike. Esta menina estava correndo desesperada porque estava PEGANDO FOGO. A história, pelo que pude entender de um dos garotos que estavam lá, foi a de que parece que ela estava quietinha cheirando seu tinner, quando um dos outros (boné amarelo), toma de suas mãos e começa a derramar em cima de seu corpo, ateando gfogo logo após. Provavelmente DOIDO também de cheirar alguma coisa.
A menina se jogou desesperada na frente do boliche, esperando ser ajudada, ajuda que poderia ser dada erroneamente, pois qualquer tentativa de se retirar a roupa seria arrancar grandes nacos de pele, que estavam grudados nos tecidos por terem começado a queimar ao mesmo tempo, devido ao líquido. Um rapaz que estava no boliche chegou e prontamente começou a rolá-la no chão e a bater nas chamas, até que se apagassem. Enquanto ela gemia de dor das queimaduras de, no mínimo, segundo grau, vários celulares ligavam ao mesmo tempo para bombeiros e polícia. Os bombeiros chegaram, socorreram a menina e foram embora.
Sem comentários...
Me recuso a acreditar neste mundo.
pregado no Muro das Lamentações
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Ratapulgo
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11.12.02
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9.12.02
Dia triste: último dia de aula. Achava que do jeito que andava eu estava achando que o "desligamento" iria ser mais fácil. Triste engano. Separações são horríveis! 14 anos estudando na mesma escola, convivendo com as mesmas pessoas... Merda de fim de colegial!
É claro que as pessoas vão se separar... a falta de convívio só vai acelerar as coisas.
Dizem por aí que quem é amigo mesmo sempre estará por perto. Será que dá prá acreditar? Espero que eu tenha pelo menos uma dúzia desses. Inferno de futuro incerto! Como me incomoda essa sensação de aceitação passiva!
Saudade de todos os amigos que eu não verei mais todos os dias. Hoje é a missa. Quinta a colação. Sexta a festa. E acabou.
colher de chá do Spoon
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Ratapulgo
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9.12.02
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Queria tanto contar sobre a epifania que tive outro dia na Represa, quando eu finalmente descobri qual é a graça do fim-de-tarde-começo-de-noite, quando não é absolutamente nem uma coisa nem outra e o céu está dividido entre o que deve ir e o que deve chegar - tudo isso estendido aé uma tensão absurda por um céu cheio de nuvens. Mas ninguém parece notar. Uma tia passou andando com seu viadinho de tiracolo, "Tem razão, a gente devia ter vindo mais cedo, né?" Aposto que ela nem olhou o céu. Se ela tivesse olhado pro céu ou pelo menos ouvido aqueles sons que aem da Represa, talvez soubessse que aquela era a hora certa pra estar ali.
Os sons da Represa. Falei disso, mas não me peçam explicações. Sons de vida: aves, sapos, as capivaras - que não fazem som mas também são legais. É dez, cara.
Meus dentes do siso estão nascendo e parece que pra nascer eles precisam me matar. É sério. Sexta-feira eu achei que ia desmaiar de tanta dor. Os filhos da mãe estão empurrando os outros dentes pra frente e chega uma hora em que você chapa de Paracetamol mas ainda assim parece que sua cabeça vai sair correndo.
É nessas horas que é bom ter um pai hipocondríaco, que lembre "Quando eu extraí aquele dente, me receitaram Diclofenaco". Hehe. Tiro e queda! Quer dizer, tá doendo, mas pelo menos aquelas idéias suicidas já passaram.
detonado no InsanidadePublica
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Ratapulgo
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9.12.02
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Sao dez horas da manha. Bebi um copao de cafe Latte com uma dose dupla de Baleys. E foi otimo!
O mundo passa a fazer sentido de novo para mim.
Agora posso tomar os meus dois comprimidos para emagrecer. Voce tem que tomar os dois juntos, se nao... coisas horriveis podem acontecer com voce, tipo uma bola de celulite aparecer na sua coxa direita.
Eu tenho coisas chatas para fazer no trabalho e a minha casa e as minhas unhas estao em peticao de miseria. Acho que uma vida equilibrada significaria poder planejar melhor o seu tempo para que nada chegue ao extremo em que esta a situacao da minha casa.
Tive que tomar banho em dois minutos, secar o cabelo, me trocar e tudo mais. Dai tive a fantastica ideia de so recolher o lixo que estava espalhado pelo chao da casa, por que nao estava dando, tinha modess usado no chao do banheiro!! Quarenta e cinco minutos depois e QUATRO sacolas de lixo, a minha casa continua um retrato do inferno, mas sem lixo. Teve uma caixa de suco que estava tao dificil de remover de cima da pia, que eu achei que tinha que chamar um pedreiro. Eh impressionante como suco quando seca, vira cola super bonder.
descrito por POR UMA VIDA MENOS ORDINARIA
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Ratapulgo
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9.12.02
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Meu encontro com o Padre Levedo (não íamos contar para ninguém, mas o exibicionismo falou mais alto)
Estava em SP e encontrei o Padre no icq. Poxa vida, nos conhecemos via net há mais de um ano, mas ao vivo, nunca tínhamos nos visto. No meio do porre, combinamos de nos encontrar no dia seguinte, no Sujinho da Consolação. Super apropriado para uma dama e um padre.
Chego lá e cadê o santo homem? O garçom me disse que ele tinha ido me procurar no outro Sujinho, do outro lado da avenida, porque eu estava atrasada (aliás, como sempre). Fiquei esperando na porta e o garçom apontava para ele, lá longe, e me perguntava: "não é aquele ali que você está esperando?". Eu não podia dizer "sei lá, nunca vi", então disse "não dá para ver daqui, eu não enxergo muito bem".
E foi então que eu o reconheci. O Santo Padre em carne e osso, muito mais carne do que osso, se é que me entendem. Um homão.*
"Padre, onde é que você andou?" acho que foi isso que eu disse, ou outra coisa qualquer sem lógica nenhuma. E o abracei.** Ele já estava bebaço, eu tinha me atrasado muito. Sentamos e começamos a beber.
Eu não sabia o que dizer, como sempre, e ele muito menos (ele vai querer deletar isso).
Foi estranho. Nunca tínhamos estado juntos. Muitos e muitos porres já tomamos, mas aquele era o primeiro ao vivo. E ele me examinava, como se eu fosse uma coisa: "nossa, olha só suas unhas", "que coxas" e começou a botar a mão na minha coxa. "Padre, calma aí. Eu sei que sou irresistível***, mas tente se controlar".****
E nós rimos muito, mas muito mesmo, e bebemos cerveja com Steinhagen ali, em plena tarde de segunda-feira na Consolação. Depois de um tempo, o álcool teve a grande idéia: "Padre, vamos no cinema". Saímos naquele puta sol, os dois travados e ele querendo ir para um lado, e eu dizendo "não, é para lá". Chegamos na porta do Belas Artes, sabe-se lá como, e ficamos tentando ler o que estava passando. Não tenho a menor idéia do que era, só sei que eu vi que ia dar merda e desisti: "Padre, tenho que ir embora". Ele estava travadaço, sei lá o que ele falou, e então eu o abracei e não sei como, não me perguntem, acabamos entrando num táxi hahahahahhahaha.
Eu desci do táxi na minha rua e falei pro motorista seguir até a casa dele. Ele estava num estado lastimável (haahaah vai ficar puto com isso). Dei um beijo nele e fui embora.
As frases abaixo mostram o que o Padre queria que eu inserisse no texto, a qualquer custo, mas eu achei que eram um tanto exageradas:
(*) "percebi, pelo porte do Padre, que ele deveria ser muito bem-dotado."
(**) "e então, emocionada por estar na presença do Santo Homem, o abracei comovida."
(***) "fale dos seus peitos, que pareciam querer saltar do minúsculo vestido preto."
(****) "não posso crer que você queira que a sua bunda maravilhosa fique de fora desse relato!"
Alguns diálogos foram omitidos, mas ele fez questão que fossem publicados:
- Eu conheço um lugar aqui perto.
- É mesmo? Fale-me mais sobre ele. (me fazendo de sonsa)
- Não há muito o que dizer depois disso, se é que me entende.
- ahahhahhahaahhahhahahha.
E quando ele disse:
- Eu vou ao banheiro. Vem comigo e me mostra seus peitos.
- Padre, esquece que você é gaúcho, você não precisa provar nada pra ninguém (na verdade não me lembro o que eu disse, já estava viajando, mas foi algo nessa linha).
tomado de Café demais na ilha de Ursos - parte II
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Ratapulgo
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9.12.02
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Hoje eu tô afim de fazer algo bem doentio...
... acho que vou sair na rua de óculos.
citado do Please Kill Me!
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Ratapulgo
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9.12.02
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Resolvi ir embora, debaixo de chuva mesmo. Eu estava tão ansiosa para chegar em casa que peguei o ônibus errado. É sim, e senti na pele como é ser uma garota imbecil. Quando ele não entrou na entrada da Raposo que deveria, levantei rapidamente e puxei a cordinha. Só que ele parou muuuuitos metros depois do último ponto. Tarde demais. Pensei em atravessar a Raposo e voltar de ônibus, mas seria péssimo. Resolvi voltar a pé esses quilômetros, e percebi que a Raposo não foi feita para pedestres. Ainda mais em chuva. Tudo cheio de lama, sujeira. Dei um graças a Deus por não ter escorregado no meio do caminho. Se eu caísse no acostamento eu juro que não levantaria mais. Ficaria lá, chorando, tenho certeza. Eu andava me xingando. E descobri uma ótima terapia: gritar para carros que te jogam água na chuva é ótimo. Os dois motoristas que passaram me jogando água foram chamados de filhos de uma mulher trabalhadeira. O melhor é que eu era a única pedestre num raio de mil quilômetros na Raposo. Portanto, ninguém me ouviu nem achou que eu era uma má educada por gritar palavrões em público. Caminhei o que me pareceu uma eternidade e cheguei no ponto de ônibus.
Sim, fiquei brava, muito brava comigo. Mas acho que os episódios de He-Man e She-Ra que assisti na infância me ensinaram que todas as experiências me enriquecem.
escrito enquanto estava mordendo tampas de canetas
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Ratapulgo
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9.12.02
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Lembrei que quando eu era pequena, brigava com a minha irmã por motivos incríveis.
-Mainhaaaaa! Ó Danielle aqui! Ela me enguiçou! Mande ela me desinguiçar senão eu nao cresço.
- Painhooooo! Danielle tá dizendo que a dona da brincadeira é ela e eu não posso brincar!
- Mainha, Danielle tá me chamando de centopéia sem pata!
- Mainhaaaa, mande ela parar de dizer que eu fui achada na lata do lixo!!!
E às vezes a gente começava as brincadeiras de lamber e acabávamos as duas chorando, fedendo a baba e indo tomar banho... E mainha sempre dizia: -Tá vendo? Começa brincando, termina brigando...
lambido do Sorvete de Casquinho
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Ratapulgo
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9.12.02
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Altas taxas de colesterol e triglicérides. É essa minha vocação pra ser gordo, embora não seja. O médico passou uma relação de alimentos proibidos. A saber: tudo que é bom. Mas algumas coisas estão liberadas: prego, sola de sapato, madeira aglomerada, almofada de carimbo. Perguntei: "e mulher, doutor?". Ele respondeu: "só magra".
expectorado pelo ¢AtaRrO vE®De
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Ratapulgo
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9.12.02
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Esse causo rolou na noite de sexta-feira quando estava eu e Marquitous num bar na Asa Norte.
Lá pelas 23h toca o meu celular, uma ligação do Rio de Janeiro. Pensei : "é alguém fazendo alguma coisa que gosto muito querendo me zoar". Errei e errei feio. Era uma amiga minha em pânico.
Ela: (chorando) Socorro. Me ajuda!
Eu todo preocupado: Peraí, como? O que aconteceu?
Ela: Entrou um morcego no meu quarto!
Eu: Calma, é só chegar lá e tirar ele. Pronto.
Ela: Mas eu tenho pânico de morcego. Descobri agora.
Ela estava em prantos, com medo de abrir a porta e o mané do bichinho voasse pra dentro do apartamento. Eu amo essa menina, mas uma situação dessas é demais pra minha cabeça. Então sugeri que ela ligasse pros porteiros para que alguém tirasse o quiróptero de lá. Dizia que nao podia ligar pq estava sem roupa e se escondeu no quarto da mãe, que ia chegar logo e obrigá-la a dormir na sala (com a possibilidade de um ataque do morcego). Após fazer ela lembrar que podia usar uma roupa da mãe, acertou-se que ela chamaria os nobres companheiros da portaria. Combinamos isso e se ela tivesse mais algum problema iria me ligar outra vez.
Passaram quinze minutos, fiquei curioso e liguei pra ela. "Acabei de pagar o maior mico da minha vida. Pedi ajuda aos porteiros que, quando chegaram aqui, já nao tinha mais o que fazer!", reclamou comigo. O mané do bicho alado já havia vazado pela mesma janela que entrou.
A cerveja? Ah, ela tava sobre a mesa (aqui em Brasília e não no Rio, a esses tais mais de mil quilômetros de distância), mas tomei cuidado de não deixá-la esquentar. Antes que qq ligaçao improvável viesse, tratei de virar logo o copo pra ajudar a ficar pensar melhor.
causo do Preto, Pobre e Suburbano
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Ratapulgo
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9.12.02
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Pois é. Hoje o dia foi cansativo. Trabalhei demais, digamos que paguei o salario do mês. Tirei fotos, do meu point da manha, a gostosa morena não passou hj, nem deu pra tirar foto dela. Não prestaram as foto. Vo tentar tirar foto dela amanha. Gostei do poema. Todo mundo da mo valor eu, menos eu, eu não me dou o valor que mereco. Meu dia não foi ruim, foi bom. Muito trabalho e muita aula, ocupam minha cabeça, sabe eu era feliz qd não trabalhava. Sem dinheiro , dentro de casa , so no computador, sem conhecer pessoas novas, sempre as mesmas coisas. Pensei besteira da grande hj, mas so pensei, e dexa pra la. Tiau. Hj é quarta, a semana vai ficando boa, pois fico sem ve-la e vo miorando, chega fim de semana, vejo ela, fico ruim de novo. Vejo pq quero, pq gosto, so ve-la me da um sentimento q naum sei explicar, toca-la me alimentaria mais ainda minha paixao, se não for amor, isto q sinto. Profundo essa, nois é parecido amigão, nois temos uma profunda solidao dentro de nos e escrevemos para expor sentimentos q poucos tem coragem de expor. Agora tiau pra valer.
referido do pitombeiras lar mazela
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Ratapulgo
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9.12.02
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a noite ontem foi uma coisa escrota. fui rever 7 amigas que estudaram comigo a vida toda (16 anos de amizade!). muita fofoca, lembranças, novidades, baixarias e coisas de se esperar de um grupo de 8 amigas que não se vêem há tempos. mas sei lá. teve horas muito massa, mas foi inevitável não pensar (por mais clichê que isso posso parecer) em COMO A GENTE TÁ FICANDO VELHA! desde ver o irmão de mariana (aquele pirralho que espiava embaixo da cama enquanto a gente trocava de roupa) imenso, com voz de homem, até encarar as alianças brilhantes (de noivado, calma) de duas delas, tudo me fez pensar “caralho, tô à beira da morte”.
a maioria delas começou tudo muito, muito cedo, e agora não tem mesmo nenhum pique de estar mudando de namorado, paquerando na night ou coisa que o valha. só isso já seria motivo suficiente de eu entender e apoiar todas as que já estão bolando o vestido de noiva, mas não rola. não dá. eu comentei isso lá, e continuo achando incrível: como é que a gente estudou juntas, cresceu juntas, e agora temos realidades TÃO (mas TÃO) diferentes? das que estavam ali, só eu e katy (a única que eu encontro pela rua, pelos bares) podemos dizer que casamento está a anos-luz de distância de nossas vidas, e somos muuuito felizes por isso. aaai, é foda. queria muito olhar pro anelzinho aquele e dizer “minha irmã, meus parabéns”. mas por enquanto não dá.
...
ficar sozinha em casa não é só flores.
a luz da geladeira quebrou. a pilha de pratos na pia tá crescendo em progressão geométrica. não tem pão, e eu não tenho perspectiva de ir comprar.
mas em compensação tô ouvindo queens of the stone age na maior altura às 2:26. ooh, yeah!
destilado de inertia
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Ratapulgo
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9.12.02
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O pior é entrar em uma C&A e observar ali próximo do provador feminino. Sempre ficam vários marmanjos segurando as bolsas das mulheres com caras de cu. Nesse momento sempre aparece um atendente pra perguntar se eles já possuem o cartão da loja. Isto sim é o Inferno na Terra.
extirpado do Hassen
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Ratapulgo
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9.12.02
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Ontem foi foda...
Cheguei no studio 2 e pouco, começamos a tatuar umas 10 pras 3, e foi nessa balada até as 7. No final eu tava mordendo o braço pra ver se esquecia da dor na perna.
Engraçado foi um playboy q tava lá tatuando um Wolverine enorme nas costelas fingindo que não tava doendo nada! Brincadeira, dói mesmo, e quanto mais tempo passa, mais dor fica, pq o corpo cansa, as agulhas perdem o fio, enfim... O que matou foi que o cara deixou a parte que mais dói por último, ou seja, o final foi realmente insuportável!
Minha perna tá latejando agora. Obviamente que eu preferia que fosse indolor, especialmente em certas partes como canela e aquela parte perto da dobra do joelho, atrás... Mas a tatuagem tá linda, linda mesmo! No pain no gain!
decalcado de Mais1Blog
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Ratapulgo
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9.12.02
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Aproveitando minha raiva e exaltação, vou listar as coisas que fiz hoje e me arrependi:
- Muita formiga em volta da mancha de coca-cola no móvel, MATEI TODAS!
- Pão velho em casa, sinal de ter que comer pão de forma tostado na panela
- Problemas com pessoas que não sabem estacionar o carro direito
- E claro, não conseguir instalar a PORRA DO SCANNER!!
Desisto de lutar com meu computador. Ele sempre me vence! Que esse scanner morra. Queime no fogo do inferno sua besta!!
Sonho estranho:
Eu e minha mãe no carro:
"I smoke two joints before I smoke two joints,
and then I smoke two more!"
- Essa música aí só fala de maconha
- Que nada mãe, ele foi um profeta pela luta da liberdade.
(Pra que você me falou isso ontem?)
Estou com meda...
exalado de Cho Cho Ch´Boogie
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Ratapulgo
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9.12.02
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Meu quarto hoje é amarelo. Um amarelo quente, iluminado e meu. O ventilador trímero ainda descreve um disco bege cujo centro luminoso fluorescente, fruto do racionamento, sofre de mal-contato.
Minha cama é um caminhão, com a caçamba cheia de antigas importâncias, não caibo mais nela, não sei o que ela esconde, a lona preta não deixa. (Se ao menos lembrasse um tatame com lona amarela, me sinto tão cansado).
Não quero parecer-lhes estranho, mas sinto-me residente da gema, enfim.
pescado de Aventuras de um Lebiste
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Ratapulgo
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9.12.02
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Tenho duas irmãs mais novas, a Vânia e a Patty. Temos uma diferença de 4 e 6 anos. Quando a Vânia nasceu fui eu quem dei o nome dela (provavelmente por causa do comercial das Tecelagens Vânia, juro, afinal tinha 4 anos de idade e já via bastante TV), minha mãe achou lindo, e ficou Vânia. Mas a Vâ sempre foi pequenininha, magrinha, asmática. A gente aprontava todas, e quem apanhava era eu, a explicação era sempre de que ela era muito fragilzinha pra apanhar. E eu morria de ódio claro.
Quando eu tinha uns 8 anos, meu pai trouxe um quadro pra cada uma, de uma viagem pra sei lá onde. Aqueles fofinhos, com mensagem em letra rebuscada. As duas pequenas no sofá, com os quadrinhos e umas canetas coloridas, eu no chão assistindo TV. Imagina o estrago nos quadrinhos. Só eu apanhei, só eu fiquei de castigo. Mas porque? Além do motivo de sempre, havia outro, eu era a mais velha e tinha que tomar conta das duas, tinha falhado, e se fosse alguma coisa mais grave? Ah, como eu quis trocar de lugar com uma delas naquele dia.
Ontem a Vânia teve um ovário retirado, um tumor de 10cm, ela só tem 22 aninhos, ainda é pequenininha, magrinha, fragilzinha e eu só conseguia pensar em como eu queria trocar de lugar com ela naquele momento.
extirpado de my butterfly
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Ratapulgo
às
9.12.02
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Vocês já viram um homem apaixonado? Ele mata e morre por sua causa e não olha nem para os lados. Mas paixão passa, ele volta ao normal e continua olhando bundas alheias. Isto não significa que ele deixará de gostar de você, mas vai morrer olhando as bundas que passam.
AMARULA COM SUCRILHOS
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Ratapulgo
às
9.12.02
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"Sabe o que é pior do que terminar um namoro? Terminar a bebida."
Carol, em momento filosófico após beber o último gole de Cuba.
bebido do i love mankind. it's people i can't stand.
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Ratapulgo
às
9.12.02
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engracada a ilusão que temos no dia do nosso aniversário... podemos jurar que por causa de um dia, se passou, dentro das suas 24 horas, um ano inteiro...
cogitado pelo CalvinOne
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Ratapulgo
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9.12.02
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Gente!!!!
Estou tão feliz!!!! Tive coragem de fazer uma coisa que há anos tinha vontade!!!!
Mas... EU ESTOU TÃO FELIZ!!!!!
Ah, para os curiosos de plantão, só vão saber quando me encontrarem, só conto pessoalmente!!!
retomado Blog dos PIC WICCAS
Postado por
Ratapulgo
às
9.12.02
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8.12.02
- Duas da manhã e alguém chama na rua, é um cara:
- Quer comprar um vestido?
- Vestido cara?
- É, ó (e tira um vestido da sacola)
- Bah, não.
- E uma calça? (e tira uma calça da sacola)
- Não, não. Valeu.
- Tá, obrigado amigo.
E se foi em direção ao final da rua, onde, coincidência ou não, tem um DriveThru de tóchicos.
descrito pelo Estranhos Links
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Ratapulgo
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8.12.02
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7.12.02
Aí eu viro e dou de cara com uma metranca e aquelas letras bonitas, que os radialistas e malufistas tanto gostam: ROTA, Rondas Ostensivas Tobias Aguiar.
E o que pareceria pra Rota um bando vestido de preto zanzando pra lá e pra cá como se estivessem drogados ou bebados? Sim, pareceriam caras drogados e bebados. E um dos meus amigos ainda chutou uma lata de lixo "só pra fazer barulho"
Resultado: Todo mundo mão na parede, perninha aberta na base do chute e bico fechado.
Mas neguinho com uns conhaques na cabeça vira machão e fala merda.Falar merda pra Rota é pedir pra dormir na cadeia. Elementos pra lá, moleque folgado pra cá, e um deles me pegunta se trabalho.
Trabalho.
Onde moro?
Moro em Santa Cecília.
Fazendo o que aqui?
Passeando (Dizer que tava indo ouvir a Banda Full Range tocar Covers do Living Color seria demais pro Rambo e rembo, os dois neuronios do jovem oficial da lei)
Você usa algum tipo de droga?
Aí foi demais.Olhei bem pra ele e lasquei:
Você acha mesmo que se eu usasse (E eu não usava mesmo!) eu ia dizer pra você?
AI resolveram fazer uma revista mais "profunda" em mim (não não colocaram o dedo no meu cú, isso é coisa de filme americano)e acharam o crachá da empresa de radiodifusão em que trabalhava, e ainda trabalho.Tudo muda.Televisão é foda.E se eu fosse jornalista?
-Você conhece algum jornalista? pergunta o jovem meganha.
-Vichi!!! fazendo Assim com os dedos...
Então ouvi um discurso rápido de como a policia estava só cumprindo o seu dever, e aquilo fazia parte do dever e nós, jovens, deveriamos zelar e ter cuidado com os "tóchicos"(eu sei que é tóxico!). E muito obrigado e boa noite.E montaram na sua veraneio e se mandaram. Me senti um super herói, mas era só um de quatro jecas parados com a mão na parede, ouvindo um bebado tirando um sarro da nossa cara.
A partir dali, mais enquadros, batidas e outras babaquices.Virou rotina.
Sempre me mantive esperto.Alerta, mesmo tendo bebido dois litros de tequila, sem limão nem sal que isso é coisa de viado.Os policiais sempre me olharam com desconfiança.E sempre estiveram nas minhas costas.
_O Maluf devia por a Rota de volta na rua junto com os militar, você não acha?
_Não acho não e para esta porra de táxi aqui que eu vou vomitar.
é do LLII
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Ratapulgo
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7.12.02
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O tempo cura tudo sim. Eu me lembro sentada no banco de trás do táxi do meu pai, um fusca, tinhamos ido comprar uma offset Romayor e aquela foi minha primeira vez no Rio e lembro bem de quando passamos pelo elevado Freyssinet. Eu tinha 6 anos e olhei para aquele pedaço de cidade da mesma forma que o fiz 27 anos mais tarde.
O Rio de Janeiro é um mosaico rico, detalhado e intenso. Não há nada que fira as vistas. Até mesmo o feio e o bizarro ficam bem, fazem o conjunto todo ser harmonioso.
Olhe bem, olhe as pessoas, olhe o mar ali na frente, essa gente caminhando no fim da tarde, aquele menininho de shortinho vermelho que persegue a onda, o caminhão percorrendo a areia esvaziando os latões cor de abóbora. O Rio é real, palpável, esta acontecendo naquele momento, não deixou para amanhã ou depois. Dá a sensação de sangue que pulsa nas veias. Faz a gente se sentir vivo.
E minha vontade era andar, andar, andar dia e noite, até entender a geografia e conhecer cada rua desta cidade. Quero subir e descer os morros, quero me fartar com as cores das nuvens no céu que parecem que foram pintadas a mão, quero sentir aquele gelinho na boca do estômago ao olhar as ondas quebrando violentamente lá de cima do Arpoador, as nuvens abraçando o Dois Irmãos, os bondinhos no Pão de Açucar subindo e descendo, os meninos jogando futebol na praia de Botafogo, o cachorro que esta passando pela grade do cemitério dos Ingleses, o homem que esta sentado na porta de uma Igreja Evangélica na rua do Livramente, a igreja vazia, toda branquinha com cadeiras azuis, e mais, os Arcos da Lapa, cinzentos, a chuva que cai, que não perdôa, os sobrados da rua da Alfandega, as capivaras que vivem amigavelmente com os gatos no Campo de Sant'Anna e o pavão branco, ali, majestoso, e os mendigos dormindo nos degraus e uma preta-velha, toda de branco sentada no chão, segurando um quadrinho de Oxum, de quem dizem sou filha, tirando um cochilo no meio da Nossa Senhora de Copacabana, com todo calor do dia. E a qualquer momento você olha para cima e vê o Redentor, os braços abertos. Abre teus braços e descobre tudo. Abre teus braços.
escamoteado de s t r i p p e d e x p o s e d
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Ratapulgo
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7.12.02
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pensamento ungarettiano do dia:
a cultura brasileira só terá jeito quando o último tribalista for enforcado com as tripas do último titã.
hein? como assim dois uísque?
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Ratapulgo
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7.12.02
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Sempre pode ficar pior.
Depois do churrasco com o pessoal da escola, lá na casa do boss, fui dar uma carona pra Marina ir pra casa da vovozinha dela. Acabamos os dois nos convidando pra ir a esse tal de luau da turma da faculdade de direito do Fred. Hum. Claro q o hotstud acabou se aninhando com uma Ivete Sangalo genérica e ficamos os dois chupando o dedo.
Cada um o seu.
pois é... Desgraça pouca é bobagem
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Ratapulgo
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7.12.02
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Eu tenho notado como a diferença é gritante entre o povo daqui e o povo brasiliense. Muitas pessoas dizem que não se deve falar mal da cidade natal, que deve-se sempre causar uma boa impressão... não consigo nem sincronizar isso, quiçá aplicar. Não vou nem fazer demagogia: o povo de Brasília me irrita, e muito. E o culpado é o Sr. Lúcio Costa. E o sr. Joaquim Roriz. E talvez o próprio destino, por ter me feito conhecer e conviver com tantas pessoas ridículas, em um único lugar.
lá da Casa de Rosemonde
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Ratapulgo
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7.12.02
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Capítulo 1- drogas
eu já fumei cigarro normal
eu já fumei maconha
eu já cheirei lança, loló, b-25, esmalte
eu já cheirei pó
eu já tomei Extasy
eu já bebi até levar glicose na veia no hospital
eu já bebi, cheirei lança e fumei maconha ao mesmo tempo (e já caí no meio da pista de dança por causa disso)
eu já dormi no banco da praça de tão bêbada
Capítulo 2- sexo
eu já transei com 4 caras (mas nunca ao mesmo tempo)
eu já beijei mais de 50 caras
eu já beijei duas meninas
eu já transei tendo a mãe dele dentro da mesma barraca de camping
eu já beijei a três
eu já decidi que gosto de homem
Capítulo 3 - sentimentos
eu já amei
eu já fui amada
eu já quase enlouqueci
eu já tive vontade de matar uma pessoa de verdade
eu já meio que tentei me suicidar
eu já chorei até sentir que não tinha mais lágrimas
será que Eu já...
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Ratapulgo
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7.12.02
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6.12.02
Quem lê isso aqui há mais tempo sabe que o meu pai é a criatura mais alienada do mundo. Passa os dias lendo jornal, de pijama, acha que uma caixa de fósforo custa dez reais e não sabe "a que horas fecha essa tal de internet". Então foi um espanto pra mim quando, na semana em que me separei, ele me convidou pra almoçar. Tipo, vinte e cinco anos e meu pai nunca me convidou pra almoçar. Mas oquei. Pensei que ele viria com alguma ladainha a mando da minha mãe, algo como "minha filha, você está fazendo uma grande besteira e yadda yadda..." Ma não. Foi bem mais divertido. O tipo de coisa que só acontece comigo mesmo.
Eis que no dia combinado, meu pai me encontra na portaria do escritório e aponta pra um táxi que nos espera. Ele diz que fez uma reserva. Hoho. Rodamos pra Copacabana. Mal sabia eu o que me aguardava: meu pai me levou no médico. Repito: no médico. Sim, porque eu devia estar doente. E não vou nem entrar em detalhes pra não matar vocês de tanto rir, mas o médico em questão - muito bom, por sinal - é também vidente. Repito: vidente. Porque se eu não estivesse doente, certamente devia ter uma mandinga em cima de mim.
Depois de me examinar *E* me examinar (leia-se: varetas de medição de ectoplasma do tipo Ghostbusters e por aí vai), é o-hó-bvio que o médico constatou que eu estava ótema, tanto de saúde quanto espiritualmente. Já que eu estava lá, xeretei sobre spritos e coisas afins, e informei ao cara que andava meio estressada no trabalho. Aí, depois de dizer que ninguém mais ninguém menos que Euclides da Cunha (!!!) estava acompanhando o meu trabalho (só imagino como o coitado deve estar horrorizado...), o médico-vidente me receitou boletas da alegria.
Eu comprei, claro, alegria nunca é demais.
esta é sua
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Ratapulgo
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6.12.02
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Aqui em casa há um impasse quanto à árvore de natal. A que temos, trinta centímetros de altura, é um tanto velha e feia. Ninguém mais a quer. Meu irmão sugeriu que comprássemos uma nova, com luzes modernas, cores brilhantes e tronco decente. Minha mãe diz que tanto faz, afinal já temos uma guirlanda de crochê pendurada na porta da sala, um luxo. Meu pai só espera a decisão final. Sugeri que pegássemos uma garrafa de guaraná, das de plástico, e espetássemos palitos de churrasco com bolinhas coloridas de papel amarradas nas pontas. Colocaríamos uma lâmpada dentro da garrafa e aquela luz verde faria as visitas encherem-se de inveja do nosso tino decorativo de primeira classe.
produzido como Genérico Incolor
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Ratapulgo
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6.12.02
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Escutar Stairway to Heaven com o quarto todo fechado e escuro é realmente alucinógeno. Na parte em que ele fala (calma aí, deixa eu afinar meu inglês) "yes, there are two paths you can go by, but in the long run there's still time to change the road you're on" eu ouvi uma voz vindo de fora do quarto que falava "eu já tou perdendo minha paciência". Porra! Tomei um puta susto quando eu abri a porta do quarto e vi que não tinha mais ninguém em casa.
Até aí não tem problema nenhum, pode ter sido do excesso de Coca-Cola, o problema é que depois eu voltei pro quarto, tirei um cochilo e tive um sonho muito louco, que no meio dele a minha mãe me falava "eu já tou perdendo minha paciência contigo!".
É isso. Estou com medo de ficar em casa sozinho, portanto seram aceitos convites de companhia feminina sem prévio pensamento da minha parte. Nua principalmente.
eructado por Buuuuurp!
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Ratapulgo
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6.12.02
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Ontem foi a despedida do apartamento da Gaby. Quem nunca esteve lá nunca poderá compreender como isso é triste. Era o apartamento mais legal de toda a cidade de Porto Alegre, com certeza. No décimo-sétimo andar de um prédio que só tem dezesseis andares. Um quarto. Janelas enormes abrindo a vista para o Guaíba, o delta do Jacuí, a zona sul. Era um lugar deslocado do tempo e do espaço. Me lembro de tardes em que eu estava meio perdido pelo centro e lembrava de telefonar pra ver se a Gaby tava em casa, só pra poder subir naquele apartamento. E tinha as festas, é claro. Bebedeiras, feijoadas, virada do ano, camarote para assistir ao pôr-da-lua. E agora não apenas a Gaby vai se mudar do apartamento, como ele vai ser transformado em um salão de festas ou algo parecido pelo condomínio. Ninguém mais vai poder morar lá.
rememorado em Gorgomilhos & Perdigotos
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Ratapulgo
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6.12.02
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Nunca movi um dedo para tornar a cultura superior mais acessível às pessoas. Mas moveria todos os dedos de ambas as mãos, as pernas, o corpo todo para torná-la completamente inacessível aos que não merecem prová-la. Esses párias sempre acabam por rebaixá-la qual bando de Midas invertidos.
Hoje a "democratização" da cultura de elite já mostra os seus frutos: professorazinhas da USP dizendo que um Shakespeare e um teatro de marionetes feito por trombadinhas têm o mesmo valor; ou que o pagodinho da esquina é tão "válido" quanto uma ária de Bach.
Ora, a cultura superior deve permanecer com aqueles diretamente interessados nela. Não deve ser borrifada contra as massas. Não deve ser ensinada "aos pobres e aos ricos", mas reservada a quem a procurar. Como, através de leis proibitivas?, perguntaria uma burocrata da USP. Eu lhe responderia: através da seleção natural, ô petista energúmena (s. m. "endemoninhada", etc)
vomitado no capitalismo
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Ratapulgo
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6.12.02
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É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um elefante.
reverencia ao Padre Levedo
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Ratapulgo
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6.12.02
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-- "Sabe qual é a história"?
-- "Ahn"?
-- "Nessa mesa aqui, nessa maldita mesa de bar. Tu larga por um minuto esse cigarro, olha pra mim e fala algo decente".
-- "Como assim algo decente"?
-- "Qualquer porcaria que faça eu ficar constrangido".
-- "Tipo"?
-- "Sei lá, caralho. Essas merdas que fazem as pessoas ficarem constrangidas. Do fundo do coração, coisas sinceras, toda essa babaquice".
-- "Tá, mas tipo te humilhar, assim"?
-- "Não, demônios. Tu tá pensando que eu sou algum tipo de pervertido filha da puta? Olha pra minha cara. Isso. Agora diz alguma coisa que faça eu ficar com vergonha. Não deve ser difícil, depois desse tempo".
-- "Realmente não imagino"...
-- "Corta a palhaçada. Diz logo. De uma vez. Vamo que eu tô ficando de saco cheio dessa história".
-- "Desculpa"?
-- "Vagabunda".
citação de BIG MUFF
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Ratapulgo
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6.12.02
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Tomei uma decisao, quero aprender a beijar!!!!
Tem um garoto, o Andre...q eh uma fofura! Queria ficar com ele no bailinho do dia 11... mas naum sei se vai dar certo... Quero ver se amanha a minha mãe vai comigo comprar uma roupinha básica pra festa... tb tava pensando em usar o salto da minha irmã... Mas por falar na minha mãe... ai, hj de manha ela quis me matar pq ontem fiquei acordada ateh tarde e hj quase perdi a hora pra ir pro colegio. Mas tb naum sou mais criança! qual o problema de ficar acordada ateh meia noite?? Nada a ver... Aí agora ela naum pode nem sonhar q to aqui usando internet de novo, senaum ja viu neh.
mais reflexos no Espelho espelho meu...
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Ratapulgo
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6.12.02
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Lembra q eu tinha falado q na quinta feira, qdo eu e o David fomos ao Mani, umas minas mandaram um bilhetinho pra gente? É isso aqui:
Meu rei,
nunca pense no limão que caiu no copo de bebida do garoto mais estranho da festa.
Chega mais perto de mim e agarre minha bolsa, assim saberei se você é um ladrão.
Suas coisinhas me assustam. Esconda seus limões, pois meus morangos estão querendo e desejando amadurecer.
Antes que você vá, deixe sua calça no bar para o garçon.
Vá ao banheiro e olhe para o espelho; veja sua linda face e aperte o botão da camisa.
Beijos,
X.D.
Enigmático, né?! hehehe
E como eu não estava acompanhado até o momento, levei a mina lá pra cima, onde tava vazio, e...
citado de ESPELHO
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Ratapulgo
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6.12.02
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Indo pro serviço, no ônibus, percebi uma movimentação estranha das pessoas. Uma misteriosa água preta começou a invadir o coletivo, e, sinceramente, ninguém sabia de onde vinha. Sempre desconfiei que ônibus eram lugares para coisas sobrenaturais, mas aparecer água no piso de um meio de transporte, eu chamaria de milagre...
"Eu quero ser atendida, eu quero que me atendam...ainda faltam 2 minutos pras 5 horas...você tem que me atender...eu não admito isso..." uma mulher com os cabelos loiros de espaguete gritava, sacodia o corpo e batia com as mãos em cima do balcão... "pode subir" foi a minha resposta... "tchauzinho" disse ela após meia hora..."vai se fuder" disse eu...
Quase no meu horário de janta, o telefone toca, o telefone interno toca, os clientes chegam aos milhares no balcão, os funcionários pensam que o balcão é mesa de buteco (só faltou dominó e baralho, porque gritando já estavam). Tendo uma síncope, olhei para o alarme de incêndio...
Quando eu chego em casa, minha mãe prefere ver a Bárbara Paz de Peruca à conversar comigo...
Não vejo a hora de encontrar os meus clientes amanhã...
citado de Visão do Inferno
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Ratapulgo
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6.12.02
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Logo fui para a praia na área de pouso... encontrei meu irmão e uma galera... Ocorreu um acidente... para variar de moto, poucos metros de nós... mas a culpa com certeza foi do pedestre que atravessava fora da faixa e o motoqueiro estava no corredor... putz... foi feio... o motoqueiro estava carregando uma mulher e ele bateram em um ônibus da Expresso Brasileiro que estava parado no sinal... a moto foi parar embaixo do ônibus... a passageira estava só ralada, mas o piloto estava feio.... eu curiosa fui ver e tentar ajudar, nossa que situação, o cara estava me olhando querendo mto ajuda, mas do jeito que ele estava era melhor nem mexer, para não piorar, derrepente um monte de gente querendo mexer e eu bem que pedir para não mexerem, mas não adiantou... chegou uma mulher dizendo ser médica, mas ela mesmo não fez nada...
citado de Idealizar é sofrer. Amar é surpreender
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Ratapulgo
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6.12.02
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Dorme comigo hoje, eu pedi, só dorme, só dorme comigo, assim, grudado, e ele gemeu, ai, você gosta de dormir abraçada?, e eu gosto, disse que gostava, então ele foi, e no caminho ele continuava gemendo, dizia que eu era veneno, que eu era doce demais, que não podia, não deveria estar fazendo isso, que aiaiai, mas o carro ia cada vez mais rápido, e eu meio sorrindo em silêncio pedindo deus, se você está aí, deus, me dá esse menino, porque eu só quero esse menino, eu não quero mais nada, mas acho que deus não estava lá porque ele levantou antes que eu acordasse, a cama cheia de sangue, os lençóis revirados, os travesseiros caídos, minhas coxas meladas de porra, o barulho do zíper, zuuit, acordei com o barulho do zíper e ele estava indo embora, e eu disse não vai, e eu disse deus, alô deus, mas só deu pra escutar as chaves virando e o elevador abrindo. Não dormimos juntos. Ele disse que me amava quando gozou nas minhas costas e eu ri e disse não ama não, shhh. Ouvi a porta do carro batendo, barulho do motor, abracei meu gato e dormi. Nunca mais falei com deus.
brasileira preta L.A. said you can take my fingertips
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Ratapulgo
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6.12.02
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Adoro essas coisas que só eu entendo. Hoje eu vou chinelear como há 3 anos atrás fazia nas melhores das noites de verão quente, Xiboca 1 real, free hours e after hours. Pois estes são dias de comemorações. São dias de chorar de percepção.
Esse tem sido um blog-coisa. Isso porque as pessoas me perguntam: "o que você escreve no seu blog?" e eu respondo "anh, é, ah." com vontade de responder é um nada imenso de que isso não tem a menor importância. Nada tem. O que você está lendo também não. São apenas palavras. Palavras de quem acabou de chegar em casa e vai sair de novo. Tem vida demais lá fora e gente esperando. Tem um eu no meio do meio do mundo maior que todos que já existiram. E os restos são nada, isso aqui é nada, as pessoas antes de serem reais são nadas e viver, na melhor das sensações, é a coisa mais doida que já passou por mim. É agora.
despalavreado de (oe)
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Ratapulgo
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6.12.02
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Caguei em dois banheiros lá em casa. Não tinha papel no meu aí desci as escadas usando a técnica do homem pinguim (já contei isso aqui?) e fui no WC da minha irmã me limpar. Chegando lá e vendo aquela privada limpinha, não resisti.
defecado pelo Guia do Cagão
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Ratapulgo
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6.12.02
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O sonho do motoboy não cabe mais no capacete.
Imerso no transe da avenida, ele aspira fumaça dos escapamentos e a percebe tão tóxica quanto o sonho.
Noutro tempo talvez encarnasse um vaqueiro e as pedrinhas do asfalto que furam agora a japona de plástico resvalariam no couro de seu gibão.
Mas não, o que há diante de mim é a motoboyada de 125 cilindradas, o mugido de cem mil motores e os raios de um sol real destrinchando peles às três da tarde. Eles são centauros mortos mas não caem ao chão, pois foram soldados ao corpo das motocicletas.
Em meus dias de paz deixo os automóveis e os servos idiotas que os dirigem pra lá. Armo diligente o laço e, na hora em que o ronco das motos ascende com a poeira até encobrir o Sol, o sinal abre, e eu arremesso. Não há sensação igual à de ver o corpo de caça tão nobre subir acima da manada num tranco, os olhos de besouro prenhes de espanto, os braços imobilizados, sua carapaça negra reluzindo à luz dos acontecimentos.
Então ele atinge o solo, e enquanto expira sua validade sobre a sujeira deste terreno, me aproximo e vejo a tal alma escapar pelo capacete rachado. Prefiro chamar essa substância viscosa de sonho, eu os liberto desse malefício. Antes que a Primavera se adiante e nos atropele, eu os desobrigo desse dano.
Depois movo minha cadeira de rodas a uma outra esquina. Nela, espero um novo rebanho de quimeras-bisontes, atraídos pela luz vermelha do semáforo. Em breve seus sonhos poderão fugir dessas redomas pretas em busca de pradarias longe daqui.
hospedado no HOTEL HELL
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Ratapulgo
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6.12.02
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Quando eu era criança, me apaixonei irremediavelmente pela Daphne da Turma do Scubidu. Talvez seja essa a razão da minha atração por ruivas, sejam elas pintadas ou não.
*
Quando eu era criança, meu pai dizia que eu devia cuspir longe as sementes de melancia, porque se engolisse uma delas por acidente nasceriam outras melancias dentro do meu estômago. Pensava comigo mesmo: "ué, será que é assim que as mães ficam grávidas?".
*
Quando eu era criança, mantinha sempre os meus olhos atentos ao chão, porque acreditava piamente que um dia encontraria uma lâmpada mágica como a do Aladim. O único problema é que o gênio provavelmente só saberia falar árabe, e eu ficava angustiado pensando em como conseguiria me fazer entender. Aliás, eu tinha na ponta da língua o primeiro pedido que faria ao gênio: "quero que o senhor me conceda mais cinqüenta desejos!".
*
Quando eu era criança, assisti a uma reportagem sobre um tal "morto que riu". A matéria relatava que durante um velório um dos presentes resolveu tirar uma foto do morto dentro do caixão. No entanto quando ele foi revelar os negativos levou o maior dos sustos, porque o morto aparecera sorrindo na fotografia. Até hoje sinto calafrios toda vez que lembro da cara do finado (sim, o Fantástico exibiu o retrato do mesmo no final da matéria).
A propósito, eu também tinha medo de qualquer reportagem apresentada pelo Hélio Costa.
lembrado pelo Pensar Enlouquece. Pense Nisto.
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Ratapulgo
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6.12.02
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É impressionante como os comandos Ctrl+C e Ctrl+V revolucionaram o mundo da comunicação. Como diria minha amiga Andreza, neste mundo tudo se copia. Ninguém faz mais nada original. Dê uma navegada nos blogs por aí e confira. Quem não copia o conteúdo descaradamente, copia o estilo. Como diria meu amigo Marmota, é sempre mais dos mesmos.
copiado e colado do Final do Fuzo
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Ratapulgo
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6.12.02
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Hoje sentei no banheiro e fiquei olhando os azulejos, é uma coisa que eu curto fazer pra pensar... Ai deu uma vontade de fumar aquele cigarro de baunilha...
Mas acho que estou doente, tipo, eu sempre me achei gorda, então peguei mania de ficar longos periodos de tempo sem comer. Só que agora, eu não tenho mais fome. Faz mais de uma semana que eu como porque alguem manda, porque eu não tenho fome, e quando como fico enjuada, passo mal... Todo mundo disse que é de fundo psicologico, mas como vou matar a psicologa, não vou saber disso tão cedo!
arejado de Loves In Air
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Ratapulgo
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6.12.02
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5.12.02
Chico Buarque: E aí, Morengueira, passou no teste da farinha?
Moreira da Silva ou Kid Morengueira: Ô, rapaz, sentei estava tudo bem,...
Risadas do Chico, recheadas de nicotina .
Moreira da Silva:... tudo certinho. Só tem saída, entrada, neca. Never!
Esta é a introdução de Doze anos em Ópera do Malandro, de 1979. Me fez lembrar minha avó Rita. De vez em quando, ela nos mandava contar as preguinhas do cu. E completava:
– É pra ver se estão todas lá...
Eu era criança e na inocência dos pequenos, perguntava:
– Como é contar preguinha, vó?
Ela, muito didática, respondia, fechando a mão e mostrando o pequeno orifício todo enrugado entre o polegar e o indicador que se formava:
– Este é o seu cu. Ele é cheio de preguinhas. Você pega um alfinete e vai contando (a aí ela fingia que contava as pregas do tal buraco) pra ver você ainda tem todas.
Ai, que saudade dessa velha...
lambe-lambe do 3x4 Colorido
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Ratapulgo
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5.12.02
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Meu Deuuuuuus u Paulo eh mto burro!!!
Tipu, u tel toka neh...aí eu atendi... era eliii...Só ki u mongol ligô pra mim, axando q tava ligandu pra casa da Bea... MONGO!!!
TIPU>>>
"-Oi amor!!!!! Bom dia!"
- Ãhn?????? Eh u Paulinhu?
"- Claro né Bea"
- Hahahahahahahaha...Paulinhu, aki eh a Grazzi
"- Gra, q c tá fazendo na casa da Bea?"
- Hahahahaha Ow monguinho...c ligô pra MINHA casa!
"- hahahaha ow Grazzi, foi mal æ"
Meeeeu, ele eh mtu mongolzinhu coitadu... mtu tiu sam!
Esse paulinhu eh meio fraco da idéia... eu contei pra vcs du dia du pirulito??
A gente na festa d 15 anus da Jú... e ele no meio da valsa tirô um pirulito do bolso do Smoking e abriu e pois na boca...NU MEIU DA VALSA!!! Olha u vexame!!!!
Nas fotus ele saiu tudo cum pirulito!!!! mongo
iZk®itU pEL@ *?*G宸Tå_P®øßleMå*?*
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Ratapulgo
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5.12.02
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Há mais ou menos duas semanas eu vinha falando que não queria festas, ou qualquer tipo de comemorações do meu aniversario na minha casa né, pois é aconteceu o que eu previa. No sábado, o dia inteirinho meu pai ficou insistindo para que fosse feito um churrasco aqui em casa e que chamasse as minhas amigas, mas eu não queria. Mas meu pai insistiu, até que a Cleide foi comprar as coisas e deu tudo errado, primeiro ela foi ao açougue e o cara foi super grosso com ela, e depois ela foi no mercado e o cartão não quis passar.Ou seja, NÃO ERA PRA SER quando ela chegou eu decidi que não queria nada, liguei para o meu pai que continuou insistindo até que eu acabei indo ao mercado comprei tudo e chamei minhas amigas. À noite minha madrinha e meus primos vieram aqui e ganhei um relógio lindo dela, até aí estava tudo bem, também por que a minha madrinha não engole o que meu pai fazia para minha mãe e o que ele faz comigo, mas estava tudo bem eles conversaram, riram e etc...
Uma das coisas que eu mais odeio na vida é brincadeira de mão e tudo começou aí, meu pai me deu um tapa nas costas muito forte, ele nem se quer havia me dão um abraço de feliz aniversário e já veio com esse tipo de brincadeira, na hora eu subi pro meu quarto e comecei a chorar de ódio, por que ele fez aquilo.E todo mundo começou a falar merda para ele e sobrou tudo pra coitada da Cleide.Foi mó confusào,ele brigou com os amigos dele que estavam aqui.No final eu arrumei minhas coisas e fui pra casa da Talita.Sem ter cantado parabéns nem nada.
Ou seja, acabou tudo, o PIOR ANIVERSÁRIO DA MINHA VIDA.Que aquele que me ensinaram a chamar de pai fez o favor de tornar possível.Foi tudo muito constrangedor, principalmente pelas minhas amigas, ele me humilhou tanto, nunca vou esquecer isso que ele fez comigo, pra mim ele morreu, não tenho mais pai, essa foi a pior coisa que me aconteceu,o pior dia da minha vida.Não agüento mais essa vida sabem, nem no dia do meu aniversário ele me respeita.Agora vou começar a viver para mim. senti tanto ódio dele,tanta vergonha,tanto desprezo.Mas não quero acabar com a minha vida,quero ir pra bem longe desse ser que nem merece ser chamado de pai,ele não é e nunca foi meu pai,sempre me rejeitou,sempre me colocou em segundo plano.Acho que jamais conseguirei perdoa-lo, como não o perdoei quando foram falar para ele que eu estava usando drogas e ele me agrediu fisicamente.
Quero ir pra bem longe dele e ver a desgraça que será a vida dele,enquanto ele não mudar,eu tenho até medo de pensar no futuro dele quero assistir de camarote tudo isso.
Aqui se faz aqui se paga.
tendo TUDO A DECLARAR
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Ratapulgo
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5.12.02
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bom... fiz 30 anos ontem. pouca gente se lembrou. muito menos do que eu esperava. estou magoada com alguns amigos sim.
nao queria usar meu espaco de aniversario para dizer que estou magoada. mas de fato, estou.
tem algumas pessoas que considero amigoes e amigonas. e nem um emailzinho....
talvez eu seja menos amiga do que pensava ser. talvez eu seja como a heroina de perto do coracao selvagem. "as pessoas gostam de mim porque nao me conhecem, e quando passam a conhecer ficam com medo".
sei la. mas tem uma coisa... eu me afastei bastante sim de algumas pessoas que eu gosto muito. mas acho que eh completamente, absolutamente compreensivel, uma vez que estou aqui em londres. mas isto nao impede destes meus amigos me mandarem emails de vez em quando... as vezes eu vou responder so com um oizinho curto. eu sei. mas eu tenho saudades, sim. porra!
nao tem muita desculpa. esqueceram. esqueceram. fazer o que?
bom... vamos deixar a carencia de lado e aproveitar o dia para gandaiar um pouco
boopado by [boop it]
Postado por
Ratapulgo
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5.12.02
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Oi, faz tempo q eu ñ escrevo e mesmo assim naum consegui juntar coisas para mim escrever daki a poko eu vo me encher desse site pq eu nunca sei o q escrever e vou parar de escrever pq naum vai mudar nada eu ficar escrevendo todo santo dia e falando q eu naum tenho nada para escrever aliás para mim todos os dias são as mesmas coisas naum sei o q escrever naum sei o q escrever e assim vai eu ja to de saco cheio mas eu tenho q escrever todos os dias alias as minhas amigas sempre me pedem para escrever e a unica graça q eu acho q tein em esrever é q eu coloco um montão de bonequinhas e isso eu acho mto fofo e hj eu vou ter q por o resto das minhas amigas pq da ultima vez q eu escrevi eu so puis a ana e a pri e c a irma da julia entrar nesse site eu quero q ela saiba q a coreografia dela fiko milhoes de vezes melhor do q daquelas otras meninas pq as otras meninas pareciam um bando de sapatoes, bom como eu ja havia dito eu tenho q colocar o resto das minhas amigas né? e aí vai!!!
com toda a desenvoltura verbal de D !!!!!
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Ratapulgo
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5.12.02
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Hoje eu acordei, fumei um cigarro, acessei meu blog, fumei outro cigarro, acabei de apagar o cigarro e acendi outro cigarro, dai quando apaguei denovo... Fumei mais outro... Dai pensei: vou fumar mais... Fumei 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9... etc etc... Ou seja: passei dia e noite fumando... Não fiz nada além de fumar...
pronto.. pros filhos da puta que estavam querendo saber sobre a minha vida eu vou falar: FUMO E BEBO O DIA INTEIRO... NÃO FAÇO PORRA NENHUMA ALÉM DISSO
emanado de Serial blog
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Ratapulgo
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5.12.02
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...Q bagaça fui pego de surpresa assistindo televisão, fugi para o quarto de empregada, percebi o meu irmão saindo do quarto com a namorada, eles almoçaram. Esperei o tempo passar dentro do banheiro do quarto, olhando pela janela subindo no suporte de televisão. Mas para a minha desgraça, chegaram os dois tios, os quais eu pensava que haviam ido embora. O meu coração pulsou com toda a sua força durante alguns momentos, enquanto o tio Paulo que eh igual ao Robin Williams(ns), entrava e saía algumas vezes do quarto, e eu espiava do banheiro. Por fim eles foram para a sala, eu me coloquei atrás da porta da cozinha. Mas a porta é igual aquelas de saloon de faroeste e eu fui descoberto pelo Paulo que se levantou e veio pegar alguma coisa. Fui obrigado a dizer e aí tio Zeca. Então apertamos as mãos, fui até a sala cumprimentar o Paulo. Hesitei por alguns segundos ir para o quarto, até que depois de algumas palavras sobre como eu estava grande e magro e que eu não queria ir às praias do Piauí, o tio Zeca trouxe alguma pasta para mostrar ao Paulo, e eu me esgueirei para dentro.
...O sono passa, o sono voa... E a poupança Bamerindus não existe maaaais.
citado do Life sucks
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Ratapulgo
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5.12.02
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Agora.
Acho que posso dormir agora.
Só não achei a mosca ainda.
Matei uma mosca ENORME e ela simplesmente sumiu.
Tenho medo de deitar na cama e acordar com a mosca ao meu lado, morta e dura.
Era uma mosca grande mesmo.
Do tipo que faz *crec* quando pisam.
Incrível que eu a acertei de olhos fechados, porque eu tenho nojo e preferi não ver.
A mosca era grande mesmo e eu NÃO acertei o lustre, se é isso o que vocês pensam.
essa é do ai ai...
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Ratapulgo
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5.12.02
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P: -Você gostaria de sair para jantar?
R:-Não,obrigada.Não tenho fome, estou infectada com sete doenças desconhecidas,sou lésbica, grávida de lagartos e clinicamente morta.
é mesmo Feio, Sujo e Sem-Dentes
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Ratapulgo
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5.12.02
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Depois do Rômulo, veio o Marcio. Ele adora o código da máfia, ele lê pra caramba, desde que isso não venha de encontro ao surf, que é sua arte zen. Ele é xamã, ele é engraçado, ele é sacana pra caramba. Ele me deixou muito chateado recentemente, porque ele tem algumas manias que, por vezes, acabam magoando os amigos. Eu entendo, mas ainda estou triste, embora o ame muito. Ele é um dos irmãos que escolhi.
abduzido da Neurociência das chicks peitudas: sem silicone !!!
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Ratapulgo
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5.12.02
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Bom, pra começar agente tava esperando a Van na frente do V8, e qdo ela encostou eu num aguentei e comecei a cascar o bico... simplesmente o motorista era IGUAL ao Mestre dos Magos!! Lembram??? da Caverna do Dragão!!
Nossa, muito igual, só faltou o cabelo.... o tiozinho tava até com roupa vermelha... hahaha
E sem contar q o cara dirigia mal pra cacete!!! Deu uma puta fechada num carro.... nossa, eu tava no último banco e vi d pertinho o cara freiando pra num bater na nossa Van.... hahaha foi pouco pra zuar co Mestre.... q sem noção.....
Bom, chegamos no lugar lá e num era mais lá o show... deu uns rolo com alvará e ia ser em outro lugar... tinha o cara d uma das bandas lá na porta avisando a galera q seria em outro lugar..... aí surgiu uma frase clássica: tendo banheiro e cerveja tá bão!!
hehehe
Só q agente chegou no lugar e num tavam vendendo cerveja ainda.... fomos num barzinho lá perto e tomamos 1/2 caixa.....
qdo tava quase na hora d ir pro show, eu fui no banheiro e a galera saiu fora do bar, q tava fechando, qdo eu vi só tinha meu copo cheio na mesa e o cara limpando o bar, ai eu fui obrigado a virar o copo... tsc tsc... q sacrifício.... hehehe
do jeito q desceu, subiu... e eu já fiquei marromenu no grau.....
Qdo começou o show só tinha eu e mais uns 5 d Leme agitando, depois td mundo começou a curtir e foi muito loko..... quebradera....
às vezes o Haroldo dava o microfone pra galera cantar pedaços d músicas, mas o Sandoval tava tão chapado q só gritava filho da puta, porra e caralho..... hahahahaha (gordo sem noção);
na hora d Walk, do Pantera, o Heraldo (batera) se perdeu na hora do solo, e td mundo parou d tocar, a Berka ficou solando e qdo eu co sandoval vimo, começamo a gritar e bater palma, a galera pensou q tinha sido ensaiado e começou a curtir tb..... hehehe
Depois do show agente tava lá na frente esperando a galera pra vim embora, e passou uma mina atrás d mim (detalhe, ela com o namorado).... estava eu tranquilo e sussegado conversando ca Berka e co Batata, d repente a mina passa a mão na minha bunda!!
oooo loko.... fiquei sem reação.... q mina vaca!!
Bom, depois d td isso, cheguei em casa e num dormi quase nada, pq d manhã já ligaram em casa me acordando.... hehehehe
Mas valeu a pena...
citado do Chapolim's Blog
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Ratapulgo
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5.12.02
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4.12.02
Meu pai falou.
Falou pra minha mãe, há quase 22 anos:
– Tira. A gente procura uma clínica que mexa com isso, e você tira essa criança.
Ela não aceitou.
Velha burra.
reminiscências da Utopia Dilucular
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Ratapulgo
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4.12.02
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3.12.02
Não pude controlar a vontade de chorar ontem na palestra do presidente da associação de voluntários que cuida da ala infantil de um hospital de câncer:
"Então o menino disse para mim:
- Tio, eu já falei para a minha mãe... se eu ficar bom, ótimo, mas se eu morrer, ela ainda tem mais três para cuidar"
"Tenho no meu quarto um bichinho de pelúcia. Uma menina me deu, para que eu cuidasse dele depois que ela morresse"
será que Ninguém lê esta porcaria
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Ratapulgo
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3.12.02
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Num canto da mesa repousa o livro de Microeconomia.
- Estudo?
- Nah. Vai blogar.
- Mas a prova eh na terça.
- Mas o livro eh tao chato.
- Eh. Vou blogar.
- Se bem que...
- Se bem que o que?
- Nah, vai blogar mesmo.
- Oká.
- Voce nao tah tao mal assim.
- Eh...
- Consegue a nota que precisa.
- Eh...
- Nem eh tanto assim.
- Chega, vou estudar.
- Po, soh agora?
- Mas...
- Ficou assintindo aquela porcaria de Jurassic Park 2.
- Ah, num fode.
- Puta pipocão aquele filme.
- Eh mesmo.
- Tem um outro maneiro. Qual eh o nome mesmo?
- De que que a gente tava falando antes?
- Nem lembro. Ah, filme eh "Crime e Castigo"!
- Hum...
E o livro continua repousando sobre a mesa.
Vou colar na prova de terça feira.
aproveitado do Carpe Noctem
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Ratapulgo
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3.12.02
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tava ali na fila do banheiro, cheia pra caralho. eu tava atrás do próximo e ele disse:
-o cara, consegue um real, te devolvo quando eu sair
-é pra dar um teco?
-é
peguei um papel meu, olhei o tamanho e vi que era grande o suficiente. rasguei em duas metades e dei uma pra ele. ele entrou no masculino, eu no feminino. tava louco pra mijar mas pensei 'tem muita na fila. vou cheirar aqui, e mijar lá na rua'.
e o pessoal da fila começou a gritar:
-DÁ TECO NA RUA, AQUI É PRA MIJAR!
-VAI MIJAR LÁ NA RUA, EU QUERO DAR TECO!
relato do blog é coisa de viadinho
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Ratapulgo
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3.12.02
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2.12.02
Olá todos vocês! Tô meio que dando um tempo aqui na net enquanto não chega a hora de ir p/ espanhol!Hoje minha mãe brigou mto feio comigo. O motivo da briga? Ela disse que vai parar de comprar papel higiênico aqui em casa, porque ela disse que eu desperdiço(ss) muito. E ela ainda me perguntou:
- Sarah, q vc faz com tanto papel higiênico? Você anda comendo, esquecendo papel no c*, emprestando p/ alguém?
Ah, cara, num é isso, eu uso muito papel mesmo, mas é pq eu tenho nojo de me limpar (que coisa mais patética de se contar), para você ter noção, eu não sento na privada, só em casos extremos e quando me dá vontade de ir ao banheiro na escola eu peço dispensa e venho fazer as coisas em casa. Tudo isso pq eu tenho problemas coconais. A sanita me intimida, parece até que vai me engolir. Mas hoje eu me vingo! Meu pai vai fazer uns exames de ultra som amanha, então ele vai passar uma noite de rei!
ventilado do Cagando Ao Vento
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Ratapulgo
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2.12.02
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Fui em uma cervejada da faculdade na quinta-feira e achei incrível o poder que a cerveja teve ao unir, praticamente, todas as pessoas do meu curso. Foi engraçado porque eu não gosto de muitas pessoas, muitas pessoas não gostam de mim, algumas pessoas não gostam de outras, que não gostam de algumas....e por aí vai....
Entretanto, na quinta a coisa mudou de figura.....Depois de algumas cervejas, todo mundo se amava....todos conversando, interagindo, dando risadas....até parecia um ambiente amigável....
Tenho certeza que segunda-feira tudo volta ao normal e ninguém mais se olha na cara..
visões do Mundo Insano da Abyssinia
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Ratapulgo
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2.12.02
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Sim, Evandro, escrevo para ser odiado. Mas não escrevo com ódio, entendeu? Há uma sutil diferença. O sujeito que quer ser amado pelo o que escreve faz concessões, sempre vai ser um pouco superficial, nunca irá ao fundo das feridas abertas na alma. Aquele que quer o ódio do seu leitor sabe que este é o maior filho-da-puta que existe e que a verdadeira coisa a se fazer é irritá-lo, perturbá-lo, desafiá-lo de qualquer maneira.
Sim, escrevo para ser odiado, mas não escrevo com ódio porque ninguém realmente entende quando se escreve com amor e afeição. E ao perceberem que o amor move aquilo tudo, decidem odiá-lo pois o medo do desconhecido e do mistério de novas regiões da consciência que se abrem diante do infeliz provocam um desespero que se refletirá na irracionalidade, na incoerência e na descida aos infernos.
escritos perplexos
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Ratapulgo
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2.12.02
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Eu me sinto como alguém que vivesse em um estado de suspensão cultural. A cultura do presente fica me espetando o tempo todo. E eu tenho que fingir que não estou sendo espetado e me dirigir à estante onde estão os clássicos. Ou então, se eu quiser um "produto cultural" (argh!) nacional, feito agora, e que preste, preciso fazer uma complexa pesquisa de editoras boas, de autores que conhecem autores que conhecem autores, fuçar aqui, fuçar ali, até descobrir algo que seja bom. E isso cansa. Às vezes eu fico cansado de ter que me cercar de tantos cuidados para não me expor à "lavagem cerebral" das modas culturais bonitinhas, "patrocinadas" pelos professores engajadinhos, espectadores da TV Cultura.
E a política está me dando mais nojo a cada dia que passa. E o engajamento dos jornalistas? O modo como a maioria deles realmente acredita que está prestando um grande serviço à humanidade. Começo a entender aqueles professores que passam a vida enclausurados em um obscuro departamento de estudos clássicos gregos, ou algo assim. Pra que se preocupar? Pra que gastar a vida brigando com quem não quer ver? Há tantos livros pra serem lidos. Será que realmente vale a pena se importar com presidentes, deputados e senadores? Será que o caos político-social não é resultado da politização geral de tudo e de todos?
sujeito Agonizando
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Ratapulgo
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2.12.02
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Possivelmente eu era a única que pessoa que estava assistindo ao casamento com uma baita crise. Nada a ver com o noivo ou a noiva. É que o simples fato de entrar numa igreja para assistir à celebração de um sacramente me trouxe lembranças muito vívidas da minha fé claudicante. E, esperando a marcha nupcial, comecei a pensar que templo não tinha a iconografia tradicional, marcada pelo sofrimento de Cristo ou de beatos. Infelizmente, a Igreja Católica, ao que parece, perdeu o bonde de sua própria importância.
redimido por O Polzonoff
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Ratapulgo
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2.12.02
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A cidade fedia. Fedia e fede. A óleo diesel queimado e concreto quente. Porque concreto quente fede pra caralho. Os outros não acreditam quando eu digo, falam que é maluquice minha, que é impressão, eu falo Vai tomar no cu, porra. Fede e fede muito!. Pois fede e fede muito. Não dá pra sentir, a maioria não sente, porque vive aqui, enfurnada nessa porra urbana e totalmente cimentada. Pra esse povo a grama é a exceção, a grama é o espaço raro. O que impera mesmo é o asfalto e o concreto, os dois fedorentos. Eu também vivi aqui, na cidade, a vida inteira, no meio do asfalto e do cimento. Não devia saber que concreto fede, mas eu sei. Acordei um dia sentindo um cheiro estranho. Mãe, que cheiro é esse? Que cheiro, menino? Não tem cheiro nenhum, Tem sim, eu tô sentindo, Cê tá louco! Senta e toma seu café. Tomei o café todo, e o cheiro me dando náuseas. Fui pro colégio, com o cheiro me dando náuseas. Meu colégio, eu ainda lembro perfeitamente, tinha um enorme pátio cimentado, onde os moleques sempre destruiam seus joelhos em acidentes sem nenhuma importância. O cheiro que vinha do pátio era insuportável. E ninguém sentia.
Vomitei várias vezes esse dia. Vomitei muito por muito tempo, até me acostumar com o cheiro. E vomito até hoje, de vez em quando. Acho que vou vomitar hoje. O cheiro está muito forte mesmo. E os carros passando no asfalto e levantando mais fedor... odeio carros. Odeio essa cidade. Vou pra algum lugar sem isso tudo, algum dia.
:: Utopia Dilucular ::
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Ratapulgo
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2.12.02
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São tantas emoções, diria o rei. Eu fui rebaixado à Monitor, mas beleza. Eu tou feliz. Seria Deus um umbigo falido? Não, Não. Ele nasceu sem pau, que nem a GiGi, mas num era umbigo não. Masturbadores em posição, eeeeeee vai! Não sei se devemos escutar aqui ou ali. Só tou com saudade, sabe? Saudade de pessoas. Aliás, poucas pessoas. Mas amo. Amo gente. Nada de lambisgóia por aqui. Ahahahaha. Mamãe matava ratos com piadas sem graça. Aquilo ali, olha! Olha Calvin!
Tá bom. Estou com um sorriso de rótula a rótula, pregado com fita metálica (esqueci o nome) e com cada dentinho mais redondinho que o outro. Soube de algo bom pra mim e bom pra quem eu amo. Ai. As coisas acontecem. Meus cadaços chegaram, acho. Ei! Quem é você? Ah! O descobridor dos cadaços. Sei. Sei. Não. Eu pedi cadaços novos, não "cabaços nossos". Ai, que coisa erótica mais vulgar. Balança e fura a vulva, então! Cadê aquele misero centavo? Ah-ra! Sei quem é você. Revele-se! Desculpem por não entrar no MIRC hoje. Estive atualizando minha lista de fontes pro pc. Ahahahaha. Sei lá.
balbuceado por Who doesn't remember Tobor?
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Ratapulgo
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2.12.02
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O que acontece com a realidade quando a ficção passa dos limites?
balbuciado por Feio, Sujo e Sem-Dentes
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Ratapulgo
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2.12.02
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Eu nunca falei muito da minha vó aqui, porque ela não é uma pessoa especialmente presente na minha vida. Ela mora em Rio Grande, mas veio para Porto Alegre e ontem saimos para jantar.
Para começar, na escolha da pizzaria ela sugeriu que era muito melhor ir num rodízio, onde pode-se comer mais. Não é uma opinião muito estranha, mas não é o que se espera de uma senhora de 79 anos e 60 quilos. Depois, já na dança das pizzas, ela veio ser comprimentada pela garçonete por ser a pessoa que mais comia na mesa.
Outra curiosidade, é o fato dela morar em um prédio onde outros dois apartamentos são ocupados pelas suas duas irmãs. A irmã que mora em frente tem 85 anos. A que mora embaixo, tem 89. Todas lépidas e fagueiras, morando sozinhas. O prédio é uma parada! Elas tomam conta de tudo, inclusive tem o hábito de conversarem uma com a outra aos berros, cada uma dentro do seu apartamento, com a porta aberta.
Só para encerrar esta breve amostra, ela está organizando com afinco sua festa de 80 anos no ano que vem. Toda esta empolgação passou para a sua irmã mais velha, que está começando a planejar a sua festa de 90 anos espelhada no exemplo dela.
entoado pela Reverendíssima
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Ratapulgo
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2.12.02
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Acho bonita pessoa magra. Minha irmã Adeile é um pitéuzão, só que ela não é que nem a Sandyjunior, que é magra e cocózinha. A Adeile é uma mulher magra e com músculos que a vida lhe deu isso ela se esforçando muito. Ela é uma mulher forte em todos os sentido.
Mas eu, por exemplo, queria esmagrecer uns quilo mas não queria de jeito nenhum ser que nem a Sandyjunior, um filé minhom de xepa. Eu queria ser uma mulher forte, com bastante carninha, coxão mole, coxão duro, só queria tirar o cupim e o popozão. Não gosto de ter a bunda grande porque as calça custa a entrar. Mas minha cintura é mais fina que de muita magrela e eu gosto disso.
A comida é meu Jesus, ela que me faz num ficar pensando em boberagem.
extraído da Vida de Bete
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Ratapulgo
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2.12.02
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Mais um? É, e ainda bem! Não há nada que eu preze mais do que a minha vida.
Lembrei agora há pouco do meu aniversário de cinco anos: eu estava felicíssima, pois tinha completado uma mão inteira de aniversários. Virei toda contente para a madrinha de casamento dos meus pais e disse:
- Cy, Cy! Eu já tenho tudo isso de anos, olha!
Estendi uma das mãos deixando um enorme espaço entre um dedo e outro para mostrar bem quantos anos eu tinha. Feliz da vida pela conquista, soltei o sorriso de espremer os olhos que sempre me acompanhou e fui brincar de comemorar o meu aniversário.
Aos dez anos eu lembrei da história das mãos, mas a satisfação já não era a mesma. Naquela época tudo o que eu queria era ter quinze anos. Eu queria os dedos das mãos e os de um pé. Coisa de pré-adolescente que não vê a hora de crescer para beijar na boca e ser feliz. A Juracy (Cy) ligou para me dar os parabéns e lembrar que a meta dos dedos estava indo de vento em popa. Não dei muita bola (eu não admitiria uma infantilidade daquele tamanho!).
Na noite dos meus quinze anos meus pais liberaram a garagem de casa para uns vinte amigos. Dormimos todos amontoados com colchonetes e cobertores. A relação entre os dedos e a data estava completamente apagada pela possibilidade de dormir abraçada com uma paixão platônica que estava virando realidade. Enfim, beijar na boca e ser feliz! Minhas previsões dos dez anos se cumpriram.
Pouco antes de completar vinte anos, passei por um período de transição forte: questionamentos intensos, dúvidas, certezas e uma estranha sensação de maturidade.
Viajei uma semana antes da data festiva para o apartamento da praia. Fiquei sozinha pela primeira vez. Preparei minhas refeições todos os dias, caminhei na areia todas as manhãs para ver o sol nascer, nadei lá onde as ondas do mar se formam (antes eu tinha um pouco de receio de ir onde não dava pé), pensei muito, tomei sol (como eu adorava tomar sol!) e fiquei muito em silêncio e comigo mesma. Duas décadas rodeada de gente querida e falante... foi bom me isolar para ver como era.
Um dia antes dos vinte anos lembrei novamente da história dos dedos. E agora? Como seria? Foram-se os dedos das mãos e dos pés. Fiquei estirada na areia olhando para cada dedo e lembrando de todos os anos possíveis. Foi o suficiente para ter uma crise de riso de rolar na areia. As pessoas olhando e eu rolando despreocupada e à milanesa.
Quando começou a doer a barriga, levantei, arrumei minhas tralhas de praia, enfiei tudo dentro do carro e voltei para São Paulo para comemorar minha vida com as minhas pessoas.
Cheguei em casa, me dei uma roupa espetaculosa de presente, aparei a longa e eterna cabeleira, comprei hidratante para a pele queimada de sol e fui festejar cada dedo dos pés e das mãos que eu havia vivido.
Durante a festa eu estava tão contente e radiante como na minha festinha de cinco anos. Foi uma noite de gargalhadas, amigos e foi nesta festa que o maridon e eu nos aproximamos . Um mês depois minha vida estaria virada de ponta cabeça... mas essa é outra história que um dia eu conto.
salpicado de AMARULA COM SUCRILHOS
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Ratapulgo
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2.12.02
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Os amigos que me perdoem mas já faz algum tempo que tomei uma decisão: Não faço nada que não tenha vontade. Alguns estranham quando me chamam para sair e eu pergunto quem irá, declinando o convite em várias ocasiões.
Sei que isso pode soar mal e até dar a impressão que eu me coloque num patamar superior mas definitivamente não é o caso. Apenas quero me preservar de conversas e pessoas com as quais não me afino. Se é uma festa, onde é possível circular, vá lá. Mas esse negócio de sentar num bar com um monte de malas-sem-alça não é comigo mesmo. Detesto gritaria, gente que não olha no olho, que não sabe apertar a mão, que tem o horizonte a um palpo do nariz e principalmente, gente que não sabe beber.
Então, não vou. Se os meus amigos reais ficarem aborrecidos com isso, paciência.
escrito em Papel de Pão
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Ratapulgo
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2.12.02
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Eu imaginei que hoje o dia seria pesado. Pressenti. E não podia ser diferente já que ontem fui domir com o coração do tamanho de uma ervilha. Preocupada. Querendo fazer mil coisas e sem saber como. Querendo ajudar. Querendo ser analgésico. Perdida entre tantos quereres eu adormeci. E sonhei muito. Tanto que acordei cansada. Com a sensação de ter corrido léguas.
Aí fui pro hospital desejando atender pacientes felizes e serelepes, que me enchessem de beijo e me chamassem de tia. Mas como comigo querer não é poder, peguei logo uma bronca. Uma mãe com uma menininha de 12 dias que tinha sido abandonada na porta da casa dela. Ela se afeiçôou do bebê e decidiu que ia adotar. Como uma pessoa responsável, levou a criança ao pediatra da sua cidade (ela é do interior), que constatou que ela tinha microcefalia (a cabeça dela é beeeeeem pequenininha) e foi orientada a procurar o IMIP que é hospital de referência. Quando fui examinar, de cara, vi que a menina tinha muito mais que isso. Parecia se tratar de uma síndrome genética porque tinha um rosto muito característico. E eu via a mãe ali em negação total, dizendo que tinha certeza que o médico tinha medido o perímetro cefálico errado e que a filha era normal. E eu fui tentando dizer, com jeitinho, que não era bem assim, que ela tinha problemas, que íamos investigar, e que o médico estava certo sim. Só que minha staff tinha que estragar tudo. Contei-lhe o caso e pedi pra ela dar uma olhada. E a grossa, mal educada, cavala e sem-coração foi logo dizendo que a menina tinha cara de ser Down, que não ia ser inteligente, que ela se preparasse e decidisse se ia querer mesmo continuar no processo de adoção da menina ou se ia desistir. É óbvio que a mãe começou a chorar. Soluçando. Beijava a menina no colo entre lágrimas. E a puta da médica não estava nem aí, e ainda mandava que a mulher se acalmasse, da maneira mais estúpida possível. Quando ela saiu da sala a mãe me abraçou e ficou chorando no meu ombro. Eu fiquei arrasada. Deu uma sensação ruim. Eu conversei, dei força, mas não sei se consegui muita coisa não. Foi triste, muito triste.
contado pela Nem menina, nem mulher
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Ratapulgo
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2.12.02
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Longos cabelos pretos, com mechas ruivas e loiras. Era uma loira ruiva morena. Se essa não é a mulher perfeita, perdoem-me, mas eu não sei como ela é.
– E aí, vai responder ou não?
– Espera. Calma. Calma. Essa pizza é pra quem mesmo?
– Pra Lúcia.
– Olha... deixa essa pizza aqui, e eu entrego pra ela.
– Mas... o procedimento não é esse. Ela fez o pedido, ela tem que receber.
– Tudo bem. Ela foi ao banheiro, ou ao banco, não sei. Sei que ela saiu e me pediu para receber a pizza por ela.
– Mas ela acabou de me atender ao telefone...
– Eu sei, eu sei. Mas... vem cá, chega mais perto e eu vou te contar o que acontece. Não é bom falar essas coisas alto, outras pessoas podem ouvir e a Lúcia se ofender. Sabe o que é? A Lúcia pediu a pizza, mas ela está sem dinheiro, entende? Então pediu para que eu pagasse a pizza para ela, e depois ela me paga.
Ela ficou meio ressabiada, mas eu minto bem, e não lhe dei muito tempo pra pensar:
– Você acha que eu iria fazer o quê? Roubar a pizza de uma funcionária? Olha, tá aqui o meu cartão. Se ela reclamar que não recebeu a pizza, você diz que deixou comigo. Tá certo? Quanto é?
– Dezesseis e noventa e... nossa.
– O que foi?
– Esse cartão que você me entregou! - Bingo! Mulheres são tão previsíveis... principalmente as perfeitas. Aliás, é a previsibilidade que as torna perfeitas.
– O que tem ele?
– É do clube de motoqueiros Road Toasters. Sempre quis participar de um passeio deles!
– Então está convidada!
– Sério?
– Seríissimo.
Não me lembro de já ter visto sorriso mais lindo. Ok, já disse isso antes, mas dessa vez é a última.
Certo, já disse isso antes, mas dessa vez eu tenho certeza. Se houver sorriso mais perfeito que aquele, não é nesse planeta.
– Qual o seu nome?
– Alessandra.
– Pois bem, Alessandra, me dá seu telefone, pra eu poder te informar quando for acontecer um encontro do pessoal.
– Claro. Toma. - (YESSSS!).
– Ok, eu te ligo assim que souber de alguma coisa.
– Certo, gatão. Vou ficar esperando. - Aí pegou o cheque, deu outro sorriso, ainda mais lindo que o anterior, piscou foi embora.
Piscou para mim! Sorriu para mim! Me chamou de gatão!
Entreguei a pizza para a Lúcia, que não entendeu nada quando levou um tremendo beijo no rosto e o mais sincero "Obrigado!" que já ouviu na vida e voltei para minha mesa. Acho que fiquei uns 15 minutos pensando naquela maravilha que tinha acabado de deixar a minha sala, quando me lembrei.
Eu tinha vendido minha moto. Há uns 6 meses.
Eu não participava de um passeio com os caras há pelo menos um ano e meio.
Por que eu sempre faço essas coisas, meu deus? Por quê?
citado do Sobre nada... e talvez alguma coisa.
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Ratapulgo
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2.12.02
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"O homem que diz 'sou', não é
porque quem é mesmo é 'não sou'"
(Canto de Ossanha - Baden Powell e Vinicius de Moraes)
Quase não vinha escrever hoje. Para ser sincero, só estou escrevendo mesmo porque tive que ligar o computador para procurar a cifra dessa música aí, Canto de Ossanha, para ensaiar bastante e dedicá-la ao Sabichão da próxima vez em que ele aparecer no bar.
Ontem ele apareceu, como aparece pelo menos duas vezes por mês, para meu desespero. É um carequinha meio gordo, mulato e petulante. Vem sempre com uma turma que não sei por que anda com ele: parecem pessoas legais. O Sabichão senta sempre de costas para o palco e lá pelas tantas, quando já está bêbado, grita:
-- Toca Chega de Saudade!
Sem olhar para o músico, claro. O pedido é a senha para ele começar seu discurso pró-João Gilberto: É um gênio, é um deus, é tudo na vida de um Sabichão. Aí ele engata um papo sobre a importância de Chega de Saudade para a música universal. Sim, porque acho que para ele João Gilberto é influência inconteste até para os músicos de Alfa-Centauro. Fala alto, o Sabichão, para ver se impressiona alguém com sua pseudo-erudição. Os amigos trocam olhares que são verdadeiros pedidos de socorro, mas ele não nota, ou finge que não.
E durante o tempo todo ele faz um negócio que me dá vontade de voar na garganta do desgraçado: Acompanha as músicas fazendo os acordes com a mão esquerda no braço direito. Acho que quer mostrar aos outros que é músico também. Às vezes tenho ganas de convidá-lo para subir ao palco só para desmascará-lo. Mas me contenho, pensando que ele bem pode começar um de seus discursos chatos sobre João Gilberto no microfone...
Eu não sei o que essa gente tanto vê em João Gilberto. Ora, qual é a vantagem de se cantar baixinho daquele jeito? Poder cantar quando está resfriado? Ora, eu já vim trabalhar resfriado algumas vezes, e nem por isso fiquei sussurrando ao microfone, muito menos reclamando do som. Se um dia eu fosse a um show dele (coisa que não pretendo fazer) e ele reclamasse do som, eu juro a vocês que gritaria "João, quer ouvir sua voz? Canta mais alto, porra!".
Ah, cara chato...
Pronto, achei a cifra do Canto de Ossanha. Não é tão difícil. Vai ser bom cantá-la para o Sabichão.
lambado pelo Chicote Verbal
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Ratapulgo
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2.12.02
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Hoje pela primeira vez fiz uma private dance para uma mulher; se bem que foi mais de zoieira do que pra valer. Das 10 meninas trabalhando hoje no pub no shift diurno, das 12 ás 6, 6 eram brasileiras. E era aniversário da uma delas, a Leah, que é daquelas que prefere meninas. Daí, a galera decidiu dá um presente para ela: uma private de cada uma. Imagine! Ela saiu dizendo que agora entende como os pobres customers se sentem. Tipo uma tortura gostosa, diz ela.
teased by Naked Emotions
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Ratapulgo
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2.12.02
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1.12.02
Eu odeio crianças-talentosas. Eu odeio crianças prodígio. Eu odeio programas que exibem shows de crianças. Eu odeio crianças engraçadinhas. Eu odeio assistir criança cantando. Eu odeio assistir criança dançando. Eu odeio assistir criança contando piada. Eu odeio a Talentos Brilhantes. Eu odeio crianças fazendo gracinhas. Eu odeio crianças de cabelo encaracoladinho. Eu odeio crianças banguelas. Eu odeio crianças que tem mais Barbies do que eu. Eu odeio crianças de sete anos. Eu odeio crianças de oito anos. Eu odeio crianças de 12 anos que se acham adolescentes. Eu odeio criança pulando corda. Eu odeio gente que tira foto de criança e fica mostrando pros outros. Eu odeio criança que passeia em shopping. Eu odeio criança que se veste de adulto. Eu odeio criança que chora sem parar. Eu odeio criança gripada com o nariz escorrendo aquele creme verdinho. Eu odeio sentar do lado ou atrás de uma criança no onibus ou metro. Eu odeio o novo Trem da Alegria. Eu odeio criança mal-educada. Eu odeio criança que é obrigada a tentar falar PINDAMONHANGABA pelo Raul Gil aos sábados. Eu odiava Domingo no Parque. Eu gosto de criança amordaçada e bem longe de mim.
declaração de MONDO TRASHO
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Ratapulgo
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1.12.02
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Estava me lembrando de amigos queridos, de pessoas que passam, mas que deixam marcas.
Eu tinha uma amiga que conheci na 6ª série. Ela se chamava Tati. Hj pensei muito nela.
A Tati era uma grande amiga. A gente compartilhava a ira de ser magrela. Naquela época éramos fãs alucinadas e dementes pelo Jon Bon Jovi. Não tinha CD, só vinil. Depois da aula, íamos para a casa dela, onde seu pai, o seu Antonio, preparava uma sopa deliciosa, para curtir o som do disco. Ainda me lembro que ele estava tão riscado que parecia estouros de pipoca. E ao som das músicas dos caras, a gente viajava, sonhava alto. Aos dezoito anos íamos morar num apartamento super legal. Seríamos modelos, namoraríamos o Jon... epa! nessa hora começava a guerra. Então a gente arrumava outros moços. Era divertido.
Os maiores programas era passear no shopping. Ainda mais que num das lojas tinha um cara chamado Ivo que era a cara do Jon Bon Jovi. Era delírio! E a gente nem se importava pela idade do cara. Qta coisa boa! Só a vida sempre vai por caminhos esquisitos. E o que é mais esquisito: é a gente que faz isso!
Faz muitos anos que não vejo a Tati. Qdo a gente tinha mais ou menos 15 anos ela começou a namorar um cara super legal, gatinho. Naquela época eu já trabalhava e o cara, o Jr, trabalhava pertinho de mim. E éramos amigos, íamos juntos. Só que comecei a notar que ele era um tanto estranho. Eu era uma menina até que bem ingênua... demorou para perceber que ele estava me cantando. Até que ele foi descarado.
Eu, lógico, mandei ele pastar e contei tudo para a minha amiga. Ela ficou arrasada. Alguns dias depois, toca acampainha de casa. Era a Tati e o Jr. Foi aquele "fuá"! Ele me chamou de tudo qto era nome e a forçou a dizer que nunca mais falaria comigo. Ela chorava muito. E disse.
E assim foi. Nunca mais nos falamos.
Fiquei sabendo, um tempoinho depois, que a Tati tinha engravidado e casado com ele. Depois de mais um tempinho, fiquei sabendo do nascimento do segundo filho.Nunca conheci nenhum dos dois.
Aos dezoito anos, eu morava sozinha. Na minha casa... com meu filho. Havia me separavdo do pai dele e estava muito feliz, embora ainda "zureta" com a situação. Hj penso: puxa... eu só tinha dezoito anos, devería estar curtindo e já tinha tantas responsabilidades. Pois é... E a Tati tb nunca viu o meu filho.
Na minha gravidez senti vontade de tomar a sopa do seu Antônio... mas não tive coragem de ir até lá para pedir sopa. Ainda bem que meu filho não nasceu com cara de sopa! Mas alguns anos depois... nas últimas eleições, encontreo o seu Antônio. Eu o chamava de Peixe, pq era santista. E ele me chamava de Palmeirinha. O seu Antônio estava sentado na calçada da escola onde eu estudei, onde estudou a filha dele. Quase não reconheci.Era um mendigo.
Aquilo foi tão triste. Eu cheguei bem perto e disse um oi. Ele estava bêbado, mas me reconheceu. Deu sorriso e falou: 2 a 0. Não entendi, mas acho que deve ter sido por causa de algum jogo do Santos e do Palmeiras. Foi triste pra caramba!
Nem sei pq estou escrevendo essas coisas... Como crescer é foda, né?! É... Mas nem tudo foi ruim! Crescer foi muito bom em outros sentidos. Eu sei dirigir, tenho um filho de seis anos maravilhos, sou dona do meu nariz, trabalho, estudo, viajo, tenho amigos maravilhosos, um blog para escrever sandices, tenho minhas crenças mais fortes do que nunca, etc.
Sem contar que eu cresci até bem. Até fiquei com o Ivo, o Jon Bon Jovi Cover.
Foi a minha glória.
rememorado no Blog dos PIC WICCAS
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Ratapulgo
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1.12.02
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O Diário dela:
No Sábado à noite ele estava estranho. Combinamos de nos encontrar no bar para tomar um drink. Passei a tarde toda nas compras com as minhas amigas e pensei que pudesse ser por minha culpa, porque me atrasei um bocadinho, mas ele não fez grandes comentários.
A conversa não estava muito animada, de maneira que pensei em irmos a um lugar mais íntimo para podermos conversar melhor em particular. Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho. Tentei animá-lo e comecei a pensar se seria por minha causa ou outra coisa qualquer.
Perguntei, e ele disse que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele limitou-se a por o braço por cima dos meus ombros. Não sei que raio quis dizer com isso, porque não disse que me amava também, nem nada, e estava ficando mesmo preocupada.
Finalmente chegamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar!
Por isso tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós.
Por fim, embora relutante, disse que me ia deitar. Mais ou menos 10 minutos ele foi se deitar também e para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços e fizemos amor. Mas ainda parecia muito distraído, e depois quis conforta-lo e falar sobre isso, mas comecei a chorar. Chorei até adormecer.
Já não sei o que fazer. Tenho quase certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.
O Diário dele:
Merda! Meu time perdeu. Ao menos dei umazinha.
revelado pela A Irmandade da Mariposa
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Ratapulgo
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1.12.02
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Mulher é mesmo um ser muito engraçado. Esta manhã fiquei pensando no que vestir, parada, contemplativa, olhando para o guarda-roupa aberto, sem saber nem por onde começar. A dúvida ia de que calcinha vestir a que sapato calçar. Acabei usando um terninho novo. Bom, legal, clean, chique. Mais tarde tenho um "encontro". Nada demais, só uma saída. Mas já não suporto a idéia de usar o terninho. Resultado : roupas na mala. Sim, ROUPAS, no plural. Porque não sei com que espírito vou estar à noite e consequentemente não saberia o que vestir. Humpf ! Coisa de mulher ...
written By myself
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Ratapulgo
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1.12.02
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Copy and Paste bom é aquele que o cara não muda nada, afinal de contas, já que vc gosta do layout que vc vai copiar, pra que mudar? E mais uma vez a Apple é homenageada por esse incríveis "dizainers" que adoram um menuzinho pronto.
Categoria todo mundo copia:
Copy and Paste.
copiado e colado do let's blogar
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Ratapulgo
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1.12.02
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Hoje eu quero dizer que eu vivo num mundo de luxo, glamour e seducao que, gracas a deus, é para poucos, fofolete. vai ser *A* referência, bonita. Na real: vc está com dor de cotovelo pq vc nunca foi e nem irá as essas festas óoooooooooootimas, nem aos camarins do spfw.. Portanto, vai chupando halls preto e tomando sonrisal com agua gelada enqto vc nao tem acesso a veulve cliquot, mafiosa!
pingado no Gotas de Luxo
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Ratapulgo
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1.12.02
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Hoje li uma crónica de Manuel Vincent, publicada no “El Pais”, que me emocionou.
Ei-la aqui (com mil perdões pela tosca tradução...), como um presente para todos os Carneiros meus Irmãos:
“No centro de uma praça pública havia um saco cheio de pedras de bom tamanho. Eram peças sagradas. À sombra dos pórticos, uma centena de homens justiceiros esperava.
Em seguida chegaram uns soldados, arrastando a mulher adúltera, que foi recebida em silêncio por todos os olhares enquanto era depositada em terra com os pés atados. Um honorável magistrado leu a sentença e a sua voz uniu-se ao balido de umas cabras que, desde longe, participavam na cerimónia. A morte por lapidação para a mulher adúltera estava ordenada pelo Livro Sagrado, o qual não admitia o perdão e nem sequer a lástima. Uma vez lida a acusação, os justiceiros deveriam aproximar-se da vítima e armar o braço com uma ou várias das pedras contidas no saco. Todos o fizeram de forma séria e decidida, formando depois um círculo em volta da mulher, agora ajoelhada e imóvel.
A condenada dobrou o tronco até que os seus lábios tocaram o chão de terra batida e protegeu a cabeça com as mãos, esperando apenas a derradeira graça de ser atingida mortalmente com a primeira pedrada. A um sinal do juiz que comandava a liturgia, todos os verdugos levantaram a mão, mas nesse preciso momento, e sem que se saiba de onde vinha, ecoou a voz poderosa de um profeta: “Quem de entre vós estiver livre do pecado, que atire a primeira pedra”.
Esta ordem, que soou acompanhada por um tremendo relâmpago, paralisou os executores. Com as pedras ainda nas mãos, começaram a explorar as suas consciências. Enquanto a mulher adúltera soluçava e empapava a terra com as suas lágrimas, os justiciadores iam achando, dentro da sua própria alma, os desejos libidinosos e os actos inconfessáveis que tinham cometido e que continuavam impunes. Todos largaram a pedra no chão e se afastaram, todos menos um deles. Era um homem puro, livre do pecado, isento de qualquer culpa, o único legitimado para cumprir a sentença.
Quando a mulher adúltera levantou a cabeça, os pecadores haviam desaparecido. No meio da praça só permanecia aquele homem casto com o braço ainda armado. Enquanto ao longe as cabras lhe pediam clemência com os seus balidos, o homem lapidou a adúltera com gestos serenos e precisos, movido pela crueldade que nasce da pureza absoluta.”
tosquiado do Carneiro Preto
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Ratapulgo
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1.12.02
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Ah, antes que eu me esqueça:
MENSAGEM SUBLIMINAR É O CARALHO!!!
pago em Leite de Pato
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Ratapulgo
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1.12.02
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Por um acaso, talvez eu volte a sumir da net. Meu computador está com uma síndrome da sirene ensandecida. Eu ligo e ele começa a fazer um barulho horroroso. Na verdade já tem tempos que ele faz isso, mas antes a gente dava um socão na cpu, e parava. Agora não pára nunca mais.
Não por um acaso, mas eu estou com um belo roxo na mão.
sentido no nonsensE b/S
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Ratapulgo
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1.12.02
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